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18 de novembro de 2011
20 de agosto de 2011
17 de maio de 2011
Armários, cadeias, muros e espartilhos
O "País Precário, Saiu do Armário", no 12 de Março. Entretanto a Europa vai-se fechando em muros. E (afinal) o que há entre nós e o FMI/FEEF são 30 milhões de euros em juros e um violento apertar das cadeias da exploração. São muitos os armários, as cadeias, os muros e os espartilhos, e quem é pela luta toda não esquece, por exemplo, que há crianças cujo bem-estar depende do reconhecimento da homoparentalidade. Há que "Marcha[r] contra a Homofobia e Transfobia".(também publicado em www.acomuna.net)
8 de março de 2011
8 de Março: nem tudo são rosas

"De acordo com o Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) neste último ano contam-se 43 vítimas mortais perfazendo um total nos últimos 7 anos de 250 femicídios. Estes números alarmantes exigem medidas políticas e sociais urgentes baseadas numa reflexão profunda sobre este fenómeno que atenta contra a humanidade e que anualmente põe termo à vida de várias dezenas de mulheres. A OMA denuncia um aumento de femicídios de 2009 para 2010 com 29 mortes contabilizadas em 2009 para as 43 anteriormente referidas no ano de 2010. Sem dúvida, um aumento sintomático de que as políticas tomadas não revelam efectividade ou não são devidamente cumpridas. Infelizmente, as denúncias levadas a cabo pelas vítimas junto dos organismos de segurança pública parecem não ser consideradas resultando inevitávelmente num crime cruel que poderia ser evitado. Também é relevante salientar que algumas das mulheres vítimas de femicídio já não se encontravam a residir com os agressores, o que implica que tenham sido vítimas também de perseguição e mesmo assim é comum responsabilizar a vítima pela sua morte e pelo desfecho trágico a que a sociedade e governo a condenam. (...)"
Artigo de Marta Cantanhede, publicado aqui
6 de fevereiro de 2011
Erradicar a mutilação genital feminina (I)
6 de dezembro de 2010
O Fascismo é uma Minhoca, não é?
"A Associação Ajuda de Berço , fundada em Lisboa a 12 de Março de 1998, no 5.º Cartório Notarial de Lisboa, por um grupo de amigos, tem como Missão testemunhar o respeito pela Vida Humana (...)"Não acho que devamos fazer propaganda ou menos ainda alinhar nas actividades desta Associação. Ainda que possa existir na Ajuda de Berço gente com boa-vontade, esta associação segue propósitos muito concretos. Foi criada para dar continuidade à campanha que as pessoas que defendem a criminalização do Aborto venceram em 98.
Qualquer crescimento ou apoio dado a esta gente é contrário à emancipação das pessoas e à liberdade das mulheres. Espero que a Ajuda de Berço e a sua direcção tenham todo o insucesso real possível e que guardem eventuais vitórias politicas para quando chegarem ao céu.
A Ajuda de Berço, com a tentativa de parecer feminista, com senhoras mui bem falantes (e endinheiradas) que defendem a liberdade das mulheres ricas abortarem em Espanha ou outro país, e acham que as portuguesas mais pobres devem ser detidas, é dos grupos mais reaccionários e fascizantes que existem por aqui.
O aborto não é crime. Nem será. E o fascismo não passará!
(a propósito de ter recebido um convite para uma Festa de angariação de dinheiro para esta malta)
7 de agosto de 2010
Injecção anti-conservadorismo, precisa-se
Maria New acaba de se autoproclamar como a guardiã da heteronormatividade nos Estados Unidos da América: graças a uma injecção de estrogénio dada a grávidas, quer impedir que as futuras filhas destas sejam lésbicas.Ordem de internamento para Maria New! Ou é louca, ou é a única sobrevivente da guilhotina de Robspierre e merece ser estudada.
Brinco (claro) com aquilo que, muito bem, foi chamado o Terror.
Note-se que na guilhotina morreram muitos inocentes, incluindo feministas (pois os direitos do homem e do cidadão eram mesmo masculinos gramatical e ideologicamente falando); E naturalmente, como feminista, não é com as suas mortes que brinco, mas com a ideia de que muitos reaccionários e muitas reaccionárias "sobreviveram" à Revolução Francesa e a todas as revoluções e demais avanços posteriores.
Sou um partidário do Estado de direito socialista. Mas quando leio notícias como aquela, só me lembro do Terror como melhor alegoria do que sinto. E depois bebo um copo de água e isso passa.
