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29 de março de 2011

Humanismo tem de rimar com imperialismo?



A partir de amanhã, a NATO está na Líbia. Isto deve ser lido à luz do seu novo conceito estratégico, que diz repetidamente que a NATO tem recursos limitados e só intervém onde lhe interessa e onde quer que lhe interesse. O “humanismo” nunca impediu os governos "norte-atlânticos" de fazer negócios com Kadafi.

Este é apenas um breve comentário meu (também publicado aqui). Sugiro, sobre a NATO, e porque está problemática (repito) deve ser lida à luz do seu novo conceito estratégico da NATO, a (re)leitura do artigo da Joana Mortágua "O braço militar da hegemonia dos EUA" (publicado no Esquerda.net).

20 de novembro de 2010

42 presos por existirem!

Quarenta detidos/as numa acção absolutamente pacífica no Cabo Ruivo, Lisboa.
Além das duzentas pessoas impedidas de entrar em Portugal por transportarem propaganda e T-Shirts Anti-NATO, quarenta pessoas foram já detidas em Lisboa!
Fascismo em plena cimeira. Quem diria?

E se?

E se os Estados do Pacífico decidissem uma intervenção militar na Europa por ser o nosso modo de vida a principal causa das alterações climáticas que ameaçam a sua sobrevivência? E se os Estados da região do Congo decidissem intervir pela força na Bélgica por acharem que se trata dum Estado falhado que alimenta os fluxos de desestabilização e pilhagem daquela região?

José Manuel Pureza (via facebook)

18 de novembro de 2010

Fascismo.

Já viram isto?
Impressionante! É proibido entrar em Portugal com folhetos políticos!




Quarenta activistas barrados na fronteira de Vilar Formoso

Quarenta activistas foram impedidos de entrar em Portugal na fronteira de Vilar Formoso. Trinta e cinco, na sua maioria de nacionalidade finlandesa, foram interceptados num autocarro, com destino a Lisboa, na posse de “material com mensagens anti-NATO”. Cinco outros, cidadãos franceses, tentaram também entrar mas foram barrados pelas autoridades portuguesas.
Mais de 82 mil pessoas foram sujeitas ao controlo das autoridades nas fronteiras terrestres
Mais de 82 mil pessoas foram sujeitas ao controlo das autoridades nas fronteiras terrestres (Foto: Paulo Pimenta)

11 de novembro de 2010

Como fazer capas bonitas e que vendam

O jornal "Sol" noticia que o Bloco de Esquerda desistiu da manifestação contra a NATO, que ocorrerá no próximo dia 20 de Novembro (Sábado), o que é por demais mentira.

Esta capa não passa de uma piada de mau gosto que amanhã certamente despertará a atenção de muitos leitores assíduos da imprensa escrita, pelo que o objectivo de vender jornais por os vender, não interessando o que se escreve, será cumprido.

O desmentido a esta contra-informação oportunamente sairá a público. E pode-se desde já prometer que não se processará nenhum jornalista por esta capa.

Já agora deixo aqui um excerto de um documento aprovado na Mesa Nacional do BE, que poderia ter sido útil ao Jornal SOL, se neste caso tivesse tido a mínima preocupação em ser fiel à veracidade dos factos neste caso específico:

3. O Bloco de Esquerda apoia as iniciativas de mobilização que constroem uma resposta à crise social, seja a paralisação da administração pública a 6 de Novembro, a manifestação de estudantes a 17 de Novembro, ou a contra-cimeira e a manifestação contra a guerra e a NATO no dia 20 do mesmo mês.

in Contra a Economia do Abismo, Greve Geral

No entanto, não pode passar em branco, a falta de vontade dos principais organizadores desta manifestação, em tornar esta um momento unitário de negação da NATO e da participação de Portugal nela. Para melhor se perceber este episódio, convido-vos a lerem este artigo da Ana Cansado:

Até dia 13 de Outubro éramos todos livres de participar nos eventos organizados em nome da PAZ. Contudo, no dia 13 de Outubro, a Campanha em defesa da paz e contra a Cimeira da NATO em Portugal, conhecida como Campanha «Paz sim! NATO não!», que convocou, promove e organizará uma manifestação dia 20 de Novembro, para a qual apelou à participação de todos os portugueses amantes da paz, resolveu excluir deste convite outras entidades que não integram a «Campanha Paz sim! NATO não!» apesar de nunca as ter convidado a participar em qualquer actividade da mesma.

in Uma declaração de guerra encoberta pela defesa da Paz

13 de outubro de 2010

É a política, estúpido!

