Por todo o mundo estalam as verdades inconvenientes da Wikileaks. Dos governos corruptos aos negócios das corporações internacionais, passando pelos cruéis e corrompidos exércitos e pelos ditadores internacionalmente sustentados... os crimes começam a vir a lume. Mas se em alguns sítios (como na Tunísia) o povo fez da verdade um instrumento de emancipação, noutros os criminosos continuam à solta. Esta insistente impunidade das elites corrói os sistemas democráticos e deve ser combatida... Que assumam os povos esta nova arma de luta
(a propósito disto ou daquilo... ou de todas as verdades que nos provam que há quase sempre uma mentira escondida na inevitabilidade deles)
Também mais ou menos publicado n'acomuna.net
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16 de fevereiro de 2011
15 de dezembro de 2010
A Wikileaks democratiza a democracia
O primeiro-ministro português, José Sócrates, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, autorizaram que o território nacional fosse sobrevoado por aviões norte-americanos com prisioneiros repatriados da prisão de Guantánamo, e a utilização da base aérea dos Açores nestas operações, revela o “El País” na sua página na Internet.
Isto só vem provar que, mais uma vez, a Wikileaks e o seu fundador Julian Assange são perseguidos porque põem em questão os interesses da classe que está no poder. Se não fosse Assange, até hoje podiamos bem acreditar na palavra de Sócrates, que garantiu não terem sido autorizadas quaisquer passagens de prisioneiros de Guantánamo por Portugal. Sócrates mente com todo o descaramento, rindo-se da nossa cara, rindo da cara de quem votou nele, cuspindo na cara dos críticos dentro e fora do PS, como a Ana Gomes. E não tem vergonha. É isto um Estadista. É isto a Estabilidade.
Também queria acrescentar algo que me parece relevante e que veio à tona com as recentes fugas de informação divulgadas via Wikileaks. As Relações Internacionais e a diplomacia de hoje não correspondem minimamente à sua respectiva área académica. O Imperialismo está a ser posto em causa por um actor completamente novo, que não faz parte da tradição das RI. E é um actor que está a colocar em questão todo o sentido de Estado vomitado milhões de vezes por professores, comentadores, opinion-makers encartados e de meia-tigela que repetem a mesma cassete. O pluralismo, a liberdade de expressão é esmagada todos os dias, com informações importantes filtradas porque temos orgãos de comunicação social ora controlados pelo Partido no poder, ora controladas por grupos económicos. E mesmo que estes grupos não se revejam no Partido que governa no momento, não permitem que "certo tipo" de informações seja divulgado.
E que o Governo caia, que caia com grande estrondo, que faça muitos feridos, só assim podemos rebentar com o consenso podre desta espécie de democracia que nos vendem entre spots publicitários.
Porque a única estabilidade que a burguesia defende de facto, é a do pé que nos pisa, cujo equilíbrio só é posto em causa pela liberdade e pela democracia.
Uma grande, enorme salva de palmas para a Wikileaks.
Isto só vem provar que, mais uma vez, a Wikileaks e o seu fundador Julian Assange são perseguidos porque põem em questão os interesses da classe que está no poder. Se não fosse Assange, até hoje podiamos bem acreditar na palavra de Sócrates, que garantiu não terem sido autorizadas quaisquer passagens de prisioneiros de Guantánamo por Portugal. Sócrates mente com todo o descaramento, rindo-se da nossa cara, rindo da cara de quem votou nele, cuspindo na cara dos críticos dentro e fora do PS, como a Ana Gomes. E não tem vergonha. É isto um Estadista. É isto a Estabilidade.
Também queria acrescentar algo que me parece relevante e que veio à tona com as recentes fugas de informação divulgadas via Wikileaks. As Relações Internacionais e a diplomacia de hoje não correspondem minimamente à sua respectiva área académica. O Imperialismo está a ser posto em causa por um actor completamente novo, que não faz parte da tradição das RI. E é um actor que está a colocar em questão todo o sentido de Estado vomitado milhões de vezes por professores, comentadores, opinion-makers encartados e de meia-tigela que repetem a mesma cassete. O pluralismo, a liberdade de expressão é esmagada todos os dias, com informações importantes filtradas porque temos orgãos de comunicação social ora controlados pelo Partido no poder, ora controladas por grupos económicos. E mesmo que estes grupos não se revejam no Partido que governa no momento, não permitem que "certo tipo" de informações seja divulgado.
E que o Governo caia, que caia com grande estrondo, que faça muitos feridos, só assim podemos rebentar com o consenso podre desta espécie de democracia que nos vendem entre spots publicitários.
Porque a única estabilidade que a burguesia defende de facto, é a do pé que nos pisa, cujo equilíbrio só é posto em causa pela liberdade e pela democracia.
Uma grande, enorme salva de palmas para a Wikileaks.