(O pior é que a estupidez de Maria New não passa)
7 de junho de 2010
Misoginia: uma doença que precisa de cura

Não gosto de ler sobre crimes de sangue, não por qualquer superioridade moral. Sou daquelas pessoas que concorda com Nietzsche, ao achar que todas e todos temos um prazer instintivo no sofrimento alheio: por isso param mais pessoas para ver um acidente que aquelas que realmente se preocupam em ligar para uma ambulância.
Eu não gosto dos crimes de sangue é do ponto de vista intelectual: embora reconheça que são um desafio para quem gosta do tema. Em concreto, não tenho paciência para as páginas dos jornais que tratam este tema, mas hoje esta despertou a minha atenção:
Suicida-se após matar três mulheres e ferir outras tantas: (...) O homem começou a discussão com a ex-namorada no parque de estacionamento, mas, após matá-la, dirigiu-se para o interior do restaurante e atirou deliberadamente sobre várias mulheres, tendo morto duas e ferido outras três. (...)
O pormenor do cenário não me desperta tanto interesse, mas o que está subjacente sim. A misoginia enraizada na sociedade contribui muito para estes casos. O conflito daquele homem não era só com a ex-namorada, era com as mulheres em geral.
É importante sublinhar estes que são parte dos efeitos da hegemonia patriarcal:
- Conforme o Conselho da Europa, a violência doméstica é a principal causa de morte e invalidez entre mulheres dos 16 aos 44 anos, ultrapassando o cancro, acidentes de viação e a guerra.
- Em 2008, as forças de segurança registaram 27 743 queixas de violência doméstica (GNR 10 096; PSP 17 647) A variação entre os valores entre 2007 e 2008 foi de 26.6% e entre 2006 e 2007 correspondeu a 6.4%.
- Em Portugal, nos últimos 6 anos, morreram 201 mulheres vítimas de violência doméstica: 40 mulheres em 2004, 36 mulheres em 2005, 37 mulheres em 2006 e 21 mulheres em 2007, 42 mulheres em 2008, 25 mulheres em 2009.
É por isso que eu continuo a defender o feminismo como ciência necessária para erradicar o Patriarcado e todos os seus males. Não basta apenas combater o Capitalismo, há um mal anterior, milenar até, que persiste: temos de combater ambos os espartilhos da humanidade.
24 de maio de 2010
Menina não joga?! Eles têm é medo que lhes tires a bola.

Joana Marchão, joga à bola (e muito bem) desde pequenina. Por causa das regras da Federação, a Joana chegada aos 12 anos teve de sair da equipa de infantis do Benfica de Abrantes: impedida de jogar com os rapazes. Felizmente, a Joana não desistiu, nem mudou para o futebol de salão, que não era a sua modalidade. É uma jogadora de futebol de 11 e assim se mantém: deu um salto em frente e foi jogar para a equipa feminina do União de Tomar (fonte).
Deixem a Joana jogar. Pelo que se vê nesta reportagem, a Joana é uma boa jogadora e uma líder. É para mim inaceitável que a Joana não possa continuar a jogar com pessoas da sua idade e que tenha de ir para uma equipa sénior "feminina". O argumento dos balneários é das coisas mais estúpidas que se pode invocar. Desde os 7 anos que se equipa à parte, isso nunca foi problema e essa solução perfeitamente enquadrada na cultura vigente (e que não fosse!).
Nos casos como "futebol vs futebol feminino" ou "partido vs partido das mulheres", há subjacente um milenar problema da ideologia conservadora: a ideologia do domínio do Patriarcado.
Como já disse certa vez, o feminismo não é uma ideologia ultrapassada é antes uma ciência para a superação da opressão patriarcal. Superar o patriarcado e o capitalismo, superar todos os sistemas de opressão, esses são os objectivos de um socialismo verdadeiramente científico.
Joana, eles têm é medo que lhes tires a bola.
Força, Joana!
21 de maio de 2010
Verdes, Queer e Piratas são figuras de muito estilo (nota breve sobre movimentos sociais e partidos) *

"«O Partido Pirata não tem opinião definida sobre nada que não sejam as liberdades na Internet; quanto ao resto, votará com os outros partidos». Os responsáveis do Piratpartiet repetem que não terão qualquer dificuldade em aplicar esta regra, porque a clivagem direita-esquerda perdeu toda a pertinência." (in Le Monde Diplomatique)
1. O não reconhecimento da clivagem entre esquerda e direita é justamente a revelação do pecado original dESTA elevação do movimento social a partido. Um partido que seja meramente “o braço do movimento social na política” [diferente de braço político] é claramente insuficiente. A SUA simples defesa de causas particulares não articuladas com uma visão de conjunto [própria da política] é profundamente perigosa. O sonho dos grandes partidos do sistema (PS e PSD, no caso português) era puder comprar pequenos partidos de causas pela satisfação (parcial) das suas reivindicações particulares.
