A UGT - União Geral dos "Trabalhadores - na pessoa do seu secretário-geral João Proença, assinou um acordo em sede de concertação social que irá provocar o maior retrocesso social a nível de direitos laborais, sociais e económicos na história da Democracia portuguesa - desvalorizando os salários, embaratecendo as remunerações e liberalizando totalmente os despedimentos. Os participantes deste evento vêm desta forma afirmar o seu repúdio com esta traição da UGT , para com quem vive do seu salário, e deixar claro que nunca se filiará em nenhum sindicato da UGT.
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19 de janeiro de 2012
Eu nunca me filiarei num sindicato da UGT!
A UGT - União Geral dos "Trabalhadores - na pessoa do seu secretário-geral João Proença, assinou um acordo em sede de concertação social que irá provocar o maior retrocesso social a nível de direitos laborais, sociais e económicos na história da Democracia portuguesa - desvalorizando os salários, embaratecendo as remunerações e liberalizando totalmente os despedimentos. Os participantes deste evento vêm desta forma afirmar o seu repúdio com esta traição da UGT , para com quem vive do seu salário, e deixar claro que nunca se filiará em nenhum sindicato da UGT.22 de agosto de 2011
São José Operário
São José Operário não era proletário fabril, nem proletário-bolseiro de investigação científica, mas era carpinteiro, vivia como aqueles, vivia do seu trabalho, e ensinou o ofício ao seu filho Jesus de Nazaré. Já Dom José Policarpo está muito longe de ser operário, sendo cardeal: é um príncipe da Igreja Católica. E embora tenha sido o primeiro José quem deu a linhagem davítica a Jesus, é o segundo José (Policarpo) quem enverga o título de príncipe, enquanto aquele tem por título “Operário”.
Vem a propósito das declarações do cardeal patriarca de Lisboa Dom José Policarpo, que disse na homilia em que celebrava o seu cinquentenário de eucaristias que não gosta (sim foi este o verbo, não gosta) que “grupos estejam a fazer reivindicações grupais, de classe”, neste tempo de medidas difíceis. Falou dos sindicatos como fazendo parte desses grupos que colocam “interesses egoistas” à frente do “interesse nacional”, que são “egoistas” num tempo de “medidas difíceis que até nos foram impostas por quem nos emprestou dinheiro”.
O Cardeal coloca-se do lado da Troika, contra os sindicatos e os interesses de classe de quem trabalha. Imaginará o príncipe da Igreja que a esmagadora maioria das cidadãs e dos cidadãos deste país e a esmagadora maioria dos crentes da Igreja Católica espalhados pelo mundo são também elas e eles como São José Operário? ou seja, que vivem do seu próprio trabalho e não da apropriação do fruto do trabalho alheio? É que há bancos chamados Espírito Santo, há Eduardo e Isabel dos Santos, há famílias inteiras Sereníssimos Donos de Portugal que vivem da sobrexploração do trabalho alheio.
Ora, foi em nome do seu interesse de classe que os banqueiros mandaram o governo chamar o FMI e companhia, a dita Troika – lembram-se como o governo do PS foi rápido a atender ao pedido dos banqueiros? Que eficiência! Que belo exemplo de política de classe! E como não recordar, que os prejuízos de um banco de ex-ministros do PSD, que os prejuízos do BPN foram nacionalizados (sem a SLN) e que a Troika exigiu a apressada e ruinosa privatização? Como não recordar que os vencedores desse negócio ruinoso, que esse crime contra o “erário público da Nação”, foi em proveito dos de sempre: dos sereníssimos donos e as sereníssimas donas de Portugal? Só me ocorre o Felizmente há Luar de Sttau Monteiro:
"Se há guerra, se temos o inimigo à porta - Aqui d'el-rei que a terra é todos e todos a temos que defender, mas, batido o inimigo, chegada a época das colheitas, quando se trata de comer os frutos da tal terra que é de todos, então não! Então a terra já é só deles!"
