26 de outubro de 2011

Amigos do Gaspar



"O Gaspar diz que cla-ra-mente este es-for-ço de a-jus-ta-men-to a-bran-ge to-dos os seg-men-tos da eco-no-mia. Mas também diz que os autocarros da Carris à noite são para acabar. Os fundos de despedimentos são à vontadinha dos patrões e o IVA é para subir. Férias pagas? Luxos despesistas. Caros amigos do Gaspar, dia vin-te e qua-tro a gen-te con-ver-sa."

Joana Mortágua, Frase do Dia em A Comuna, Quarta, 26 Outubro 2011

25 de outubro de 2011

Negociação de feriados


[ISTO É PURA FICÇÃO - NÃO NEGOCIAMOS COM TERRORISTAS]



"Feriados negociáveis

- 25 de Dezembro, pois sem o respectivo subsídio não faz sentido comemorar tristezas;
- 1 de Maio, se acabam com os direitos dos trabalhadores; já agora "levem também as calças";
- 25 de Abril, o "Estado a que isto chegou" não comemora as conquistas de Abri;
- 10 de Junho e o 1º de Dezembro devem ser eliminados, sob tutela da Troika, não se pode comemorar a independência!

Feriado INEGOCIÁVEL

- Devemos manter-nos inflexíveis na defesa do 1 de Novembro, pois é o dia dos mortos!"

O Povo Anónimo
Cortar feriados é aumentar o número de dias de trabalho sem aumentar o vencimento (esta é uma verdade de La Palisse). E em muitos casos é mesmo cortar aqueles dias em que o trabalhador e a trabalhadora, não indo ao seu emprego normal, ia fazer mais umas horas, ou um dia inteiro de trabalho noutro lugar.
Há muita gente sem férias nem feriados, porque as dificuldades da vída, a sobre-exploração, as levam a isto. Também essas têm de ser ganhas para o campo da defesa dos direitos, pois como lhe roubam o que elas não têm mais facilmente entram no discurso da reacção.

24 de outubro de 2011

Outubro é mês de Primavera

Em contra-ciclo com as leis da natureza o mês de Outubro ficará como marco do desvanecer do povo português. O sufoco que prendia o país parece finalmente ceder.

Vamos por partes. O cenário pós-eleitoral, a derrota da esquerda, a ressonância gritante da inevitabilidade da austeridade, a santidade do acordo da troika e o fortíssimo aparelho de propaganda mantiveram durante largos meses as forças políticas e sociais alter-austeritáritas em standby.

Quem ousou durante esses tempos traçar alternativas à política da troika era atestado de lunático ou submetido ao exílio mediático. Falar de renegociação ou auditoria à dívida tornou-se sinónimo de fechar as portas ao país e de o mudar imediatamente de continente – querem que aconteça a mesma coisa que na Argentina (!) gritavam os especialistas. Nunca a ditadura sobre o pensamento fora tão clara e o medo uma arma tão eficaz.

Cavalgando a onda, a direita – com a conivência do PS - apressou-se a mostrar serviço e pôs em prática o seu verdadeiro ideário político. O empobrecimento geral do país com a promessa de uma aparente prosperidade sebastianista numa manhã em dois mil e qualquer coisa mais tarde. E um brutal ajustamento de contas com o Estado Social e as formas mais amplas de democracia que em Portugal ainda subsistem.

Ficou claro que as garantias eleitorais tinham expirado após a contagem dos votos, as afamadas artimanhas das “gorduras do estado” eram na verdade os salários, impostos, trabalho, serviços públicos e qualidade de vida dos trabalhadores.

Grande parte do agressivo plano do governo que até agora conhecemos decorreu durante o solstício do denominado “estado de graça”. A agitação e a mobilização resguardava-se e grande parte da sociedade acatava-se entre o pavor e o horror da aparente cura.

O presente mês veio pôr termo a essa pax austeritária. A manifestação da CGTP, o sucesso do 15 de Outubro a níveis inesperados à escala nacional e internacional, a sua promessa de continuidade de luta contra o situacionismo podre e o anúncio de Greve Geral conjunta, demonstraram que existe um amplo bloco social anti-troika que despertou e demonstrou vontade e energia para a resistência social.

