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7 de fevereiro de 2012
1 de setembro de 2011
NÃO AO MAIOR DESPEDIMENTO DA HISTÓRIA DO ENSINO
Sem professores não há escola pública de qualidade. Dezenas de milhares de docentes vão ser afastados em Setembro devido aos cortes irresponsáveis impostos às escolas. As consequências serão turmas maiores e menos apoios educativos.
A redução radical do crédito de horas destinadas a projectos escolares e os cortes orçamentais ameaçam a qualidade da escola pública. Os professores que ficarem terão ainda mais trabalho e menos salário. Muitos de nós, contratados, que toda uma vida profissional saltámos de escola em escola, sempre deixados de fora da carreira, seremos empurrados da precariedade para o desemprego (http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?conte nt_id=1849014 ). Este mega-despedimento ataca os nossos direitos mas também a escola pública como parte da democracia.
Dizem-nos que a culpa é da dívida. Mas não fomos nós - professores precários que se sacrificaram anos a fio – que fizemos essa dívida. Cabe a quem brincou com a economia do país e engordou com a crise assumir as suas responsabilidades. Nem os professores, nem a escola, nem os alunos devem pagar essa conta. Em vez de nos lançar na crise, é preciso investir na Escola para o país superar a crise.
Somos professores, somos precários. Em nome dos alunos e do seu sucesso, não baixamos os braços. Em Setembro, varridos das escolas, iremos para a rua. Aqui, solidários com cada escola amputada, estaremos em protesto.
RECUSAMOS O DESEMPREGO
SOMOS INDISPENSÁVEIS
VAMOS SALVAR A ESCOLA PÚBLICA
Professores indignados
A redução radical do crédito de horas destinadas a projectos escolares e os cortes orçamentais ameaçam a qualidade da escola pública. Os professores que ficarem terão ainda mais trabalho e menos salário. Muitos de nós, contratados, que toda uma vida profissional saltámos de escola em escola, sempre deixados de fora da carreira, seremos empurrados da precariedade para o desemprego (http://www.dn.pt/inicio/portu
Dizem-nos que a culpa é da dívida. Mas não fomos nós - professores precários que se sacrificaram anos a fio – que fizemos essa dívida. Cabe a quem brincou com a economia do país e engordou com a crise assumir as suas responsabilidades. Nem os professores, nem a escola, nem os alunos devem pagar essa conta. Em vez de nos lançar na crise, é preciso investir na Escola para o país superar a crise.
Somos professores, somos precários. Em nome dos alunos e do seu sucesso, não baixamos os braços. Em Setembro, varridos das escolas, iremos para a rua. Aqui, solidários com cada escola amputada, estaremos em protesto.
RECUSAMOS O DESEMPREGO
SOMOS INDISPENSÁVEIS
VAMOS SALVAR A ESCOLA PÚBLICA
Professores indignados
| Hora | sábado, 10 de setembro · 15:00 - 18:00 |
|---|---|
| Localização | Praça D.Pedro IV (Rossio), Lisboa |
8 de março de 2011
Entre-linhas
Movimento Geração à Rasca interrompe discurso de Sócrates
Um dos factores importantes que têm pautado a mobilização da (descentralizada, ainda bem) Manifestação da Geração à Rasca é a capacidade de unir pessoas contra a realidade de uma condição laboral e de uma realidade nacional (inegável, digam o que disserem as Isabéis Stilwells).
Deixo, então, uma pseudo-análise sobre a curtíssima notícia do Público sobre uma acção durante uma apresentação da moção política de José Sócrates:
"José Sócrates apenas tinha tido tempo para fazer os agradecimentos quando os jovens, munidos de um megafone"...
> Portanto, não lhe deram tempo para falar.
"...lamentou aos jornalistas Paulo Agante, do movimento, que agendou para sábado uma manifestação anti-Governo."
> Não está em escrito em qualquer sítio do Manifesto tornado público pela organização.
Obrigado Público. Na vanguarda por tornar claro aquilo que parece ser necessário. Escuso perguntar para quem. "Ups".
PS: A crítica ao Público é dupla, porque é também deriva da "comidela" acrítica das notícias da LUSA. Passem, aos responsáveis, a palavra do 'Senhor': "Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela." (Manifesto da Geração à Rasca)
Um dos factores importantes que têm pautado a mobilização da (descentralizada, ainda bem) Manifestação da Geração à Rasca é a capacidade de unir pessoas contra a realidade de uma condição laboral e de uma realidade nacional (inegável, digam o que disserem as Isabéis Stilwells).
