Mostrar mensagens com a etiqueta Mariana Mortágua. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mariana Mortágua. Mostrar todas as mensagens

16 de outubro de 2011

[video] Assembleia Popular de Lisboa 15 de Outubro



Os apelos à Greve Geral foram uma constante na manifestação e na assembleia popular. Neste pequeno vídeo que fiz consegui captar o momento em que a Mariana Mortágua também ela afirmava a proposta: ".... que saia desta assembleia um apelo à Greve Geral de todos e de todas não só dos sindicalizados, dos precários, dos desempregados. Esta a altura de parar o país e de mostrar que podemos mudar isto!" (Assembleia Popular de Lisboa no 15 Outubro).

23 de junho de 2011

colete de forças


Maria João Rodrigues teme uma crise de legitimidade democrática na UE, que funciona, neste momento, mais como um "colete de forças" do que enquanto parte da solução para a crise.
Nada que muita gente não tenha dito já, há anos.

A configuração institucional da União Monetária, para além de profundamente anti-democratica, não deixa outra solução aos países membros a não ser a austeridade.
Há vários problemas a ser resolvidos, e este modelo não traz resposta a nenhum.

1. a estrategia neomercantilista da Alemanha (e semelhantes) de contracção dos salários internos e controlo da política do banco central garantirá a acumulação de défices comerciais nos países periféricos, em troca de crédito pedido aos bancos alemães. Este problema só poderá ser resolvido com um mecanismo de transferencias automáticas dentro da UME e com o aumento dos salários na Alemanha.

2. uma vez que os países perderam o controlo sobre a sua política monetária, é impossivel emitir moeda para financiar despesas ou desvalorizar o seu valor para promover o nivel de exportações. Porque não existe a possibilidade (vontade) de emitir euro-obrigações ou do BCE emprestar directamente aos países, resta-nos a total dependecia dos mercados financeiros para obter financiamento - o que oferece às agencias de rating e investidores financeiros o poder da chantagem sobre os governos nacionais.

3. Por causa do Pacto de Estabilidade e Crescimento, que limita os nossos níveis de défice e divida, é impossível para um Estado membro sair da crise através da promoção da procura na economia, ou seja, da promoção do investimento e do consumo (o que depois terá efeitos no emprego e por aí adiante).

Colete de forças: a unica saída, neste contexto, é mesmo a austeridade - cortar drasticamente o custo do trabalho, aumentar os impostos, vender bens e serviços públicos. Mas a austeridade só pode ser imposta com autoritarismo, o que nos leva à crise de legitimidade democrática na UE. E se Bruxelas não perceber isto rapidamente, o futuro do projecto Europeu está de facto em causa.

11 de junho de 2011

sobre preconceitos ideológicos e outras coisas mais - a minha resposta a Paulo Pedroso

Caro Paulo Pedroso,

Independentemente dos contornos que discussão técnica possa tomar, parte do meu argumento prende-se justamente com o meu repúdio pela forma como os números têm sido utilizados para a construção de uma única ideia – a da inevitabilidade da austeridade. Assisto com tristeza, para além da apropriação criativa a variada de conceitos económicos para “cientificizar” verdades politicas, a uma absoluta contaminação do espaço público pelo pensamento único – debatem-se argumentos vários, mas apenas os que servem para justificar o corte salarial como parte dos inevitáveis sacrifícios para sair da crise. Sobre seriedade, manterei a discussão em post-sriptum.

Para além de procurar trazer pluralidade ao debate, a minha segunda preocupação foi, e continuará a ser, a de contrapor um diagnostico da situação portuguesa que considero errado, porque ignora os vários factores responsáveis pelo atraso estrutural e perda de competitividade do país. Certamente não serei detentora de todas a respostas, mas sei que quando o diagnóstico está viciado, as soluções são ineficientes.


