25 de maio de 2012
política de classe
27 de janeiro de 2012
PSD e CDS muito à direita da "Ala liberal"

A memória é uma coisa muito importante. Certa vez, eu e outros blogers fomos convidados a falar de Sá Carneiro. Com todo o espírito democrático, lá fui dizer o que penso sobre Sá Carneiro. Entre outras coisas deixei claro que não era "sa-carneirista", classificação que foi gentilmente oferecida aos blogers presentes (pertencentes a diferentes sensibilidades de esquerda, ou pelo menos à esquerda do PSD).
Não era e não sou, em primeiro lugar, porque não sou social-democrata, sou marxista. Em segundo lugar, a "social-democracia" de Sá Carneiro, se é que assim pode ser chamada, apesar dos discursos da Assembleia Constituinte, nunca esteve no campo da luta pelo socialismo. Concretamente, na viragem à direita em que a AD (PPD/PSD-CDS-PPM) chegou ao poder, o Governo de Sá Carneiro esteve contra as conquistas populares, na destruição das conquistas do povo (enfim este comentário até era escusado; sobre o ser ou não ser do socialismo, mais valia dos outros, mas isso são contas doutro rosário).
Apesar de tudo isto, e de outras coisas que referi, é de destacar que, enquanto membro da Ala Liberal, Sá Carneiro defendeu a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.
É, assim, lamentável vermos o estado a que isto chegou: censura na RDP; um governo do PSD e do CDS muito à direita da Ala Liberal dos tempos da Ditadura.
De resto, sublinho a pergunta do Fabian: Onde está o entusiasmo agora?
29 de setembro de 2011
Os 10 anos de moralismo por Michael Seufert
1 de julho de 2011
A primavera da maioria de direita
A primavera de entusiasmo da nova maioria de direita durou até ao dia de ontem, o programa de governo ainda não tinha sido sufragado já a desilusão marchava entre os groupies do governo, exemplo disso são estes dois belos textos do Insurgente e do Blasfémias. Bem sabemos que o imposto extraordinário sobre o subsídio natal é um acto patriótico e de suprema necessidade para o saneamento das contas públicas, fruto dos dados da execução orçamental revelados pelo INE na quarta-feira transacta. Não podia ser de outra forma, ou não fosse o guarda-chuva da pátria o eterno abrigo da violação dos contratos eleitor-eleito, ou a capa do semanário SOL revelar que este corte já estava previsto e pensado por Passos Coelho.
E como é óbvio, a feroz oposição aos PEC's por parte do CDS/PP, o chumbo ao PEC 4 por parte do PSD e a promessa de Pedro Passos Coelho no dia 1 de Abril em não aumentar os impostos, já andam por mares nunca antes navegados.
De traição à tradição a direita portuguesa não pode ser acusada, cumpre o dia das mentiras à risca e contradiz os preceitos do seu programa eleitoral logo nos primeiros dias em frente ao executivo.
Ficámos igualmente a saber que a retenção do subsídio de Natal será superior para os que auferem menos:
| Sub Natal | Imposto | Tx anual | Var tx anual |
| 500 | 7,5 | 0,11 | |
| 1000 | 257,5 | 1,84 | 1,73 |
| 2000 | 757,5 | 2,71 | 0,87![]() |
| 3000 | 1257,5 | 2,99 | 0,29 |
| 4000 | 1757,5 | 3,14 | 0,14 |
| 5000 | 2257,5 | 3,23 | 0,09 |
| 6000 | 2757,5 | 3,28 | 0,05 |
Quem desenhou isto? O imposto mais regressivo da época. Bem sei que O IVA também é, e que conta muito como o dinheiro é (foi) gasto. Mas, mesmo assim.
Explico: a primeira coluna é o subsídio; a segunda é o imposto em euros; a terceira é imposto em percentagem do salário anual (i.e. imposto a dividir por subsídio de natal - com n pequeno - x 14); a quarta é a variação dessa taxa, que se aproxima de zero à medida que o rendimento sobe...
(via Pedro Lains)
Bem podem Rui Machete e Paulo Portas apelar ao acordo social e fazer guerra preventiva à contestação, mas quem fez a transferência de Atenas para Lisboa foram os assinantes do acordo da troika.
19 de abril de 2011
A troika do gamanço

A troika “FMI & companhia” queria companheiros para formar a quadrilha. PS-PSD-CDS estão aptos para o gamanço. A esquerda não reúne com quem vem extorquir salários, pensões, serviços públicos, vidas.
(também publicado aqui)
24 de março de 2011
Caia também a governação falhada (II)