Deixo, então, uma pseudo-análise sobre a curtíssima notícia do Público sobre uma acção durante uma apresentação da moção política de José Sócrates:
"José Sócrates apenas tinha tido tempo para fazer os agradecimentos quando os jovens, munidos de um megafone"...
> Portanto, não lhe deram tempo para falar.
"...lamentou aos jornalistas Paulo Agante, do movimento, que agendou para sábado uma manifestação anti-Governo."
> Não está em escrito em qualquer sítio do Manifesto tornado público pela organização.
Obrigado Público. Na vanguarda por tornar claro aquilo que parece ser necessário. Escuso perguntar para quem. "Ups".
PS: A crítica ao Público é dupla, porque é também deriva da "comidela" acrítica das notícias da LUSA. Passem, aos responsáveis, a palavra do 'Senhor': "Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela." (Manifesto da Geração à Rasca)
4 de março de 2011
6 de fevereiro de 2011
Por mais acção social (UMinho)
Em Setembro de 2010, Mariano Gago, o já tão badalado e contestado Ministro do Ensino Superior (ES), teve a desfaçatez de dizer que “o novo sistema de bolsas é mais justo e um passo para uma maior justiça social”. Meses mais tarde, a suspeita da inveracidade desta declaração é comprovada na pele e nos jornais: “Mais de 40 mil alunos do Ensino Superior podem ficar sem bolsa” (JN, 31 de Janeiro de 2011), “800 alunos da UMinho perderam a bolsa face às novas regras (…) 500 alunos abandonaram a UMinho” (Conselho Geral da UMinho, 26 de Janeiro de 2011).
Daqui retiro que a democracia foi derrotada mais uma vez. E esta derrota apresenta-se nua e cruamente: condenando as Instituições do Ensino Superior (IES) à elitização, tirando-lhes a garantia de igualdade ao seu acesso, transformando-as em meras máquinas ao serviço do progresso do capital e submetendo-as a um programa de ensino gerado no plano lucrativo. Em relação aos e às estudantes, que parecem o último interesse das mais recentes normas de acção social no campo do ES, vêem a sua presumível entrada ou continuação no ES como uma suposição gerada no campo táctico meramente economicista, que jamais deve prevalecer num dos sectores estratégicos do país que, para piorar, é aquele que por excelência devia ser sinónimo de desenvolvimento, de democracia e de formação. A escola, construída não só como motor de passagem de conhecimento mas também como fábrica de pensamento livre, torna-se numa mera reprodução de conceitos adquiridos que não promovem a capacidade de pensar e numa fábrica de diplomas que serão dados apenas àqueles e àquelas que tiverem cerca de mil euros para dar anualmente.
Contra as injustiças deste novo sistema de atribuição de bolsas, que apareceu sob o rosto carniceiro do decreto-lei 70/2010, responsável pela expulsão de milhares de estudantes do campo da acção social, e que vem piorar a já débil acção social nas IES, espera-se uma resposta por parte d@s estudantes. A mobilização pujante, como o folhear de qualquer livro de História no-lo dirá, traz os resultados almejados pela maioria.
Sob o anelo de ressuscitar o movimento estudantil quase moribundo, várias Universidades organizarão protestos contra as desigualdades protagonizadas pelo Governo no campo da acção social do ES. Na UMinho, a Plataforma Bolsas, que une alun@s que lutam por mais acção social, convocou uma manifestação para o dia 10 de Fevereiro, às 11h, no Prometeu (UMinho, pólo de Braga). A capacidade de luta e a força interventiva dependerá da vontade e da acção de tod@s nós.
Daqui retiro que a democracia foi derrotada mais uma vez. E esta derrota apresenta-se nua e cruamente: condenando as Instituições do Ensino Superior (IES) à elitização, tirando-lhes a garantia de igualdade ao seu acesso, transformando-as em meras máquinas ao serviço do progresso do capital e submetendo-as a um programa de ensino gerado no plano lucrativo. Em relação aos e às estudantes, que parecem o último interesse das mais recentes normas de acção social no campo do ES, vêem a sua presumível entrada ou continuação no ES como uma suposição gerada no campo táctico meramente economicista, que jamais deve prevalecer num dos sectores estratégicos do país que, para piorar, é aquele que por excelência devia ser sinónimo de desenvolvimento, de democracia e de formação. A escola, construída não só como motor de passagem de conhecimento mas também como fábrica de pensamento livre, torna-se numa mera reprodução de conceitos adquiridos que não promovem a capacidade de pensar e numa fábrica de diplomas que serão dados apenas àqueles e àquelas que tiverem cerca de mil euros para dar anualmente.
