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1 de maio de 2011

1º de Maio

Hoje é dia de trabalhar de sol a sol... e o melhor de tudo é que o patrão és tu.



Vou estar pela Alameda, vens?

18 de abril de 2011

Estudantes e precários/as

A precariedade, e a luta contra a precariedade, continua a ter o trabalho como centralidade. Só por esse motivo já faz tanto sentido que os e as estudantes se juntem ao MayDay: é de presente e futuro que falamos e por que nos juntamos, e faz tanto sentido os e as estudantes juntarem-se para lutar pelos direitos dos trabalhadores, das trabalhadores e dos e das desempregado/as que também já foram estudantes e hoje vivem a instabilidade laboral na pele, como faz sentido que se juntem também para rejeitar a precariedade como modelo laboral, como modo de via, como pensamento único para o futuro.


Mas não só por isso faz sentido os estudantes estarem presente. Se a precariedade é muito de incerteza, de instabilidade, de desequilíbrio, de abdicação de sonhos, projectos, objectivos e aspirações, muitos e muitas estudantes também são precários e precárias, e também sofrem na pele o que é abdicar de uma identidade, de um projecto e sobretudo de um direito fundamental e estrutural: o direito à educação e ao conhecimento.

A precariedade não é uma estratégia homogénea e coesa que atinge todos e todas da mesma forma, com a mesma violência, com os mesmos mecanismos de dominação e de exploração e com a mesma intensidade. Mulheres são mais afectadas que os homens. Imigrantes mais que Portugueses de origem. Homossexuais mais que heterossexuais. Trabalhadoras do sexo mais que as restantes. Estudantes mais pobres, que estudantes menos pobres. Reconhecer isto não implica (nem pode nunca implicar) dividir. Pelo contrário só nos pode juntar. Ter a lucidez de perceber que o sistema nos tenta dividir só nos pode fazer ganhar a lucidez de que só juntos poderemos vencer.

Os e as estudantes fazem falta ao MayDay porque também sofrem a precariedade. A escolha da austeridade e os cortes em apoios sociais como as bolsas de estudo está já a fazer com que milhares de estudantes tenham que cancelar a matricula nas universidades e a que tantos outros e tantas outras tenham que recorrer a empréstimos bancários para poderem estudar, forçando-se desta forma o endividamento muitos antes da entrada no mercado de trabalho. E sabemos bem o tipo de trabalho que a maioria dos jovens licenciados vai ter acesso. O Estado demite-se das suas responsabilidades e oferece uma única alternativa aos e às estudantes: instabilidade, incerteza, precariedade.

Quando entre 1995 e 2005 um terço dos e das estudantes mais pobres já teve que abandonar o Ensino Superior por causa das propinas, quando com os sistemas de empréstimo os e as estudantes devem já à banca 130 milhões de euros, quando este ano milhares de estudantes estão a cancelar matriculas nas Universidades, a pergunta que se nos coloca é a de saber quantos estudantes conseguimos levar para a rua no 1º de Maio, quantas forças conseguimos acumular ao movimento social contra a precariedade…
A nossa resposta é simples: se é a precariedade aquilo que nos é comum, se é a precariedade a nossa condição comum, é contra a precariedade que nos unimos: é a precariedade que venceremos!


Texto publicado em: www.maydaylisboa.net

6 de abril de 2011

Precário/a precia-se...


"Somos uma empresa de topo e esperamos atrair mais um membro indispensável para a nossa equipa. Apresentamos todos os anos grande crescimento graças aos baixos salários que oferecemos. Acreditamos que os louros mal distribuídos são a chave do sucesso da empresa. Requisitos: Pessoa competente, trabalhadora, obediente, com vontade de trabalhar, com orgulho em fazer parte da nossa equipa e que aceite as condições de trabalho seguintes:



• Ausência de contrato; • Pagamento através de Recibos Verdes; • Baixa remuneração; • Sem direito ao pagamento da segurança social ou IRS; • Pagamento ocasional, sendo este efectuado de acordo com o valor que eventualmente sobrar da distribuição de lucros pelos altos cargos; • Aceitação pacífica da sua dispensa, sem qualquer aviso prévio, quando não necessitarmos mais dos seus serviços; • Sem direito a qualquer tipo de subsídio."




"Caso isto seja o que Não Procura num emprego, Visite-nos:
http://www.maydaylisboa.net/ "

O MayDay está na rua !!






16 de abril de 2010

Reportagem do 'Libération' sobre precariedade no Estado, em Portugal

Os jornalistas François Musseau e Pierre-Yves Marzin efectuaram uma reportagem sobre a precariedade na Adminstração Pública em Portugal, que acabou de ser publicada no jornal francês 'Libération'.

Esta reportagem pode ser lida na íntegra aqui

3 de abril de 2010

Empreendedorismo Precário



A Fundação de Serralves tem um horário de funcionamento.
A Fundação de Serralves tem uma recepção, uma bilheteira, um bengaleiro.
A Fundação de Serralves tem recepcionistas que asseguram estes serviços, permanentes e imprescindíveis.
A Fundação de Serralves tem recepcionistas que asseguram estas funções há mais de cinco anos.

A Fundação de Serralves saberá que deveria ter celebrado contratos de trabalho com estes/as trabalhadores/as, visto tratarem-se de pessoas que utilizam material disponibilizado pela entidade empregadora, visto utilizarem uma farda da instituição, visto estarem inseridos numa equipa, visto terem chefias, visto estarem na dependência económica da entidade que as contrata: tudo critérios que permitem aferir a existência de um contrato de trabalho e não de trabalho independente.

A Fundação de Serralves sabe que estas pessoas são falsos recibos verdes. No entanto, em vez de regularizar a situação contratual destes/as trabalhadores/as, a Fundação de Serralves optou por 'convidá-los' a constituírem-se como empresa para que pudessem continuar a desempenhar as mesmas funções de sempre. A esta chantagem a Fundação de Serralves chama "apelo ao empreendedorismo".

Via: fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com/