13 de dezembro de 2010
El País e JN: encontre a diferença

Versão El País
La relación entre negocios y política transita a veces por el filo de la navaja. Carlos Santos Ferreira, presidente del Banco Comercial Portugués, conocido como Millennium BCP, primera entidad privada del país, intentó cuadrar intereses tan contradictorios como hacer negocios con Irán sin que ello afectara la excelente relación de Portugal con Estados Unidos. Para ello, propuso poco menos que hacer labores de espionaje al servicio de EE UU, al proponer desembarcar en Irán y, a cambio, ofrecer a Washington información de las actividades financieras de la República Islámica. La operación, según un despacho remitido en febrero de este año por la Embajada estadounidense en Lisboa, cuenta con el conocimiento del primer ministro portugués, José Sócrates, y de miembros de su Gobierno.
versão JN
O telegrama não é explícito quanto ao conhecimento que o Governo português teria de tais movimentações.
O quanto não vale a censura hoje em dia. No El País diz que José Sócrates sabia de tudo, bem como os membros do seu governo.
Já a notícia do JN diz que o telegrama não é explícito quanto ao conhecimento.
Não é Sócrates quem se devia demitir porque a promiscuidade entre este e a banca não é novidade, o director do JN é que se tivesse vergonha o faria, mas vergonha é um recurso que escasseia em Portugal.
O jornalista de hoje passou de "watch-dog" da democracia a "his master voice" depois venham lá as f. do costume dizer que a classe política é miserável com a sua superioridade moral, quando a maior parte d@s jornalistas deviam entregar a carteira e assumir-se de vez como assessores de comunicação.
11 de dezembro de 2010
fora!!
Não queremos cá contaminações, a Europa é um continente católico e civilizado, não pode ter esses perturbadores da ordem e da moral civilizadora!!!!!
Não calem a Wikileaks que isto está a aquecer !!!
Não calem a Wikileaks que isto está a aquecer !!!
8 de dezembro de 2010
A coragem de tomar partido
Esquerda.net aloja Wikileaks em Portugal
Que cem espelhos do wikileaks floresçam, que cem denúncias se confrontem.
1 de dezembro de 2010
23 de outubro de 2010
Wikileaks : Iraq X-Files
Mais uma lição de jornalismo.
Pode ser que um dia em Portugal haja uma imprensa menos dependente que sirva realmente a Democracia.
O Wikileaks divulgou a maior fuga de informação militar de sempre sobre a ocupação do Iraque.
Não é preciso saber Inglês para perceber o alcance desta "cacha".
At 5pm EST Friday 22nd October 2010 WikiLeaks released the largest classified military leak in history. The 391,832 reports ('The Iraq War Logs'), document the war and occupation in Iraq, from 1st January 2004 to 31st December 2009 (except for the months of May 2004 and March 2009) as told by soldiers in the United States Army. Each is a 'SIGACT' or Significant Action in the war. They detail events as seen and heard by the US military troops on the ground in Iraq and are the first real glimpse into the secret history of the war that the United States government has been privy to throughout.
The reports detail 109,032 deaths in Iraq, comprised of 66,081 'civilians'; 23,984 'enemy' (those labeled as insurgents); 15,196 'host nation' (Iraqi government forces) and 3,771 'friendly' (coalition forces). The majority of the deaths (66,000, over 60%) of these are civilian deaths.That is 31 civilians dying every day during the six year period. For comparison, the 'Afghan War Diaries', previously released by WikiLeaks, covering the same period, detail the deaths of some 20,000 people. Iraq during the same period, was five times as lethal with equivallent population size.
Parabéns!
Pode ser que um dia em Portugal haja uma imprensa menos dependente que sirva realmente a Democracia.
O Wikileaks divulgou a maior fuga de informação militar de sempre sobre a ocupação do Iraque.
Não é preciso saber Inglês para perceber o alcance desta "cacha".
At 5pm EST Friday 22nd October 2010 WikiLeaks released the largest classified military leak in history. The 391,832 reports ('The Iraq War Logs'), document the war and occupation in Iraq, from 1st January 2004 to 31st December 2009 (except for the months of May 2004 and March 2009) as told by soldiers in the United States Army. Each is a 'SIGACT' or Significant Action in the war. They detail events as seen and heard by the US military troops on the ground in Iraq and are the first real glimpse into the secret history of the war that the United States government has been privy to throughout.
The reports detail 109,032 deaths in Iraq, comprised of 66,081 'civilians'; 23,984 'enemy' (those labeled as insurgents); 15,196 'host nation' (Iraqi government forces) and 3,771 'friendly' (coalition forces). The majority of the deaths (66,000, over 60%) of these are civilian deaths.That is 31 civilians dying every day during the six year period. For comparison, the 'Afghan War Diaries', previously released by WikiLeaks, covering the same period, detail the deaths of some 20,000 people. Iraq during the same period, was five times as lethal with equivallent population size.
Parabéns!
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