Caiu aquele que era o governo "de facto" PS/PSD/CDS, mas a governação austeritária persiste. Num golpe de salvação do que lhe sobra e para se safar, o PS voltou em força à tática da vitimização.
A esquerda parlamentar, por iniciativa do Bloco de Esquerda, censurou o Governo. Os sindicatos e comissões de trabalhadores de vários sectores, com muitas jornadas de luta, censuraram o Governo. E todas as gerações de um país precário, corporizadas em 300 mil a 400 mil pessoas nas ruas do 12 de Março, já tinham censurado o Governo e a governaçao falhada.
Todos os comentadores da direita e do centro gritavam que em nome de um qualquer "interesse nacional", não podia haver uma "crise política" que se juntasse à crise económica.
Falavam e falam de "interesse nacional" como se os interesses da maioria deste "país precário" não fossem diferentes e contrários, por exemplo (!), aos de uma certa minoria famílias portuguesas (Lima Mayer, Mello, Champalimaud, Espírito Santo, Pinto Basto, Bensaúde, Ulrich, Azevedo) a que se junta uma família angolana (a do presidente José Eduardo dos Santos). Os "donos de Portugal" não gostam nada dos incómodos que lhes causa a participação popular na democracia.
Queriam, em rigor, os tais comentadores, esconder o facto de que é a estabilidade da política austeritária (que serve aqueles poucos) que condena a esmagadora maioria do povo a vidas precárias e instáveis, a vidas em crise.
Também menino de boas famílias políticas, há muito vendidas ao liberalismo, o PS sabia para onde, com o forte apoio do PSD e do CDS, nos estava a levar. O PS sabia que de PEC em PEC era o FMI que ia entrando de assalto na casa de cada um e cada uma e não queria pagar sozinho os custos políticos dessa traição ao povo. Censurado à esquerda no parlamento, censurado nas ruas, querendo ou passar a factura aos companheiros de PECado (PSD e CDS) ou partilhá-la com eles, o PS só viu uma hipótese de se safar: desviar as atenções para um novo conflito interno no Bloco Central, para que o povo se "esqueça" que o conflito maior é entre o a política austeritária e os interesses do povo explorado.
Perante a queda do Governo, sabemos que todos os PECadores querem que a mudança seja para que tudo ficar na mesma, no mesmo caminho de lapidação da democracia e do roubo do salário em várias vertentes. E, também por isso, há muita gente de esquerda que hesita perante eleições por ter deixado condenar o seu pensamento e ação à inevitabilidade da alternância sem alternativa entre PS e PSD. Esses não queriam eleições por temer a vinda da direita. Mas é preciso sair da prisão dessa lógica miserável do melhorismo e do menos-mauismo. Uma esquerda de coragem e confiança, deve aprender com a luta popular e não ter medo de eleições.
É com essa coragem e essa determinação a esquerda vai continuar a lutar pelos interesses das trabalhadoras, dos precários, das imigrantes, dos estudantes, das pensionistas pobres e dos jovens a quem o futuro é roubado. É a hora da democracia, de devolver a palavra ao povo. É preciso chumbar a governacão falhada!
Também publicado n' A Comuna.net
22 de março de 2011
Cuidado com eles!