A importância destes acontecimentos e desta ruptura comportamental de uma alargada fasquia da sociedade portuguesa podem ser medidos a duas escalas. No imediato e no futuro. A primeira, porque abriu brechas fortes no discurso dominante, disputou a opinião pública, preencheu o espaço público, cimentou a esperança de uma alternativa, reanimou as forças mais progressistas e democráticas e requalificou o crédito da rua. A segunda, porque colocou definitivamente em jogo o outro lado da barricada e lançou pedras para um realinhamento das forças e poderes sociais que se podem reflectir em mutações institucionais vindouras.

O grande desafio que adiante todos intervenientes têm é de se congregarem unitariamente, de se colocar um fim ao divórcio entre os vários grupos, dos formais aos mais informais, que representam a resistência democrática à destruição da democracia social, política, cultural e económica. Só um movimento amplo, democrático, popular, descomplexado e unitário poderá na rua resgatar todas as vítimas da tempestade de austeridade.

Esquerda.net

21 de outubro de 2011

"Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e, mesmo assim, ainda gosta de você."





Entretanto o 5.dias já encomendou o busto em homenagem ao grande líder da classe operária da Líbia. Agora, já morto, não poderá fazer, como até aqui, crescer a fortuna do país amado atráves da Siemens, Goldman Sachs, Citybank, Exon, Fiat, Benetton, Armani, Oilinvest...




o daniel oliveira e o tiago santos andam uns fofinhos

muito se tem escrito sobre a praxe nestes dias. deixo, por isso, dois contributos que me parecem importantes, começando por um que tem sido muito comentado e que é arrebatador:


"(...)com pequenos gestos simbólicos, se forja a alma de cidadãos sem fibra. Incapazes de dizerem que não. Incapazes de se distinguirem dos demais. A praxe é a iniciação de uma longa carreira de cobardia. Na escola, perante as verdades indiscutíveis dos "mestres". Na rua, perante o poder político. Na empresa, perante o patrão. A praxe não é apenas a praxe. É o processo de iniciação na indignidade quotidiana. O pior escravo é aquele que não se quer libertar. E que encontra na escravidão o conforto de ser como os outros. Os caloiros que aceitam a praxe não são ainda escravos. Apenas treinam para o ser."

- Da praxe... - Tiago Santos

"A minha primeira impressão sobre as praxes é de repulsa. Pela brejeirice, pela cobardia, pela barbárie, pela boçalidade, pela estupidez. Penso que é assim que se sente uma boa parte das pessoas. "






20 de outubro de 2011

DOC" Praxis" de Bruno Cabral :: 21 de Outubro, 21h - DocLisboa

"Vem comigo para a rua"


Sai de casa e vem comigo para a rua ... com as devidas adaptações dessa canção de amor curiosamente chamada Um Contra o Outro (canção de desafio à pessoa amada), ganha para mim nos tempos que correm outro sentido: É tempo de afirmarmos que Não nos conformamos! Nenhuma das conquistas do Estado social pode recuar.
Ler mais: aqui.

17 de outubro de 2011

16 de outubro de 2011

[video] Assembleia Popular de Lisboa 15 de Outubro



Os apelos à Greve Geral foram uma constante na manifestação e na assembleia popular. Neste pequeno vídeo que fiz consegui captar o momento em que a Mariana Mortágua também ela afirmava a proposta: ".... que saia desta assembleia um apelo à Greve Geral de todos e de todas não só dos sindicalizados, dos precários, dos desempregados. Esta a altura de parar o país e de mostrar que podemos mudar isto!" (Assembleia Popular de Lisboa no 15 Outubro).

E a democracia toda, quanto é?

O Partido Socialista francês realizou, neste último fim-de-semana, o primeiro turno das suas eleições “primárias” de forma a escolher qual candidato do partido se irá bater com o desgastado e impopular Nicolas Sarkozy nas presidenciais de 2012. Até aqui nada de novo. O elemento inovador do processo foi a sua abertura a todos os eleitores inscritos nos cadernos eleitorais franceses, ou seja, todos os cidadãos, fossem ou não militantes do PS, podiam votar desde que preenchessem duas condições – assinar um compromisso simples de adesão aos valores republicanos e da esquerda* e contribuir com a módica quantia de… 1 euro (para as ajudas de custo do pleito). Dois milhões de eleitores responderam ao apelo e foram às urnas, tendo o ex-secretário do partido, François Hollande, alcançado 39% dos votos seguido pela actual secretária do partido, Martine Aubry, com 31%. Uma segunda volta, nos mesmos moldes, terá lugar no próximo domingo.

