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21 de outubro de 2011

o daniel oliveira e o tiago santos andam uns fofinhos

muito se tem escrito sobre a praxe nestes dias. deixo, por isso, dois contributos que me parecem importantes, começando por um que tem sido muito comentado e que é arrebatador:


"(...)com pequenos gestos simbólicos, se forja a alma de cidadãos sem fibra. Incapazes de dizerem que não. Incapazes de se distinguirem dos demais. A praxe é a iniciação de uma longa carreira de cobardia. Na escola, perante as verdades indiscutíveis dos "mestres". Na rua, perante o poder político. Na empresa, perante o patrão. A praxe não é apenas a praxe. É o processo de iniciação na indignidade quotidiana. O pior escravo é aquele que não se quer libertar. E que encontra na escravidão o conforto de ser como os outros. Os caloiros que aceitam a praxe não são ainda escravos. Apenas treinam para o ser."

- Da praxe... - Tiago Santos

"A minha primeira impressão sobre as praxes é de repulsa. Pela brejeirice, pela cobardia, pela barbárie, pela boçalidade, pela estupidez. Penso que é assim que se sente uma boa parte das pessoas. "






22 de junho de 2011

Rui Tavares e a nova cor das Melancias


















Há mais de duas semanas que o Rui Tavares tomou a decisão de abandonar o GUE/NGL, período mais ao menos coincidente com a derrota eleitoral do Bloco de Esquerda. Durante esses dias, o impoluto e puritano cidadão da esquerda autêntica, tomou a iniciativa de encetar negociações com os Verdes, com vista à sua contratação no presente defeso. Pelo meio dessas duas semanas, fez questão de comunicar essa decisão ao BE, afinal de contas o Partido/Movimento que lhe possibilitou, integrando-o nas listas, a eleição.

Feita essa comunicação, reconheço que estranhei o seu segredo mediático. Pensei: provavelmente está a meditar, reflectir, medir os prós e os contras. Acresce que, à parte este período de fecundação reflexiva do ego do Eurodeputado que ajudei a eleger, havia um Partido/Movimento a tentar sobreviver à onda avassaladora de pressão e crítica mediáticas. Todos os dias um artigo de opinião a "malhar", reportagens e entrevistas sucessivamente, sem contraditório, com os "dissidentes do costume"... Lá fora, a savana repleta de predadores a salivar pela cabeça de Francisco Louçã. O Sr. do BBC Vida Selvagem chama-lhes chacais, quer dizer, aqueles seres que atacam, em especial, em momentos de fragilidade da sua presa. Mas "prontos, a gente foi esperando para ver o que isto ia dar".

Eis que a poeira assenta, o debate interno é iniciado, faz-se a autocrítica, define-se democraticamente um caminho a trilhar e eis que... Com duas semanas de atraso, Rui Tavares anuncia às largas massas populares, ávidas em descortinar finalmente o que é essa coisa da esquerda e dos seus partidos, a sua decisão de romper com GUE/NGL, por motivo de uma nota no Facebook de Francisco Louçã que estranhara que a mesma informação errada, acerca da origem do BE, fosse oriunda sempre da mesma fonte, esse mesmo Rui Tavares, o grande Buda Ideológico da nossa praça Tahir.

Não deixa de me intrigar que alguém tão crítico do pensamento da esquerda, do seu rumo e estratégia política, possa por razões tão apolíticas e fúteis, "abandonar o barco, nestes dias de maré alta". Rui Tavares, afinal os partidos de esquerda são isto? Um programa político sufragado por quase 11% da população é rasgado por estes motivos? E o que faz Rui Tavares? Dá consistência política à sua decisão e deixa o cargo de Eurodeputado? Não. Não só se mantém no Parlamento Europeu, como pura e simplesmente, rasga o pacto eleitoral com os eleitores e muda de bancada parlamentar... Rui Tavares, se não existem partido de esquerda em Portugal, quer dizer que, por alguma hipótese, essa esquerda pode estar representada em si?

Como se não bastasse o oportunismo, Rui Tavares decide agora vestir o fato simultaneamente de vítima e de Juiz. Diz ele: "sabia por exemplo o que se tinha passado em Lisboa com o independente Sá Fernandes e queria de certa forma perceber se o BE tinha aprendido a lição e conseguia finalmente lidar com a independência no seu próprio seio". Será o Rui Tavares um agente especial, ou um magistrado do Ministério Público, com o mandato de integrar as listas do BE, " para ver se a gente se porta bem"? E depois sobre a relação do Bloco com independentes conclui: "Não aprendeu, nitidamente não aprendeu a lidar com independência nem com independentes. Isso é uma coisa que eu hoje posso dizer". Como óptimo historiador que é, Rui Tavares saberá que antes e depois dele, o Bloco integrou independentes nas suas listas. São disso exemplo João Semedo e Catarina Martins no Porto, em 2005 e 2009 respectivamente e tantos outros a nível autárquico. "Diz que" a coisa correu bem por esses lados, mas vem-nos à cabeça a pergunta batida: Por que motivo apenas o exemplo de Sá Fernandes é citado?!