Soares faz "um apelo angustiado" a que Cavaco chame os partidos a um entendimento sem eleições. Rebelo de Sousa apela a uma maioria PS-PSD-CDS pré-eleitoral para aprovar o PEC e pós-eleitoral para formar governo. Querem, de uma maneira ou de outra, a continuidade da política austeritária, da crise na vida dos explorados.
(também publicado aqui)
14 de fevereiro de 2011
Camaleão
Paulo Portas procura aparecer como grande opositor ao Governo, acusando a moção de censura do BE de ser um potencial "favor" a José Sócrates. Talvez convenha recordar ao Presidente do CDS/PP que há uns meses atrás viabilizou o primeiro Orçamento de Estado deste Governo. O que foi um favor claro ao PS e um contributo desastroso para o estado social do país.Frase do dia na comuna.net
13 de fevereiro de 2011
Domingo de Censura
A riqueza da Esquerda - Maria de Lurdes Vale
De resto, o Bloco e o PCP convergem na necessidade de censurar o governo a partir dos interesses populares subjugados. Coincidem mesmo na necessidade de substituir o governo e de encontrar para isso um protagonismo social e político novo, capaz de políticas de emprego contra a recessão, de distribuição da riqueza e não de promoção do despedimento fácil, dos salários baixos e do trabalho precário
Jorge Costa - Porquê Agora?
O inefável Santana Lopes grita que isto tudo é insuportável e Pacheco Pereira vocifera desalmadamente como é costume. Mais longe, Passos Coelho reage com calma mas em francês, Marques Mendes fica atrapalhado e Marcelo ainda não disse nada. Os outros, todos, recomendam o apoio ao governo.
Ai meu deus que vem aí a Direita - Francisco Louçã
Mas a estabilidade de quem? Dos de cima? Da burguesia? Da Banca? Dos Amorins? É que os portugueses que estão a braços com o desemprego, a precariedade e a exploração não sabem o que é estabilidade!
Por isso apresentamos uma moção de censura - Moisés Ferreira
António Costa, mais uma vez responsável por elaborar a moção de Sócrates para o congresso do PS, deitou a pérola falante de se mandar a factura ao Bloco dos juros da dívida do próximo mês, até ao voto da moção de censura. A graçola é estúpida e revela o podre do PS. Apetece, contudo, perguntar: o PS quantos anos paga?
graçola - Luís Fazenda
10 de dezembro de 2010
CDS-PP: O Embuste da Acção Social Escolar
O mais espantoso, foi o projecto de lei apresentado pelo CDS-PP, que retira o valor da bolsa de cálculo de rendimento do agregado, mantendo todas as regras do Decreto Lei 70/2010. Espantoso porque, não é isso que o CDS-PP tem vindo a afirmar nos meio de comunicação e que prometeu aos estudantes na Manif de dia 17 de Novembro. Isto é tudo um grande embuste.
O CDS-PP tem vindo a reafirmar, através do Deputado Michel Seufert, que o Projecto de Lei 461-XL, ontem apresentado na AR, vem retirar as bolsas da Acção Social do Decreto de Lei 70/2010. Isto é, que as bolsas não vão ser submetidas as novas regras de cálculo do rendimento do agregado nem à nova formula de capitação. Na sua essência, o Decreto de Lei 70/2010 não se vai aplicar ás bolsas de acção social.
Mentira. Se olharmos com atenção para o Projecto de Lei apresentado pelo CDS-PP, não é nada disto que está lá dito. A única alteração que é proposta é a eliminação da Alínea H, do Artigo 3º “Rendimentos a Considerar”. Isto é, que as bolsas não são consideradas como uma forma de rendimento. No cálculo das bolsas excluem-se os valores referentes a bolsas de estudo e de formação, o resto continua tudo igual. As bolsas não saem do Decreto de Lei 70/2010.
Existe uma enorme discordância entre o discurso do CDS-PP e o Projecto de Lei apresentado. Estão a vender gato por lebre. Estão a enganar todos os estudantes.
Há cada vez mais pessoas a pensar como nós? Ao vender gato por lebre, sim. No meio de tanta desonestidade política, sim.

