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9 de agosto de 2011

AA+notações, mini-crashes e (des)apontamentos



Continuam as perdas nas bolsas europeias na sequência dos mini-crashes de Frankfurt, de Wall-Street, São Paulo e Tóquio. O epicêntro que gerou estas réplicas chama-se Standard & Poor's. Enquanto isso, Obama diz que não precisa das agências de rating para saber o que fazer com o défice. Noto estranhas semelhanças de coerência em Obama e Cavaco.

(também publicado aqui)

7 de abril de 2011

As vésperas do FMI


Ontem, ao fim do dia, Sócrates, primeiro ministro de um Governo que se demitiu na sequência do chumbo do austeritário PEC4, escancarou as portas ao maior ataque austeritário em Portugal, desde o início dos anos 80. Sócrates pediu a intervenção do fundo europeu e do FMI.

Este acontecimento, que será seguramente de má-memória, deve ser enquadrado num contexto de acontecimentos que muito têm a dizer sobre o momento da luta social e política que vivemos.

(Ver mais, aqui)

12 de fevereiro de 2011

uma ideia peculiar de democracia

Diz-nos Marques Mendes, ex-líder do PSD, que "devia ser proibido um Governo minoritário".

Por acaso, também me parece que respeitar a democracia, volta e meia, atrapalha a governabilidade e provoca um processo de tomada de decisões mais trabalhoso. Mas, enfim, ninguém disse que a festa da democracia não tinhas as suas desvantagens.

É muito fácil, quando as políticas neoliberais se transformam no pântano político que temos visto, culpar os processos democráticos, ao invés de culpar o tipo de políticas que têm sido levadas a cabo. Dar este preço à democracia é trair os princípios de Abril. Já o guru do partido deste senhor, o - infelizmente - Presidente da República, achava que essa coisa chata da democracia era demasiado cara ao país para nos atrevermos a ir para segundas voltas em eleições. Não é que ele estivesse a pensar no seu proveito próprio. Nem pensar. Integridade e altruísmo são com ele.

É bom ver que ainda há boa gente neste mundo. Gente que não se importa de atropelar os mais básicos princípios democráticos só para garantir que vivemos tod@s estavelmente como temos vivido desde Abril de 74.

23 de janeiro de 2011

... de cabeça e punho erguido!

Che Guevara dizia “retroceder sim, desistir nunca”. A Esquerda não desvia olhar quando as coisas correm mal. Somos positivos… já conquistámos na história tantos direitos, liberdades e garantias, que só temos razões para acreditar que ainda temos muito para conquistar. Muito mesmo.


Cavaco Silva foi eleito por apenas 25 % das pessoas que em Portugal podem votar. 25% aproximadamente porque foi eleito com metade dos votos nos 47 % de Portugueses que votaram. Logo por cada 100 pessoas que podiam votar, apenas cerca de 25 votaram Cavaco Silva.

Continuamos a olhar para a realidade com a mesma visão, com a mesma perspectiva de análise: continuamos a perguntar como levamos para a rua e para a luta democrática essa maioria social que não foi às urnas, como levamos para a rua essa maioria absolutíssima que não votou Cavaco Silva, como cativamos e falamos com pessoas, como lutamos com elas.

Como transformamos o Mundo?

Uma certeza temos: não fugimos do combate, sabemos sempre por que lutar!


19 de janeiro de 2011

O que Cavaco representa

Cavaco é um aldrabão. Um seguidor do Antigo Testamento. O Homem de mão da finança.

Cavaco é um tipo que os criminosos da finança querem como presidente, como o Dias Loureiro,e que beneficia de privilégios só possíveis pelo crime financeiro de gajos como o Oliveira e Costa.

Por Mário Tomé

E que tal falar destas coisas na SicN e Tvi24?
















Tanta gente preocupada com a incoerência da candidatura do Manuel Alegre juntar, numa campanha presidencial, partidos antagónicos, como o Bloco e o PS e ninguém diz nada sobre coisas semelhantes na campanha do Cavaco... Alguém se lembra daquele director do Independente, que vivia de campanhas negras contra o Primeiro-Ministro, Cavaco Silva? A Constança Cunha e Sá e Ana Lourenço que falem disso hoje, sff...