1.1. Para os grandes partidos do sistema, é até interessante ter no cenário político partidos feministas, queer, ecologistas, piratas… desde que estes não coloquem o sistema em causa, desde que estejam disponíveis para trocar a satisfação parcial das suas reivindicações pelo apoio à governabilidade. “Eu dou-lhe a lei do casamento homossexual (sem adopção) na compra da minha política reformista de privatização dos serviços públicos e apoio pontual a intervenções militares em diversos destinos… Vejo que hesita, …mas olhe que a adopção é negociável”… Pois é! Há negócios que não se fazem! Nem a diversidade do amor, nem a paz são moeda de troca!
1.2. As causas justas não se vendem nem se compram! Devemos ter a coragem de as defender em lutas unitárias. A participação em lutas unitárias por diversas causas (desde a paz à livre difusão do conhecimento) é um imperativo a que a Esquerda deve responder positivamente. Exemplo dessa capacidade unitária foi a participação Bloco de Esquerda na defesa da despenalização do Aborto. Essa luta concreta foi feita ao lado de muitas daquelas e muitos daqueles que são e serão nossos adversários em diversos ou, mesmo, em todos os outros campos da luta social e política. O esforço unitário é um tributo devido à dignidade da causa defendida.
2. Por muito que se possa concordar (totalmente ou em parte) com o movimento pirata, enquanto movimento social, quando este se eleva a Partido e foge à "clivagem direita-esquerda ": ficamos a saber que politicamente representa um centro liberal (apenas) esteticamente excêntrico. Como qualquer matiz liberal, está tingido de causas particulares sem questionar o TODO do Capitalismo. Isto não significa que as suas reivindicações não tenham potencialidades transformadoras e, em certa medida, anti-sistémicas. O seu carácter anti-sitémico advém do agudizar das contradições internas do Capitalismo. Daí que não seja de estranhar que o líder do Parido Pirata Richard Falking diga, a um tempo, «defende[r] até uma forma de comunismo digital, em que cada um contribui segundo as suas capacidades e o produto é distribuído segundo as necessidades» e, a outro, assumir-se como um ultracapitalista, nestes termos:
«Os conservadores não defendem o capitalismo puro [; …] são uma espécie de cagarolas sociais-liberais. (…) Eu defino-me como ultracapitalista, e foi a partir desse posicionamento que me envolvi politicamente. (…) A batalha joga-se agora na questão dos direitos dos cidadãos, que é a questão fundamental. Mais importante do que o sistema de saúde, a educação, o nuclear, a defesa e essa merda toda que andamos a debater há quarenta anos.». (1)
3. Além do dever de luta unitária na defesa de cada causa concreta e porque não se pode ser livre numa sociedade alienada: o que define verdadeiramente a Esquerda é a capacidade de elevar cada reivindicação particular a metáfora activa da reivindicação da Liberdade Universal.
A informação e a arte são de tod@s!
O Planeta é de tod@s!
Somos tod@s queer!
Somos tod@s imigrantes!
1.1. Para os grandes partidos do sistema, é até interessante ter no cenário político partidos feministas, queer, ecologistas, piratas… desde que estes não coloquem o sistema em causa, desde que estejam disponíveis para trocar a satisfação parcial das suas reivindicações pelo apoio à governabilidade. “Eu dou-lhe a lei do casamento homossexual (sem adopção) na compra da minha política reformista de privatização dos serviços públicos e apoio pontual a intervenções militares em diversos destinos… Vejo que hesita, …mas olhe que a adopção é negociável”… Pois é! Há negócios que não se fazem! Nem a diversidade do amor, nem a paz são moeda de troca!
1.2. As causas justas não se vendem nem se compram! Devemos ter a coragem de as defender em lutas unitárias. A participação em lutas unitárias por diversas causas (desde a paz à livre difusão do conhecimento) é um imperativo a que a Esquerda deve responder positivamente. Exemplo dessa capacidade unitária foi a participação Bloco de Esquerda na defesa da despenalização do Aborto. Essa luta concreta foi feita ao lado de muitas daquelas e muitos daqueles que são e serão nossos adversários em diversos ou, mesmo, em todos os outros campos da luta social e política. O esforço unitário é um tributo devido à dignidade da causa defendida.