A operação de charme foi considerada um sucesso e nesta segunda-feira dezenas de jornais europeus rasgaram longos elogios ao processo. Por cá a “entrega da escolha dos candidatos à sociedade” já tinha sido um dos temas na eleição do líder do PS que habita ali no largo do rato, com Assis a defender o mesmo modelo de primárias. António José Seguro, na altura, chutou para canto mas o processo francês irá, com certeza, fazer caminho na social-democracia europeia, levantando algumas questões a que devemos estar atentos.

Porquê agora?

Os partidos socialistas europeus, sobretudo os do sul da Europa, já fizeram da democracia a sua principal bandeira. Quem não se lembra de Mário Soares e do muro que dividia o PS do PCP? – “Sociedade sem classes sim, mas em democracia.” Ao mesmo tempo, a Internacional Socialista armava com o elã democrático as suas secções europeias e latino-americanas. Face às ditaduras de então a democratização era todo um programa. Mas conhecemos o caminho que percorreram desde então, com o socialismo a entrar na gaveta e os partidos de Mubarak e Ben Ali na Internacional Socialista.

O desgaste da democracia e o surgimento de um discurso de ódio aos partidos é, em boa parte, responsabilidade da capitulação planeada da social-democracia europeia à ditadura dos mercados e ao modelo de democracia de baixa intensidade. Numa altura em que os ventos árabes derrubaram do poder os seus camaradas, em que a voz das praças se faz ouvir com a exigência da democracia por inteiro e que a direita se queima nos governos europeus, os líderes socialistas procuram não perder a mão, é necessário abrir “a nossa porta à sociedade”.

A sociedade é que manda?

Mas a abertura pode bem ser apenas a de uma frincha da janela. Senão vejamos, quanta democracia cabe num processo de “primárias abertas”? Os candidatos são os do partido mas os votantes não, ou seja, é a forma pura da prepotência partidária e do confinamento democrático do cidadão. A democracia caricaturada no voto de quatro em quatro anos para o governo ou autarquias é copiada para o interior dos partidos, vota-se no candidato a partir do programa que este apresenta e dos debates da TV. É um processo fechado onde a militância não conta ou opina, onde a construção programática não tem lugar e onde o candidato tudo pode depois de eleito. É uma escolha de risco bem medido para estes partidos, onde o poder cidadão começa e termina num voto de escolha controlada.

Então e a democracia toda?

A liberdade de tomar partido foi uma das mais importantes conquistas do movimento dos trabalhadores. A representação parlamentar e o voto universal custaram duras perdas e permitiram a expansão da democracia a um nível nunca antes visto (as mulheres que o digam). Mas mais do que isso, a escolha de tomar partido permitiu a identificação de campos distintos na realidade social, dotando a consciência colectiva de que o interesse nacional se acaba onde se bifurcam interesses inconciliáveis. É por isso que a crítica anti-partidos deve ser rejeitada. Primeiro porque todos os partidos têm uma história e uma forma de funcionamento própria. Nos últimos meses de catástrofe social, ou nos trinta e sete anos de democracia os partidos não foram todos iguais e sabemos onde foram diferentes. E depois porque a forma partido continua a ser um espaço de catalisação das lutas e de escolha colectiva pela superação deste sistema.

É claro que, nestes tempos de resistência, a resposta não se esgota nos partidos, tem até transbordado muito para lá deles e não pode haver escala hierárquica entre o activista partidário e o social, que de resto confluem tantas das vezes. Mas saber distinguir entre o engodo de uma democracia controlada, onde o partido evapora-se no markting de uma abertura postiça e oca e a proposta de uma mudança radical onde cabem todos e todas que sabem que a democracia é um processo em construção que faz parte da resposta ao ataque anti-democrático dos mercados, constitui um dos maiores desafios aos novos espaços de mobilização e luta.


* “Reconheço-me nos valores da República e da Esquerda, no projecto de uma sociedade de liberdade, igualdade, fraternidade, laica, justa e de progresso solidário.”

o reitor da UMinho é um fofinho





1. Não são permitidas, nos campi, ações, habitualmente designadas por "praxe académica", que configurem ofensas à integridade e dignidade humanas;

2. Não são permitidos atos que limitem ou dificultem a participação dos novos alunos nas atividades pedagógicas com as quais estão comprometidos;

3. Não são permitidas manifestações que, pelo ruído que provocam, perturbem o normal funcionamento das atividades académicas.