Vem a propósito das declarações do cardeal patriarca de Lisboa Dom José Policarpo, que disse na homilia em que celebrava o seu cinquentenário de eucaristias que não gosta (sim foi este o verbo, não gosta) que “grupos estejam a fazer reivindicações grupais, de classe”, neste tempo de medidas difíceis. Falou dos sindicatos como fazendo parte desses grupos que colocam “interesses egoistas” à frente do “interesse nacional”, que são “egoistas” num tempo de “medidas difíceis que até nos foram impostas por quem nos emprestou dinheiro”.
O Cardeal coloca-se do lado da Troika, contra os sindicatos e os interesses de classe de quem trabalha. Imaginará o príncipe da Igreja que a esmagadora maioria das cidadãs e dos cidadãos deste país e a esmagadora maioria dos crentes da Igreja Católica espalhados pelo mundo são também elas e eles como São José Operário? ou seja, que vivem do seu próprio trabalho e não da apropriação do fruto do trabalho alheio? É que há bancos chamados Espírito Santo, há Eduardo e Isabel dos Santos, há famílias inteiras Sereníssimos Donos de Portugal que vivem da sobrexploração do trabalho alheio.
Ora, foi em nome do seu interesse de classe que os banqueiros mandaram o governo chamar o FMI e companhia, a dita Troika – lembram-se como o governo do PS foi rápido a atender ao pedido dos banqueiros? Que eficiência! Que belo exemplo de política de classe! E como não recordar, que os prejuízos de um banco de ex-ministros do PSD, que os prejuízos do BPN foram nacionalizados (sem a SLN) e que a Troika exigiu a apressada e ruinosa privatização? Como não recordar que os vencedores desse negócio ruinoso, que esse crime contra o “erário público da Nação”, foi em proveito dos de sempre: dos sereníssimos donos e as sereníssimas donas de Portugal? Só me ocorre o Felizmente há Luar de Sttau Monteiro:
"Se há guerra, se temos o inimigo à porta - Aqui d'el-rei que a terra é todos e todos a temos que defender, mas, batido o inimigo, chegada a época das colheitas, quando se trata de comer os frutos da tal terra que é de todos, então não! Então a terra já é só deles!"
23 de junho de 2011
Um bom começo
Foi com bastante satisfação que olhei para a criação do CENA- Sindicato dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual, não por ser mais um sindicato, mas por ser o primeiro que nasce de esforços, conversas e debates entre um movimento de precários, um sindicato e uma estrutura formativa. A novidade e o simbolismo deste sindicato é sem dúvida em muito maior que a criação do mesmo, pode ser um bom começo para que movimentos semelhantes se reproduzam ou que as estruturas existentes mudem a sua postura e comecem a encetar esforços sérios para encontrarem formas de integrar a crescente massa de trabalhadores precarizados portugueses que até agora não têm conseguido encontrar forma de integração e representação efectiva nas centrais sindicais existentes.Porque afinal de contas do que se trata é do fortalecimento e aumento de representatividade e combatividade de um sector laboral cada vez mais significativo e profundamente desprotegido.
Mais informações sobre este interessante processo, bem como a ficha de pré-inscrição, podem ser encontradas aqui: http://intermitentes.org/?p=438
1 de março de 2011
Horas de vida(s)

Os trabalhadores da Transtejo estão em greve às horas extraordinárias e os professores protestam conta a batota no cálculo das mesmas. Entretanto o governo já recuou na retenção das horas dos médicos. Não se pode baixar os braços perante as várias formas de roubar as horas da nossa vida.
Também publicado aqui
6 de julho de 2010
15 de junho de 2010
E que tal uma greve Ibérica?
As centrais sindicais CCOO e UGT aprovaram a realização de uma greve geral, em protesto contra a reforma laboral e do sistema de pensões do governo de Zapatero. Foi indicado o dia 29 de Setembro, coincidente com uma iniciativa sindical europeia contra os planos de austeridade da UE.
A CGTP marcou protestos descentralizados para 8 de Julho. Um bom dia para anunciar uma convergência com nuestros hermanos na Greve Geral.
25 de maio de 2010
ABC da Greve
150 mil metalúrgicos param por 45 dias, os plenários só cabem no estádio municipal, têm um líder: Luis Inácio Lula da Silva.