2. Por muito que se possa concordar (totalmente ou em parte) com o movimento pirata, enquanto movimento social, quando este se eleva a Partido e foge à "clivagem direita-esquerda ": ficamos a saber que politicamente representa um centro liberal (apenas) esteticamente excêntrico. Como qualquer matiz liberal, está tingido de causas particulares sem questionar o TODO do Capitalismo. Isto não significa que as suas reivindicações não tenham potencialidades transformadoras e, em certa medida, anti-sistémicas. O seu carácter anti-sitémico advém do agudizar das contradições internas do Capitalismo. Daí que não seja de estranhar que o líder do Parido Pirata Richard Falking diga, a um tempo, «defende[r] até uma forma de comunismo digital, em que cada um contribui segundo as suas capacidades e o produto é distribuído segundo as necessidades» e, a outro, assumir-se como um ultracapitalista, nestes termos:
«Os conservadores não defendem o capitalismo puro [; …] são uma espécie de cagarolas sociais-liberais. (…) Eu defino-me como ultracapitalista, e foi a partir desse posicionamento que me envolvi politicamente. (…) A batalha joga-se agora na questão dos direitos dos cidadãos, que é a questão fundamental. Mais importante do que o sistema de saúde, a educação, o nuclear, a defesa e essa merda toda que andamos a debater há quarenta anos.». (1)
3. Além do dever de luta unitária na defesa de cada causa concreta e porque não se pode ser livre numa sociedade alienada: o que define verdadeiramente a Esquerda é a capacidade de elevar cada reivindicação particular a metáfora activa da reivindicação da Liberdade Universal.
A informação e a arte são de tod@s!
O Planeta é de tod@s!
Somos tod@s queer!
Somos tod@s imigrantes!
* Gostei do tema levantado pelo Hugo e, por isso, decidi publicar aqui um artigo que escrevi há tempos a propósito do fenómeno da passagem de um movimento a partido. Vejam também o artigo do Hugo Ferreira: Partido e Movimento - Uma questão de racionalidade.
25 de abril de 2010
E Depois do Adeus... o Bom Dia! da Liberdade

Temo de dizer, hoje, de forma renovada, o Depois do Adeus...
Depois do Adeus, depois de dizer 'Adeus, Lenine!', vem uma nova madrugada.
E o poema já não será o de Sophia. E a Filosofia da Prática será verdadeiramente uma só com o movimento popular.
Um dia, depois do adeus, vamos provar que aprendemos com Lenine a descobrir e a criar o momento em que tomamos todas e todos consciência de que, como dizia a poetiza, 'we are the ones we have been waiting for'.
'Já murcharam tua festa, pá. Mas certamente esqueceram uma semente nalgum canto de jardim'
4 de abril de 2010
Da Violência Divina na África do Sul ao Apartheid na Suécia
Era para escrever hoje, Domingo de Páscoa, sobre Teologia e Materialismo. Contudo a Comuna de Paris não espera pelo Capital, e julgo que a análise concreta da realidade concreta me obriga a falar de Apartheid.
O líder da extrema-direita sul-africana Eugène Terre'Blanche foi ontem espancado até à morte. Não sei se é o momento de falar de violência divina, mas a vale a pena chamar à atenção para os avanços da extrema-direita lá como cá.
O assassinato do líder da supremacia branca ocorreu na sequência [embora não esteja ainda provado o nexo de causalidade] de uma brica com dois empregados (um deles menor) por causa de salários não pagos. Parece que esta morte poderá ser aproveitada como mais um novo incêndio do Incêndio do Reichstag posto que o movimento da extrema-direita considera que este assassinato foi uma declaração de guerra.
1) Não é terrível pensar que o apartheid avança tanto na África do Sul … e na Suécia?
2) E alguém tem alguma coisa a dizer além de: ele era tão boa pessoa?
O líder da extrema-direita sul-africana Eugène Terre'Blanche foi ontem espancado até à morte. Não sei se é o momento de falar de violência divina, mas a vale a pena chamar à atenção para os avanços da extrema-direita lá como cá.
O assassinato do líder da supremacia branca ocorreu na sequência [embora não esteja ainda provado o nexo de causalidade] de uma brica com dois empregados (um deles menor) por causa de salários não pagos. Parece que esta morte poderá ser aproveitada como mais um novo incêndio do Incêndio do Reichstag posto que o movimento da extrema-direita considera que este assassinato foi uma declaração de guerra.
1) Não é terrível pensar que o apartheid avança tanto na África do Sul … e na Suécia?
2) E alguém tem alguma coisa a dizer além de: ele era tão boa pessoa?
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