In http://www.dicas.sas.uminho.pt/print.aspx?mdl=~%2FModules%2FEventosJornal%2FEventosView.ascx&ItemID=4308&Mid=23&lang=pt-PT&pageid=3&tabid=0

e é assim vai desaparecendo o fascismo: pouco a pouco. no ano passado, a contestação ao DL 70/2010 na universidade do minho foi quase irrisória. as batinas pretas, no entanto, preparam-se já para tomar de assalto cada canto da universidade em prol de um mundo mais desigual, mais autoritário e mais nojento. no meio de falácias, de asserções pueris e de parágrafos incongruentes, o crucito do abutre faz-se ouvir. não me lembro de ver estudantes da UM tão unidxs por uma causa, assim como não tenho memória, porque nunca tal nunca ocorreu, de ter estado tão do lado do reitor, que certamente não terá memória de ter sido tão cobardemente insultado. não deixemos jamais, porém, de lado a memória histórica e esperemos que ela esteja cá para nos lembrar, levemente, em tons de aviso, o que acontece quando um grupo está subordinado a outro, o que acontece quando o poder é cego, o que acontece quando o povo sente a dor de pensar.

não me apetece pensar na passagem da UM a fundação de direito privado, porque isso ia impedir-me de dizer a única coisa que me invade nesta hora: o reitor da uminho é um fofinho.

estava na hora.


11 de outubro de 2011

a gui anda a ficar uma artista de cinema


já lhe disse no facebook: começa com uma entrevista à tvi24 e, quando der por ela, está nos morangos. e nós cá estaremos a ver cada episódio, obviamente, e a pôr todos os vídeos do youtube no adeuslenine.


10 de outubro de 2011

onde vivi e para que vivi, henry david thoreau




neste excerto de Walden (1854), vemos um superior transcendentalismo pelo punho de thoreau. sabia que thoreau fora para os bosques viver de livre vontade, para sugar todo o tutano da vida, para aniquilar tudo o que não era vida e para, quando morresse, não descobrir que não vivera. mas não lhe conhecia o punho libertador nem a ânsia poética que cresce entre as árvores.

"mais do que amor, do que dinheiro e do que fama, dai-me verdade!". este é um relato de literatura e de verdade, de convicção solitária e de filosofia bucólica.

(e quant@s do PAN o terão lido e apreciado devidamente?)

Simpsonismo-leninismo

A má notícia já sabemos (ainda há umas horas falei nela: Abstenção: coligada com A.J. Jardim desde 1978). A boa é esta:
"A Fox renovou [o contrato para a produção de] Os Simpsons, a série cómica mais longa da história da televisão, para as temporadas 24 e 25".




"Há dentro do grupo de Rupert Murdoch quem defenda que a margem de lucro de Os Simpsons dispararia se se deixasse de produzir novos episódios, de acordo com o Los Angeles Times". Os custos de produção têm aumentado e a audiência decaído (8,7 milhões de telespectadores, há cinco anos, para 7,1 milhões - queda de 19%), mas de momento não acaba :)

Uns textos sobre "¿Es Homero Simpson Comunista?"



Nuestra generación es la más radical en décadas.

um coração simples, gustave flaubert




Félicité é uma criada abnegada que tudo dá à patroa, vivendo em prol dela e dos seus cuidados e nada tendo de seu. Quando a morte visita as vidas da patroa e da filha, a vida de Félicité, que já antes houvera sido deixada pelo noivo, decompõe-se um pouco mais e cresce a noção de que nada é tido.

Fica, contudo, uma esperança em Loulou, o papagaio embalsamado que já fora "quase um filho, quase um namorado".

Desconcertante como os resultados eleitorais da Madeira.