Agora já percebi de onde vem o dinheiro para a modernização(?) da Força Aérea com aviões holandeses de segunda mão comprados por 80 milhões, modernizados pelos EUA por 120 milhões, a "transformação" dos F-16, etc, etc.

Se tem dois filhos em idade escolar e o seu rendimento familiar ultrapassa 600 euros brutos perde o direito à acção social escolar por inteiro - o escalão A, que comparticipa a totalidade dos manuais, refeições e transportes. O caso agrava-se para as famílias com menos filhos. O mesmo valor para um casal com um filho dá direito apenas ao escalão B (metade das comparticipações).

Casais com um filho precisam de receber menos de 400 euros mensais para terem direito ao escalão A, o que equivale a 133 euros por cabeça. Para ter direito a metade dos apoios sociais, uma família com um filho terá de receber, no máximo, 830 euros. Logo, famílias com mais de 275 euros de rendimentos mensais por cabeça estão automaticamente excluídas da acção social escolar.

Agora só falta perceber o motivo, de facto. Augusto Santos Silva, Ministro da Defesa, disse há uns dias que era para defender a independência nacional. Junto-me ao nosso Papa sou Eu e digo que me alisto já se alguém conseguir provar que a nossa independência nacional está em perigo por razões militares.

A independência e a sobrevivência nacional está em perigo com estes cortes - ia chamá-los de cegos, mas erroneamente, são feitos de olho bem aberto e mente lúcida - nos apoios sociais. Santos Silva dá a imagem péssima à NATO de um país que age como uma criança que quer impressionar o pai que volta do trabalho.

Talvez, como diz Tiago Mesquita no Expresso, o país esteja a preparar-se para bombardear a Galiza. Talvez o plano seja voltar a conquistar Ceuta! Maravilhas saudosistas do glorioso Império Português!

Ou então, vamos só ficar com aviões de segunda mão parados e um país de cidadãos de bolsos vazios.

11 de outubro de 2010


A CULTRA e a rede europeia Transform! organizam em conjunto um encontro a 16 e 17 de Outubro no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) uma série de conferências intitulada «NATO PARA QUÊ?». A iniciativa tem o apoio do International Coordinating Commitee No to War No to NATO (ICCNWNN).

16 DE OUTUBRO

10h- Portugal e a NATO (da Guerra Colonial ao Afeganistão)
João Paulo Guerra (jornalista)
Manuel Loff (historiador, FL - Universidade do Porto)

10h - As prioridades da política externa portuguesa e o papel das intervenções militares
Fernando Rosas (deputado e historiador, IHC - Universidade Nova de Lisboa)
Teresa Cravo (investigadora, CES - Universidade de Coimbra)
11h30 - Os primórdios: a NATO nos Balcãs
Carlos Santos Pereira (jornalista)
11h30 - Irão: a próxima guerra da NATO?
Miguel Portas (deputado europeu)
Walter Baier (Transform!)
13h - ALMOÇO
14h30 - A NATO e o(s) novo(s) conceitos estratégicos
José Manuel Pureza (deputado e professor, CES - Universidade de Coimbra)
16h30 - O imperialismo depois da Guerra Fria
Gilbert Achcar (professor, Universidade de Londres)

17 DE OUTUBRO

10h - A política externa de Obama: a guerra sem fim
Sandra Monteiro (directora do Le Monde Diplomatique, ed. portuguesa)
Mário Tomé (coronel na reserva)
10h - A guerra do Afeganistão e o conflito geoestratégico na Ásia Central
Luís Leiria (jornalista)
Reiner Braun (ICCNWNN)
11h30 - Palestina
José Goulão (jornalista)
Alan Stoleroff (sociólogo, ISCTE)
11h30 - Iraque: da mentira ao impasse
Jorge Costa (jornalista)
Arielle Dennis (ICCNWNN)
13h - ALMOÇO
14h30 - Sessão de encerramento: há vida fora da NATO?
Francisco Louçã (deputado e professor, ISEG - Lisboa)
Mariam Rawi (militante da RAWA - Associação Revolucionária das Mulheres Afegãs)

27 de setembro de 2010

O Condomínio da NATO

Obama está preocupado com os gastos militares dos seus parceiros europeus. Está preocupado em saber com quem vai fazer este e futuros afeganistões. Sozinho sai muito caro. Os gastos militares nos EUA são uma espécie de investimento público na economia, empregam largos milhares de pessoas e alimentam sectores essenciais do capitalismo americano. No entanto, há cada vez mais desempregados a interrogarem-se o porquê destes fundos públicos não serem aplicados com outros propósitos. A juntar a isto, há cada vez mais gente que não percebe o que é que os americanos continuam a fazer no Afeganistão. Obama perdeu apoio popular, perdeu a guerra na sociedade americana. O Iraque já lhes chegou, o povo americano está a ficar saturado.

