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11 de junho de 2010

Islamofobia na Holanda


O “Partido Popular para a Liberdade e Democracia” (VVD) venceu as eleições, em que os Holandeses privilegiaram os partidos cujo programa dava grande ênfase á economia. Os resultados de ontem ditam que o VVD elegeu 31 deputados, em 150 possíveis, tendo um lugar a mais que o Partido Socialista (PvdA).

Contudo, a latitude politica dos Holandeses não se restringe á economia. Grande importância foi à imigração. Deu-se mais importância á anti-imigração. Minto, deu-se mais importância ao combate ao Islão e aos muçulmanos.

Na onda da crista, abertamente racista, esta Geert Wilders, que arrecadou 24 assentos parlamentares para o “Partido da Liberdade” (PVV). No seu discurso aos militantes, Geert Wilders afirmou que “Somos os maiores vencedores hoje. A Holanda escolheu mais segurança, menos crime, menos imigração e menos Islão”.

Agora existe um dilema. O vencedor das eleições, o VVD, precisa de fazer uma coligação para assegurar os 76 lugares que constituem uma maioria parlamentar. Em teoria, o Geert Wilders e o seu “Partido da Liberdade” poderão ter um papel determinante no formação do Governo. Algo preocupante, visto que este mesmo “Partido da Liberdade” e o seu líder Geert Wilders que queria introduzir um imposto sobre a burqua, que demonstram um racismo latente perante o Islão e que diz que “não odiamos muçulmanos, odiamos o Islão” podem ascender ao poder.

As palavras e propostas de Wilders vão mais além. Como para Geert Wilders o “Islão quer dominar a Holanda” (existem 5% de muçulmanos nos Países Baixos), ele propõe um fim para a imigração vinda de países não ocidentalizados, banir o Corão, e a deportação de todos os muçulmanos que quebrem a lei. As coisas vão aquecer e muito. Tanto se bate numa minoria religiosa, que quando esta dá uma resposta á altura, aponta-se o dedo e rotula-se de terrorismo. O que Geert Wilders esta a fazer é terrorismo, é aproveitar a crise financeira para exacerbar o medo social, canalizando para um bode expiatório que são os muçulmanos.