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16 de abril de 2012

Bola de neve


26 empresas por dia abrem falência. Aumento de 143 por cento de falências de restaurantes. O aumento do IVA e a quebra do consumo são os responsáveis. E assim se perde em postos de trabalho, IRC, Taxa Social Única. Uma bola de neve que arrasta micro, pequenas e médias empresas, que arrasta negócios familiares e famílias de trabalhadores. Que futuro tem um país sem mercado interno?
Este caminho para onde nos levam só nos destrói a economia e a vida. Destrói as nossas vidas. Só a oposição popular pode travar este rumo à miséria. Só da resistência nascerão as alternativas para recuperar a economia e defender uma democracia com direitos sociais para as pessoas, liberdade para cada um e cada uma e soberania para o povo.
Fora com a Troika! Fora com o governo colaboracionista! O que desta dívida for justo pagar só poderá ser pago nas condições determinadas por um povo soberano, de acordo com os seus interesses e não nas condições desta tutela criminosa.

13 de agosto de 2011

tornar a austeridade um bocado mais austera, até para não habituar mal as pessoas

A taxa de IVA sobre a electricidade e o gás natural sobe da taxa mínima (6%) para a máxima (23%). Contas feitas, numa casa onde a factura da luz ande pelos 50 euros, mais 8 euros e meio serão gastos. A ideia era que esta adorável medida de austeridade entrasse em vigor só em 2012, mas o Governo resolveu presentear-nos mais uma vez com o seu hercúleo desejo de melhorar as nossas vidas e pôr a (nossa) economia a andar. No meio disto tudo, espante-se, até Poul Thomsen está preocupado com a excessiva austeridade. Coisa estranha, diga-se de passagem, já que eu sempre ouvi dizer que a austeridade era a única solução e que quão mais agressiva for melhor para nós, que somos banqueiros.

Temos visto Portugal a aplicar medidas de austeridade por vontade externa, que a troika é que é a culpada. Mas, para fazer da austeridade uma coisa mais a sério, o Governo tem ainda inventado algumas medidas, até para não perder o cunho da originalidade almejada e para não dar a ideia de que só fazemos o que a dona Angela quer. Mas, pá, não se queixem. O Passos Coelho passou a campanha a dar entrevistas em que falava não do seu programa de Governo nem do seu talento para endireitar o país, passe a ambiguidade, mas do seu talento para fazer farófias*. Eu sempre disse que o rapaz estava melhor a pasteleiro do que a Primeiro-Ministro, mas ninguém me quis ouvir.

*Acho que ninguém sabe muito bem o que são farófias, mas, só para que me levem mais a sério, gostava de dizer que sei fazer pastéis de nata. Pelo menos toda a gente sabe o que são.

2 de agosto de 2011

Parabéns José Afonso


"Os jovens, e digo, os jovens de todas as classes, estão um pouco à mercê de um sistema que não conta com eles, mas que hipocritamente fala deles - o 25 de Abril não foi feito para esta sociedade, para aquilo que estamos agora a viver.
Aqueles que ajudaram a fazer o 25 de Abril, imaginaram uma sociedade muito diferente da actual, que está a ser oferecida aos jovens.
Os jovens deparam-se com problemas tão graves, ou talvez mais graves do que aqueles que nós tivemos que enfrentar - o desemprego, por exemplo. E, por vezes, não têm recursos, porque o sistema ultrapassa-os, o sistema oprime-os, criando-lhes uma aparência de liberdade. Eu creio que a única atitude foi aquela que nós tivemos - por nós, eu refiro-me à minha geração - de recusa frontal, de recusa inteligente, se possível até pela insubordinação, se possível até pela subversão do modelo de sociedade que lhes está a ser oferecido, com o fundamento da liberdade democrática, com o fundamento do respeito pelos direitos dos cidadãos. É de facto uma sociedade, que é imposta aos jovens de hoje, teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer Deus banqueiro.
Tal como nós, eles têm que a combater, têm que na destruir, têm de a enfrentar com todas as suas forças, organizando-se para criarem a sociedade que têm em mente.

Zeca Afonso - 1984

Faria hoje 82 anos.

4 de maio de 2011

O resgate de 78 mil milhões e o silêncio



Nas declarações dadas pelo governo ontem [03maio2011] à noite, o mais importante foi dito por Teixeira dos Santos, que esteve calado o tempo todo.


