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26 de janeiro de 2012

Onde está o entusiasmo agora?

Eu recordo-me de umas quantas cabeças pensantes da "nova direita" portuguesa, organizada essencialmente na blogosfera, organizar uma manifestação em frente à Assembleia da República pela "Liberdade de Expressão". Como entendiam que esse mesmo direito era supra-político e meta-ideológico deram-lhe o nome "Todos pela Liberdade". Até criaram um blogue para alojar o manifesto e convocaram todas as pessoas, para que a conquista não fosse vilependiado.

Só para recordar os mais desatentos e esquecidos, na altura tinha arrebentado o escândalo PT/TVI. Daí a mobilização efusiva desses sectores.

Mas pelos vistos, a demissão de jornalistas e o encerramento de crónicas por delito de opinião, com mão governamental não é motivo para tanto alarido. Pois claro, nós sabemos, agora são os vossos a cumprir as despesas da casa.

Por cá, continua-se entusiasmado com a liberdade de expressão. Quando a coisa voltar a dar a volta, os vossos saírem dos gabinetes de Estado e perderem novamente influências nas redes que se tecem em torno do poder governativo, sabemos, que voltarão a entusiasmar-se com a liberdade de expressão.

PS. Eu acredito que seja complicado e que ainda estejam a engolir os aventais.

2 de agosto de 2011

Raptaram-nos a silly season

A tradicional “época dos incêndios” (seja o que isso for), as operações stop, as pré-épocas dos clubes de futebol, as demais peripécias em zonas balneares e a capacidade de elasticidade informativa dos meios de comunicação habituaram-nos a rechear o espaço público português. Tudo o resto que faz o mundo girar adiava-se até Setembro, o presente solene ficava a cargo dos bombeiros, nadadores-salvadores, polícias e jornalistas sem direito a férias, no entanto, parece que em ano de crise até o catolicismo da silly season foi obrigado a fazer o seu concílio.

Não é que não tenhamos o supracitado em abundância, sem qualquer desprimor pelo suor dos actores sociais em acção, mas parece que este Verão ficará teimosamente na história sem qualquer influência do mau humor de S.Pedro. As razões são várias com raízes profundas em várias estações transactas.

A continuação pode ser lida no esquerda.net

5 de julho de 2011

Os adoráveis critérios do Prós e Contras



O prós e contras sempre nos habitou a peculiares critérios de selecção de oradores, fosse qual fosse o tema, mas acho que hoje bateram de longe os recordes.

O programa apresenta-se como sendo "tão abrangente quanto é permitido em televisão" e acho que foi à luz desse critério que convidaram Fernando Santos (sim é mesmo o treinador de futebol) para falar à esquerda sobre o tema "Questão da Dívida".

Bem sei que exerce a profissão na Grécia e que deu uma entrevista do DE mas por amor de deus e sem qualquer desprimor pela pessoa em questão, não havia mais ninguém? Nem um estudante de Erasmus?

Escusado será dizer que o mesmo critério não foi seguido na bancada de palestrantes de direita.

A pluralidade opinativa nos media dominantes já é um significativo eucaliptal, a televisão pública deveria reger-se por outros critérios ou pelo menos tentar não dar nas vistas desta maneira.

1 de julho de 2011

A primavera da maioria de direita

A primavera de entusiasmo da nova maioria de direita durou até ao dia de ontem, o programa de governo ainda não tinha sido sufragado já a desilusão marchava entre os groupies do governo, exemplo disso são estes dois belos textos do Insurgente e do Blasfémias.

Bem sabemos que o imposto extraordinário sobre o subsídio natal é um acto patriótico e de suprema necessidade para o saneamento das contas públicas, fruto dos dados da execução orçamental revelados pelo INE na quarta-feira transacta. Não podia ser de outra forma, ou não fosse o guarda-chuva da pátria o eterno abrigo da violação dos contratos eleitor-eleito, ou a capa do semanário SOL revelar que este corte já estava previsto e pensado por Passos Coelho.

E como é óbvio, a feroz oposição aos PEC's por parte do CDS/PP, o chumbo ao PEC 4 por parte do PSD e a promessa de Pedro Passos Coelho no dia 1 de Abril em não aumentar os impostos, já andam por mares nunca antes navegados.