Neste périplo metafísico em volta dos caminhos da esquerda, Rui Tavares é apenas a ponta de um iceberg longo e profundo que vem desde o Arrastão, passa pelo Expresso e enraíza-se na SIC Notícias, qual Eixo do Mal. É aos dois que este texto é dedicado, com amor e carinho revolucionários e um "desejo de tudo de bom".

8 de junho de 2011

A alternativa é uivar como os Lobos?

Parece desta vez o Daniel Oliveira não ficou sem resposta (http://arrastao.org/2278101.html).

O autor da réplica foi Jorge Costa, membro da Comissão Política do Bloco de Esquerda.

"Olá Daniel. Uma relação distante com o Bloco é o que tem quem não participa nas decisões colectivas que tomamos. Temos diferenças grandes, concentradas na relação do Bloco com o PS e no sentido do partido. São assumidas há anos e já as debatemos os dois, por exemplo aqui: http://www.esquerda.net/virus/index.php?option=com_content&task=view&id=57&Itemid=27

Mas quando, há apenas um mês, o Bloco decidiu a sua orientação e a direcção responsável por ela, fê-lo numa convenção tão democrática como todas as que conheceste. Tu preferiste não apresentar uma linha desta reflexão que tanto cativa agora os media, nem permitir que alguém pudesse votar nessa mudança de orientação - nem te apresentaste a delegado. Distância é isso.

Quando te decidires a ocupar o que chamas de teu espaço interno, vais encontrar-me com o fair play de sempre - a defender a minha ideia e a sufragá-la entre camaradas. Fa-lo-ei com todo o zelo e sem qualquer excesso, porque então será a sério. Até lá, vou seguindo os teus comentários."

29 de março de 2011

para além das hipóteses académicas

Por outro lado, não há, em Portugal, uma esquerda à esquerda dos socialistas disponível para participar em soluções de poder. Uma originalidade nacional. Por essa Europa fora partidos ecologistas ou mais à esquerda mostraram, em vários momentos históricos, disponibilidade para governar. E nunca como agora essa disponibilidade foi tão urgente. O que está em causa na Europa é resistir a uma avalanche que ameaça não deixar pedra sobre pedra no edifício do Estado Social. Ser de esquerda tornou-se num sinal de radicalismo. A social-democracia consequente é hoje de uma ousadia extraordinária.

Mas Portugal tem outra originalidade, em que é acompanhado pela Alemanha e mais um ou outro país europeu: a esquerda à esquerda dos socialistas representa quase vinte por cento dos eleitores. Se quisesse usar a sua força em funções executívas teria um poder extraordinário.

Daniel Oliveira em A esquerda, o poder e o pântano

Os argumentos apesar de terem sido esgrimidos recentemente, baseiam-se em opiniões antigas e em visões já há muito repetidas.

Portanto, tudo o que se possa escrever em oposição a esta tese, será, por sua vez, igualmente repetitivo.

Só com muita dificuldade é que se poderá verdadeiramente classificar os Verdes na Alemanha e no Parlamento Europeu como uma força de esquerda. Não é por acaso que este partido fora anunciado nas anteriores eleições para o Bundestag, como o partido da nova burguesia.
Deixaram cair as suas principais propostas socialistas, tal como a retórica anti-Nato, por outro lado, participaram de uma coligação governativa com o SPD, que de esquerda também nada teve. Foram favoráveis à invasão do Afeganistão e participaram de um duro programa de cortes e de redução de direitos sociais. E veja-se lá que a governação fora tão positiva e de alternativa social que os governos sucedâneos foram, primeiro de Bloco Central SPD/CDU/CSU e depois maioria absoluta de coligação CDU/CSU/FDP. Abrindo caminho para o que hoje é a senhora Merkel. E fica no ar, uma outra questão, onde está a esquerda dos Verdes alemães quando governam o Estado de Hamburgo com os conservadores da CDU?

