A UGT - União Geral dos "Trabalhadores - na pessoa do seu secretário-geral João Proença, assinou um acordo em sede de concertação social que irá provocar o maior retrocesso social a nível de direitos laborais, sociais e económicos na história da Democracia portuguesa - desvalorizando os salários, embaratecendo as remunerações e liberalizando totalmente os despedimentos. Os participantes deste evento vêm desta forma afirmar o seu repúdio com esta traição da UGT , para com quem vive do seu salário, e deixar claro que nunca se filiará em nenhum sindicato da UGT.19 de janeiro de 2012
Eu nunca me filiarei num sindicato da UGT!
A UGT - União Geral dos "Trabalhadores - na pessoa do seu secretário-geral João Proença, assinou um acordo em sede de concertação social que irá provocar o maior retrocesso social a nível de direitos laborais, sociais e económicos na história da Democracia portuguesa - desvalorizando os salários, embaratecendo as remunerações e liberalizando totalmente os despedimentos. Os participantes deste evento vêm desta forma afirmar o seu repúdio com esta traição da UGT , para com quem vive do seu salário, e deixar claro que nunca se filiará em nenhum sindicato da UGT.28 de julho de 2011
parem lá um bocadinho de dizer que o ministério da cultura é fixe
27 de julho de 2011
crónica de uma rotina liberalizada

26 de julho de 2011
O segredo é a alma...

Entretanto, secretas à parte, vale a pena ler de um só golpe e do princípio ao fim o artigo do sindicalista e funcionário da RTP Paulo Mendes do qual aqui apenas divulgo uma parte:
O que você deveria saber sobre a RTP, mas a Ongoing não lhe conta:
1º Sabia que todos os países da Europa comunitária e inclusive os Estados Unidos tem serviços públicos de televisão, e que o modelo misto de mercado que existe em Portugal é a regra e não a exeção?
2º - Sabia que o serviço público de televisão prestado pela RTP é não só um dos mais baratos da Europa, é também um dos mais baratos do mundo? Custa cerca de 15 centimos por dia, não por pessoa, mas por contador de luz.
3º Sabia que por esses 15 centimos são emitidos diariamente 8 canais de televisão com programação diferenciada (RTP1, RTP2, RTPN, RTP Memória, RTP África, RTP Internacional, RTP Madeira, RTP Açores) 5 antenas de rádio (Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África e RDP Internacional), com uma audiência potencial de cerca de 150 milhões de pessoas?
4º Sabia que a RTP possui o maior e melhor arquivo audiovisual do país e um dos melhores do seu género em todo o mundo?
5º Sabia que os trabalhadores da RTP são dos mais produtivos do sector televisivo europeu, recebendo menos salário liquido do que os seus congéneres no privado e que auferindo em média 50% do que os seus colegas europeus?
6º - Sabia que os trabalhadores da RTP não têm aumentos salariais reais desde 2003, sendo os trabalhadores do sector estado os que mais percentual de poder de compra perderam numa década?
7º Sabia que a publicidade da RTP não entra para os seus cofres mas está sim indexada ao pagamento de um empréstimo bancário a um sindicato bancário alemão e holandês, que assumiram o passivo?
8 – Sabia que essa dívida ronda os 600 milhões de euros a um spread baixíssimo, e que este sindicato deseja renegociar o empréstimo à anos?
9 – Sabia que no caso da RTP ficar sem publicidade o accionista Estado teria que assumir o pagamento da dívida, mais juros por inteiro e de imediato?
10 – Sabe que pagará a dádiva de um canal à Ongoing pelo governo de Passos Coelho? Você e vai custar-lhe 600 milhões de euros.
17 de julho de 2011
muda-se o governo, ficam as maldades
O programa do Governo para a educação vem apresentar objectivos que nos irão remeter para uma castração completa concernente à qualidade da escola pública. Sob a capa falaciosa da mudança, o Governo vem perpetuar o que já de tão inconcebível começou a ser feito por Maria de Lurdes Rodrigues e que foi seguido por Isabel Alçada (a avaliação do desempenho das escolas é só um dos tristes exemplos).
O memorando da troika prevê um corte de cerca de 400 milhões de euros, que se irá traduzir:
- em mais agrupamentos que terão a sua direcção estratosférica e afastada da comunicada escolar:
- numa redução drástica de pessoal, o que irá também significar que o perene desejo de que as turmas sejam mais pequenas e de que cada docente tenha menos alun@s continuará a não ser mais do que um desejo.
Esta poupança vem, por isso, sobrecarregar docentes e distanciar @s estudantes de um ensino mais eficaz, ainda que uma retórica razoável tente fazer com que acreditemos que tudo irá correr às mil maravilhas. Quanto a mim, ainda estou para perceber o que será exactamente a "garantia de oportunidades, baseada no mérito, no acesso ao ensino superior".
A ideia da examocracia aparece-nos, mais uma vez, como ideia salvadora e de exigência, fechando os olhos ao facilitismo que é “examinar para excluir” (MES), aumentando as explicações privadas e transformando as escolas em campos de treino para os exames, o que significa deixar à margem uma parte da matéria que devia ser transmitida decentemente. Como se não bastasse, as notas d@s alun@s continuarão a pesar na avaliação d@s docentes.
O programa do Governo fala-nos ainda "do aumento da produtividade do sistema, através duma gestão mais eficiente". Algo me diz que isto nos remete para as ledas histórias de regimes fundacionais sobre as quais, não me querendo repetir, deixo os links para isto e isto.
No meio disto tudo, importa salientar os dois caminhos possíveis: o da falácia ou o da construção de uma escola pública de qualidade. O novo Governo já escolheu o seu caminho facilitista, embriagado em falsas lógicas de competitividade e exigência. Resta-nos a alternativa.
4 de maio de 2011
O resgate de 78 mil milhões e o silêncio

