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21 de março de 2011

Madeira: Onde as Empresas não têm trabalhadores


A Madeira é pioneira nas novas formas de trabalho e das próprias relações laborais. Na Madeira as empresas que não têm trabalhadores.

Do total das 2981 empresas instaladas na zona franca da Madeira, 2435 não possuem qualquer trabalhador declarado ao seu serviço que é cerca de 82%.

As empresas offshore em 2009 apresentaram resultados líquidos de 3,7 mil milhões de euros, mas apenas pagaram 5,9 milhões de euros em vez dos 750 milhões, taxa média de 20% como seria normal.

Mas com este PEC IV, sabemos que os pensionistas vão pagar a crise. O PS e o PDS têm dois pesos e duas medidas.


18 de março de 2011

A nova Morfologia do Trabalho: Conferência com Ricardo Antunes, na Universidade do Minho


Ricardo Antunes é um dos mais importantes especialistas na Sociologia do Trabalho dos últimos 20 anos. Professor e Investigador na Unicamp, publicou livros como o "Adeus ao Trabalho?"(1995) e "Sentidos do Trabalho" (1999). Estará na Universidade do Minho na próxima terça-feira, dia 22. A não perder!

26 de junho de 2010

The Take: Occupy, Resist, Produce!



In suburban Buenos Aires, thirty unemployed auto-parts workers walk into their idle factory, roll out sleeping mats, and refuse to leave. All they want is to re-start the silent machines. 


With The Take, director Avi Lewis, one of Canada's most outspoken journalists, and writer Naomi Klein, author of the international bestseller No Logo, champion a radical economic manifesto for the 21st century.


But what shines through in the film is the simple drama of workers' lives and their struggle: the demand for dignity and the searing injustice of dignity denied.


http://thetake.org/

6 de junho de 2010

40 horas de Serralves. Precários em Festa?


A manhã começou cedo e milhares de pessoas têm estado a entrar para a iniciativa Serralves em Festa.

Os Precári@s Inflexíveis e o FERVE não quiseram deixar de estarem presentes para denunciar o despedimento de 18 recepcionistas de Serralves que estavam a falsos recibos verdes segundo um relatório da própria Autoridade para as Condições de Trabalho.

Exigimos que seja reposta a legalidade e que estes trabalhadores sejam integrados nos quadros de pessoal da Fundação de Serralves, e não somos os únicos. Para além de um abaixo assinado de dezenas personalidades, temos estado a recolher centenas de assinaturas à porta de Serralves das pessoas que querem estar na festa da Fundação mas que não esquecem que Cultura é também Solidariedade!

No final do dia tínhamos já distribuído mais de 8.000 panfletos e recolhido 650 assinaturas. Foram muitas as pessoas com quem contactamos e que se solidarizaram com os trabalhadores de Serralves, repudiando a atitude cobarde e ilegal da Fundação!

Via: http://www.precariosinflexiveis.org/

31 de maio de 2010

Dica de Leitura: Adeus ao trabalho?




Qual é hoje a ‘classe-que-vive-do-trabalho’? A diminuição do operariado tradicional, fabril e industrial da era do fordismo, leva a perda de referência do ser social que trabalha? Que futuro para a actividade sindical? A categoria trabalho não é mais dotada do estatuto da centralidade, no universo de práxis humana existente na sociedade contemporânea?

Publicado em 1995, "Adeus ao trabalho?" continua a ser uma obra actual e incontornável no combate ao discurso do management e do empreendedorismo. Em tempos de ataque brutal ao valor do trabalho, Ricardo Antunes, o seu autor, dá-nos uma análise ainda actual e que, bem apreendida, bem pode servir de petardo ideológico em muitos ouvidos de tendências liberais.

24 de maio de 2010

Porque têm eles medo da Greve?