Nuno Moniz
Ricardo Sá Ferreira
25 de setembro de 2010
Malmequer, Bem-Me-Quer

A tese: 'Governo suspende negociações e promete demissão se PSD chumbar o Orçamento'
(in manchete do Público, 24set2010)
A antítese: 'PSD não negoceia... mas vai deixar passar o Orçamento'
(in manchete do Expresso, 25set2010)
A síntese: 'Cavaco "força" diálogo PS-PSD para Orçamento, Sócrates mantém tensão'
(in manchete do Público, 25set2010)
Ou nada-disso: Aquelas 3 manchetes, uma de ontem e duas de hoje, resumem o discurso da pseudo-crise-política PS-PSD:
O Bloco Central já tem um orçamento, há muito tempo, em linhas gerais chama-se: PEC. Porém encenam esta briga de novela: "diz que me amas!", "diz tu", "tu já não me amas :(", "amo-te muito", "não amas nada...", "amo sim", "amas, amor?!", "amo sim", "não, tu já não me amas..."
O PS vai agarrar-se ao poder até não poder mais e o PSD só vai querer derrubar o governo, quando as sondagens lhe derem indicadores fortes de vitória a solo ou com a muleta CDS.
O "aqui d'El-Rey" desta pseudo-crise política PS-PSD é respondido prontamente por Cavaco. O Centrão finge estar em cisão e o Cavacão arma-se em conciliador daquilo que já estava concilidado: uma união de facto, há muito, consumada por PEC's, actos e omissões.
Dinamizar um movimento para vencer Cavaco é abrir as brechas necessárias para quebrar o betão armado do arco da governação falhada.
20 de setembro de 2010
Ainda os ciganos... do CDS
Em Junho publiquei aqui um post sobre uma notícia que relatava a indignação de Diogo Feio deputado europeu pelo CDS/PP perante atitudes xenófobas da Polícia Luxemburguesa em relação aos cidadãos portugueses.
Esta semana, os seus comparsas na Assembleia da República, juntamente com a maioria dos PS e dos PSD, atiraram-se ao ar por causa de um voto de condenação ao Estado Francês pela expulsão dos cidadãos ciganos, que azar dos azares, são tão europeus como o bom velho português.
É de lembrar que não há muitos anos os portugueses em França eram apelidados com os mesmos adjectivos com que mimam os ciganos hoje.
Certamente que depois dos ciganos a limpeza social continuará, porque a economia francesa e o desemprego continuam a não dar sinais de melhoras.
Com um agravamento das condições sociais em França quem sabe se Sarkozy não tem a ideia peregrina de culpar os portugueses que lá trabalham?
Nessa altura CDS/PP, PSD e PS continuarão ao lado de Sarkozy ou reconhecerão que no fim de contas são apenas "ciganos como nós?"
9 de setembro de 2010
O meu elogio ao CDS/PP - JP
Por mais que me custe, vou ter que elogiar uma iniciativa do CDS/PP e da Juventude Popular, mais concretamente a Concentração/Acampamento Ambiente e Natureza. É que tanta criatividade e originalidade é mesmo difícil de encontrar entre as demais iniciativas e actividades partidárias, qual Chão da Lagoa, Festa do Avante, Socialismo 2010, Pontal, Universidade de Verão ou Matosinhos ...Em Abrantes é que vai ser, por apenas 20€, pode-se participar em actividades como: Taça JP e CDS - PP de poker e sueca; Torneio de pólo aquático entre jotas e menos jotas; Concurso para agarrar uma ovelha; Construção com fardos de palha; Baptismo de praxe dos novos militantes da JP de Abrantes; entre outros...
Como é óbvio, todas as actividades dão direito a prémio, como não poderia deixar de ser, o mérito de se conseguir agarrar uma ovelha ou de se fazer a melhor construção com fardos de palha tem que ser premiada.
19 de agosto de 2010
E se substituíssemos um pobre que recebe o RSI pelo Américo Amorim?
28 de julho de 2010
CDS-PP na sua génese...
Quem é que são os verdadeiros animais?
Eu preferia ser um animal como um touro...
... do que ser um animal como os membros do CDS que celebram e festejam torturando e sacrificando animais !!
21 de junho de 2010
Prémio " E o Cigano sou EU?!?!?!? "

"Diogo Feio, do CDS-PP, diz que as autoridades portuguesas devem tomar uma posição sobre o e-mail da polícia do Luxemburgo que se refere aos portugueses de forma negativa."
Pois... Eu pergunto o que é que as autoridades portuguesas devem tomar quando ouvem as tiradas xenófobas dos meninos do CDS/PP?
Já agora aceitam-se apostas: Quem é o burro que aparece na foto?
Uma pista: a crina não é postiça.
1 de junho de 2010
Todos os caminhos vão dar à China
Chinese Premier Wen Jiabao(C), Prime Minister Jose Socrates of Portugal(L), which currently holds rotating presidency of the European Union, and European Commission President Jose Manuel Durao Barroso(R) hold the 10th China-EU Leaders' Meeting Wednesday in Beijing, Nov. 28, 2007.(Xinhua Photo)Porém, eu não me recordo quando foi a última vez, que um Primeiro-Ministro (do PS ou do PSD), que um líder ou Presidente de um Partido de centro ou de direita criticou o regime Chinês. O que é certo, é que tudo lá vai fazer vénias. Do CDS até ao PCP.
Afinal de contas: Não importa se o gato é preto ou branco, desde que ele cace os ratos - Deng Xiaoping
Todos por convicção ideológica idolatram a China, uns pelo farol, outros pelo PIB que cresce a dois pontos percentuais ao ano.
31 de maio de 2010
Os ortodoxos
Se isto já pôs muito boa gente a esfregar as mãos, imagine-se o que acontecerá quando isto, começar a criar notícia na imprensa:
A Crueldade do Salário Mínimo: Como uma lei pode destruir uma indústria e atirar milhares de pessoas para o desemprego.
Como é fácil ser liberal. Para qualquer problema existe sempre uma lei ou um pedaço de Estado a mais, seja para a falta de "competitividade", de "criação de emprego", "de empreendedorismo"... enfim os chavões e a ortodoxia do costume, de quem com os seus óculos de fundo de garrafa não consegue tirar os olhos do catecismo.
Outra coisa a ter em conta, é este belo comunicado:
A Juventude Popular relembra em declarações à Lusa que o Salário Mínimo (SM) não é "mais do que o estabelecimento de um preço mínimo naquele que deveria ser o normal funcionamento do mercado de trabalho. Este preço mínimo tem dois efeitos muito claros no mercado de trabalho: impedir de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar por valor inferior a esse preço; por outro lado impede de operar todas as empresas e serviços que não tenham a capacidade de remunerarem aquele montante."