De traição à tradição a direita portuguesa não pode ser acusada, cumpre o dia das mentiras à risca e contradiz os preceitos do seu programa eleitoral logo nos primeiros dias em frente ao executivo.

Ficámos igualmente a saber que a retenção do subsídio de Natal será superior para os que auferem menos:

Sub Natal Imposto Tx anual Var tx anual
500 7,5 0,11
1000 257,5 1,84 1,73
2000 757,5 2,71 0,87Link
3000 1257,5 2,99 0,29
4000 1757,5 3,14 0,14
5000 2257,5 3,23 0,09
6000 2757,5 3,28 0,05

Quem desenhou isto? O imposto mais regressivo da época. Bem sei que O IVA também é, e que conta muito como o dinheiro é (foi) gasto. Mas, mesmo assim.

Explico: a primeira coluna é o subsídio; a segunda é o imposto em euros; a terceira é imposto em percentagem do salário anual (i.e. imposto a dividir por subsídio de natal - com n pequeno - x 14); a quarta é a variação dessa taxa, que se aproxima de zero à medida que o rendimento sobe...

(via Pedro Lains)

Bem podem Rui Machete e Paulo Portas apelar ao acordo social e fazer guerra preventiva à contestação, mas quem fez a transferência de Atenas para Lisboa foram os assinantes do acordo da troika.

21 de fevereiro de 2011

Coitadinhos

Lê-se hoje no post "Uma miúda com excessiva ânsia em dar nas vistas" de CAA no Blasfémias este belo desabafo:

Cristiano Ronaldo desmente relações sexuais com Ruby. A sorte de Ronaldo é não ser um político de direita, caso contrário estaria em maus lençóis…

As interpretações sobre esta afirmação podem dar para tudo como para nada, mas a mim, salta-me logo à vista uma certa solidariedade com Berlusconi, ou, uma tentativa de normalização dos diversos casos de adultério que os mais variados líderes conservadores, de boas famílias e de bons costumes , têm sido acusados.

Ao que chega a vitimização da direita...

19 de agosto de 2010

3 de julho de 2010

Moldávia: quando o povo apoia o que a elite não quer

Em Abril de 2009 houve eleições para o Parlamento da Moldávia, o Partido Comunista conseguiu um total de 60 lugares em 101.

A oposição não aceitou os resultados e seguiram-se largos dias de pilhagens e de actos desordeiros, que José Milhazes descreve bem:

Este movimento desordeiro não é uma revolução anti-comunista até porque o Partido dos Comunistas da Moldávia nada tem a ver com partidos homónimos clássicos. Pode não ter feito muito para arrancar o país da cauda da Europa, mas tem respeitado as regras do jogo democrático. Não esconde a intenção de aproximação à União Europeia, mas mantém boas relações com Moscovo para não perder a Transdniestria.

Vladimir Voronin é um dirigente dos equilíbrios possíveis e é de lamentar que a oposição, que diz ser mais democrática e europeia, não tenha sabido controlar os desvaneios da multidão.

Fracassadas estas tentivas da oposição, o caminho traçado por esta foi outra, como a Constituição da Moldávia obriga a que o Presidente seja eleito pelo Parlamento com maioria alargada, ou seja necessita o voto favorável de pelo menos 61 deputados em 101, entrou-se numa crise política, que acabou com a marcação de novas eleições.

Nas eleições antecipadas, o PC moldavo foi novamente o partido mais votado, porém conseguiu, apenas eleger 48 deputados, o que fez com que a oposição conseguisse formar maioria alargada no Parlamento. O mais curioso destas eleições antecipadas, é o descaramento "democrático" do líder dos liberais, Vlad Filat, que apelou a que: “desta vez o Partido Comunista demonstre maturidade e, em nome do interesse nacional, aceite a derrota.” Fazendo de conta que não contribiu a priori para a séria crise política e social em que o país caiu.

Actualmente o Governo de todos os interesses da Moldávia quer incluir na Constituição do país, a ser referendada este Verão, a proibição de utilização de todos os nomes e símbolos comunistas.