Nas declarações dadas pelo governo ontem [03maio2011] à noite, o mais importante foi dito por Teixeira dos Santos, que esteve calado o tempo todo.
Os pavões davam a banda sonora, Teixeira dos Santos fazia de bibelô e Sócrates dizia que “o Governo conseguiu um bom acordo”, “um acordo que defende Portugal”. Mas que Portugal é que defende? O Portugal com que sonham os banqueiros que encomendaram o FMI e o obtiveram ao ritmo de fast-food? Ou um Portugal empenhado em ser mais livre, mais justo e mais fraterno – como diz a Constituição? Sócrates responde claramente a esta pergunta, afirmando: “As medidas são essencialmente as do PEC4”.
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7 de abril de 2011
As vésperas do FMI

Ontem, ao fim do dia, Sócrates, primeiro ministro de um Governo que se demitiu na sequência do chumbo do austeritário PEC4, escancarou as portas ao maior ataque austeritário em Portugal, desde o início dos anos 80. Sócrates pediu a intervenção do fundo europeu e do FMI.
Este acontecimento, que será seguramente de má-memória, deve ser enquadrado num contexto de acontecimentos que muito têm a dizer sobre o momento da luta social e política que vivemos.
25 de setembro de 2010
Malmequer, Bem-Me-Quer

A tese: 'Governo suspende negociações e promete demissão se PSD chumbar o Orçamento'
(in manchete do Público, 24set2010)
A antítese: 'PSD não negoceia... mas vai deixar passar o Orçamento'
(in manchete do Expresso, 25set2010)
A síntese: 'Cavaco "força" diálogo PS-PSD para Orçamento, Sócrates mantém tensão'
(in manchete do Público, 25set2010)
Ou nada-disso: Aquelas 3 manchetes, uma de ontem e duas de hoje, resumem o discurso da pseudo-crise-política PS-PSD:
O Bloco Central já tem um orçamento, há muito tempo, em linhas gerais chama-se: PEC. Porém encenam esta briga de novela: "diz que me amas!", "diz tu", "tu já não me amas :(", "amo-te muito", "não amas nada...", "amo sim", "amas, amor?!", "amo sim", "não, tu já não me amas..."
O PS vai agarrar-se ao poder até não poder mais e o PSD só vai querer derrubar o governo, quando as sondagens lhe derem indicadores fortes de vitória a solo ou com a muleta CDS.
O "aqui d'El-Rey" desta pseudo-crise política PS-PSD é respondido prontamente por Cavaco. O Centrão finge estar em cisão e o Cavacão arma-se em conciliador daquilo que já estava concilidado: uma união de facto, há muito, consumada por PEC's, actos e omissões.
Dinamizar um movimento para vencer Cavaco é abrir as brechas necessárias para quebrar o betão armado do arco da governação falhada.
24 de junho de 2010
Em que Mundo vive Passos Coelho?
Algumas pessoas devem pensar que eu tenho um preconceito ideológico muito forte contra Passos Coelho que leva a escrever quase sempre para ao blogue sobre ele. É verdade, tenho e com imenso orgulho de o ter. Passos Coelho, além de ser um liberal demagogo, o político do marketing e da imagem que a única coisa que tem para oferecer é uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, está-se também a formar como o político que, a seguir a Socrates, mais atrasos civilizacionais pode vir a impor ao país.
A primeira coisa que teve para oferecer ao debate das ideias num tempo de crise financeira, económica, social, de tanta e tanta miséria foi a revisão constitucional. A seguir sucederam-se-lhe algumas pseudo reformas que nem se quer soube concretizar teoricamente (outras que são um perfeito absurdo como a regra de 5 por 1 na função pública). Seguidamente alia-se ao Governo Sócrates e impõe o PEC 1, o PEC 2 e o PEC 3. Posteriormente quis mexer na legislação laboram e penalizar milhares de trabalhadores precários, condenando-os a mais instabilidade e à perda de ainda mais direitos. E agora joga mais um trunfo:
Quer acabar com a garantia constitucional de que a Educação e a Saúde sejam tendencialmente gratuitas e suportadas pelo Estado.
Podemos discordar do papel estratégico do Estado em todas as áreas, agora no garante de condições de Saúde de um sistema de educação público que responda às pessoas pode-se por em causa o papel do Estado?
Isto não só roça a irresponsabilidade como é uma atitude de absoluto desrespeito porque quem neste país não tem condições para encher os bolsos dos donos de hospitais privados e de colégios.
Em que Mundo é que este homem vive?????
3 de junho de 2010
Não desviar o olhar !!
Desta vez não podia ser mais claro: o PSD quer flexibilizar leis laborais enquanto durar o PEC. Passos Coelho defendeu num jantar com militantes a criação de medidas especiais, que contemplem a alteração da duração dos contratos de trabalho. Já não nos chegou o discurso da flexisegurança que tanto interessou aos patrões, Passos Coelho quer agora mais atraso civilizacional... Se o PEC já é mau, imaginemos um PEC com flexibilidade laboral!
E porque está ofensiva não é de agora, celebremos a memória e as lições que ela nos dá:

