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11 de junho de 2011

a política do sacrifício, segundo Cavaco Silva


Cavaco Silva deslocou-se a Castelo Branco, para um patriótico discurso sobre o espírito de sacrifício das gentes do interior. Não podia ter escolhido melhor timing para nos vir dar lições de políticas de desenvolvimento para o interior.


Foi um oco discurso sobre “frugalidade” e o “espírito de sacrifício” das gentes do interior como “modelos que devemos seguir num tempo em que a fibra e a determinação dos portugueses são postos à prova”...

O que Cavaco sabe mas não diz é que viver no interior é duplamente difícil. Não só é preciso fazer sacrifícios a mais porque um grupo de pessoas não faz nenhuns, como é preciso fazer ainda mais sacrifícios porque o interior no meio do sacrifício todo é o mais sacrificado.

Porque Cavaco Silva sabe o que querem dizer as portagens da A23 e na A25 e os reflexos que elas vão ter na agricultura, no turismo e nas industrias que o senhor presidente diz querer desenvolver.

Porque Cavaco Silva sabe o custo dos cortes nos serviços públicos no Interior. Sabe o que é um doente de Castelo Branco, da Covilhã ou da Guarda para poder ser operado ou recorrer a algumas especialidades médicas (que por acaso são muito comuns) ter que realizar de urgência uma viagem até ao Hospital de Coimbra.

Porque Cavaco Silva sabe o que significa as escolas do interior fecharem por terem menos de 23 alunos, sabe o que isso significa para as gentes das vilas e das aldeias do interior.

Porque Cavaco Silva sabe quantas bibliotecas há por número de habitantes no Interior.

Porque Cavaco Silva sabe que se não são as instituições de solidariedade social e de desenvolvimento local, as gentes das vilas e aldeias remotas do interior não tinha acesso a qualquer serviço ou auxilio médico, escolar, burocrático ou alimentar.

Porque Cavaco Silva sabe que ainda há populações do Interior sem saneamento básico.

Porque Cavaco Silva sabe o que significa a ausência de uma estratégia de desenvolvimento integrado para o Interior.
Cavaco Silva sabe e sabe muito bem o que é o Interior do país. E ainda assim, levando o embalo do sociólogo do regime e do bloco central (António Barreto), finge não saber.

Espírito de sacrifico? Não se incomode senhor presidente, o que o país precisa e o que o interior precisa é de justiça, o resto vem por acréscimo!

26 de abril de 2011

O activista do FMI


Cavaco, “magistrado activo” do salto do Coelho, cúmplice de silêncios e indiscrições “activas” para a entrada do FMI, pediu uma campanha eleitoral “passiva” que não inviabilize “o diálogo e os compromissos de governabilidade [a la FMI]”. Resumindo: toda a “actividade” às troikas invasora (FMI e companhia) e nativa (PS-PSD-CDS), toda a “passividade” para a democracia.

(também publicado aqui)

7 de abril de 2011

As vésperas do FMI


Ontem, ao fim do dia, Sócrates, primeiro ministro de um Governo que se demitiu na sequência do chumbo do austeritário PEC4, escancarou as portas ao maior ataque austeritário em Portugal, desde o início dos anos 80. Sócrates pediu a intervenção do fundo europeu e do FMI.

Este acontecimento, que será seguramente de má-memória, deve ser enquadrado num contexto de acontecimentos que muito têm a dizer sobre o momento da luta social e política que vivemos.

(Ver mais, aqui)

22 de março de 2011

Cuidado com eles!




Soares faz "um apelo angustiado" a que Cavaco chame os partidos a um entendimento sem eleições. Rebelo de Sousa apela a uma maioria PS-PSD-CDS pré-eleitoral para aprovar o PEC e pós-eleitoral para formar governo. Querem, de uma maneira ou de outra, a continuidade da política austeritária, da crise na vida dos explorados.

(também publicado aqui)

11 de janeiro de 2011

Cavaco faz mal à saúde?

e o voto branco é cúmplice!