Pouco interessa se o PC moldavo foi o único partido que sempre aceitou o resultado que obteve em qualquer eleição no país, o que na verdade importa é limpar do mapa uma força política maioritária na sociedade que estorva a elite moldava.

De 14 a 17 de Julho lá estaremos, acima de tudo pela democracia, pela solidariedade na luta.

24 de junho de 2010

Em que Mundo vive Passos Coelho?



Algumas pessoas devem pensar que eu tenho um preconceito ideológico muito forte contra Passos Coelho que leva a escrever quase sempre para ao blogue sobre ele. É verdade, tenho e com imenso orgulho de o ter. Passos Coelho, além de ser um liberal demagogo, o político do marketing e da imagem que a única coisa que tem para oferecer é uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, está-se também a formar como o político que, a seguir a Socrates, mais atrasos civilizacionais pode vir a impor ao país.

A primeira coisa que teve para oferecer ao debate das ideias num tempo de crise financeira, económica, social, de tanta e tanta miséria foi a revisão constitucional. A seguir sucederam-se-lhe algumas pseudo reformas que nem se quer soube concretizar teoricamente (outras que são um perfeito absurdo como a regra de 5 por 1 na função pública). Seguidamente alia-se ao Governo Sócrates e impõe o PEC 1, o PEC 2 e o PEC 3. Posteriormente quis mexer na legislação laboram e penalizar milhares de trabalhadores precários, condenando-os a mais instabilidade e à perda de ainda mais direitos. E agora joga mais um trunfo:

Quer acabar com a garantia constitucional de que a Educação e a Saúde sejam tendencialmente gratuitas e suportadas pelo Estado.

Podemos discordar do papel estratégico do Estado em todas as áreas, agora no garante de condições de Saúde de um sistema de educação público que responda às pessoas pode-se por em causa o papel do Estado?

Isto não só roça a irresponsabilidade como é uma atitude de absoluto desrespeito porque quem neste país não tem condições para encher os bolsos dos donos de hospitais privados e de colégios.

Em que Mundo é que este homem vive?????

18 de junho de 2010

Para a mesa de João Galamba sff.



"E acho que estas eleições, pela primeira vez em muito tempo, ao contrário do que toda a gente diz, são um combate ideológico como há muito tempo não existia, e toda a gente que dizia que a ideologia está morta, 'tá enganada, porque a 27 de Setembro vamos de facto escolher entre duas visões de mundo e projectos políticos radicalmente diferentes. E gostava que as pessoas à esquerda percebessem isso de uma vez por todas, que a divisão entre esquerda e direita, não está à esquerda do PS. Está entre o PS e o PSD".

Belas palavras estas sem dúvida. A discussão do Orçamento de Estado, do PEC I, do PEC II e do PEC III, teriam sido alturas de profunda discussão e crispação política entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, se não existisse uma simbiose, entre Sócrates e Passos, em torno do Tango.

Na verdade João Galamba teve azar, teve mesmo muito azar, se não fosse aquela melodia argentina apaixonante do Bloco Central, teríamos tido, em tempos de crise, duas visões políticas sobre o Estado, Sociedade e Economia diametralmente opostas. Há dias assim, lá teve, e tem que levar, com a música e com o coro cantante e afinado na AR por parte do PS e do PSD.

No entretanto, João Galamba volta-nos com uma nova certeza, o PS não tocará no décimo terceiro mês. Tal como não iria mexer nos impostos, no IVA, nas prestações sociais e muito menos privatizar mais empresas para além da ANA.

É que só Galamba é que deve ter ficado convencido disso, porque o PS, passou o debate todo a fugir à questão e a contorná-la. De qualquer das formas, o povo português, poderá contar com uma efusiva oposição pública e política de JG a este aumento, caso ele surja. Ou não foi assim até agora?

Em suma, ou Galamba se rendeu à morte das ideologias e à governance, ou está-se se a preparar, com toda a força, para os próximos Jogos Olímpicos na modalidade de engolir sapos.