Em primeiro lugar

É hoje claro, penso eu, que os problemas de competitividade da economia portuguesa não se prendem com o custo do trabalho mas com 1) uma integração europeia desequilibrada; 2) um enviesamento interno para os não transaccionáveis, em parte devido à estruturação dos grupos económicos em Portugal e modelos de privatizações; 3) uma estratégia neomercailista Alemã, de compressão de salários internos, que pressiona o resto da UE; 4) outros factores – preço da energia, sistema de justiça, entre outros. Como bem explicava Alexandre Abreu neste post, no limite, o problema de competitividade da economia portuguesa está na remuneração do capital, que tem vivido acima da suas possibilidades.

Perante este cenário, centrar o discurso na redução dos custo unitários do trabalho com o objectivo de reduzir os salários (que poderá eventualmente até empolar a competitividade de curtíssimo prazo), é ignorar a essência do problema. Pelo contrário, aprofundá-lo-á porque nos torna uma país mais pobre. E esta análise – sobre os salários - não é só minha, é partilhada por vários economistas e personalidades tão insuspeitas como Maria João Rodrigues ou João Ferreira do Amaral.

Quanto aos “outros factores”, discordo profundamente da ideia de que possam derivar unicamente de obstáculos corporativos e da escassa concorrência. Se nos “obstáculos corporativos” estiver a incluir a nossa elite de banqueiros então a nossa discordância diminuirá. O argumento da concorrência, sem mais, parece-me apenas uma justificação rápida para a privatização de sectores essenciais para o desenvolvimento do nosso sector produtivo, que em nada garante mais eficiência ou melhor prestação de serviços.


Em segundo lugar

Não pretendi no meu anterior post, e estou certa que não o fiz, debater com pormenor o modelo de crescimento (ou não) Alemão. Clarificar apenas que a Alemanha cresceu à custa das exportações, estagnando a sua procura interna por via da compressão salarial. Não lhe valeu uma grande taxa de crescimento, como se pode ver, e certamente não é modelo replicável em todo o lado, porque se todos exportássemos como a Alemanha não haveria ninguém para importar.

É sempre possível crescer artificialmente comprimindo os salários, mas foi exactamente esse tipo de estratégias anti-social que a esquerda rejeitou durante as ultimas décadas.



Em terceiro lugar

A União Monetária Europeia, e a própria União Europeia, assumem um papel crucial neste debate. Não só pelas desvantagens criadas às moedas mais fracas no momento da sua criação, como também pela sua configuração institucional de características profundamente antidemocráticas, da Comissão Europeia ao BCE passando pelo tribunal constitucional, que favorece o capital financeiro em detrimento do crescimento sustentável das economias e do bem estar dos seus cidadãos.

E se, sem sobra para dúvidas, “a entrada sobrevalorizada do escudo no euro foi uma das ultimas prendas que a política económica do hoje presidente Cavaco Silva deixou ao país”, a verdade é que o desenho institucional da UE, ao qual reconhecemos variados defeitos, pertence aos partidos socialistas por essa europa fora, e também ao português.

Lamento que os preconceitos relativamente à minha possível filiação política possam ter deturpado a sua análise relativamente aos meus argumentos, porque o que defendo não é, muito claramente, a saída do euro, ou "terceira via", como lhe chama. (e o termo não me ofende de todo, nutro por ele a simpatia intelectual até).

Uma saída na União Europeia neste momento não beneficiaria de modo nenhum os trabalhadores em Portugal, pelo contrário. Sempre defendi que seria desastroso fazê-lo, até ao momento em que os custos da nossa manutenção superem aqueles de uma eventual saída. Não penso que esse momento tenha chegado.

Porque atribuo à configuração institucional europeia uma grande responsabilidade nos desígnios nacionais, acredito na reestruturação das suas instituições, da Comissão ao Banco Central. Mais democracia, uma integração mais completa, um maior orçamento comunitário, um Banco Central focado no crescimento e não na inflação. Mas isto daria só por si várias páginas.
A nacionalização de toda a economia é um disparate, não posso acrescentar mais nada em relação a isso.