Cinco razões estruturais para não votar em Cavaco Silva:




- Cavaco Silva é um político em estado vegetativo. Não responde a perguntas de ninguém, não debate, não fala, e sempre que se pronuncia é com o tom arrogante de quem pensa ter a razão toda do seu lado.

- Cavaco Silva é cúmplice da destruição do Estado Social, é o parceiro da austeridade, da precariedade e das injustiças sociais. Nunca se lhe ouviu uma preocupação sobre os cortes nas bolsas, sobre as consequências trágicas da política de austeridade, apenas silêncio, silêncio e aprovação.

- Cavaco Silva é autoritário. Além de ser claro o lado que ele escolheu no fascismo, teve uma postura vergonhosa, por várias vezes, com Saramago, com a viúva de Salgueiro Maio e com tantos outros que estiveram do lado oposto da barricada. Carregou, sem vacilar, sobre os manifestantes na ponte 25 de Abril e teve o desprendimento de colocar polícias contra polícias.

- Cavaco Silva é conservador. Opôs-se à igualdade entre homens e mulheres a que a lei da paridade quer chegar, foi e é cúmplice das mulheres que morriam e morrem em escadas, quando se opôs á legalização da IVG. Foi contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Vetou a lei que facilitava os transexuais mudarem os papeis. Não fala sobre violência doméstica ou qualquer forma de opressão e de dominação na sociedade.

- Cavaco Silva é um economista bacoco. Não conseguiu prever que íamos chegar ao colapso e à crise financeira, foi um grande obreiro das privatizações em Portugal, mesmo as dos bens estratégicos com a GALP, foi cúmplice do escândalo BPN, não esclarece nada, não responde à democracia.

Cavaco é responsável por este estado de coisas. Não é um cidadão ao serviço dos outros, como se auto afirma. É um responsável pela usurpação das vidas de tantos outros.

A escolha nestas eleições é simples: ou nos propomos a derrotá-lo com um candidato que garanta o Estado Social, a Democracia, os Direitos Sociais e os avanços da modernidade (seja qual ele for), ou somos cúmplices da vitória de Cavaco Silva.

Eu dia 24 não me quero lamentar: não abdico desta luta!

1 de novembro de 2010

Um presidente (falido) como nós



Fernando Nobre sempre falou do seu pedestal com uma superioridade moral que fazia dele o mais sério desde a mulher de César.
Falou contra os políticos, contra os partidos...a sua virgindade política e a sua mundividência eram armas de democratização maciça necessárias a este País.
Agora esbarrou num problema fundamental da democracia: o financiamento.
Nobre que pensava que Soares iria andar a angariar fundos e apoios para a sua candidatura como se fosse um voluntário da AMI.
A analogia do triste fado deste candidato a Presidente da República com o povo português é imediata:
Os portugueses acreditaram em Soares e nos seus boys (que hoje já são uns homenzinhos) e o país arrisca-se a ser despejado da Europa tal como Nobre arrisca uma acção de despejo.
Afinal, tem tanto de nobre como de plebeu.

Como diria Fernando Pessa:
" E esta, hein? "








25 de setembro de 2010

Malmequer, Bem-Me-Quer


A tese: 'Governo suspende negociações e promete demissão se PSD chumbar o Orçamento'
(in manchete do Público, 24set2010)

A antítese: 'PSD não negoceia... mas vai deixar passar o Orçamento'
(in manchete do Expresso, 25set2010)

A síntese: 'Cavaco "força" diálogo PS-PSD para Orçamento, Sócrates mantém tensão'
(in manchete do Público, 25set2010)


Ou nada-disso: Aquelas 3 manchetes, uma de ontem e duas de hoje, resumem o discurso da pseudo-crise-política PS-PSD:

O Bloco Central já tem um orçamento, há muito tempo, em linhas gerais chama-se: PEC. Porém encenam esta briga de novela: "diz que me amas!", "diz tu", "tu já não me amas :(", "amo-te muito", "não amas nada...", "amo sim", "amas, amor?!", "amo sim", "não, tu já não me amas..."