16 de janeiro de 2011

Garcia Pereira apoia Alegre

"O PCTP/MRPP, liderado por Garcia Pereira, decidiu reconsiderar no apelo ao voto em branco e resolve agora defender o voto em Manuel Alegre. E “o único candidato que pode fazer face a Cavaco Silva e tem hipótese de vencer numa segunda volta”, disse Garcia Pereira em declarações ao PÚBLICO.
“A reapreciação da campanha eleitoral tem tornado claro que o PS não apoia Alegre”, notou, explicando a mudança do sentido de voto. “Considerando que não podemos ficar de braços cruzados à espera que a direita eleja Cavaco à primeira volta” e tendo em conta “que a abstenção e o voto em branco só servirão para tal eleição e ainda que a tarefa principal do Povo é derrubar o Governo de Sócrates e impedir que a alternativa seja Governo PSD/CDS” o PCTP/MRPP “reconsidera a sua posição e apela ao voto em Manuel Alegre”, diz o advogado."

"Público Online"


Cada vez são menos os cúmplices de Cavaco Silva que apelam ao voto em branco.
Cada vez são mais os que querem encontrar pontes para derrotar a burguesia nestas eleições.
Cada vez são mais os partidos e movimentos que apoiam Manuel Alegre...

Vamos derrotar Cavaco Silva e a Direita.

Via: Gui Castro Felga @ Facebook

11 de janeiro de 2011

Cavaco, o bom aluno

Ao contrário do que diz Cavaco, Portugal tem sido um bom aluno. Condicionados por um pacto de estabilidade asfixiante e sem a rebeldia necessária para fazer frente aos mercados financeiros, parece que não nos resta outra coisa senão implementar as medidas de austeridade ditadas pela Comissão Europeia e pelo FMI, e esperar fazer boa figura perante os mercados financeiros.

A história está repleta destes exemplos de bom comportamento, países a quem foi prometido um lugar no quadro de honra das economias capitalistas "desenvolvidas" se soubessem implementar as receitas da cartilha: abrir as suas economias, liberalizar os mercados financeiros, privatizar bens e serviços públicos e manter as contas públicas debaixo de apertado controlo.

A Rússia é um bom exemplo. Entre 1991 e 1998, durante a fase de transição, foi alvo de uma "terapia de choque", orientada por peritos da economia ortodoxa que agora ocupam lugares cimeiros nas instituições económicas internacionais. Para além de terem contribuído para o desmantelamento das instituições democráticas do país, as medidas implementadas de liberalização dos mercados financeiros e contenção orçamental levaram a uma grave crise financeira e ao colapso da economia em 1998.

Não faltam outros exemplos de bom comportamento económico. A Argentina que, para agradar aos mercados e seguindo as regras dos mesmos "peritos", manteve uma paridade fixa com o dólar, abdicando da sua política monetária, e encetou um vigoroso plano de liberalização dos mercados, viveu uma das maiores crises económicas mundiais como resultado.

Também a Irlanda foi um aluno do quadro de honra, tendo seguido à risca as receitas dos especialistas: liberalizou os mercados e desenvolveu o sistema financeiro. Quando, por esse motivo, foi alvo de uma violenta crise, injectou milhões nos bancos e aplicou todas as medidas de austeridade receitadas. O resultado foi um agravar da crise, dos juros da dívida pública e do desemprego (14%).

Na mesma altura em que a economia Russa afundava, a Malásia reintroduzia o seu sistema de controlo cambial, contrariando as orientações dos peritos económicos. Apesar dos anúncios de catástrofe, o país escapou à grave crise que afectou a região.

Tal como na Malásia, o sucesso grandes economias asiáticas, como o Japão, Taiwan, a Coreia do Sul e mesmo a China, não se deve à sua capacidade para aplicar as receitas de abertura e liberalização dos mercados. Pelo contrário, está hoje provado que grande parte do seu desempenho se deve à intervenção do poder público e a medidas de carácter proteccionista.

À semelhança da Irlanda, também a Islândia entrou em crise devido à insolvência do seu sistema financeiro. Mas ao contrário do "tigre Celta", a Islândia não se comportou como um bom aluno. Desvalorizou a sua moeda e deixou os bancos privados falir, nacionalizando-os depois com o compromisso de garantia dos depósitos aos cidadãos nacionais. Por referendo, o país decidiu não reconhecer os compromissos dos bancos falidos com outras instituições no exterior. Os resultados já são visíveis: O PIB está a crescer e o desemprego mantém-se nos 7%.

A historia recente prova que a opção de renunciar às medidas da cartilha ortodoxa, desafiando os mercados financeiros e optando por soluções alternativas não acarreta custos tão elevados como nos querem fazer acreditar, pelo contrário.