Em quarto lugar

Não tenho preconceitos em relação a debates que se centram nos diagnósticos, são necessários. Tão pouco tenho pressa em apresentar um pote de certezas, soluções milagrosas para o país. “o lado negativo da dialética”, quando bem aprofundado, levar-nos-á às alternativas.

Não me quero estender. Para sair do atoleiro é preciso, urgentemente, rejeitar a austeridade. Estou convicta disso. É urgente aplicar profundas reformas a nível europeu. Em Portugal há muito a fazer, a começar por uma reforma fiscal a sério, que promova a justiça e não sobrecarregue insistentemente o trabalho em detrimento do capital. É necessário ter política industrial, no seu verdadeiro sentido, investimento publico em sectores chave da economia. Impõe-se renovar um sector agrícola e piscatório em decadência, em parte por imposições europeias, responsáveis por parte da nossa dependência externa. Impõe-se um Banco Publico, é claro, que sirva os interesses do país, e possa financiar a actividade produtiva a preços controlados, fora das lógicas especulativas.

E mais, muito mais. A relação do Estado com a Economia, defendo uma é certo, mas não esta, a das PPP, dos contratos ruinosos e troca de favores. A nível internacional, outras tantas – sector financeiro, para começar.
Poderíamos facilmente ter um longo debate sobre cada uma destas propostas, mas elas só nos aparecem como prioritárias, e são, quando deixamos para trás o diagnostico facilitista, e errado, que coloca os custos unitários do trabalho no centro do problema.






p.s. Não encontro qualquer problema em retirar alguma ofensa que possa ter considerado de cariz pessoal, não foi com certeza essa a intenção. Estava na verdade a falar na falta de seriedade de todo um discurso construído de forma a ocultar propositadamente (ou talvez por desconhecimento?) um conjunto de informações relevantes para o debate, nomeadamente a falácia dos custos unitários do trabalho. Mas tão pouco me parece de grande delicadeza colocar nos meus dedos ideias que não me pertencem – não defendo, nunca defendi, a saída do euro e muito menos a nacionalização de toda a economia – numa tentativa de descredibilização pela colagem ao estereótipo de uma qualquer esquerda mais radical.
A titulo de informação, o Bloco de Esquerda não defende a saída do Euro, muito pelo contrário. E não defende a nacionalização de toda a economia. Estou certa que o Paulo Pedroso conhecerá melhor que isso as ideias do BE, caso contrário aconselho a leitura do manifesto, documento de interesse. Em qualquer dos casos não falo pelo BE, tal como não espero que fale pelo PS, e por isso mantive o partido socialista fora do meu primeiro post.

(resposta a este artigo de Paulo Pedroso)

23 de abril de 2011

se na rua um sr da troika te oferecer um doce não aceites (é venenoso)!

É ver as noticias para perceber as consequências das políticas de austeridade.
Na Grécia, além da crise social que estas medidas criaram, o défice não melhorou, a divida aumenta a cada dia que passa assim como o desemprego. O prometido crescimento, nem vê-lo.
a reestruturação da divida é a única opção para os gregos, mas a comissão europeia e o fmi continuam a rejeitar essa possibilidade.

Até que provem o contrário a situação dos Irlandeses não é melhor. Têm a vantagem de não ter precisado de ir ao mercado para se financiar no curto prazo, como a Grécia, mas de resto já começamos a ver o o rasto da austeridade. as condições do empréstimo à Irlanda não são suportáveis, como se viu, tal como as impostas à Grécia e em breve a Portugal.

As políticas da Comissão Europeia, apoiada pelo FMI, já foram implementadas em 2 países, em momentos não coincidentes, mas com resultados semelhantes. O que nos faz pensar... mas eles não aprenderam nada?!

Com austeridade não há crescimento.

Sem crescimento não é possivel pagar a dívida, muito menos os juros especulativos dos mercados ou um bocado menos especulativos do FEEF/FMI.