O PS vai agarrar-se ao poder até não poder mais e o PSD só vai querer derrubar o governo, quando as sondagens lhe derem indicadores fortes de vitória a solo ou com a muleta CDS.

O "aqui d'El-Rey" desta pseudo-crise política PS-PSD é respondido prontamente por Cavaco. O Centrão finge estar em cisão e o Cavacão arma-se em conciliador daquilo que já estava concilidado: uma união de facto, há muito, consumada por PEC's, actos e omissões.

Dinamizar um movimento para vencer Cavaco é abrir as brechas necessárias para quebrar o betão armado do arco da governação falhada.

16 de setembro de 2010

Vamos mandar o Cavaquinho à viola



Depois de tanta discussão política que criou o post sobre a necessidade do apoio da Esquerda a Alegre, decidi continuar na senda das presidenciais, até porque fomentar a discussão política e debater ideias e opiniões é o maior interesse deste vosso camarada.
Como tal vou fazer uma pequena súmula da "vida e obra" de Aníbal Cavaco Silva.

Com Cavaco Silva começaram as privatizações, e com elas o principio do fim da nossa economia.

Apostou forte nas auto-estradas, no entanto, ao introduzir as elevadas tributações do imposto automóvel e a dupla taxação dos combustíveis, bem como colocando portagens, castrou grande parte do benefício que o País podia tirar destas importantes vias de comunicação.

Falando ainda em portagens, todos nos lembramos do sentido de Estado que Cavaco demonstrou, quando resolveu democraticamente através de uma carga policial, um protesto na ponte 25 de Abril.
É isto o que significa para ele ser "o garante da estabilidade no País."
Outro belo exemplo da sua noção de estabilidade foi a vergonha no Terreiro do Paço da repressão da manifestação dos Polícias que exigiam o direito de poder associar-se.
Sem dúvida que Cavaco é que ficou associado aos polícias desde então.

Falemos do seu mérito como economista:

Não foi o mesmo Cavaco que qual Victor Constâncio fechou os olhos aos negócios de Dias Loureiro, Oliveira e Costa e o resto do seu gang?

Não foi este o Cavaco que foi conivente com o escarro que é o contracto da Lusoponte com o Estado em que o Estado terá que pagar a esta por cada veículo que não passe na ponte Vasco da Gama caso se construa uma terceira travessia?
Este mesmo contrato que foi negociado por Ferreira do Amaral que após deixar o governo foi para presidente da Lusoponte?

Esperem...terá sido este o Cavaco que permitiu a utilização dos fundos de coesão europeus para comprar mercedes, porsches e ferraris, quintas no Douro e montes no Alentejo pelos seus correlegionários?

De certeza que foi este o Cavaco que destruiu a nossa frota de pesca e a nossa agricultura, deixando tudo ao abandono e milhares de pessoas na miséria.
É que pelo menos diz-se que foi este quem contribuiu de forma definitiva para a actual situação da indústria...

Deixa-me ver: Não foi este que quando primeiro ministro saneou meia dúzia de jornalistas?
Exactamente o mesmo que ficou fulo quando um porteiro do Hospital de Faro lhe pediu o BI e acabou despedido passado uma semana?

Como é que ainda assim pessoal de Esquerda em campanha por este Cavaco?
Pessoal que vai votar neste Cavaco?
Não acham que está na altura de dizer basta, de devolver um pouco da pancada que Cavaco nos deu?

Claro que não fica tudo resolvido como por magia se Alegre for eleito, seria desejável que assim fosse mas mágico só o Deco.
É preciso que cada um de nós se empenhe, se comprometa para conseguirmos mudar a situação a que chegou o País.
Com Alegre presidente, obviamente será mais fácil tentar pôr um travão aos governos que aí vêem sejam eles de Sócrates ou de Passos Coelho.

Vamos eleger Alegre e mandar o Cavaco à viola.



PS: Votar em branco é votar Cavaco caro Renato Teixeira.