Abstenção: coligada com A.J. Jardim desde 1978

1976 Abstenção: 25,20%

PPD: 63963 ( 59,63%) 29 (1978 AJJardim sucede a Jaime de Ornelas Camacho)
PS: 23968 ( 22,34%) 8
CDS: 10185 ( 9,50%) 2
UDP: 5466 ( 5,10%) 2
PCP: 1959 ( 1,83%) 0
MRPP: 357 ( 0,33%) 0

1980 Abstenção:19,15%

PPD/PSD: 81051 ( 65,33%) 35
PS: 18606 ( 15,00%) 5
CDS: 8016 ( 6,46%) 1
UDP: 6804 ( 5,48%) 2
APU: 3877 ( 3,13%) 1
UDA/PDA: 2212 ( 1,78%) 0
PCTP/MRPP: 489 ( 0,39%) 0


1984 Abstenção:31,08%

PPD/PSD: 33113 ( 59,79%) 40
PS: 11403 ( 20,59%) 6
CDS: 3588 ( 6,48%) 1
UDP: 3332 ( 6,02%) 2
APU: 2297 ( 4,15%) 1
PCTP/MRPP: 407 ( 0,73%) 0

1988 Abstenção:32,35%

PPD/PSD: 78185 ( 62,36%) 41
PS: 21058 ( 16,79%) 7
CDS: 10263 ( 8,19%) 2
UDP: 9687 ( 7,73%) 3
CDU: 2549 ( 2,03%) 0
PDA: 779 ( 0,62%) 0
PCTP/MRPP: 496 ( 0,40%) 0


1992 Abstenção:33,47%

PPD/PSD: 74369 ( 56,86%) 39
PS: 29443 ( 22,51%) 12
CDS: 10582 ( 8,09%) 2
UDP: 6053 ( 4,63%) 2
PCP/PEV: 3868 ( 2,96%) 1
PSN: 3154 ( 2,41%) 1
PDA: 753 ( 0,58%) 0

1996 Abstenção:34,74%

PPD/PSD: 77365 ( 56,87%) 41
PS: 33790 ( 24,84%) 13
CDS-PP: 9950 ( 7,31%) 2
PCP-PEV: 5495 ( 4,04%) 2
UDP: 5485 ( 4,03%) 1
PSN: 875 ( 0,64%) 0
PDA: 565 ( 0,42%) 0

2000 Abstenção:38,09%

PPD/PSD: 72588 ( 55,95%) 41
PS: 27290 ( 21,04%) 13
CDS-PP: 12612 ( 9,72%) 3
UDP: 6210 ( 4,79%) 2
PCP-PEV: 6015 ( 4,64%) 2
PSN: 2243 ( 1,73%) 0


2004 Abstenção:39,53%

PPD/PSD: 73973 ( 53,71%) 44
PS: 37751 ( 27,41%) 19
CDS-PP: 9691 ( 7,04%) 2
PCP-PEV: 7590 ( 5,51%) 2
B.E.: 5035 ( 3,66%) 1

2007 Abstenção:39,25%

PPD/PSD: 90377 ( 64,24%) 33
PS: 21692 ( 15,42%) 7
CDU: 7650 ( 5,44%) 2
CDS/PP: 7519 ( 5,34%) 2
BE: 4186 ( 2,98%) 1
MPT: 3175 ( 2,26%) 1
PND: 2931 ( 2,08%) 1

2011 Abstenção: 42,55%

PPD/PSD: 71 556 (48,56% [-15%]) 25
CDS/PP: 25 974 (17,63% [+12,29%]) 9
PS: 16 945 (11,5% [-3,92%]) 6
PTP (Coelho): 10 112 (6,86% [+6,86%]) 3
CDU: 5 546 (3,76% [-1,68%]) 2
PND 4 825 (3,27% [+1,19%]) 1
PAN 3 135 (2,13% [+2,13%]) 1
MPT 2 839 (1,93% [-0,33%]) 1
BE 2 512 (1,7% [-1,28%]) 0

A abstenção não é tudo. Os resultados de ontem são os mais atípicos de sempre e a esquerda tem um resultado muito aquem não apenas do todo nacional mas do que vinha sendo o seu lugar na região. No caso concreto do Bloco de Esquerda, trata-se também de uma derrota, com a perda do único deputado do partido, mas a luta continua.
Quando vamos derrotar o fim da democracia em cuecas? Quando?

Um abraço às camaradas e aos camaradas do Bloco/Madeira e a todas as pessoas que lutam por uma Madeira livre, justa, fraterna e democrática.