Seria então de esperar uma maior resistência e oposição à implementação de medidas do género, nomeadamente em Portugal, onde também a ideia de austeridade como remédio inevitável para sair da crise ganhou fama.

A ideia de inevitabilidade do austeritarismo radica numa outra, a da naturalização da economia. A concepção da economia enquanto ciência natural que obedece a leis imutáveis - as leis do mercado - às quais nos temos que sujeitar, tem sido largamente defendida e difundida, tanto na academia como nos media, como forma de justificar a implementação de determinadas políticas económicas. Medidas como a liberalização dos mercados surgem assim, não enquanto uma opção política e ideológica, mas como uma necessidade “natural” da economia.

Desta forma, se a flexibilização dos mercados de trabalho e salários mais baixos são medidas necessárias para garantir eficiência da economia, e se isto é ditado por uma lei natural, não há nada que possamos fazer a não ser minimizar os seus efeitos na sociedade. O Estado serve então para garantir o funcionamento natural dos mercados e mitigar os efeitos nefastos que dele decorrem.

Ao exaltar o papel do “bom aluno”, Cavaco Silva está apenas a reforçar esta ideia de determinismo económico, a mesma que justificou as medidas implementadas na Rússia ou na Argentina. O poder democrático demite-se aqui de qualquer capacidade de transformação das estruturas económicas para funcionar como mero agente de caridade (sendo que mesmo essa, para Cavaco, deveria ser privada).

Como bom aluno, Cavaco Silva defende o austeritarismo porque não acredita num programa económico para o país e defende o Estado caridade, incapaz de impor objectivos democráticos acima dos interesses financeiros.


publicado no esquerda.net

2 de janeiro de 2011

Aníbal e Stephen: os monstros das bolachas

Ao melhor estilo do Aníbal do bolo-rei, Stephen Duckett um alto responsável dos serviços de públicos de saúde na Austrália, responde às questões das jornalistas, primeiro oferecendo o seu biscoito, depois repete uma e outra vez :
"I´m eating my cookie!"
Do outro lado do Mundo Stephen Duckett foi despedido, em Portugal Aníbal recandidata-se a presidente da república.

Vejam as semelhanças:




11 de dezembro de 2010

Aníbal "O sem vergonha"



Alguns de nós sofrem de carência alimentar porque alguns de vós andam a comer o que é nosso, um deles é o teu amigo Joaquim Ferreira do Amaral, que na altura em que foi para ministro era bem mais magro.

Tenho vergonha que os meus concidadãos há anos votem e continuem a votar no Aníbal de Boliqueime.
Foi 1º Ministro anos a fio e desbaratou os fundos comunitários pelos seus companheiros.
Conspurcou as instituições portuguesas com nomes como Dias Loureiro e deu início ao buraco que agora se tornou a economia do País.
Destruiu a indústria, as pescas, a agricultura, fez de nós um país de humildes mordomos que vivem de alugar quartos no Verão a turistas que nos olham com um paternalismo quase ternurento e nos deixam boas gorjetas por perceberem o quão pobres e atrasados somos em relação ao resto do Ocidente do qual supostamente fazemos parte..
Tenho vergonha porque ele foi eleito Presidente de TODOS os portugueses após anos a governar em prol de um GRUPO de portugueses.
Já não falo do episódio em que foi enxovalhado (na Polónia salvo erro), aliás fomos enxovalhados porque o Aníbal representa-nos a TODOS.

Tenho vergonha Aníbal porque falas de cor de um país que não conheces.
Um país onde as pessoas que votam em ti muitas vezes o fazem porque isso significa uma casa, um emprego ou 20€.
Um país onde a cultura é o La Féria e a educação são as Novas Oportunidades.
Tenho vergonha Aníbal porque encheste a Assembleia da República de Antónios Pretos dos quais tens nojo e queres distância na tua superioridade moral, mas os quais te elegiam e elegem campanha atrás de campanha.
Tenho vergonha porque ajudaste a criar uma rede clientelar à volta das autarquias, rede cujo teu autarca modelo como lhe chamaste era Isaltino Morais, talvez porque sabias que ele era o modelo a seguir.
Ainda mais envergonhado fico quando a ANMP continua a ser a quinta do Fernando Ruas, outro que devia ter vergonha na cara.
Não a culpa de todos os males da Nação não é só tua mas a tua impressão digital está por todo o lado.

Resumindo, eu tenho vergonha Aníbal o problema não é esse, o problema é que tu não tens vergonha nenhuma.