Os pavões davam a banda sonora, Teixeira dos Santos fazia de bibelô e Sócrates dizia que “o Governo conseguiu um bom acordo”, “um acordo que defende Portugal”. Mas que Portugal é que defende? O Portugal com que sonham os banqueiros que encomendaram o FMI e o obtiveram ao ritmo de fast-food? Ou um Portugal empenhado em ser mais livre, mais justo e mais fraterno – como diz a Constituição? Sócrates responde claramente a esta pergunta, afirmando: “As medidas são essencialmente as do PEC4”.

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26 de abril de 2011

Troikámos-lhes as voltas.



A inteligência é uma arma.
O MayDay Lisboa realizou hoje mais uma acção de protesto contra o FMI, encenando uma reunião que não existiu, com um FMI que não existe.


Aproveitando o furor mediático gerado à volta da troika composta por representantes do FMI, BCE e CE, o MayDay Lisboa divulgou a sua presença junto ao FMI e rapidamente a palavra passou de boca em boca até acabar nas bocas do mundo. O comunicado apresentado pelos representantes do MayDay à imprensa após a hipotética “reunião” remete para uma troika hipotética, em alternativa àquela que está a projectar a destruição da vida e do trabalho dos trabalhadores e da maioria das pessoas. O vídeo que se segue apresenta as declarações dos representantes do MayDay após a encenação.


A posição do MayDay Lisboa perante o FMI é inequívoca e bradada aos 4 ventos: FMI Fora Daqui! Após as duas acções anteriores (pintura de um mural na Av. Infante D. Henrique e expulsão do FMI no aeroporto), o MayDay decidiu empreender uma encenação satírica contra a troika.

O FMI e a troika não se encontram em Portugal para negociar com quem quer que seja, e menos ainda com as pessoas que mais sofrem com as medidas de austeridade selectiva que pretendem impôr e acentuar. As negociações com o FMI são um logro destinado a criar uma aparência de flexibilidade negocial, quando esta entidade vem impor uma agenda ultraliberal de uma economia de exploração, desigualdade e terceira-mundização. Se os exemplos da África Subsahariana e da América Latina não nos chegam para nos apercebermos dos resultados da política do FMI, a Grécia e a Irlanda são retratos vívidos da miséria que o “salvamento” traria.
O MayDay Lisboa recusa esta falsa “inevitabilidade” e apela a todas as pessoas que querem uma vida com direitos e esperança a estarem presentes no 1º de Maio, Dia de todos os Trabalhadores, na manifestação dos trabalhadores precários e todas as pessoas que estejam contra a exploração e a precariedade.

O MayDay reunir-se-á às 13h do dia 1 de Maio no Largo de Camões,em Lisboa e na Praça dos Poveiros, no Porto, juntando-se de seguida à manifestação da CGTP.


19 de abril de 2011

A troika do gamanço



A troika “FMI & companhia” queria companheiros para formar a quadrilha. PS-PSD-CDS estão aptos para o gamanço. A esquerda não reúne com quem vem extorquir salários, pensões, serviços públicos, vidas.

(também publicado aqui)

15 de abril de 2011

O cromo do PS




Constâncio aconselha Portugal a "seguir à risca" programa do FMI


Eu aconselho o Constâncio a deixar Portugal esquecer-se que ele existiu e foi um dos culpados/cúmplices desta crise.
Tão cedo os portugueses não vão seguir à risca os seus conselhos.

7 de abril de 2011

As vésperas do FMI


Ontem, ao fim do dia, Sócrates, primeiro ministro de um Governo que se demitiu na sequência do chumbo do austeritário PEC4, escancarou as portas ao maior ataque austeritário em Portugal, desde o início dos anos 80. Sócrates pediu a intervenção do fundo europeu e do FMI.

Este acontecimento, que será seguramente de má-memória, deve ser enquadrado num contexto de acontecimentos que muito têm a dizer sobre o momento da luta social e política que vivemos.

(Ver mais, aqui)

6 de abril de 2011

O cheiro do pilim

Num grande gesto de solidariedade nacional, os banqueiros portugueses decidiram que não emprestam mais dinheiro ao Estado. Já estão fartos de especular com a dívida portuguesa e agora entoam hinos ao FMI. Talvez seja o "internacionalismo monetário".


Frase do dia aqui