15 de setembro de 2010

É assim o nosso Presidente

É assim o nosso Presidente. Sobre o "visto", não sabe o que é, nunca viu, nunca aterrou na Portela. Sobre o "prévio", diz que é uma grande confusão. É muita papelada, e há que ler tudo com cuidado porque, se virmos bem, o "prévio sempre lá esteve", nós é que nunca demos por ele.
Cavaco Silva alheia-se assim de um dos debates que mais interessa aos europeus e aos portugueses neste momento. Fazendo-o, não deixa margem para duvidas sobre a sua posição (é a mesma de Sócrates).

A "Europa das elites" constroi-se assim, comendo direitos sociais e económicos e corroendo a democracia dos seus povos.

Esta não é a minha Europa. E este não será o meu Presidente.

4 de agosto de 2010

Vencer

Cavaco é a cenoura e o bastão e quer-nos burros de carga. A filosofia PSocrática também nunca se engana e raramente tem dúvidas. O Coelho encaminha-nos a Passos largos para o abismo de um país que não é das maravilhas.
Cavaco é a ponta da lança desta luta anti-social. É o garante não dos avanços da Constituição, mas dos ataques aos direitos sociais e políticos nela consagrados.

Lembra-nos isto...


...que foi possível derrotar Cavaco Silva. E é possível derrotar Cavaco Silva.

Decide-se nas próximas presidenciais quem será o próximo Presidente da República (Parece óbvio? ainda bem!). O rosto unitário da luta contra a política liberal, sabemos quem é. Sabemos que Manuel Alegre é rosto unitário da contestação à política liberal e é o candidato mais capacidade de vencer Cavaco Silva.

Esta vitória não é uma profecia, mas uma proposta de trabalho.

1 de julho de 2010

Presidenciais a Metro


Corre!!! Hoje há mais uma razão para não perder o Metro:

“(… ) O PS e a esquerda já têm o seu candidato oficial [eu sublinho o "oficial", como disse aqui], precisamente Manuel Alegre. A candidatura Nobre-Soares serve apenas para dividir a esquerda. Porque quer Soares dividir a esquerda? Uma razão seria mesquinha e não pareceria adequada à grandeza pessoal e institucional do homem: ainda ferido pela humilhante derrota que Alegre lhe infligiu há cinco anos, quer ele agora humilhar Alegre. A outra razão seria uma genuína preocupação em ver o PS nas mãos do Bloco de Esquerda, que é na realidade o grande patrocinador da campanha de Alegre. Interessante é ver o candidato Cavaco Silva agradecer tudo isto, já que pode ele apresentar-se como o único ao centro (que até dá brindes à esquerda, como o casamento gay). Soares quer tão pouco ver Alegre em Belém (seja por razões pessoais, seja por razões políticas) que parece não se importar com a permanência de Cavaco, esse homem que não é de “cultura” nem do “regime”.”


«Mais um candidato» foi a crónica de hoje de Luciano Amaral (Professor da UNL) no jornal gratuito o Metro.

