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13 de março de 2012

BRUNO CORREIA é o novo candidato presidencial, vai apresentar a sua candidatura na Fnac do Vasco da Gama... ahhh, espera, é só mais um músico, ainda não é desta! Só nos saem monárquicos e artistas...





Diz que o Mui Nobre professor doutor Marcelo Rebelo de Sousa vai dirigir vitaliciamente a Mui Nobre Fundação Casa Bragança, o que impossibilitará a sua candidatura presidencial. Onde estão os não menos Mui Nobreargonautas políticos do 5 dias que anunciaram o lançamento da sua candidatura no Café Fnac do Chiago? ...

19 de novembro de 2011

É por estas e por outras que não devem ser só as moscas a mudar


Parece que o Ministro sem Pasta do 1º Governo Provisório do 5 Dias decidiu comentar as eleições deste ano da AAC. É certo, lembra o humorista a recibo verde nas horas vagas, há uma relativa distância entre a comodidade do seu sofá de cabedal (onde escreve não só as Teses de Abril, mas também a dos restantes meses do ano) e o activismo concreto de Coimbra... Mas o rigor da análise pressupõe sempre, em último caso, que tomemos partido pela nossa tribo. Talvez o que se viva hoje na esquerda estudantil coimbrã seja ainda reflexo de algum "Teixeirismo" moribundo que ainda vai minando muitas cabeças. Uma coisa é, em todo o caso, certa: ontem como hoje, os tinteiros da sede são sempre insuficientes para tanta impressão made in LIT.

14 de março de 2011

Ai Renato, Renato...

A luta ideológica, quando feita por meras tentativas de decepar verdades, leva-nos obrigatoriamente ao caminho errado e o anelo de se provar um dogmatismo puro leva-nos à inflexibilidade de pensamento e à cegueira na argumentação. O 5 dias, na voz do Renato Teixeira, para obedecer à sua já ancestral tradição, pouco se preocupa com a verdade, com a difamação, com a falta de vergonha ou simplesmente com a forma vil e cobarde como tenta manchar imagens. Isto, claro, porque tudo serve para dizer que o Bloco de Esquerda é uma farsa. A argumentação é desnecessária, que o ódio é cego e a falta de vergonha também.

À mentira demagógica - e, diga-se de passagem, sem pés nem cabeça - publicada aqui, já o Fabian deixou a resposta da Marisa Matias e do Miguel Portas aqui.

Entretanto, o Renato vai continuar a dizer que somos maus, uma espécie de Lord Voldemort da política ou de um Dark Veder da ideologia. Se não disser que somos maus por ideias fantasiosas relativas à acção d@s eurodeputad@s, vai dizê-lo quando descobrir que o Francisco Louçã come cenouras ou que o Fernando Rosas gosta de nadar. Eu, entretanto, vou sair daqui antes que ele me venha chamar reaccionária por ter lido o Harry Potter.

A mentira tem pernas curtas - Resposta dos eurodeputados do BE à infâmia de Renato Teixeira no 5dias

Sob o título BE vota a favor da intervenção da NATO na Líbia”, Renato Teixeira no blogue 5 dias decidiu promover uma infame campanha contra o Bloco de Esquerda através do ataque aos eurodeputados deste partido. Em situação normal nem comentaríamos. Mas como uma mentira mil vezes repetida faz o seu efeito, aqui vai:

1.

Na semana passada, Miguel Portas representou o grupo da Esquerda Unitária (GUE/NGL) nas negociações para uma resolução de compromisso sobre a Líbia e no debate em plenário.

Para quem não saiba, cada bancada apresenta a sua resolução e depois negoceia-se. Só se votam as resoluções de grupo se não existir compromisso ou este for chumbado. No caso da Líbia, o problema nem se punha: por razões diferentes, todas as bancadas procuraram um compromisso.

2.

