
6 de dezembro de 2010
Fogo cruzado

10 de setembro de 2010
2 de setembro de 2010
17 de agosto de 2010
"the best days of my life"...
A fotografia tem destas coisas, e a chacina Israelita também...
8 de junho de 2010
Israel + E.U.A = Armamento2

Uma semana após o massacre do Mavi Marmara, e um dia após o assassinato de 4 pescadores Palestinianos na costa de Gaza, Israel reforça a sua posição internacional. Com mais armamento, obviamente e simultanemente nega qualquer inquérito internacional sobre o massacre em águas internacionais.
Este pedido foi feito pelo Ministro da Defesa Israelita, Ehud Barak junto do Governo Americano. Com este gesto, o Estado Israelita prevê aprofundar a instabilidade no Médio Oriente, porque só compra armas quem as tenciona usar. Segundo o jornal diário Israelita Haaretz esta prioridade reflecte a “provável guerra prolongada” que estará no horizonte. Dentro desta lógica belicista, Israel pretende aumentar os depósitos de equipamento em 50%, de $800 milhões para $1.2 biliões.
Mais instabilidade no Médio Oriente se avizinha, Israel sendo o principal destabilizador. Sem justiça, não há paz.
31 de maio de 2010
Terrorismo: Israel ataca e massacra missão humanitária
Por mais que os agentes do situacionismo tentem arranjar sinónimos, para descrever o ataque do exército Israelita, contra o Navio que transportava ajuda humanitária para a Palestina, está aos olhos de todos de que se tratou de um acto de terrorismo de Estado, de um cru e bruto massacre.19 mortos e 36 feridos é o que noticia a RTP , o Exército israelita argumenta que se tratou de legítima defesa, pois, segundo eles, os tripulantes atacaram com armas brancas e machados. Já é conhecida a veracidade deste tipo de afirmações por parte deste Estado e dos seus serviços de informação, o que dispensa de todo uma desconstrução deste argumento.
Mesmo assim, para os mais cépticos e para os estoicamente crentes, que ainda acreditam que o Estado de Israel, não faz mais do que assegurar a paz no Médio Oriente, pode ler aqui as declarações de Navi Pillay da ONU, que condena veemente este ataque terrorista a uma missão humanitária.
A política do Estado israelita está tanto para a Paz como o Appartheid esteve para a igualdade de direitos. Negar isto é submeter-se à mais profunda ignorância.
7 de abril de 2010
Paralelismo
Poderá ser discutível embora, tendo em conta a situação e os relatos vindos do conflito Israel/Palestina, será complicado negar as semelhanças com o apartheid sul-africano.
Deixava então duas bases de análise.
Discurso de Eugene Terre'Blanche
Recente notícia do Haaretz onde é relatada a expulsão (eventualmente poderá surgir outra palavra) de famílias palestinianas das suas casas, que por coincidência, encontra-se numa área que faz parte de um programa para 200 casas para população judia
A maneira "apaixonada" como Terre'Blanche fala, exultando a sua 'raça' e marcando e disseminando uma ideia intransigente de posse e de superioridade, quando comparada com a política dos colonatos e as práticas discriminatórias e ultra-autoritárias dos seus colonos para com os palestinianos, ou seja, os outros, consegue pôr a nu algum fio condutor.
Em ambas estão presentes ideias de superioridade baseadas em factos de raça (etnia) e de posse.
Em ambas (embora no caso de Terre'Blanche o apartheid já tenha acabado(?) ) existe um enorme ambiente de racismo e de subjulgação.
Algo a desenvolver no futuro certamente...
3 de abril de 2010
Somos todos vítimas.
Os relatos e casos de "indiscrições" por parte de membros da IC não é recente e tem sempre uma maneira astuta (se é que se pode dizer tal coisa) de cair no esquecimento (leia-se, desaparece).
A grande novidade esta semana foi a leitura de uma carta por parte de Raniero Cantalamessa, padre franciscano.
O padre leu essa carta, enviada por "um amigo judeu" em que fazia uma paralelo entre o "ataque violento" que está em curso contra a Igreja, e o anti-semitismo. Diz ainda que esse ataque seria semelhante ao lançado contra os judeus porque “utiliza estereótipos” e transforma “uma culpa pessoal em culpa colectiva”.
O conceito de anti-semitismo quando evocado nunca vem sozinho. Melhor, desponta sempre uma ou outra reacção, geralmente acompanhado por uma retracção.
Stephan Kramer, secretário-geral do Conselho dos Judeus da Alemanha disse "Estou sem palavras. O Vaticano está agora a tentar transformar os autores [dos abusos] em vítimas."
Aprecio com algum cuidado as reacções que alguns sectores da comunidade judaica têm quando utilizado o conceito anti-semitismo.
O suposto ataque à Igreja não é um ataque, é uma rendição às evidências. Na verdade, a comparação feita por Cantalamessa consegue fazer algum sentido, na perspectiva que conseguimos ver outras reacções, incluindo algumas mais elaboradas que mostram o muro de protecção ideológica e no caso do Stephen Kramer, a utilização da alguma da 'melhor' propaganda sionista disponível. Parece uma tentativa falhada de utilizar o mesmo método.
A citação do "amigo judeu", por pouco incrível que pareça neste momento, não é muito mais do que o Estado de Israel põe em prática no seu próprio "território". Perguntaria eu, se não é exactamente o que o Governo de Benjamin Netanyahu faz, diariamente com os palestinianos, principalmente no que toca ao Hamas.
Qualquer demonstração de resistência por parte de palestinianos, é obra do Hamas, mesmo que, por exemplo, a PFLP venha reinvidicá-los como noticiava o Haaretz ainda hoje.
Não obstante, qualquer desculpa serve para dar uso ao poder militar que é patrocinado a Israel.
Este uso de estereótipo a nível mundial como estratégia de propaganda para minimizar e retirar qualquer legitimidade ao povo palestiniano funciona, e com bastante excelência: passa a responsabilidade para o colectivo de pessoas que sobrevivem todos os dias na Faixa de Gaza. Torna-os, aos olhos cá do Ocidente, como uma maioria terrorista.
O discurso de anti-semitismo é uma cantiga para alguns. Portanto, é uma arma. E "como diria o outro", tudo depende da bala e da pontaria.
O Estado de Israel tem balas e não lhe falta pontaria.
PS: Sempre achei piada que utilizem o discurso do anti-semitismo com palestinianos, quando, por acaso, eles são semitas.