16 de junho de 2010

A crise como opção civilizacional

Portugal perde 22,4 mil milhões de euros por ano com economia ilegal

Se por acaso se taxasse estes fluxos financeiros a palavra crise nunca teria entrado no dicionário de qualquer português. As razões para a chegada a este descalabro, mais que financeiras, são sobretudo de vontade política.

11 de junho de 2010

Crise não é uma palavra conjugável para todos

Numa altura em que uma nova crise do capitalismo arrasta milhares para o desemprego e leva outros tantos para a pobreza, a legitimidade política, social e moral de toda a estrutura sofre as ameaças. Num sentido de regeneração e de preservação da autoridade deste sistema económico e da lógica política que o acompanha, torna-se necessário encontrar justificações que se generalizem como verdades absolutas, e/ou encontrar alternância dentro do próprio, para que o processo de dominação se mantenha intacto.

É o que encontramos na política portuguesa quando se acentuam e se cultivam novos estereótipos e preconceitos, e quando o PSD, com Passos Coelho, aparece como alternativa ao Partido Socialista de José Sócrates, como se ambos os partidos não tivessem hegemonicamente avassalado o poder político português desde do 25 de Abril.

Foi explicitado e comprovado académica e politicamente que o estalar da crise teve as suas raízes e causas, essencialmente, na especulação financeira, na falta de controlo e regulação na economia e na constante diminuição do papel interventivo do Estado. Todavia, quando observamos o discurso e as reformas defendidas pelo Bloco Central, percebemos claramente que não existe a mínima intenção de contrariar esta lógica.

Quem hoje paga a crise são aqueles e aquelas que, em tempos anteriores, contribuíram para que a elite económica portuguesa - a mesma que nos arrastou para a crise - tivesse processos de acumulação de capital colossais. Por um lado, são quem mais sofre com as medidas de austeridade, por outro são violentamente atacados com novas etiquetas: “os desempregados não querem trabalhar”, “os detentores do rendimento mínimo atraiçoam a Segurança Social e encostam-se na preguiça”, “os trabalhadores da função pública têm direitos a mais”, “o salário mínimo é demasiado elevado”, “o código laboral é demasiado inflexível”…

E é assim que se arranjam novos culpados para a crise, que se fomentam preconceitos, para que nada se transforme e que tudo se mantenha. A tão lucrativa banca portuguesa, que sempre gozou do encosto do Estado, quando esbanjou todo o seu dinheiro no casino financeiro, e a elite do empresariado português, para quem este país sempre governou, não verão a palavra crise para além dos meios de comunicação social.

Quem contribuiu para que a este estado chegássemos quer passar incólume, e os que não traçaram a rota para este porto de desastre são os que mais estão a sofrer com ela, os que a estão a pagar.

Crise não é, de todo, uma palavra conjugável para todos.

Originalmente publicado aqui

9 de junho de 2010

"Praticamente Genético"??


Não vejo nenhuma incoerência, antes pelo contrário, em ser neto de uma africana branca e desprezar até à última a estupidez do racismo. E é partindo dessa ideia que vos afirmo que estou preocupado com os caminhos que a excitação nacionalista do momento estão a tomar. Gosto tanto que ganhe a equipa de pesca do meu bairro como a selecção nacional de futebol. Não há mal nenhum nisso e o problema é outro.... O problema é o impacto, não grande mas significativo, da leitura que o "Jornalista luso assaltado" no Mundial da África do Sul e os seus colegas de profissão fazem do acontecido:


"Estava a dormir. Acordei com um barulho e deparo-me com dois africanos negros dentro do quarto. Um deles aponta-me logo a arma à cabeça. Manda-me estar calado. Pressiona a arma e manda-me encostar para trás. Foi terrível”

Aliás, o que me despertou a atenção nem foi este relato da vítima sobre o "terror" (atenção ao numero de vezes que se tem falado em terrorismo no mundial 2010 na África do Sul) e sobre o pormenor epidérmico dos "dois africanos negros"...

As palavras do jornalista da TVI sobre o assunto (ainda que no contexto do ataque a um membro da sua classe profissional) essas é que me causaram indignação, num primeiro momento. São palavras algo preocupantes, disse e repetiu que este tipo de casos de violência em África é "praticamente GENÉTICO".