Sem pagar a divida as hipóteses são:

1) reestruturar (renegociar prazos e juros, auditar a divida para saber o que deve ser pago e o que é pura especulação)
2) simplesmente não pagar(com as consequências que isso acarreta);
3) ficar dependente de empréstimos do FEEF/FMI contra mais medidas de austeridade que impedem o crescimento e o pagamento de divida futura.

A escolha da troika de lá (BCE/FMI/CE) e da troika de cá (PS/PSD/CDS) é, inevitavelmente, o numero 3. Façam a vossa.


31 de março de 2011

sacrifique-se a economia

O Governo Irlandês vai, muito provavelmente, ser forçado a nacionalizar o Irish Life & Permanent, a única instituição financeira que à partida não precisaria de ser nacionalizada.
A injecção de capitais públicos na industria financeira irlandesa ascende a 46 mil milhões - para quem não tem noção da ordem de grandeza, é MUITO DINHEIRO, equivale a 1/4 do PIB português.

A Irlanda foi um bom aluno - cumpriu as ordens do défice, reduziu salários e seguiu a receita FMI deste o inicio - mas os juros no mercado secundário não pararam de subir, e o PIB não parou de encolher. A situação nos mercados financeiros está longe de estar resolvida e deve-se em parte à excessiva liberalização do sistema financeiro existente antes da crise.
A Islândia contornou o FMI. Recusou as condições impostas e implementou as suas. Fez um referendo e decidiu não pagar as dividas do sector financeiro ao exterior, tendo reestruturado as restantes.

Se o FMI não resolve o problema da divida, aumenta o desemprego e a pobreza. Se não resolve o problema dos juros, que continuam a aumentar na Irlanda, nem do crescimento, então para que serve? Na mesma lógica, para que servem as imposições da Comissão Europeia através do fundo de estabilização que, em coligação com o FMI deverá intervir em Portugal?

A consolidação orçamental é um instrumento, um factor a ter em consideração. Quando se torna o objectivo último de toda a política económica, vai acabar a exigir que sacrifiquemos a economia em seu nome.

29 de março de 2011

A = C

O Banco de Portugal acabou de publicar as suas Previsões de Pimavera.

No mesmo documento em que admite uma recessão em 2011 (-1,4%) e a perda de 60 mil postos de trabalho nos próximos dois anos, o consenso da Almirante Reis recomenda mais austeridade ao país para sair da crise.

Não existe fundamento racional para o austeritarismo. As relações de causalidade são sempre complexas em economia, o facto de existir uma correlação entre A e C não significa que A tenha causado C , ou o contrário. Mas neste caso a relação é clara e inequívoca: Austeridade leva ao aprofundamento da Crise.

Ao corroer os salários e o emprego a austeridade não está a resolver nenhum dos problemas estruturais do país. O nosso problema de competitividade não está directamente relacionado com o equilíbrio das finanças públicas e muito menos com a evolução dos salários.

Para a determinação da competitividade concorrem outros custos (como a energia) e a adopção de uma moeda forte, excessivamente valorizada em relação ao escudo, que introduz um desequilíbrio na proporção entre transaccionáveis e não transaccionáveis produzidos. A dependência excessiva do sector não transaccionável tem ainda outra causa, senão a principal, que se prende com o continuo favorecimento por parte do Estado dos grandes grupos económicos portugueses que exploram estes sectores, muitos deles oferecidos a preço de saldo durante os processos de privatização nos anos 90.

É neste desequilíbrio que podemos encontrar uma das causas do nosso endividamento e fraco crescimento, não nos salários excessivos ou no défice orçamental. O Banco de Portugal deveria começar a olhar a identidade A = C.


27 de março de 2011

PRIORIDADES TROCADAS

Alguém devia explicar aos editores da TVI que as eleições no Sporting NÃO SÃO A PRIORIDADE NACIONAL!

12 de janeiro de 2011

o preço que pagamos

Ouvi hoje Camilo Lourenço, a fazer o seguinte raciocínio:

"O Estado Português vai conseguir vender todas as obrigações do tesouro que colocou no mercado porque os investidores sabem que o risco de falência é muito reduzido."