Contra as injustiças deste novo sistema de atribuição de bolsas, que apareceu sob o rosto carniceiro do decreto-lei 70/2010, responsável pela expulsão de milhares de estudantes do campo da acção social, e que vem piorar a já débil acção social nas IES, espera-se uma resposta por parte d@s estudantes. A mobilização pujante, como o folhear de qualquer livro de História no-lo dirá, traz os resultados almejados pela maioria.
Sob o anelo de ressuscitar o movimento estudantil quase moribundo, várias Universidades organizarão protestos contra as desigualdades protagonizadas pelo Governo no campo da acção social do ES. Na UMinho, a Plataforma Bolsas, que une alun@s que lutam por mais acção social, convocou uma manifestação para o dia 10 de Fevereiro, às 11h, no Prometeu (UMinho, pólo de Braga). A capacidade de luta e a força interventiva dependerá da vontade e da acção de tod@s nós.
11 de outubro de 2010
Estudante sem bolsa e precária
Conheci há uns anos uma rapariga chamada Joana. Vinda de uma família trabalhadora e esforçada, a Joana foi da minha turma durante o secundário. Foi uma das quatro pessoas da minha turma que continuou os estudos para além do 12º ano. Os meus restantes 29 colegas não ingressaram no Ensino Superior porque não tinham dinheiro. Não tinham dinheiro para continuar a estudar, nem nunca a sociedade as incentivou a continuar.
A Joana era até o ano passado uma estudante deslocada em Lisboa. Tinha como gastos correntes a renda, as contas, os manuais, os transportes, etc. A Joana só conseguia estudar porque trabalha num callcenter e recebia a bolsa mínima, que só chegava para pagar os 1000 euros de propinas anuais. A Joana trabalha num callcenter onde recebe 2,75 EUR por hora onde 60% do seu salário é roubado por uma Empresa de Trabalho Temporário.
Este ano a Joana vai perder a bolsa. A Joana vai sofrer na pele as consequências do decreto-lei 70/2010, que apesar da sua designação aparentemente complicada, vai, entre outras coisas, reduzir o valor e cortar provavelmente cerca de 20 mil bolsas. Sem a bolsa, a Joana não tem dinheiro para pagar as propinas. Ela vai ter de deixar de estudar.
A Joana, que só participou na última manifestação de estudantes, quer ir à manifestação de estudantes do ensino superior marcada para dia 17 de Novembro. Mas não pode ir. A Joana não pode porque estará a trabalhar a vender internet móvel, a cumprir funções permanentes, mas a recibos verdes.
A Joana também quer, obviamente, participar da greve geral de dia 24 de Novembro. Mas não participará. A Joana não pode fazer greve porque trabalha a falsos recibos verdes. Para uma crescente parte da população portuguesa, de que a Joana faz parte, a greve não é uma hipótese real. Greve significa despedimento. E despedimento significa não receber subsídio de desemprego ou qualquer apoio social. E com sorte ainda ganha "fama" nas empresas de trabalho temporário.
Todos os dias fogem 3 milhões de euros por dia em impostos não pagos pela banca, gastam-se milhares de milhões de euros em submarinos, equipamento miliar, blindados para a PSP. Há Joanas, Tiagos, Marias e Mários a deixar de estudar, a serem exploradas, despedidas, desprezadas, que estão a pagar as contas de uma elite irresponsável e corrupta do PS com D ou sem D.
Por isso, a mobilização para a manifestação de dia 17 de Novembro e sobretudo para a Greve Geral de 24 de Novembro é fundamental. Temos de lá estar todos e todas, a representar a Joana precária, a Joana estudante, a Joana desempregada, todas as Joanas exploradas de Portugal e do mundo.
A Joana era até o ano passado uma estudante deslocada em Lisboa. Tinha como gastos correntes a renda, as contas, os manuais, os transportes, etc. A Joana só conseguia estudar porque trabalha num callcenter e recebia a bolsa mínima, que só chegava para pagar os 1000 euros de propinas anuais. A Joana trabalha num callcenter onde recebe 2,75 EUR por hora onde 60% do seu salário é roubado por uma Empresa de Trabalho Temporário.
Este ano a Joana vai perder a bolsa. A Joana vai sofrer na pele as consequências do decreto-lei 70/2010, que apesar da sua designação aparentemente complicada, vai, entre outras coisas, reduzir o valor e cortar provavelmente cerca de 20 mil bolsas. Sem a bolsa, a Joana não tem dinheiro para pagar as propinas. Ela vai ter de deixar de estudar.