Sábado é dia de luta, e eles andam com medo. Sócrates, Passos Coelho e os sectores liberais da sociedade afirmam que uma grande greve geral irá prejudicar o país e passar uma má imagem para o exterior, que uma greve geral apenas contribuirá para o desnorte e para a especulação sobre Portugal. Usam-se todos esses argumentos como uma peça de chantagem para os trabalhadores. Mas a verdade é que a imagem do país no exterior não se mede em função da pseudo lealdade a quem nos mete as mãos nos bolsos. A imagem do país no exterior somos nós Portugueses, imigrantes, trabalhadores, estudantes que a construímos. Uma grande greve geral é sinónimo de motivação social geral, de uma vontade colectiva que diz: juntos, aqui e agora, lutaremos pelo país, lutaremos por todos. Uma grande greve geral é sinónimo de grande mobilização social para o futuro.

O que os poderosos têm medo não é essa imagem exterior, é simplesmente sentirem o peso de um país que diz não (!!) ao modelo que está a ser imposto, que não contribuirá para o crescimento económico e muito menos para o bem-estar social, antes pelo contrário!

Pelo país e pelo trabalho, mobilizemo-nos !!

3 de maio de 2010

Ide gozar com outros…

Diz-nos a humilde sindicalista UGTIENSE, agora ministra do trabalho, que é necessário reduzir o valor real do subsídio de desemprego (para o limite de 75% do ultimo salário) e que esta proposta faz parte de um conjunto de medidas que tem o objectivo rever o regime de subsídio de desemprego com o objectivo de “promover um mais rápido regresso à vida activa”.

Esta afirmação tem a ideia subjacente de que os desempregados são uns preguiçosos e que se estão a marimbar para as ofertas de trabalho. Esse é o raciocínio mais estúpido e mais reaccionário que existe. É o discurso do populismo hipócrita do CDS e de toda essa direita demagógica e mesquinha.

Portugal tem quase 600 mil pessoas sem emprego e ainda que haja uma minoria que prefere ganhar a prestação social (que é deles por direito por descontaram para a ter) a trabalhar, não se pode aplicar um critério generalizável que mais não é que uma perseguição política aos desempregados, como se fossem estes os responsáveis pela crise.

E que não venham com o discurso do défice que parece que serve para tudo e mais alguma coisa, segundo Helena André a proposta não visa gerar poupança…

Eu gostava de por a ministra e os secretários de estado na rua, só para ter a certeza que eles iriam trabalhar para esses milhares de empregos que supostamente os desempregados não querem.



Haja um mínimo de clarividência e seriedade:


2 de maio de 2010

Sindicalismo de Classe


Passadas as manifestações do Dia do Trabalhador, é sempre curioso no rescaldo constatar, que a UGT - União Geral dos "Trabalhadores" continua a servir o propósito da sua criação.

Apesar de ter convocado para o dia 1 de Maio com o lema "Contra o Desemprego Melhores Salários, o discurso de João Proença - secretário-geral da UGT - lá correspondeu ao sindicalismo de classe da UGT:

Num discurso muito centrado na actualidade, João Proença aproveitou para "saudar o diálogo entre o Governo e o maior partido da oposição", a propósito do encontro esta semana entre o líder social democrata, Passos Coelho, e o primeiro ministro, José Sócrates. "Mas este tem de ser um diálogo com o objectivo de melhorar a vida dos mais fracos", lembrou o líder sindicalista, para quem este 1º de Maio se comemora "num momento difícil, quando o desemprego atinge o nível mais alto de que nos lembramos" e lançou o "desafio ao governo de iniciar as negociações com vista a um pacto de emprego". [1]

Se não se conhecesse o percurso de João Proença, até se poderia achar que era ingénuo ou que esteve em coma nos últimos meses, e em especial, na última semana.

Por um lado elogia o pacto de regime, por outro espera que de lá saia um "pacto de emprego". Porventura com tanta faixa que andou a pintar durante a semana passada escapou-lhe a notícia dos cortes nas prestações sociais e em especial nos subsídios de desemprego.