Teve razão neste ponto. Todas as obrigações forem vendidas, na verdade a procura até foi 3,2 vezes a oferta. Porquê? Porque, de facto, não há risco de falência do país, e como as taxas de juro da divida publica portuguesa se situam nos 6,716%, torna-se um óptimo negócio!

Há dois anos atrás, os juros das mesmas obrigações, com a mesma maturidade e, sejamos honestos e realistas, com o mesmo risco de falência, estava nos 4%. É ou não uma boa compra?
Mas não tem razão em tudo o resto.

Um dos maiores problemas que Portugal enfrenta neste momento não se prende com a fraca competitividade, com os seus níveis de crescimento (e não estou a retirar importância a este factor) e muito menos com os elevados salários. O nosso maior problema neste momento é o preço ao qual estamos a pagar os empréstimos que pedimos, em relação ao qual não temos qualquer tipo de controlo.

Deixar a avaliação do nosso suposto risco de falência a quem ganha com a sua subida é suicida, e irracional. Da mesma forma, deixar quem compra a nossa dívida decidir e a avaliar as nossas políticas fiscais e económicas é anti-democrático.

30 de março de 2010

Adeus, Lenine!

“We know our country is not perfect. But what we believe in inspired a lot of people in the world. Maybe we have drifted off course from time to time. But we collected ourselves. Socialism doesn’t mean living behind a wall. Socialism means reaching out to others, and living with others. Not just dream about a better world, but make the world a better place. I have therefore decided to open the GDR borders.”

Sidmund Jähn como “ficcional” Presidente do Conselho de Estado da RDA
em Goodbye, Lenin! (Wolfgang Becker, 2002)

Somos doze. E somos de esquerda. Muitas e muitos de nós já passaram por outras experiências na blogosfera. Noutros casos, é a estreia por estas bandas. Umas e outros até acumulam "tachos blogosféricos", mas há também quem se dedique em exclusivo a este projecto. Somos de vários pontos do país: de Coimbra, do Porto, de Santarém, de Leiria, da Covilhã, de Braga e de Lisboa.

Temos em comum a certeza do pensamento crítico e trazemos connosco a ideia de que é preciso agitar a blogosfera, construir novos espaços em que se confrontem as muitas opiniões à esquerda. É na pluralidade de visões sobre a vida, a função social da escola, as relações de trabalho, a economia, as dinâmicas do capitalismo moderno, a própria (re)composição da esquerda, etc., que reside a robustez deste projecto. Partilhamos, acima de tudo, a convicção de que, à esquerda desta crise, há um caminho, uma saída, uma alternativa.

Por outro lado, acreditamos que a primeira medida da “secção dos jardins, cemitérios e crematórios” de um governo revolucionário deverá ser o enterro de Lenine. A segunda medida, parte fundamental da luta pela emancipação socialista, é a garantia de que se não lhe erguerá uma estátua em plena Praça Vermelha (nem tão-pouco no Marquês de Pombal, na Avenida dos Aliados ou no Castelo de Alvito). Por fim, terceira medida: não queimar os livros dele e sobre ele.

Dizemos "Adeus, Lenine!" mas também queremos dizer Adeus ao "estado a que isto chegou". Sabemos que não chegámos ao "Fim da História" e queremos Mudar o Futuro. Usaremos as nossa canetas afiadas para a correcção dos próximos capítulos.

We'll keep you posted!

Adriano Campos
Bruno de Góis
Daniel Fonseca
O Papa sou Eu (Fábio Salgado)
Joana Mortágua
João Curvêlo
João Nuno Mineiro
Mariana Mortágua
Nuno Moniz
Rita Martins
Rodrigo Rivera

(e juntaram-se as/os seguintes)
Ana Bárbara Pedrosa
Fabian Figueiredo
Francisco da Silva
Hugo Ferreira
Maria João Barbosa
Mariana Santos
Ricardo Sá-Ferreira
Sara Schuh
Vasco Dias