A Joana, que só participou na última manifestação de estudantes, quer ir à manifestação de estudantes do ensino superior marcada para dia 17 de Novembro. Mas não pode ir. A Joana não pode porque estará a trabalhar a vender internet móvel, a cumprir funções permanentes, mas a recibos verdes.
A Joana também quer, obviamente, participar da greve geral de dia 24 de Novembro. Mas não participará. A Joana não pode fazer greve porque trabalha a falsos recibos verdes. Para uma crescente parte da população portuguesa, de que a Joana faz parte, a greve não é uma hipótese real. Greve significa despedimento. E despedimento significa não receber subsídio de desemprego ou qualquer apoio social. E com sorte ainda ganha "fama" nas empresas de trabalho temporário.
Todos os dias fogem 3 milhões de euros por dia em impostos não pagos pela banca, gastam-se milhares de milhões de euros em submarinos, equipamento miliar, blindados para a PSP. Há Joanas, Tiagos, Marias e Mários a deixar de estudar, a serem exploradas, despedidas, desprezadas, que estão a pagar as contas de uma elite irresponsável e corrupta do PS com D ou sem D.
Por isso, a mobilização para a manifestação de dia 17 de Novembro e sobretudo para a Greve Geral de 24 de Novembro é fundamental. Temos de lá estar todos e todas, a representar a Joana precária, a Joana estudante, a Joana desempregada, todas as Joanas exploradas de Portugal e do mundo.
Também publicado em Esquerda.net
21 de maio de 2010

Há dias que importam. A manif de dia 29 ou acontece portentosa, polarizando e abrindo, mesmo que a custo, brechas para a radicalização ou bem que perdemos. E essa necessidade nada mais é que a urgência da unidade, da distinção, entre a fumaça, dos dois lados que se separam. A ausência da política é a arma de Sócrates e do centrão, numa repetição bacoca da propaganda patriota que clama a unidade redentora do silêncio e da obediência. Essa ausência é vencedora, é hegemônica e é destruidora. Forjar a unidade e a mobilização por um movimento de mudança e esperança do lado de cá continua a ser a única resposta. Dia 29 a responsabilidade é toda nossa.
5 de maio de 2010
Coisas engraçadas da Internet II
O colega Paulo Abrantes, ups(!), Denúnica Coimbrã respondeu ao meu apelo no seu melhor estilo.Fico agora à espera que na próxima Assembleia Magna mantenha a coerência e apresente uma moção a propor barricadas na Assembleia da República e invasões a agências bancárias, logo vemos, mediante a conjuntura futura, como os votos se distribuirão. É sempre mais proactivo que tirar fotos da última fila, e com isso poderia ensinar "à esquerdalhada ortodoxa" como se confronta o sistema.
A falar em "esquerdalha ortodoxa", não deixa de ser interessante, como o efeito Vital Moreira está para durar na política. Não falo de ajudar a traduzir o Capital e passados uns anos ser o maior adepto do social-liberalismo, mas numa escala mais pequena: uma coisa como, hoje colo cartazes com eles, amanhã sou o seu maior crítico. A vida tem destas coisas, a chatice é o passado e a memória. Creio que na altura também deveria ter outras opiniões sobre a liberdade de imprensa.
PS. A minha definição de anónimo é a mesma do dicionário:
anónimo
adj. adj. s. m.
1. Sem nome; que não está assinado.
2. Escrito anónimo.
3. A pessoa que escreve anonimamente.
A chatice por cá, é que a cidade é pequena.
2 de maio de 2010
Coisas engraçadas da Internet
Na última Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra, eu e muitos outros achamos que seria útil continuar a contestação de rua pelo Ensino Superior Público Universal e Gratuito - tal como está consagrado nos estatutos da AAC - fomos apelidados pelo blogger anónimo Denúncia Coimbra de tudo e mais alguma coisa.Curiosamente esse mesmo indivíduo elogia, agora, a contestação anarquista grega, contra as políticas de austeridade, de forma bastante convincente:
Não somos apologistas da violência, mas há que demonstrar que é preciso lutar contra o medo e a repressão - defesas de um universo capitalista que poderá levar à falta de controle. Está tudo a ficar farto disto...
Espero que na próxima Assembleia Magna e no seu rescaldo, se lembre destas suas palavras, por uma questão de coerência, apesar do "anonimato" a cidade é pequena e a Academia, por mais que não pareça, também o é.
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