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20 de abril de 2012

Donos de Portugal

RTP 2: 24 para 25 de Abril, às 2h



Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.

Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.

No momento em que a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.

Produzido para a RTP 2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme tem montagem de Edgar Feldman e locução de Fernando Alves.

A estreia televisiva insere-se no Dia D, iniciativa de divulgação de documentários de produção nacional na RTP2, e está prevista para cerca das 2h00, de 24 para 25 de Abril. A partir desse momento, o documentário estará disponível na íntegra em www.donosdeportugal.net.
Donos de Portugal é baseado no livro homónimo de Jorge Costa, Cecília Honório, Luís Fazenda, Francisco Louçã e Fernando Rosas, editado em 2011 pela Afrontamento e que mais de 12 mil exemplares vendidos.

18 de março de 2012

"o prestígio da ditadura"???

A propósito das declarações de Otelo e do Vinho "Memórias de Salazar" (sobre o vinho ver comentário anterior), João Pereira Coutinho fez um comentário no Correio da Manhã no qual os atributos conferidos à ditadura e ao 25 de Abril ... parecem ser "sintomas" de qualquer coisa.

Antes de irmos a esses atributos, podemos sublinhar que o ponto a João Pereira Coutinho quer chegar é este: "Mas com um país em crise profunda, pergunto honestamente se a ressurreição destes dois anacronismos não será o sintoma de uma doença de regime bem maior".

Vejamos então os "atributos":

"...mas uma parte do país continua no dia 24 de Abril de 1974, explorando o prestígio da ditadura – ou, pelo contrário, defendendo métodos criminosos de subversão política que só em ditadura se compreendem"

Isto é fantástico! Diz João Pereira Coutinho que há por aí uns aproveitadores a servir-se do "prestígio da ditadura" e outros que defendem os "métodos criminosos" do tal 25 de Abril.

Enfim, lá diz que "em ditadura se compreendem" os tais "métodos criminosos". Podem ler o texto todo para contextualizar devidamente... Isto não é para acusar ninguém do que não disse, mas o que é de perguntar honestamente é se chamar anacrónico à luta pela democracia não será sintoma de qualquer coisa que: ou é ilusão pura de um desmentido "fim da história", ou [TEXTO SUPRIMIDO PELA PRESTIGIADA DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE CENSURA]

25 de outubro de 2011

Negociação de feriados


[ISTO É PURA FICÇÃO - NÃO NEGOCIAMOS COM TERRORISTAS]



"Feriados negociáveis

- 25 de Dezembro, pois sem o respectivo subsídio não faz sentido comemorar tristezas;
- 1 de Maio, se acabam com os direitos dos trabalhadores; já agora "levem também as calças";
- 25 de Abril, o "Estado a que isto chegou" não comemora as conquistas de Abri;
- 10 de Junho e o 1º de Dezembro devem ser eliminados, sob tutela da Troika, não se pode comemorar a independência!

Feriado INEGOCIÁVEL

- Devemos manter-nos inflexíveis na defesa do 1 de Novembro, pois é o dia dos mortos!"

O Povo Anónimo
Cortar feriados é aumentar o número de dias de trabalho sem aumentar o vencimento (esta é uma verdade de La Palisse). E em muitos casos é mesmo cortar aqueles dias em que o trabalhador e a trabalhadora, não indo ao seu emprego normal, ia fazer mais umas horas, ou um dia inteiro de trabalho noutro lugar.
Há muita gente sem férias nem feriados, porque as dificuldades da vída, a sobre-exploração, as levam a isto. Também essas têm de ser ganhas para o campo da defesa dos direitos, pois como lhe roubam o que elas não têm mais facilmente entram no discurso da reacção.

2 de agosto de 2011

Parabéns José Afonso


"Os jovens, e digo, os jovens de todas as classes, estão um pouco à mercê de um sistema que não conta com eles, mas que hipocritamente fala deles - o 25 de Abril não foi feito para esta sociedade, para aquilo que estamos agora a viver.
Aqueles que ajudaram a fazer o 25 de Abril, imaginaram uma sociedade muito diferente da actual, que está a ser oferecida aos jovens.
Os jovens deparam-se com problemas tão graves, ou talvez mais graves do que aqueles que nós tivemos que enfrentar - o desemprego, por exemplo. E, por vezes, não têm recursos, porque o sistema ultrapassa-os, o sistema oprime-os, criando-lhes uma aparência de liberdade. Eu creio que a única atitude foi aquela que nós tivemos - por nós, eu refiro-me à minha geração - de recusa frontal, de recusa inteligente, se possível até pela insubordinação, se possível até pela subversão do modelo de sociedade que lhes está a ser oferecido, com o fundamento da liberdade democrática, com o fundamento do respeito pelos direitos dos cidadãos. É de facto uma sociedade, que é imposta aos jovens de hoje, teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer Deus banqueiro.
Tal como nós, eles têm que a combater, têm que na destruir, têm de a enfrentar com todas as suas forças, organizando-se para criarem a sociedade que têm em mente.

Zeca Afonso - 1984

Faria hoje 82 anos.

13 de abril de 2011

E o futuro, pá!


