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9 de julho de 2011
24 de setembro de 2010
Estamos em Guerra

A voracidade dos dominantes é tal que a guerra aos povos é cada vez mais evidente.
(Artigo escrito a propósito do Dia Internacional da Paz/21setembro)
Venderam-nos (e comprou quem quis) a ideia do “Fim da História”, do triunfo da triologia da democracia liberal, economia de mercado e (“consequente”) paz mundial. As guerras “étnicas” ou “humanitárias” dos anos 1990 eram apenas “excepções”, últimos vestígios dos modelos ultrapassados.
Com o 11 de Setembro, veio a declaração da guerra geral ao “Terrorismo” (conceito “utilmente” indefinido no Direito Internacional) e sob essa bandeira suspenderam-se direitos e garantias, na esfera interna – o caso do Acto Patriótico nos EUA – e invadiram-se estados: o Afeganistão e o Iraque.
Vinte anos depois da queda do Muro de Berlim, a realidade não é a do “Fim da História”, o “Choque de Civilizações” não impede “negócios da China” ou das Arábias, o “Império” sem centro de Negri é pura miragem face ao papel fundamental do estados e suas organizações na guerra, na desregulação financeira, no socorro à banca e no endossar de ataques especulativos como aquele que está em curso contra o euro e os povos europeus.
É igualmente verdade que o mundo de hoje já não é o da teoria do imperialismo de Lenine, o imperialismo do choque entre potências que derivava da existência das burguesias nacionais monopolistas. Hoje, na era das corporações transnacionais, existem burguesias com interesses transnacionais que, ainda assim, não abrem nem podem abrir mão do poder que exercerem através dos vários estados. Note-se que os americanos vêem, hoje, com bons olhos e sem desconfiança o investimento europeu na defesa (querem dividir os custos da guerra e até lucrar mais alguma coisa na venda de material bélico). E as outras potências e organizações internacionais são vistas como parceiros necessários e desejáveis.
O imperialismo persiste, mas sob outra forma. Alcançou a dimensão Global, aperfeiçoou-se, mas também encontrou novas contradições e novas rivalidades. A tendência não é para a Guerra entre potências imperiais (como era no tempo de Lenine); agora a tendência é para ‘a guerra unida das potências contra todo o mundo, contra todos os povos’: desde a guerra entre a Finança Global e as economias nacionais às guerras coloniais no Iraque e na Palestina ou mesmo à guerra ao Estado social e à perseguição de minorias étnicas, como ilustra o recente caso dos ciganos em França.
Os impérios e a hegemonia burguesa trazem às subjugadas e aos subjugados uma aparente paz que mais não é que a cristalização/normalização das violências da ordem estabelecida. Mas nem mesmo essa 'paz aparente' dura. A voracidade dos dominantes é tal que a guerra aos povos é cada vez mais evidente. A luta política e social pela hegemonia das exploradas e dos oprimidos é fundamental para a defesa e o aprofundamento da democracia e para a conquista de uma paz que abra caminho a um mundo onde o livre desenvolvimento de cada um e cada uma será condição para o livre desenvolvimento de todas e todos.
Nota: também publicado aqui.
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23 de junho de 2010
7
Fosse Portugal uma República Socialista e já o Tiago estaria a receber a medalha de Lenine.
Para os Navegadores aqui fica uma sugestão musical mais a preceito:
Para os Navegadores aqui fica uma sugestão musical mais a preceito:
25 de abril de 2010
E Depois do Adeus... o Bom Dia! da Liberdade

Temo de dizer, hoje, de forma renovada, o Depois do Adeus...
Depois do Adeus, depois de dizer 'Adeus, Lenine!', vem uma nova madrugada.
E o poema já não será o de Sophia. E a Filosofia da Prática será verdadeiramente uma só com o movimento popular.
Um dia, depois do adeus, vamos provar que aprendemos com Lenine a descobrir e a criar o momento em que tomamos todas e todos consciência de que, como dizia a poetiza, 'we are the ones we have been waiting for'.
'Já murcharam tua festa, pá. Mas certamente esqueceram uma semente nalgum canto de jardim'
3 de abril de 2010
digo adeus na entrada deste palco
Mais que corresponder à gestão de expectativas, torna-se desafiante escrever neste promissor canto virtual de ideias apelidado de Adeus Lenine, pela força e pelo peso que a conjugação de essas duas palavras significam para a esquerda revolucionária. Um adeus é diferente do até já pois corta à partida um reencontro com o receptor da mensagem, e quando o receptor é Lenine à esquerda da esquerda abrimos um campo extenso de turbulência.
Não tendo de todo a salvaguarda que não seremos processados pelos detentores da distribuição do Goodbye Lenin em Portugal, tenho a certeza que seremos censurados por outros pelo espaço que queremos disputar e abrir, que dê respostas à luz do marxismo no século XXI, que com imaginação e rigor ideológico rompa com o legado do monolitismo, com a persistência na lógica de sempre de quem nada aprendeu com a queda do muro e com a desagregação da URSS.
A esquerda que não almejar ser mais que um projecto de resistência suportado por uma legitimação teórica interna saudosista e estóica não cultiva campo para o Socialismo, é por isso que entendo que pós-lenine é pré-revolução.
O meu adeus lenine não é um começar de tábua rasa é de quem entende que o marxismo precisa de um resgate que aprenda e que evolua de Lenine, rejeitando sempre os cantos de Sereia da concepção pós-revolucionária e pós-luta de classes e a fatalidade cinzenta do derrotismo.
Junto-me então a vocês. Que bons combates se sigam.
“It is impossible to predict the time and progress of revolution. It is governed by its own more or less mysterious laws.”
Vladimir Illich Ullianov
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