Estes são os custos financeiros e políticos da guerra, e a razão pela qual Obama precisa de parceiros para o festival bélico. À Administração norte-americana parece-lhe que os europeus estão com o pé demasiado fora, que lhes falta empenho na aliança atlântica e no Afeganistão. Ora, os americanos tendem a avaliar a qualidade dos seus aliados de acordo com o empenho que estes demonstram ter nos interesses que consideram ser primários. E os europeus estão muito pouco interessados no Afeganistão, muito menos os europeus ricos.

Para o Presidente americano, o investimento europeu na defesa significa maior empenho na NATO, mais reconhecimento político e mais recursos para a Aliança.

Por outro lado, soubemos agora que a França está preocupada em que a Europa se esteja a transformar numa “jarra” na política mundial (muito importante para a fotografia mas que na verdade não manda nada). E tem razões para isso. A crise caiu na Europa como uma bomba e a recuperação está adiada para as calendas gregas. Uma Europa fragilizada economicamente perde peso no xadrez mundial face a uma China poderosa ou um Brasil em ascensão.

Para a França, uma Europa-Potência significa dar cartas na política mundial através da força militar, ou seja, reforçar o peso da Europa na Nato. É preciso gastar mais. E com isso Obama está de acordo (para partilhar custos).

Não quer perceber o governo francês que a Europa é menos potência hoje, não porque gasta menos em armas para guerras inúteis, mas porque não sabe ir à guerra pelos seus vizinhos contra os especuladores e a alta finança em nome da solidariedade europeia. Porque não quer ir à guerra pelos seus povos, defendendo o Estado Social e uma verdadeira democracia europeia.

Os submarinos não nos tornam mais potência nem mais seguros, tornam-nos apenas mais pobres. O povo europeu sabe bem fazer esta conta. E se os governos europeus, cada vez mais à direita, insistirem neste combate ao lado da alta finança e dos senhores das armas contra os seus povos, a guerra será outra.

Publicado no esquerda.net

12 de setembro de 2010

Onzes de Setembro

Passados nove anos do ataque às torres gêmeas que transformou grande parte da geopolítica mundial, a discussão central nos EUA gira à volta do Islão. Um pastor que quer queimar livros “à antiga” acompanhado por um debate nacional sobre a construção ou não de uma mesquita perto do Ground Zero. Enquanto isto, continua uma alegada procura de Bin Laden não se sabe bem por onde, invadindo e ocupando países pelo caminho, passando por cima de quem for preciso passar. Para quê?

Reflexos de um país que ainda vai demorar muitos anos a fazer uma análise sensata das razões e das consequências do ataque de 11 de Setembro de 2001. Será sempre mais fácil culpar uma religião “estranha” e “perigosa” como o Islão, usando o medo dum grupo maioritariamente de outras etnias para manipular a opinião pública em defesa de aventuras bélicas ao serviço dos grandes interesses económicos do neoliberalismo. Procurar mais mercado, custe o que custar.

Hoje o Iraque e o Afeganistão são países em estado de choque, com um povo vivendo uma “democracia” de fantoches, que continua em guerra civil, sob o poder da mesma elite política, mas desta vez controlada pelo Império. Hoje, empresas americanas como a Halliburton ou a Blackwater enriquecem protegidas por regimes corruptos, fechando os olhos à repressão dos direitos humanos mais básicos. No Afeganistão, por exemplo, os mesmos taliban que foram censurados há poucos anos por reprimirem os direitos das mulheres e por instaurarem um regime teocrático, são hoje aliados de Karzai, Presidente apoiado por Obama e irmão de um dos maiores narcotraficantes do país.

Tudo isto é apoiado pelo braço militar do Império, a NATO, organização militar ao serviço dos EUA de que Portugal é membro. Neste momento estão soldados portugueses no Afeganistão a matar a serviço destes Senhores da Guerra que lutam por interesses geopolíticas completamente alheios às necessidades portuguesas. Portugal está em guerra, investe 10 vezes mais em defesa do que em cultura, não porque seja ameaçado por alguma força estrangeira, mas porque o Ministro Luís Amado está interessado em agradar ao Obama, ao Bush, ou a quem quer que esteja na Casa Branca.