Lamento a frase dita por Otelo e destacada pela imprensa: "Se soubesse como o país ia ficar, não fazia o 25 de Abril". Mas não se trata de mudar o passado e na sua entrevista há outros elementos a destacar: os elementos que levam à desilusão de Otelo, mas que não nos fazem abdicar da democracia que temos, nem nos tiram a vontade de levar a democracia mais além e lutar pelo futuro.

O comentário da Joana Mortágua, julgo ser a melhor resposta:

Aos 75 anos, Otelo diz que não foi para isto que se fez o 25 de Abril: "Este povo, que viveu 48 anos sob uma ditadura militar e fascista merecia mais do que dois milhões de portugueses a viverem em estado de pobreza”. À juventude nascida em democracia e a todas as gerações à rasca cumpre, com consciência disso, mudar o futuro.

24 de junho de 2010

Em que Mundo vive Passos Coelho?



Algumas pessoas devem pensar que eu tenho um preconceito ideológico muito forte contra Passos Coelho que leva a escrever quase sempre para ao blogue sobre ele. É verdade, tenho e com imenso orgulho de o ter. Passos Coelho, além de ser um liberal demagogo, o político do marketing e da imagem que a única coisa que tem para oferecer é uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, está-se também a formar como o político que, a seguir a Socrates, mais atrasos civilizacionais pode vir a impor ao país.

A primeira coisa que teve para oferecer ao debate das ideias num tempo de crise financeira, económica, social, de tanta e tanta miséria foi a revisão constitucional. A seguir sucederam-se-lhe algumas pseudo reformas que nem se quer soube concretizar teoricamente (outras que são um perfeito absurdo como a regra de 5 por 1 na função pública). Seguidamente alia-se ao Governo Sócrates e impõe o PEC 1, o PEC 2 e o PEC 3. Posteriormente quis mexer na legislação laboram e penalizar milhares de trabalhadores precários, condenando-os a mais instabilidade e à perda de ainda mais direitos. E agora joga mais um trunfo:

Quer acabar com a garantia constitucional de que a Educação e a Saúde sejam tendencialmente gratuitas e suportadas pelo Estado.

Podemos discordar do papel estratégico do Estado em todas as áreas, agora no garante de condições de Saúde de um sistema de educação público que responda às pessoas pode-se por em causa o papel do Estado?

Isto não só roça a irresponsabilidade como é uma atitude de absoluto desrespeito porque quem neste país não tem condições para encher os bolsos dos donos de hospitais privados e de colégios.

Em que Mundo é que este homem vive?????

27 de abril de 2010

"não discutimos a pátria"


Há dois dias celebrámos o 25 de Abril, dois dias depois o governo quer tornar a colocar o hino a bandeira e o hino nacional nas escolas, enquanto valores que os estudantes devem e tem de respeitar. Um dos novos artigos do estatuto do aluno determina um quadro de referências que deve ser conhecido e respeitado pelos alunos "enquanto matrizes de valores e princípios de afirmação da humanidade, entre eles os dois grandes símbolos do nacionalismo: a bandeira, o hino.


Mais uma vez é o estado o principal impulsionador da exclusão social, porque apesar do muro ter caído à quase 21 anos ainda há alunos para quem o hino é a internacional e que apenas fazem juramento à bandeira vermelha…

Brincadeiras à parte, pouco a pouco retomamos as grandes bases do fascismo Português: Igreja, Pátria, Família…

25 de abril de 2010

25 de Abril e coisas do arco da velha

Hoje de manhã no discurso do 25 de Abril em Santa Maria da Feira citei Sérgio Godinho convencido que estava a delimitar fronteiras entre um projecto de esquerda e um projecto de direita para a sociedade:
"Entre as muitas cantigas de Abril vem-me hoje à memória uma frase batida: “Só há Liberdade a sério quando houver a Paz, o Pão, Habitação, Saúde, Educação, quando houver liberdade de mudar e decidir, quando pertencer ao povo o que o povo produzir…”.
Esta estrofe de Sérgio Godinho demonstra bem o sonho que se quis materializar em prática na sociedade portuguesa a fim de apagar a pesada herança da guerra, da pobreza, da perseguição, da tortura, da fome, da ditatura.
36 anos volvidos em Democracia continuamos a ter um país, apesar de muito diferente, ainda demasiado desigual para tantos.

É o país dos 2 milhões de pobres, do endividamento em 135% das famílias portuguesas, do milhão de trabalhadores e trabalhadoras precários, dos 10% de desempregados. "

(...)

Até que me deparo com o discurso de Aguiar Branco que igualmente cita Sérgio Godinho (Lenine e Rosa Luxemburgo) para defender uma revisão liberal à Constituição da República Portuguesa.
Isto realmente há coisas do arco da velha.


E Depois do Adeus... o Bom Dia! da Liberdade


Temo de dizer, hoje, de forma renovada, o Depois do Adeus...

Depois do Adeus, depois de dizer 'Adeus, Lenine!', vem uma nova madrugada.

E o poema já não será o de Sophia. E a Filosofia da Prática será verdadeiramente uma só com o movimento popular.

Um dia, depois do adeus, vamos provar que aprendemos com Lenine a descobrir e a criar o momento em que tomamos todas e todos consciência de que, como dizia a poetiza, 'we are the ones we have been waiting for'.


'Já murcharam tua festa, pá. Mas certamente esqueceram uma semente nalgum canto de jardim'