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4 de outubro de 2011

nr. 1000: Que mil flores desabrochem, que mil escolas compitam


百花齐放,百家争鸣
Let a hundred flowers bloom; let a hundred schools of thought contend.
100 flores florezcan y que cien escuelas de pensamiento compitan
Que cem flores desabrochem, que cem escolas compitam


Nestes 1000 posts não há mil escolas, mas há diversidade de pensamento e uma vontade de contributo para o avanço da esquerda. Aquele slogan é belo e a sua versão completa ainda melhor: “Permitir que 100 flores floresçam e que cem escolas de pensamento compitam é a política de promover o progreso nas artes e das ciências e de uma cultura socialista florescente na nossa terra”. Este slogan foi usado na Campanha das Cem Flores, nos tempos de Mao Tsé-tung. Sabemos que slogans como este e palavras belas como Revolução Cultural têm uma carga histórica muito pesada, que participa na genealogia do fracasso das revoluções socialistas do século XX. Ainda assim, não deixam de ser palavras inspiradoras e a revisitação dos socialismos realmente existententes é também necessária para uma perpectiva de futuro.
Lembrei-me de dar os parabéns a todas as adeusleninistas, a todos os visitantes e a todas as seguidoras do blog com esta ideia, com base no erro de citar de cor aquela idea com um zero a mais!! O erro trouxe-nos a isto e penso que vale a pena a proposta de revisitação, neste caso, da Revolução Chinesa. Quem, como eu, não é nem nunca foi maoísta fique descansado que não proponho nenhuma apologia apenas uma demorada mas deliciosa apresentação (em áudio) de Mao e da Revolução Chinesa por Fernando Rosas proferida num seminário da Cultra: http://www.esquerda.net/audio/fernando-rosas-fala-sobre-mao.

19 de setembro de 2010

Combate de Blogs: Hoje, TVI24, a partir das 19h


Hoje, Edição das 7, TVI24, 19h. A não perder... "Combate de blogs".

Como disse um amigo da concorrência "vamos assistir a uma grande estreia no programa".

18 de maio de 2010

Deus

São reaccionários mas também os lemos: 31 da Armada

Desde de já obrigado.

PS: faço questão de relembrar que este blogue é plural, tendo a preocupação de se debruçar sobre o máximo que consegue, mesmo que os reptos não colham frutos.

13 de maio de 2010

é sempre a mesma história que nos contam !!

O capitalismo está constantemente em reconversão: inova, transforma-se, encontra formas de se autolegitimar. E por muito que os discursos politicamente correctos nos venham falar de inevitabilidade não há escapatória: o problema de Portugal, da Europa e do Mundo é um problema ideológico. É um problema de sistema, de organização, de valores. Mais de dois mil anos de hegemonia de um modelo de dualismo social e de exploração (que na verdade nunca ninguém ousou quebrar) nunca oferecerem nada de realmente importante ao Mundo. E não nos desenganemos, porque o problema do PEC e da ditadura do défice é um problema estrutural, meramente estrutural. É um problema ideologicamente estrutural. Com a crise financeira o discurso liberalizador faliu e deu origem ao discurso regulador e moderador (também presente no discurso social cristão e social democrata do pós guerra). Para salvar o sistema os estados meterem rios de dinheiro nos mercados e nos bancos. E agora tapar esses buracos de salvação e os que já existiam criam-se os PECS e a ditadura de mercado. Em Portugal pagaremos (nós os mesmos de sempre) a factura dessa cangalhada elitista que destrói o país, o Mundo e que tem as costas quentes – o modelo neoliberal:


- Aumento para 21% da taxa do IVA.

- Aumento da taxa intermédia para 13 %.

- Aumento da taxa reduzida (a de bens essenciais e alimentares) para 6 %.

- Aumento de 1 % sobre os rendimentos.

- Congelamento salarial.

- Cortes nos subsídios sociais – subsidio de desemprego e RSI.

25 de abril de 2010

E Depois do Adeus... o Bom Dia! da Liberdade


Temo de dizer, hoje, de forma renovada, o Depois do Adeus...

Depois do Adeus, depois de dizer 'Adeus, Lenine!', vem uma nova madrugada.

E o poema já não será o de Sophia. E a Filosofia da Prática será verdadeiramente uma só com o movimento popular.

Um dia, depois do adeus, vamos provar que aprendemos com Lenine a descobrir e a criar o momento em que tomamos todas e todos consciência de que, como dizia a poetiza, 'we are the ones we have been waiting for'.


