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17 de maio de 2011
13 de abril de 2011
E o futuro, pá!

Lamento a frase dita por Otelo e destacada pela imprensa: "Se soubesse como o país ia ficar, não fazia o 25 de Abril". Mas não se trata de mudar o passado e na sua entrevista há outros elementos a destacar: os elementos que levam à desilusão de Otelo, mas que não nos fazem abdicar da democracia que temos, nem nos tiram a vontade de levar a democracia mais além e lutar pelo futuro.
O comentário da Joana Mortágua, julgo ser a melhor resposta:
Aos 75 anos, Otelo diz que não foi para isto que se fez o 25 de Abril: "Este povo, que viveu 48 anos sob uma ditadura militar e fascista merecia mais do que dois milhões de portugueses a viverem em estado de pobreza”. À juventude nascida em democracia e a todas as gerações à rasca cumpre, com consciência disso, mudar o futuro.
24 de março de 2011
Caia também a governação falhada (II)

Caiu aquele que era o governo "de facto" PS/PSD/CDS, mas a governação austeritária persiste. Num golpe de salvação do que lhe sobra e para se safar, o PS voltou em força à tática da vitimização.
A esquerda parlamentar, por iniciativa do Bloco de Esquerda, censurou o Governo. Os sindicatos e comissões de trabalhadores de vários sectores, com muitas jornadas de luta, censuraram o Governo. E todas as gerações de um país precário, corporizadas em 300 mil a 400 mil pessoas nas ruas do 12 de Março, já tinham censurado o Governo e a governaçao falhada.
Todos os comentadores da direita e do centro gritavam que em nome de um qualquer "interesse nacional", não podia haver uma "crise política" que se juntasse à crise económica.
Falavam e falam de "interesse nacional" como se os interesses da maioria deste "país precário" não fossem diferentes e contrários, por exemplo (!), aos de uma certa minoria famílias portuguesas (Lima Mayer, Mello, Champalimaud, Espírito Santo, Pinto Basto, Bensaúde, Ulrich, Azevedo) a que se junta uma família angolana (a do presidente José Eduardo dos Santos). Os "donos de Portugal" não gostam nada dos incómodos que lhes causa a participação popular na democracia.
Queriam, em rigor, os tais comentadores, esconder o facto de que é a estabilidade da política austeritária (que serve aqueles poucos) que condena a esmagadora maioria do povo a vidas precárias e instáveis, a vidas em crise.
Também menino de boas famílias políticas, há muito vendidas ao liberalismo, o PS sabia para onde, com o forte apoio do PSD e do CDS, nos estava a levar. O PS sabia que de PEC em PEC era o FMI que ia entrando de assalto na casa de cada um e cada uma e não queria pagar sozinho os custos políticos dessa traição ao povo. Censurado à esquerda no parlamento, censurado nas ruas, querendo ou passar a factura aos companheiros de PECado (PSD e CDS) ou partilhá-la com eles, o PS só viu uma hipótese de se safar: desviar as atenções para um novo conflito interno no Bloco Central, para que o povo se "esqueça" que o conflito maior é entre o a política austeritária e os interesses do povo explorado.
Perante a queda do Governo, sabemos que todos os PECadores querem que a mudança seja para que tudo ficar na mesma, no mesmo caminho de lapidação da democracia e do roubo do salário em várias vertentes. E, também por isso, há muita gente de esquerda que hesita perante eleições por ter deixado condenar o seu pensamento e ação à inevitabilidade da alternância sem alternativa entre PS e PSD. Esses não queriam eleições por temer a vinda da direita. Mas é preciso sair da prisão dessa lógica miserável do melhorismo e do menos-mauismo. Uma esquerda de coragem e confiança, deve aprender com a luta popular e não ter medo de eleições.
É com essa coragem e essa determinação a esquerda vai continuar a lutar pelos interesses das trabalhadoras, dos precários, das imigrantes, dos estudantes, das pensionistas pobres e dos jovens a quem o futuro é roubado. É a hora da democracia, de devolver a palavra ao povo. É preciso chumbar a governacão falhada!
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17 de março de 2011
Não há revolução sem música
Há muito, que reflectia sobre uma questão: "Não há revolução sem música". E como a música não se ouvia... Estava longe de adivinhar em que dias iam brotar as canções que seriam apropriadas pela revolta popular: o "Parva que sou" dos Deolinda "E o povo, Pá?" dos Homens da Luta são definitivamente as mais marcantes no 12 de Março.
Esta, dos Blasted Mechanism, embora (ainda?) longe de se afirmar na linha da frente, também gostei dela... anima:
Venham mais cinco ou mais dez, que esta a revolta tem pernas para dançar!
Esta, dos Blasted Mechanism, embora (ainda?) longe de se afirmar na linha da frente, também gostei dela... anima:
Venham mais cinco ou mais dez, que esta a revolta tem pernas para dançar!
"Eu posso dar aulas de Relações Internacionais a Maria Filomena Mónica"

Disse Maria Filomena Mónica no Público de 13 de Março: "Os promotores da manifestação de ontem [da Geração à Rasca] são todos licenciados em relações internacionais. Isto habilita-os a quê? Alguém se deu ao trabalho de olhar o conteúdo destes cursos? Os docentes que os regem sabem do que falam? Duvido."
MFM, Licenciada em Filosofia pela Universidade de Lisboa (1969), Doutorada em Sociologia pela Universidade de Oxford (1978) é investigadora-coordenadora emerita do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, é um nome incontornável nas ciências sociais contemporâneas em Portugal. Contudo, o seu curriculum não torna aceitável e até desaconselha este insulto a todas e todos os estudantes, investigadores, docentes e profissionais das Relações Internacionais.
É motivo de orgulho para as internacionalistas e os internacionalistas ter entre os seus colegas: Paula Gil, João Labrincha, Alexandre De Sousa Carvalho e António Frazão, as quatro pessoas que desencadearam um protesto que levou centenas de milhares de pessoas às ruas, por todo o país, continente, ilhas e até junto de alguns consulados e embaixadas.
Post-scriptum: Adere à comunidade do Facebook:
"Eu posso dar aulas de Relações Internacionais a Maria Filomena Mónica"
13 de março de 2011
O primeiro dia do resto da nossa vida
A voz activa, de todos os que estiveram ontem na rua, deixou uma mensagem clara: são mais que um recibo, que um número estatístico, que um processo na Segurança-Social, nos Serviços de Acção Social ou nas Finanças e acima de tudo, bem mais que uma despesa corrente do aparelho de Estado.
Hoje no Esquerda.net
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