A maioria dos grupos - conservadores, direita tradicional, liberais e verdes – queriam que a resolução defendesse explicitamente uma zona de exclusão aérea independentemente de um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da especificação dos contornos dessa putativa decisão. Por outras palavras, existia uma razoável maioria no Parlamento Europeu para aprovar uma moção intervencionista a menos de 24 horas de um Conselho Europeu que iria decidir sobre o assunto. A importância desta Resolução decorria precisamente de poder ser usada como meio de pressão pelos governos que defendiam a intervenção.

3.

O GUE/NGL era o único grupo parlamentar com uma posição contrária à criação de uma zona de exclusão aérea. Os socialistas, por seu lado, encontravam-se divididos. Por isso propuseram uma redacção cautelosa: a zona de exclusão foi apresentada como “possibilidade” e não como “exigência” e subordinada a um objectivo estrito – “impedir o regime de atacar a população civil”. O parágrafo impunha ainda que esta eventual medida fosse “conforme com um mandato das Nações Unidas”, e que devia “assentar numa coordenação com a Liga Árabe e a União Africana (...) que deveriam conduzir os esforços internacionais”.

Entre esta posição – a que constou do compromisso final - e a defesa de uma intervenção militar da NATO, não é difícil descortinar as diferenças. A sério, é a que mede a distância entre a verdade e a calúnia; a brincar, é a que mede a fértil imaginação de alguém que acorda diariamente com uma única obsessão: “como é que eu, Renato, os vou tramar hoje”?

4.

Em face da concreta relação de forças na mesa de negociação, ou a esquerda se desinteressava do assunto – e o resultado mais do que provável seria um parágrafo imposto pelas forças mais à direita, neste caso com apoio dos verdes - ou procurava segurar e melhorar a versão proposta pelos socialistas.

Foi com pleno sentido das responsabilidades que o Miguel Portas optou pelo segundo caminho. O condicionamento da hipótese desejada pela maioria do Parlamento, sujeitando-a a um mandato do Conselho de Segurança, nada tinha de ingénuo. Com efeito, é público que a China, a Rússia e vários governos europeus preferem, de momento, a prudência à aventura.

Se a nossa preocupação fosse simplesmente ideológica e propagandística, o voto não apresentava dificuldade. Mas se o objectivo fosse, como foi, dificultar a instrumentalização do Parlamento em favor de uma operação de contornos mais do que imprecisos e decidida à margem das Nações Unidas, então a táctica que seguimos foi acertada.

5.

Esta decisão impunha, contudo, uma medida adicional obtida nas negociações – garantir uma votação electrónica separada para o parágrafo em questão. Com esta salvaguarda, a esquerda podia deixar bem clara a sua oposição à possibilidade de uma zona de exclusão aérea. Foi o que aconteceu. Ambos votámos contra esse parágrafo, aliás como a grande maioria da bancada. E foi porque o fizemos que pudemos, simultaneamente, dar um voto favorável a uma resolução que condicionava fortemente a possibilidade de uma medida desta natureza.

6.

Podíamos ficar por aqui, mas há mais duas ou três coisas que nos ocorre dizer em face da insultuosa campanha que está em curso. A primeira: o bloco não tem, nunca teve, uma posição de princípio contra intervenções de natureza militar sob mandato da ONU. Já as defendemos em situações de genocídio ou espiral de massacres. A segunda: uma das razões porque fomos contra a possibilidade de criação de uma zona de exclusão aérea é porque o parágrafo não esclarecia o que se queria dizer com isso. Com efeito, uma zona de exclusão aérea tradicional, aplicada a toda a Líbia, impõe, devido às dimensões do país, a destruição das posições anti-aéreas no terreno. Contra esta opção seremos sempre. Mas existe outra variante de “exclusão aérea”, reivindicada pelo levantamento popular armado e pela Liga Árabe: que a comunidade internacional impeça, por meios militares, qualquer tentativa de bombardeamento das cidades sublevadas pela força aérea do ditador. Se a situação se degradar e Kadafi optar pelo massacre da insurgência e das populações civis, esta possibilidade não deve ser posta de lado.

É que há momentos em que o pseudo-pacifismo de quem nunca foi pacifista se confunde perigosamente com a defesa do ditador. Esta atitude não é mais nem menos cínica do que a dos governos europeus que, debitando loas aos Direitos Humanos, apoiaram durante anos a clique de Kadafi. Sinceramente, para peditórios de cinismo é que já demos mesmo.

Miguel Portas e Marisa Matias

19 de janeiro de 2011

Faz-se o que se pode, quando não se quer fazer por mais

Quando o argumentário chega a este ponto e se estende por este caminho , é necessário levar-se uma lanterna para o debate para se-o poder acompanhar, tal é a baixeza da latitude retórica.

Não procuro colocar ninguém neste blogue, num pedestal ou numa torre de marfim, no que toca à sua forma de discussão e como se entende por estas bandas expor ideias.

Grande parte do que ainda se pode ter a dizer sobre este debate, versará sempre em torno do que muitos disseram na caixa de comentários do primeiro post supracitado, pelo que me ficarei por algumas questões.

"E o Bloco de Esquerda que papel cumpre no actual panorama político? Conseguirá dormir sabendo que apoia o mesmo candidato que uma parte dos coveiros da classe trabalhadora? Dos que lançaram a polícia contra os que lutam?"(1)

Quem apoiou o PCP definitivamente em 1980 e em 1991?

Que Partido/Governo reprimiu estes trabalhadores ? E qual é o partido irmão português?

Se aplicarmos o quadro de referência de Bruno Carvalho, este será culpado pela repressão de cada trabalhador em cada país em que um partido "irmão" do PCP esteja no poder. Da África do Sul à China, sem nunca esquecer Angola e o Laos.

E já agora, também pode ser responsabilizado pelos funerais da classe trabalhadora portuguesa, porque o PCP e Francisco Lopes estiveram na primeira volta com Ramalho Eanes e com Jorge Sampaio. E o que dizer dos trabalhadores lisboetas e das coligações PS/PCP para a Câmara. Sem falar nessas imensas coligações pós-eleitorais com o PSD nas autarquias. E o que dizer da carga policial do dia 20 de Outubro de 2004 no Pólo II da Universidade de Coimbra? Curiosamente o Reitor Seabra Santos é militante do PCP, e já agora, o então Vice-Reitor Avelãs Nunes , foi mandatário da CDU nas Europeias de 2009.

E assim é o debate quando ele não salta fora do simplismo.

Mesmo assim, deixo aqui isto:

"o que se passou ontem foi abuso de poder por parte da polícia"

Manuel Alegre critica confrontos entre polícia e manifestantes junto à residência oficial do PM

12 de janeiro de 2011

Cuba descobre vacina para o vírus da democracia

Depois da vacina para os vírus da Democracia, da liberdade de opinião e de pensamento, Cuba realizou grandes avanços rumo à descoberta de uma vacina para o cancro do pulmão.
Bruno Carvalho no 5 dias dá vivas ao socialismo(?) cubano, como se a ditadura comunista fosse condição necessária para o desenvolvimento social e científico.
Os Estados Unidos não têm paralelo em termos de desenvolvimento científico, será que também vamos ver um post a louvar o Capitalismo Americano?

17 de setembro de 2010

Diz-me que solidão é essa

Caro Renato Teixeira hoje lembrei-me de uma música que já não ouvia há muito tempo.
Dedico-a a ti e a mais dois ou três camaradas que têm tido a amabilidade de discutir algumas das ideias que tenho expressado neste blog.
Um sincero obrigado e espero que continuem a ser Alegres pensadores de Esquerda.
Fica o clip e a letra para que possam disfrutar deste "nosso" António Variações.