'Já murcharam tua festa, pá. Mas certamente esqueceram uma semente nalgum canto de jardim'

3 de abril de 2010

Interpelação à mesa

Carlos Vidal disse...
É um pouco como diz o comentário acima: eh pá, enterrem lá todos, mas todos mesmo: Sain-Just, Danton, Marat, Robespierre, os comunnards, Louise Michel, Rosa, Liebknecht, Durruti, Castro, Guevara, Lenine, Estaline, Mao, Gramsci, Lukács, Pasionaria, a minha prima... Depois, riam-se do trabalhinho. Giro, o blogue. Repete tudo o que já existe, sem o perceber.
1 de Abril de 2010 13:46
http://adeuslenine.blogspot.com/2010/03/teste.html#comments

O estilo exótico-provocador de Carlos Vidal valeu-lhe um espaço na blogosfera portuguesa, e aprecio que tenha transportado a sua imagem de marca até aos pergaminhos electrónicos da nossa caixa de comentários. Se criasse mais-valia com o aumentar das visitas teriamos que lhe agradecer de outra forma, talvez robalos como está na moda.

Centrando-me no "debate" ao qual CV pratica mecenato: até que ponto é possível num quadro de referência ideológica ter de forma consistente Lenine e Estaline? É teoricamente simples basta ignorar isto:

Me refiro à estabilidade como garantia contra a ruptura em um futuro próximo, e tenho a proposta de colocar aqui várias considerações de índole puramente pessoal. Creio que o fundamental no problema da estabilidade, desde este ponto de vista, são tais membros do CC como Stálin e Trotsky. As relações entre eles, a meu modo de ver, encerram mais da metade do perigo desta divisão que se poderia evitar, e a cujo objetivo deveria servir entre outras coisas, segundo meu critério, a ampliação do CC a 50 ou até 100 membros.

O camarada Stálin, tendo chegado ao Secretariado Geral, tem concentrado em suas mãos um poder enorme, e não estou seguro que sempre irá utilizá-lo com suficiente prudência. Por outro lado, o camarada Trotsky, segundo demonstra sua luta contra o CC em razão do problema do Comissariado do Povo de Vias de Comunicação, não se distingue apenas por sua grande capacidade. Pessoalmente, embora seja o homem mais capaz do atual CC, está demasiado ensoberbecido e atraído pelo aspecto puramente administrativo dos assuntos.


in Carta ao Congresso, Lenine

O desfecho da história já todos conhecemos, e certamente que CV se lembra que a Carta ao Congresso se torna o único documento de Lenine proibido de ser difundido na URSS durante a era de Estaline.
Ainda sobre o tema de enterrar e desenterrar, saltando de Lenine para Rosa Luxemburgo e Karl Libknecht, o KPD a quem deram origem e pelo qual perderam a vida viu os seus militantes serem assassinados, torturados e a sua organização proibida pelo regime com quem Estaline faz um pacto - podendo-se ainda recuar um bocado e relembrar este excelente post de Miguel Serras Pereira no 5 dias:
Assim, os comunistas unir-se-iam aos nacionais-socialistas para combater o fascismo! Esta aproximação culminou na votação conjunta dos deputados comunistas e dos deputados nazis destinada a derrubar o governo de von Papen, na sessão parlamentar de 12 de Setembro de 1932. […] Não faltaram então, na esquerda internacionalista, vozes a prevenir que o Partido Comunista estava apenas a ajudar o nacional-socialismo, mas se os avisos de Rosa Luxemburg, de Paul Levi, de Pfemfert, de Clara Zetkin e de tantos outros haviam sido inúteis, estes foram-no também
Enfim e assim se podia continuar meses a descrever e a argumentar o porquê de fazer tão bem à esquerda revolucionária o enterro de algumas personagens.
Porém não resisto em colocar mais uma questão:
Já agora CV também podia ter acrescentado Slavoj Zizek, Alain Badiou, Ránciere, David Harvey, Eric Hobsbawn, Marx ... esses também não abandonamos.

Afinal havia outro

No texto de apresentação dissemos que éramos de doze. A partir de hoje, somos treze. É hora de dar as boas-vindas ao Fabian Figueiredo e agradecer a todos os que por aqui passaram, deixaram a sua opinião; bem como a todos os que ajudaram na divulgação do "Adeus Lenine".