Um grande documentário sobre as greves históricas do ABC paulista, o coração industrial e operário do Brasil. É filmado no calor do movimento grevista, em 1979, que daria origem à recomposição de toda a esquerda política brasileira antes dizimada pela ditadura militar, representando um passo largo para as lutas de transição democrática que marcam a decáda de 80. .. Aconselho vivamente.
24 de maio de 2010
Porque têm eles medo da Greve?
Sábado é dia de luta, e eles andam com medo. Sócrates, Passos Coelho e os sectores liberais da sociedade afirmam que uma grande greve geral irá prejudicar o país e passar uma má imagem para o exterior, que uma greve geral apenas contribuirá para o desnorte e para a especulação sobre Portugal. Usam-se todos esses argumentos como uma peça de chantagem para os trabalhadores. Mas a verdade é que a imagem do país no exterior não se mede em função da pseudo lealdade a quem nos mete as mãos nos bolsos. A imagem do país no exterior somos nós Portugueses, imigrantes, trabalhadores, estudantes que a construímos. Uma grande greve geral é sinónimo de motivação social geral, de uma vontade colectiva que diz: juntos, aqui e agora, lutaremos pelo país, lutaremos por todos. Uma grande greve geral é sinónimo de grande mobilização social para o futuro.
O que os poderosos têm medo não é essa imagem exterior, é simplesmente sentirem o peso de um país que diz não (!!) ao modelo que está a ser imposto, que não contribuirá para o crescimento económico e muito menos para o bem-estar social, antes pelo contrário!
Pelo país e pelo trabalho, mobilizemo-nos !!
2 de maio de 2010
Sindicalismo de Classe

Passadas as manifestações do Dia do Trabalhador, é sempre curioso no rescaldo constatar, que a UGT - União Geral dos "Trabalhadores" continua a servir o propósito da sua criação.
Apesar de ter convocado para o dia 1 de Maio com o lema "Contra o Desemprego Melhores Salários, o discurso de João Proença - secretário-geral da UGT - lá correspondeu ao sindicalismo de classe da UGT:
Num discurso muito centrado na actualidade, João Proença aproveitou para "saudar o diálogo entre o Governo e o maior partido da oposição", a propósito do encontro esta semana entre o líder social democrata, Passos Coelho, e o primeiro ministro, José Sócrates. "Mas este tem de ser um diálogo com o objectivo de melhorar a vida dos mais fracos", lembrou o líder sindicalista, para quem este 1º de Maio se comemora "num momento difícil, quando o desemprego atinge o nível mais alto de que nos lembramos" e lançou o "desafio ao governo de iniciar as negociações com vista a um pacto de emprego". [1]
Se não se conhecesse o percurso de João Proença, até se poderia achar que era ingénuo ou que esteve em coma nos últimos meses, e em especial, na última semana.
Por um lado elogia o pacto de regime, por outro espera que de lá saia um "pacto de emprego". Porventura com tanta faixa que andou a pintar durante a semana passada escapou-lhe a notícia dos cortes nas prestações sociais e em especial nos subsídios de desemprego.
Apesar de ter convocado para o dia 1 de Maio com o lema "Contra o Desemprego Melhores Salários, o discurso de João Proença - secretário-geral da UGT - lá correspondeu ao sindicalismo de classe da UGT:
Num discurso muito centrado na actualidade, João Proença aproveitou para "saudar o diálogo entre o Governo e o maior partido da oposição", a propósito do encontro esta semana entre o líder social democrata, Passos Coelho, e o primeiro ministro, José Sócrates. "Mas este tem de ser um diálogo com o objectivo de melhorar a vida dos mais fracos", lembrou o líder sindicalista, para quem este 1º de Maio se comemora "num momento difícil, quando o desemprego atinge o nível mais alto de que nos lembramos" e lançou o "desafio ao governo de iniciar as negociações com vista a um pacto de emprego". [1]
Se não se conhecesse o percurso de João Proença, até se poderia achar que era ingénuo ou que esteve em coma nos últimos meses, e em especial, na última semana.
Por um lado elogia o pacto de regime, por outro espera que de lá saia um "pacto de emprego". Porventura com tanta faixa que andou a pintar durante a semana passada escapou-lhe a notícia dos cortes nas prestações sociais e em especial nos subsídios de desemprego.
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