Diz-me que solidão é essa
Que te põe a falar sozinho
Diz-me que conversa
Estás a ter contigo

Diz-me que desprezo é esse
Que não olhas p'ra quem quer que seja
Ou pensas que não existe
Ninguém que te veja

Que viagem é essa
Que te diriges em todos os sentidos
Andas em busca dos sonhos perdidos

Lá vai o maluco
Lá vai o demente
Lá vai ele a passar
Assim te chama toda essa gente

Mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar
Mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar
Mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar

Diz-me que loucura é essa
Que te veste de fantasia
Diz-me que te liberta
De vida vazia

Diz-me que distância é essa
Que levas no teu olhar
Que ânsia e que pressa
Que queres alcançar

Que viagem é essa
Que te diriges em todos os sentidos
Andas em busca dos sonhos perdidos

Lá vai o maluco
Lá vai o demente
Lá vai ele a passar
Assim te chama toda essa gente

Mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar
Mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar

Mas eu estou sempre ausente e não me conseguem alcançar

Não me conseguem alcançar
Não me conseguem alcançar
Não me conseguem alcançar

2 de setembro de 2010

O Socialismo (Sur)Real

Não conhecendo os intervenientes sem ser pelas suas (extra) ordinárias qualidades de farol de um proto-socialismo, fico consternado quando constato que os camaradas do 5 Dias, ao invés de andarem a preparar a Festa do Avante ou a revolução, preocupam-se mais em medir o tamanho da sua foice com o Fabian, ou com o Bloco, ou com o Fabian e o Bloco.

Os Comunistas já não são o que eram...aburguesaram-se (a semana passou a ter menos dois dias de trabalho) e abriram os seus botecos aqui nisto da internet onde fazem a sua militância tranquila.

O Mundo mudou, hoje já não é preciso ajudar a montar a festa, basta confirmar a presença no FB e ninguém desconfia, afinal de contas as intervenções políticas e discursos continuam a ser iguais desde a fundação d´O Partido, e o olho do grande irmão já não vê tão bem como via antes.

Nada de suar na Luta! Isso é coisa do passado, suor é coisa do povo.

Numa tentativa vã pois os camaradas do 5 Dias já estão perdidos para o Capitalismo (ou direi Socialismo Chinês?) deixo-vos um vídeo elucidativo sobre a importância de ser um bom militante, com sinceros votos que a vossa reabilitação ainda seja possível e que um dia também pertençam ao comité central, nem que seja de um museu.



(sim, já sei que o meu atrevimento é punível com crítica, autocrítica e afins ao abrigo do artigo 58º do vosso código dos puros. Aguardo pois que o carro do partido pare à minha porta quanto antes pelo bem do socialismo surreal e deste seu inimigo)

PS: Eu não tenho foice tenho um tractor.

1 de setembro de 2010

Uma espécie de resposta a: "Mas, afinal, o que quer, o que é o Bloco de Esquerda?"

O post do Rafael Fortes no 5 dias, abre um debate e uma reflexão interessante. Por um lado, dispensou a crítica gratuita e tendencialmente corriqueira - ao qual o 5 dias nos tem habituado, neste tema - por outro, diz-nos muito, sobre o que é o PCP, e como era construtivo para a Esquerda portuguesa, não ser (em muitos aspectos) o que ainda é.

O Bloco de Esquerda, quando nasce há mais de uma década, no cenário político português, foi generalizadamente atacado por diversos agentes e actores políticos, da esquerda à direita, sem excepção. O PCP foi um deles e continua a sê-lo. O mais recorrente, para além das piadas de oportunidade (sempre envoltas de preconceitos, usualmente ligadas aos direitos sociais pelas quais o Bloco se bate desde que existe - falemos de direitos lgbt ou da legalização das drogas leves), era de que iria fraccionar e enfraquecer a Esquerda portuguesa, traduzindo isto para a realidade portuguesa, tirar votos e apoios à CDU/PCP/PEV.

Coisa que não se sucedeu, aliás, basta olhar hoje para o Parlamento português. Quando é que foi a última vez, que forças à esquerda do PS, tiveram, proporcionalmente, tantos deputados?

De qualquer das formas, não posso deixar de assinalar, as afirmações (abaixo citadas) de RF, é bom saber que existem activistas comunistas, organizados no PCP, que viam e vêm com bons olhos a construção de poder sólido à Esquerda, que faça o PCP atrever-se a saltar as suas fronteiras. Não são muitos, mas continuamos à espera que essa opinião se generalize dentro do Partido.