Há um outro caso paradigmático, o já muito discutido governo de coligação italiano entre Democratas e Comunistas. Que para além de ter cumprido com régua e esquadro o programa social-liberal, desde reformas laborais à participação da invasão do Afeganistão. Relembre-se os mais esquecidos, que o Partido Socialista e as suas personalidades se opuseram a esta barbárie bélica.
E ainda mais graves foram as consequências políticas para a alternativa de esquerda, Berlusconni não só voltou ao poder, como a Refundação Comunista teve o seu pior resultado da história, e não é por acaso que hoje se pode ler isto nas suas teses:

15.2 Per quanto riguarda le prossime elezioni politche, per le ragioni sopra esposte, non riteniamo esistano le condizioni per un comune programma di governo e per la partecipazione al medesimo della Federazione. La diversità profonda di impostazione programmatca con il PD determinerebbe per la sinistra il rischio della subalternità, oppure di una contnua confitualità.
PRIMO CONGRESSO DELLA FEDERAZIONE DELLA SINISTRA

Eu acredito que ser social-democrata hoje, seja de uma enorme ousadia, pois bem se pode procurar por um partido da Internacional Socialista que o seja, que não se encontra. Daí a extravagância e irreverência da defesa desse campo político e da proposição de coligações e entendimentos entre a ala esquerda da direita e as esquerdas. Pois, na verdade não tem grande futuro para além do orfanato ideológico e do fuzilamento político das forças sociais que se batem pela alternativa.

E que fique assente, que bem se podem rever as teses, que a conclusão é sempre a mesma, não foram as forças socialistas que empurraram os PS's para a terceira-via, as tornaram gestoras do situacionismo e fábricas de apparatchiks apolíticos. As escolhas políticas que tomaram e os traços ideológicos com que se revestiram é que as levaram a ser máquinas famintas de poder e forças simpáticas para a imposição de políticas anti-populares.

A esquerda que se tem erguido por essa Europa, é a mesma, que nega encontrar socialismo em gavetas que já não existem.

17 de fevereiro de 2011

Pai Natal, cegonhas que trazem bebés, PS de esquerda e outros mitos

Quando eu era pequenina, a solução para qualquer problema económico era simples. Esperava-se por Dezembro e o Pai Natal chegaria e daria paz, amor, pão e frigoríficos às famílias. Aliás, eu nem sequer entendia como é que havia gente pobre, se o Pai Natal ia à casa de tod@s @s menin@s. Anos mais tarde, as situações costumeiras da vida levaram-me à verdade, após gozo consentâneo por parte de todas as crianças da minha rua: o Pai Natal não existia, @s adult@s tinham me enganado e eu era absolutamente ingénua.

Enquanto isto acontecia, deleitava-me o meu pai com inefáveis histórias de cegonhas que iam para Paris buscar sementes de crianças. Após o terror surgido aquando da percepção da minha qualidade de planta, vivi feliz e despreocupada, acreditando que, um dia, o príncipe encantado também iria ter os seus negócios com a tal cegonha, de modo a trazermos à família Pedrosa a Maria e o Gabriel. A ilusão acabou quando o meu pai, como @s restantes adult@s, mais uma vez passou por mentiroso e quando me contaram uma história terrorífica sobre a produção de crianças. Mais uma vez, fui a última a saber. A cegonha não conseguia voar até Paris, @s adult@s tinham me enganado e eu era absolutamente ingénua.

Hoje, anos mais tarde, com 20 anos e 173 belos centímetros, sei que o Pai Natal é uma ilusão e que as cegonhas, apesar de adoráveis, não trarão a pequenada que eu quero na minha vida. Sei que é a mamã quem compra as prendas na azáfama de Dezembro e a minha professora de Ciências do sétimo explicou-me tudo direitinho acerca do processo de manufacturação que culmina numa Maria ou num Gabriel.

Nestes campos, não sou mais ingénua.

Mais: estou decidida a não ser ingénua em mais campo nenhum. Chega de gozarem com a minha graciosa credulidade. Não me venham, portanto, com mais mitos, que eu já não sou tão fácil.

Que saibam o Daniel Oliveira, o Elísio Estanque, o Rui Tavares e outros que tais que eu já não sou assim fácil e não crerei no mito que apregoam. O PS de esquerda não existe, @s adult@s não mais vão enganar-me e eu já não sou ingénua.

E seria bom que toda a gente visse que o PS de direita existe, que @s adult@s não mais (se) enganassem e que o povo não mais fosse ingénuo.

12 de fevereiro de 2011

Uma resposta fraterna ao Daniel Oliveira


















"Pueril ou irresponsável", eis o título da crónica desta semana do Daniel Oliveira no Expresso, a propósito da moção de censura anunciada pelo Bloco de Esquerda esta semana no Parlamento. Por estar ainda indisponível no site do jornal, não posso deixar aqui qualquer link do artigo citado. De qualquer forma, o seu conteúdo contém alguns pensamentos que merecem, em meu entender, ser problematizados.

Em primeiro lugar, diz-nos o comentador que a primeira premissa para a apresentação de uma moção de censura é a vontade de a ver aprovada, “caso contrário os deputados estão a brincar à política”. Primeiro erro de análise. Quando uma moção de censura é apresentada (e aqui sim está o factor vontade do proponente), a sua primeira premissa é a fundamentação invocada, que como é fácil de perceber, permite aos restantes grupos parlamentares reflectirem,de modo a tomarem uma decisão quanto à sua aprovação ou reprovação. A fundamentação de uma moção daquele tipo é, assim, a condição em que assenta a vontade dos restantes partidos. Sobre a sua “vontade” em aprovarem (ou não) a moção, nada pode, portanto, fazer o proponente (neste caso o Bloco de Esquerda). A menos que se defenda que para fazer cair o governo, se deveria apresentar uma moção em branco (a solução do CDS). Mas isso sim é brincar à política.