Creio que não foi com intenção e que o jornalista disse aquilo no calor do momento (e não, e não vou falar de Rousseau) mas essas palavras não deixam de revelar (e propagar) uma leitura de hegemonia conservadora e até reacionária sobre o problema da violência em África.

1 de junho de 2010

Todos os caminhos vão dar à China

A direita portuguesa não perde uma oportunidade para demonstrar as contradições do PCP em relação à China. Por um lado defende mais direitos para os trabalhadores portugueses, por outro lado, apoia um regime que os viola e os atropela de uma ponta à outra.

Porém, eu não me recordo quando foi a última vez, que um Primeiro-Ministro (do PS ou do PSD), que um líder ou Presidente de um Partido de centro ou de direita criticou o regime Chinês. O que é certo, é que tudo lá vai fazer vénias. Do CDS até ao PCP.

Afinal de contas: Não importa se o gato é preto ou branco, desde que ele cace os ratos - Deng Xiaoping

Todos por convicção ideológica idolatram a China, uns pelo farol, outros pelo PIB que cresce a dois pontos percentuais ao ano.

28 de maio de 2010

Salazar entornado a €300 !

300 Euros, Grande Piela!
Apresentou-se hoje o Movimento Assembleia, com o distinto objectivo de reavivar a alma do Sala! Vim a correr com os dedos teclado acima, teclado abaixo, para chegar ao sítio do oliveirasalazar.org - uma delícia, aconselho mesmo!
Chamam-lhe o Obreiro da Pátria, o que quer que isso seja... Relembram os grandes feitos da Polícia Internacional e de Defesa do Estado, da necessidade imperiosa da Mocidade Portuguesa se alinhar e, claro, Deus, Pátria e Família deveriam estar impressos na Bandeira e no tecto da Assembleia Nacional.

O que mais salta à vista, nem é quererem que a Ponte 25 de Abril volte ao nome antigo, é a Loja Virtual. Num instante podemos ter a nossa casa toda decorada com imagens do Obreiro (aquele que obra). Tapetes de Rato com a cara do cagão, e melhor garrafinhas de vinho de colheita feita nos terrenos onde Ele já mijou de certeza. São só 300 euros, dá para apanhar uma grande piela e começar à gargalhada que no tempo da outra Senhora é que era!

Enjoy!

24 de maio de 2010

Porque têm eles medo da Greve?




Sábado é dia de luta, e eles andam com medo. Sócrates, Passos Coelho e os sectores liberais da sociedade afirmam que uma grande greve geral irá prejudicar o país e passar uma má imagem para o exterior, que uma greve geral apenas contribuirá para o desnorte e para a especulação sobre Portugal. Usam-se todos esses argumentos como uma peça de chantagem para os trabalhadores. Mas a verdade é que a imagem do país no exterior não se mede em função da pseudo lealdade a quem nos mete as mãos nos bolsos. A imagem do país no exterior somos nós Portugueses, imigrantes, trabalhadores, estudantes que a construímos. Uma grande greve geral é sinónimo de motivação social geral, de uma vontade colectiva que diz: juntos, aqui e agora, lutaremos pelo país, lutaremos por todos. Uma grande greve geral é sinónimo de grande mobilização social para o futuro.

O que os poderosos têm medo não é essa imagem exterior, é simplesmente sentirem o peso de um país que diz não (!!) ao modelo que está a ser imposto, que não contribuirá para o crescimento económico e muito menos para o bem-estar social, antes pelo contrário!

Pelo país e pelo trabalho, mobilizemo-nos !!

"A crise toca a todos"

PSD Coimbra precisa de alojamento solidário

18 de maio de 2010

Deus

São reaccionários mas também os lemos: 31 da Armada

Desde de já obrigado.

PS: faço questão de relembrar que este blogue é plural, tendo a preocupação de se debruçar sobre o máximo que consegue, mesmo que os reptos não colham frutos.

13 de maio de 2010

é sempre a mesma história que nos contam !!