Mas houve outro 11 de Setembro, que é sempre útil relembrar.

A 11 de Setembro de 1973, Salvador Allende, Presidente socialista democraticamente eleito no Chile, é deposto com um golpe de Estado do General Pinochet, que levaria a uma das piores ditaduras do século XX. A vitória democrática de Allende, que tinha dado esperanças a vários movimentos de esquerda pelo mundo, era um pólo de resistência numa América Latina povoada de ditaduras militares.

Com a queda de Allende, instaurou-se um regime que durante 17 anos, foi um autêntico laboratório para as políticas ultra-liberais de desregulação das economicas nacionais que são actualmente usadas por instituições como o FMI ou o Banco Mundial para “salvar” países como a Grécia. Hoje, o povo chileno ainda paga a factura das políticas selvagens de privatizações sugeridas pelos Chicago Boys de Milton Friedman, tendo que complementar a maior parte das pensões de reforma, perdidas no casino das bolsas.

A NATO, braço militar dos interesses económicos dos EUA, vai ter a sua cimeira em Lisboa de 19 a 21 de Novembro próximo. Estaremos cá à espera dos poderes mundiais protestando contra este sistema e o seu aparelho de repressão global, que quer agora ter poderes para actuar em qualquer parte do mundo, em qualquer altura, sem se preocupar com o Direito Internacional.

Também publicado no Esquerda.net

6 de setembro de 2010

RECEPÇÃO ALTERNATIVA AOS SUBMARINOS | Submarino ao Fundo


8 de Setembro, 4ª feira | 17:30h | Largo de S. Domingos (junto à ginginha do Rossio)

No dia da apresentação dos novos submarinos da Marinha de Guerra, o Bloco de Esquerda organiza uma recepção alternativa, para apresentar à sociedade lisboeta e ao país o resultado de um estranho e ruinoso negócio que, com o alto patrocínio de PSD/CDS e PS, irá custar mil milhões de euros aos e às contribuintes.

Por não aceitar a aposta em material militar, apoio a guerras de interesses económicos que provocam catástrofes humanitárias a reboque da NATO, o Bloco sai à rua em protesto e convida todos e todas a juntarem-se à festa.

1 de junho de 2010

A Criança alemã


O presidente Köhler demitiu-se ontem por estar amuado. O presidente da república da Alemanha demitiu-se por não se sentir devidamente apoiado e pelo "desrespeito" a que foi votado pelas críticas desencadeadas por uma declaração inocente que fez:





Disse que um país tão dependente da exportação como a Alemanha deve "em casos de emergência (...) recorrer a intervenções militares para defender os seus interesses, como, por exemplo, o comércio livre"

Estava de regresso de uma visita às tropas no Afeganistão... E as críticas choveram. O gabinete do presidente tentou ingloriamente estancar o dilúvio com uma interpretação oficial: estaria a falar da operação anti-pirataria no Corno de África.

A chanceler Angela Merkel fechou-se em copas, não comentou. E o presidente Köhler, que apenas disse aquilo que todos sabemos, fez birra e demitiu-se.

Afinal isto foi mesmo um problema de infantilidade. As crianças não são impedidas de fazer cocó, é até desejado que elas o façam, mas não podem dizer cocó quando lhes apetece - há regras.

O mesmo se aplica aos gestores políticos do imperialismo global: não se pode dizer que as operações militares como a do Afeganistão (NATO ou para-NATO) servem para defender interesses económicos e de poder.

O problema é que hoje é que é o dia da criança! e é hoje um bom dia para pensarmos no que a verdade desta inconveniência presidencial significa para as crianças de hoje e de amanhã, que mundo temos e teremos para nós e para elas... Mãos à obra.

O melhor do mundo são as crianças, como diria uma Pessoa.

18 de maio de 2010

Quanto vale um Nobel da Paz?

NATO vai ter cada vez mais missões ao estilo da afegã

O documento vai servir de base ao projecto final de conceito estratégico que terá de ser aprovado na cimeira de líderes dos 28 Estados membros da NATO, que vai decorrer em Lisboa entre 19 e 20 de Novembro e, em princípio, contará com a presença do líder dos EUA, Barack Obama.

O País dos brandos costumes, do povo sereno, é fundador da NATO, foi anfitrião da Cimeira da Vergonha, tem tropas em vários palcos de guerra e agora será palco do novo documento estratégico da Nato, que prevê mais invasões.

Um bom curriculum, sem dúvida.