O prós e contras sempre nos habitou a peculiares critérios de selecção de oradores, fosse qual fosse o tema, mas acho que hoje bateram de longe os recordes.
O programa apresenta-se como sendo "tão abrangente quanto é permitido em televisão" e acho que foi à luz desse critério que convidaram Fernando Santos (sim é mesmo o treinador de futebol) para falar à esquerda sobre o tema "Questão da Dívida".
Bem sei que exerce a profissão na Grécia e que deu uma entrevista do DE mas por amor de deus e sem qualquer desprimor pela pessoa em questão, não havia mais ninguém? Nem um estudante de Erasmus?
Escusado será dizer que o mesmo critério não foi seguido na bancada de palestrantes de direita.
A pluralidade opinativa nos media dominantes já é um significativo eucaliptal, a televisão pública deveria reger-se por outros critérios ou pelo menos tentar não dar nas vistas desta maneira.