O capitalismo está constantemente em reconversão: inova, transforma-se, encontra formas de se autolegitimar. E por muito que os discursos politicamente correctos nos venham falar de inevitabilidade não há escapatória: o problema de Portugal, da Europa e do Mundo é um problema ideológico. É um problema de sistema, de organização, de valores. Mais de dois mil anos de hegemonia de um modelo de dualismo social e de exploração (que na verdade nunca ninguém ousou quebrar) nunca oferecerem nada de realmente importante ao Mundo. E não nos desenganemos, porque o problema do PEC e da ditadura do défice é um problema estrutural, meramente estrutural. É um problema ideologicamente estrutural. Com a crise financeira o discurso liberalizador faliu e deu origem ao discurso regulador e moderador (também presente no discurso social cristão e social democrata do pós guerra). Para salvar o sistema os estados meterem rios de dinheiro nos mercados e nos bancos. E agora tapar esses buracos de salvação e os que já existiam criam-se os PECS e a ditadura de mercado. Em Portugal pagaremos (nós os mesmos de sempre) a factura dessa cangalhada elitista que destrói o país, o Mundo e que tem as costas quentes – o modelo neoliberal:


- Aumento para 21% da taxa do IVA.

- Aumento da taxa intermédia para 13 %.

- Aumento da taxa reduzida (a de bens essenciais e alimentares) para 6 %.

- Aumento de 1 % sobre os rendimentos.

- Congelamento salarial.

- Cortes nos subsídios sociais – subsidio de desemprego e RSI.

4 de maio de 2010

“Adeus Europa”, adeus Mário Soares

Na sua crónica de hoje no DN, Mário Soares cita o artigo de Moisés Naim intitulado “Adeus, Europa”. No passado domingo, escrevia Naim no El País “precisamos de mais Europa e não de menos Europa, mas não significa mais Bruxelas, mais burocracia, nem mais incompetência”.


Mário Soares concorda e eu também. O problema é que a Europa mais democrática e mais solidária que Soares reclama ao vento devia ser reclamada junto da sua própria família política: os partidos socialistas europeus. São raríssimos os momentos em que deu para distinguir entre os governos dos PS's e os dos PSD's CDS's da Europa. Os PSD's e os CDS's da Europa fazem parte da família política dos partidos populares europeus, que se caracterizam por ser populistas no discurso e neoliberais na prática.

Mas essa convergência das famílias políticas que governam a Europa, a que se juntam os liberais europeus, deve ser bem vista por Mário Soares. Deve ser. Não pode ser lida outra coisa nestas palavras: “Não esqueçamos que bastou uma simples conversa cordial, entre Sócrates e Passos Coelho, para que a Bolsa, antes muito conturbada, subisse e o ambiente europeu especulativo, contra nós se moderasse”.

Já eu nem percebo porque demoraram meia-hora a combinar que iam dizer em coro que a culpa desta crise é das desempregadas e dos desempregados. Já concordavam com esse discurso antes da dita “conversa cordial”. E nada daquilo tem a ver directamente com o défice. Aliás, ainda ontem, Helena André dizia que o resultado financeiro do que classificamos como “populista” é pouco relevante. Ou seja, as famílias políticas dos PS's e PPD's, cúmplices europeias do sistema financeiro mundial, culpadas de uma Europa muito pouco democrática e predadora dos serviços públicos, essas famílias de bem e de bens nada querem mudar nas condições que geraram a crise na vida das pessoas e na economia. Apenas querem apontar culpadas e pagadoras nas principais vítimas da crise: os imigrantes, as trabalhadoras e os desempregados.

Bem pode igualmente Soares querer atribuir as culpas políticas aos “partidos radicais, da Esquerda e da Direita”. Bem pode querer de forma paternalista dar conselhos aos tais radicais: “por mais que lhes custe, devem compreender que ou mudam de comportamentos ou se arriscam a perder cada vez mais os seus eleitorados...”. Soares devia antes preocupar-se com o crescimento da direita e extrema direita por toda a Europa. E devia preocupar-se igualmente por serem esses os aliados das coligações formais e informais dos PS's europeus.

Quanto aos ditos “radicais da Esquerda”, agradecemos mas dispensamos o conselho de conversão ao liberalismo: já existem partidos suficientes para a política liberal, preferimos dar a oportunidade às cidadãs e aos cidadão para escolherem a política socialista e o europeismo de esquerda.