"Um contributo que podia ser dado junto com o PCP (mas não só) a construir um projecto de poder sólido assente na solidariedade, na democracia participativa, na construção de um Portugal menos desigual. Confesso que tive (às vezes ainda tenho) essa ilusão."


Pegando novamente no que RF escreveu, creio que, para além de estar equivocado, parte de um erro de análise profundo:

Uma social democratização que começa a preparar agora uma relação com um PS pós-Sócrates, um pouquito mais à esquerda. Um PS que aceitará um reformismo do capitalismo, um PS que não se importe em não dar tantos privilégios aos que mais podem. E aí, estarão criadas as condições para um entendimento.

O Bloco de Esquerda, sempre dialogou com todos os sectores de esquerda da sociedade portuguesa que refutam o neoliberalismo, estejam eles em que organizações estiverem. É assim que se constroem maiorias sociais, é assim que se faz frente aos ataques aos direitos dos trabalhadores. Quanto mais alargada a resistência, maior será a sua força. O Partido Socialista, não se insere de todo nesse quadrante, aliás, foi sempre quem mais liberalizou os sectores produtivos do país e quem mais cortou nos direitos, liberdades e garantias, seja na CRP ou em toda a arquitectura jurídica portuguesa.

Por outro lado, o Partido Socialista pós-sócrates, será uma continuidade do mesmo. Não se prevê, nem cresce em lugar nenhum, uma onda de regresso aos princípios da social-democracia, longe disso, o que virá, por mais manicure que tenha, será para continuar a mesma onda galopante de social-liberalismo. Basta olhar para o que é hoje a II Internacional por essa Europa fora ou dar uma vista de olhos ao novo breviário ideológico do Partido Socialista - Os Valores da Esquerda Democrática: Vinte Teses Oferecidas ao Escrutínio Crítico de Augusto Santos Silva (que certamente encontra muitos apoiantes dentro do PSD).

E só para que fique explícito, o espaço do Bloco abriu-se à esquerda da esquerda parlamentar clássica, politica e ideologicamente. E sobre alianças governativas com o PS - o cadastro reformador do PS falo por si. O que é bem diferente de apoiar Manuel Alegre, que ganhou espaço na sociedade portuguesa, opondo-se às principais reformas feitas pelo seu Partido.

E já que se fala em presidências, o PCP apoiou R.Eanes e Jorge Sampaio.

"Aí, o Bloco poderá aparecer como o “aliado temporal da burguesia” ou coisa que o valha."

Nunca encontrei, no seio do Bloco, fãs do Nacional-Desenvolvimentismo, seja da via chinesa ou da via brasileira. E nunca o BE enviou cartas de congratulação ao PT por ter ganho as eleições, ou à ANC, MPLA, etc...

Em suma toda esta discussão sobre o PS e o BE, para além de ter a idade do próprio BE, não passa de neblina retórica e de uma questão académica.

Por fim a parte mais hilariante de todas, na minha opinião, é esta:

"Como se pode esquecer a História, o contributo de praticamente todos os revolucionários do século XX? Como se pode ser socialista no século XXI e ter a pretensão de querer começar a História do zero, apagando da memória o sangue de milhões de revolucionários que deram a vida por uma sociedade livre da exploração, do fascismo, do racismo, da homofobia, do colonialismo e do pós-colonialismo, do intervencionismo e do imperialismo? Como se pode ser socialista no século XXI e ter vergonha dos socialistas do século XX? Como se pode ser socialista no século XXI e não ser revolucionário?"

Ser revolucionário hoje, ou se quisermos, ser comunista hoje, é rejeitar as experiências soviéticas, porquê? Porque não foram socialistas. Evoluir criticamente à esquerda sobre elas, é ser revolucionário. Tapar os olhos às contradições inerentes ao sistema e não fazer uma crítica à burguesia vermelha que se instalou na burocracia do(s) Estado(s) e do Partido(s), é deixar cair o ideal e o horizonte no monolítismo e no acriticismo.

De resto deixo aqui isto, pode ser que tenha escapado ao Rafael:

Pensar o Socialismo hoje

Congresso Karl Marx

O que é ser Comunista Hoje?