9 de outubro de 2011

"É sempre fácil obedecer quando se sonha comandar"



Assentes em antigas tradições e obedecendo a uma hierarquia estruturada, as praxes universitarias ganharam uma nova vitalidade na última década. De Norte a Sul de Portugal, os novos estudantes sujeitam-se a rituais de iniciação ao ingressarem nas faculdades. Jogos de poder e diversas formas de humilhação organizados pelos mais velhos são uma etapa obrigatória para quem quer ser aceite na comunidade.


O documentário PRAXIS do realizador Bruno Cabral mostra essa realidade de todos os anos em todas as universidades portuguesas.

A estreia é a 21 de Outubro, 21h - Culturgest.

Ler a entrevista ao realizador na Visão aqui.




8 de outubro de 2011

um quarto que seja seu, virginia woolf




um livro inteligente de literatura e de convicção. um contributo importantíssimo para a análise do papel das mulheres na ficção literária. do quarto cheio de livros que é meu, assim o julgo.

6 de outubro de 2011

tomas tranströmer é o novo nobel da literatura





oi? quem é esse senhor? ao que parece, é o rapaz sorridente da fonte. lá arrecadou o nobelpriset i litteratur, como 6 (SEIS!!!) outros suecos, 3 noruegueses, 3 dinamarqueses e 1 finlandês. impressão minha ou andam todos a cair nas terras frias do norte? se eu mandasse, o valter hugo mãe ganhava o prémio. diz que este até dá uma moldura toda bonita e tudo e ele já não tinha de comprar um saramago.

4 de outubro de 2011

nr. 1000: Que mil flores desabrochem, que mil escolas compitam


百花齐放,百家争鸣
Let a hundred flowers bloom; let a hundred schools of thought contend.
100 flores florezcan y que cien escuelas de pensamiento compitan
Que cem flores desabrochem, que cem escolas compitam


Nestes 1000 posts não há mil escolas, mas há diversidade de pensamento e uma vontade de contributo para o avanço da esquerda. Aquele slogan é belo e a sua versão completa ainda melhor: “Permitir que 100 flores floresçam e que cem escolas de pensamento compitam é a política de promover o progreso nas artes e das ciências e de uma cultura socialista florescente na nossa terra”. Este slogan foi usado na Campanha das Cem Flores, nos tempos de Mao Tsé-tung. Sabemos que slogans como este e palavras belas como Revolução Cultural têm uma carga histórica muito pesada, que participa na genealogia do fracasso das revoluções socialistas do século XX. Ainda assim, não deixam de ser palavras inspiradoras e a revisitação dos socialismos realmente existententes é também necessária para uma perpectiva de futuro.
Lembrei-me de dar os parabéns a todas as adeusleninistas, a todos os visitantes e a todas as seguidoras do blog com esta ideia, com base no erro de citar de cor aquela idea com um zero a mais!! O erro trouxe-nos a isto e penso que vale a pena a proposta de revisitação, neste caso, da Revolução Chinesa. Quem, como eu, não é nem nunca foi maoísta fique descansado que não proponho nenhuma apologia apenas uma demorada mas deliciosa apresentação (em áudio) de Mao e da Revolução Chinesa por Fernando Rosas proferida num seminário da Cultra: http://www.esquerda.net/audio/fernando-rosas-fala-sobre-mao.

Corte e costura

“[O poder local] não é a vaca sagrada da democracia”, Relvas dixit. Defende uma reforma do corte e costura ao rítmo de "ninguém manda, ninguém pára o FMI". O PSD é mais troikista que a Troika e o PS é tão democrata quanto o PSD. Regionalização? Oposição nas Câmaras Municipais? São trocos para eles. Cortes cegos às necessidade das autarquias, mas certeiros no ataque à democracia e às oposições.

É preciso responder a este ataque ao Poder Local com a defesa intransigente da Democracia Local. Sugiro, para esse efeito, a leitura de uma artigo recente do Alberto Matos (que é, aliás, um desenvolvimento de um outro que escreveu, há tempos para o Esquerda): Bases políticas para aprofundar a democracia local.

3 de outubro de 2011

cantos de maldoror, lautréamont


o conde de lautréamont, para além de ser um puto arrogante armado em mau sem graça nenhuma, é um chato. e este é o comentário que tenho a fazer sobre os cantos de maldoror. uma galhardia patética, um estilo sofrível. tentativa de dizer "estou vivo e sou mau como o caraças". nosso senhor me bote uma mãozinha e me dê um bocado de paciência.

(PS não sei por que diabo é que o texto me está a sair sublinhado)