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6 de dezembro de 2010

Fogo cruzado


O Incêndio em Israel foi finalmente controlado.
No meio deste enorme desastre é de louvar a ajuda enviada pela Autoridade Palestiniana, só mostra que é possível um Mundo em que Israelitas e Palestinianos se entendam, cooperem e atinjam objectivos comuns.

Lê mais aqui

17 de agosto de 2010

"the best days of my life"...

Eden Aberjil, 21 anos, antiga soldado Israelita publicou imagens, num álbum na rede social Facebook, ao qual deu o título “The Army: the best days of my life”. Numa das fotografias aparece a olhar para a câmara, sorrindo junto a três prisioneiros palestinianos, que se encontram de mãos atadas e vendados; numa outra está sentada ao lado de um outro prisioneiro, também vendado, para o qual olha com um leve sorriso.

A fotografia tem destas coisas, e a chacina Israelita também...

8 de junho de 2010

Israel + E.U.A = Armamento2


Uma semana após o massacre do Mavi Marmara, e um dia após o assassinato de 4 pescadores Palestinianos na costa de Gaza, Israel reforça a sua posição internacional. Com mais armamento, obviamente e simultanemente nega qualquer inquérito internacional sobre o massacre em águas internacionais.

Este pedido foi feito pelo Ministro da Defesa Israelita, Ehud Barak junto do Governo Americano. Com este gesto, o Estado Israelita prevê aprofundar a instabilidade no Médio Oriente, porque só compra armas quem as tenciona usar. Segundo o jornal diário Israelita Haaretz esta prioridade reflecte a “provável guerra prolongada” que estará no horizonte. Dentro desta lógica belicista, Israel pretende aumentar os depósitos de equipamento em 50%, de $800 milhões para $1.2 biliões.

Mais instabilidade no Médio Oriente se avizinha, Israel sendo o principal destabilizador. Sem justiça, não há paz.

31 de maio de 2010

Terrorismo: Israel ataca e massacra missão humanitária

Por mais que os agentes do situacionismo tentem arranjar sinónimos, para descrever o ataque do exército Israelita, contra o Navio que transportava ajuda humanitária para a Palestina, está aos olhos de todos de que se tratou de um acto de terrorismo de Estado, de um cru e bruto massacre.

19 mortos e 36 feridos é o que noticia a RTP , o Exército israelita argumenta que se tratou de legítima defesa, pois, segundo eles, os tripulantes atacaram com armas brancas e machados. Já é conhecida a veracidade deste tipo de afirmações por parte deste Estado e dos seus serviços de informação, o que dispensa de todo uma desconstrução deste argumento.

Mesmo assim, para os mais cépticos e para os estoicamente crentes, que ainda acreditam que o Estado de Israel, não faz mais do que assegurar a paz no Médio Oriente, pode ler aqui as declarações de Navi Pillay da ONU, que condena veemente este ataque terrorista a uma missão humanitária.

A política do Estado israelita está tanto para a Paz como o Appartheid esteve para a igualdade de direitos. Negar isto é submeter-se à mais profunda ignorância.

7 de abril de 2010

Paralelismo

É certamente algo a desenvolver com maior profundidade depois, mas por enquanto, deixava um paralelo para análise.
Poderá ser discutível embora, tendo em conta a situação e os relatos vindos do conflito Israel/Palestina, será complicado negar as semelhanças com o apartheid sul-africano.
Deixava então duas bases de análise.

Discurso de Eugene Terre'Blanche

Recente notícia do Haaretz onde é relatada a expulsão (eventualmente poderá surgir outra palavra) de famílias palestinianas das suas casas, que por coincidência, encontra-se numa área que faz parte de um programa para 200 casas para população judia

A maneira "apaixonada" como Terre'Blanche fala, exultando a sua 'raça' e marcando e disseminando uma ideia intransigente de posse e de superioridade, quando comparada com a política dos colonatos e as práticas discriminatórias e ultra-autoritárias dos seus colonos para com os palestinianos, ou seja, os outros, consegue pôr a nu algum fio condutor.
Em ambas estão presentes ideias de superioridade baseadas em factos de raça (etnia) e de posse.
Em ambas (embora no caso de Terre'Blanche o apartheid já tenha acabado(?) ) existe um enorme ambiente de racismo e de subjulgação.

Algo a desenvolver no futuro certamente...

3 de abril de 2010

Somos todos vítimas.

Nesta última semana assistimos a um artifício de inocência e vitimização da Igreja Católica (IC).
Os relatos e casos de "indiscrições" por parte de membros da IC não é recente e tem sempre uma maneira astuta (se é que se pode dizer tal coisa) de cair no esquecimento (leia-se, desaparece).

A grande novidade esta semana foi a leitura de uma carta por parte de Raniero Cantalamessa, padre franciscano.

O padre leu essa carta, enviada por "um amigo judeu" em que fazia uma paralelo entre o "ataque violento" que está em curso contra a Igreja, e o anti-semitismo. Diz ainda que esse ataque seria semelhante ao lançado contra os judeus porque “utiliza estereótipos” e transforma “uma culpa pessoal em culpa colectiva”.

O conceito de anti-semitismo quando evocado nunca vem sozinho. Melhor, desponta sempre uma ou outra reacção, geralmente acompanhado por uma retracção.

Stephan Kramer, secretário-geral do Conselho dos Judeus da Alemanha disse "Estou sem palavras. O Vaticano está agora a tentar transformar os autores [dos abusos] em vítimas."
Aprecio com algum cuidado as reacções que alguns sectores da comunidade judaica têm quando utilizado o conceito anti-semitismo.

O suposto ataque à Igreja não é um ataque, é uma rendição às evidências. Na verdade, a comparação feita por Cantalamessa consegue fazer algum sentido, na perspectiva que conseguimos ver outras reacções, incluindo algumas mais elaboradas que mostram o muro de protecção ideológica e no caso do Stephen Kramer, a utilização da alguma da 'melhor' propaganda sionista disponível. Parece uma tentativa falhada de utilizar o mesmo método.

A citação do "amigo judeu", por pouco incrível que pareça neste momento, não é muito mais do que o Estado de Israel põe em prática no seu próprio "território". Perguntaria eu, se não é exactamente o que o Governo de Benjamin Netanyahu faz, diariamente com os palestinianos, principalmente no que toca ao Hamas.

Qualquer demonstração de resistência por parte de palestinianos, é obra do Hamas, mesmo que, por exemplo, a PFLP venha reinvidicá-los como noticiava o Haaretz ainda hoje.

Não obstante, qualquer desculpa serve para dar uso ao poder militar que é patrocinado a Israel.
Este uso de estereótipo a nível mundial como estratégia de propaganda para minimizar e retirar qualquer legitimidade ao povo palestiniano funciona, e com bastante excelência: passa a responsabilidade para o colectivo de pessoas que sobrevivem todos os dias na Faixa de Gaza. Torna-os, aos olhos cá do Ocidente, como uma maioria terrorista.

O discurso de anti-semitismo é uma cantiga para alguns. Portanto, é uma arma. E "como diria o outro", tudo depende da bala e da pontaria.

O Estado de Israel tem balas e não lhe falta pontaria.

PS: Sempre achei piada que utilizem o discurso do anti-semitismo com palestinianos, quando, por acaso, eles são semitas.