26 de junho de 2010

O Presidente de todos os ressentidos


Por Ricardo Araújo Pereira ( roubado ao spectrum )
Para Eduardo Lourenço, a obra de Saramago é um diálogo extraordinário com a Bíblia. Harold Bloom dizia que Saramago era o mais talentoso romancista vivo. E Cavaco Silva afirmou uma vez que os livros de Saramago lhe desagradavam porque tinham demasiadas vírgulas. Enfim, cada crítico literário com a sua mania. A mim, que não percebo nada de literatura, pareceu-me que as explicações com que o Presidente da República justificou a sua ausência do funeral de Saramago tinham demasiadas reticências.
Bem sei que Cavaco decretou que a polémica em torno do facto de não ter comparecido no enterro de Saramago era estéril. Mas, por azar, as polémicas estéreis são as que mais me costumam interessar. Para polémicas fecundas sempre revelei menos capacidades.
Primeiro, e na qualidade de cidadão especialista em evasivas, devo lembrar que as melhores desculpas são singulares. Ora, Cavaco apresentou três. Por um lado, disse que não conhecia Saramago. Por outro, disse que não era amigo dele. Finalmente, alegou que prometera aos netos mostrar-lhes as belezas dos Açores durante quatro dias. Só faltou dizer que não iria ao funeral de Saramago por desconfiar que Saramago também não irá ao dele. São demasiadas desculpas e, como é próprio das desculpas múltiplas, são pobres. A circunstância de não ter uma relação próxima com os homenageados nunca impediu o Presidente da República de estar presente em cerimónias de Estado. Por exemplo, Cavaco comparece sempre nas cerimónias comemorativas do 25 de Abril, embora mal conheça a data e não seja propriamente amigo dela. Talvez seja melhor retificar a regulamentação do luto nacional. O País fará luto por ocasião da morte de uma personalidade de excecional relevância, a menos que o Presidente da República se encontre a contemplar as Furnas.
No entanto, também o facto de estar de férias não tem impedido o Presidente de intervir em matérias de Estado. Ainda fresca na nossa memória está a importante comunicação ao País sobre o estatuto político-administrativo dos Açores, por causa do qual Cavaco Silva interrompeu o merecido descanso, há cerca de um ano e meio. Creio que, se o estatuto político-administrativo dos Açores tivesse falecido, Cavaco teria pedido desculpa aos netos e ter-se-ia dirigido ao Alto de São João para lhe prestar a última homenagem. Tendo morrido só um homem, não houve necessidade de perturbar o turismo. Na verdade, foi apenas isso que aconteceu. Não morreu um santo nem um demónio. Morreu um homem. Logo por coincidência, dos três é o meu preferido.

2 de junho de 2010

O candidato da esquerda praticante



Dizia ontem um homem Nobre que será difícil para Alegre gerir apoios tão contraditórios como os do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista. Não deixa de ser estranho que uma pessoa que defendia, há muito pouco tempo, um governo dos partidos todos: agora venha achar contraditório o apoio de apenas dois deles ao candidato Manuel Alegre.


Está certamente mal rodeado, o grande humanista Fernando Nobre. Creio e tenho mesmo esperança que a história esqueça este apontamento menos feliz da sua grande biografia: há uma vida de dedicação às causas humanitárias que, essa sim, merece ser para sempre lembrada.


Alegre não é militante do Bloco, é do PS. Mas por muito que Sócrates afirme o seu apoio a Alegre: Alegre não é o candidato do Governo, nem de Sócrates, nem da direcção do PS. A candidatura de Manuel Alegre é uma candidatura independente dos partidos, mas uma candidatura comprometida com os valores da esquerda. Por isso colhe os apoios daquelas e daqueles que à esquerda lutaram e lutam por uma política socialista e contra a política liberal. Entre essas pessoas estão não somente pessoas que votam Bloco de Esquerda mas também pessoas que votam PS, ainda que o PS seja, contra vontade da maioria do seu eleitorado, o verdadeiro aplicador das políticas liberais desde há muitos anos.

Será que a forma de agir da direcção do PS face à candidtura de Algre mudou com um empurrãozinho do sucesso da manifestação de 29 de Maio? Será isto uma difícil piscadela à esquerda por parte deste PartidoSocialista/não-praticante ?

Modou a forma, o conteúdo permanece. Mantenho o que disse aqui.

29 de maio de 2010

O que o Policarpo devia saber

O cardeal patriarca de Lisboa ficou desolado: Cavaco não vetou a lei que aprova o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Acrescenta José Policarpo que Cavaco Silva deveria ter vetado a lei "pela sua identidade cultural, de católico" e "para marcar uma posição pessoal".
Mas o que o Policarpo não sabe (ou não quer saber) é que um Presidente da República é, exactamente, o oposto disso: não toma decisões que afectam a vida das pessoas em função da sua religião e não tem nada que marcar posições pessoais. Pelo contrário, um Presidente da República decide em total independência da pressão reaccionária dos velhos policarpos e marca posições políticas.

"Ma-ri-a-na"


Roubado ao Pedro Vieira, que roubou à Joana Lopes. Ladrão que rouba a ladrão...