O que mais perplexidade me causou nesta crónica do Daniel Oliveira foi, porém, um outro argumento utilizado. Concedendo-lhe a palavra, diz ele : “Partindo do princípio de que o BE e o PCP querem ver as suas moções aprovadas, fica uma pergunta – estão estes dois partidos disponíveis para participar numa solução de governo? Não”. E mais à frente, continua o cronista: ... Ao que tudo indica, das eleições antecipadas apenas resultaria a vitória de Pedro Passos Coelho. Acham que seria melhor do que temos?”. Retomando a terminologia acima utilizada, a perplexidade advém do facto de o mesmo Daniel Oliveira ter subscrito à 12 anos um manifesto (fundador do BE- Começar de Novo) onde se definia como uma das principais bandeiras política, o combate ao rotativismo do centrão, às inevitabilidades e chantagens para o eleitorado daí decorrentes. E relembre-se sempre o seguinte: servir de bengala(em coligações ou arranjinhos parlamentares) aos principais agentes do rotativismo,PS e PSD, é dar vida e fortalecer aquele rotativismo. Mas o purismo também não é a solução, como mais à frente concluirei.

Aqui o problema da análise é de outro. É que para os 700 mil desempregados, para os cerca de 1 milhão de precários, para aqueles que recebem em média cerca de 750E, para os jovens (licenciados ou não) que não descortinam luz ao fundo de um túnel cada vez mais estreito, “esta situação dura há tempo demais”. É que a luta social para a esquerda, há-de relevar sempre mais do que a análise de sondagens. Pedir a esta grande maioria social, que opte entre Sócrates e Passos, para além de ser cada vez mais difícil, tem o efeito que se conhece: a austeridade selectiva que hoje vivemos e é, por isso, perversa para aquela grande maioria. Em último caso, colocar aquelas pessoas entre a espada e a parede, terá como resposta a abstenção.

A estratégia do Bloco em apresentar uma moção de censura neste momento é, pois, a de contribuir para a “clarificação da vida política”. Isso quer dizer que se impõe hoje, mais do que nunca, tornar perceptível ao eleitorado a bipolarização do espectro político português: de um lado os defensores da austeridade selectiva, apareceçam nitidamente na fotografia(PS/PSD) ou desfocadamente(CDS); do outro lado, os que combatem estas medidas (BE/PCP). Só dessa maneira se poderá fortalecer a luta popular. É verdade que a relação de forças é ainda claramente desfavorável para este últimos, o que lhes pode granjear por ora algumas derrotas. Acontece que, bem pior estariam se não contribuíssem para aquela clarificação (percepção da bipolarização), permitindo que PSD e CDS subissem impolutos as escadas do poder. E mais uma vez a importância da fundamentação da moção de censura: a coerência, obrigará a direita a segurar o governo se a censura se centrar nas medidas de austeridade. Afinal não foi deste casamento poligâmico (PS/PSD/CDS) que saíram os últimos orçamentos? Só com uma moção de censura deste tipo se pode censurar simultâneamente o governo e a direita.

Um último apontamento sobre os alegados “problemas de consciência” do Bloco por ter apoiado Manuel Alegre nas presidenciais, que segundo Daniel Oliveira e a maioria dos comentadores, podem explicar, em parte, esta moção de censura. Dizia aquele manifesto fundador, Começar de Novo, que o Bloco seria uma força dialogante à esquerda, rejeitando velhos sectarismo e estabeleceria, sempre que possível, pontes com a restante esquerda. Apoiar Manuel Alegre, ou votar com outros socialistas propostas que visavam fortalecer ao defender o Estado Social, foi apenas a concretização prática daquelas ideias. O erro básico de Daniel Oliveira sempre que fala das relações entre a Esquerda, em particular entre PS e BE, é o de manter sempre viva a ilusão que “um outro PS virá, mais à esquerda, socialista de verdade”. Ninguém nega que no PS militam pessoas genuinamente de Esquerda e mais do que isso, o seu eleitorado (professores e outras profissões liberais, função pública, etc ) com o seu voto, tem em vista a efectivação de políticas de esquerda. Outra coisa, é considerar que essa fracção de esquerda algum dia poderá ser verdadeiramente influente ou maioritária e portanto, dirigente.Nunca o foi, nem será. Manuel Serra e Manuel Alegre são disso exemplo.

Mal da Esquerda que se diz e quer alternativa, ficar à espera de um amanha que não virá.