
As agências de comunicação ao serviço do PS e do PSD, vulgo comunicação social vieram contaminar todo o debate sobre o orçamento de Estado.
Desde o início que há uma ideia abertamente transmitida: Ou há este orçamento PS com ou sem voto favorável do PSD, ou o orçamento será gerido por duodécimos.
Propositadamente ou não, a discussão ainda não incidiu sobre que propostas apresentam os outros partidos, inclusivé o PSD poderia apresentar um orçamento diferente e não apenas umas alterações que o mais significativo que têm é o seu cheiro eleitoralista.
Chegados aqui podemos partir para outra questão: as agências de comunicação, vulgo comunicação social, notíciam de megafone na mão que este orçamento é apenas para acalmar os mercados, aliás tal como todo o governo e opinion-makers do establishment afirmam "ter" de ser...
Mas então quando os mercados perceberem que o orçamento é uma leviana maquilhada de senhora séria será que vão acalmar?
Não seria melhor ter um orçamento sério em vez de um que pareça sério?
Entretanto os mais pessimistas que fiquem descansados, a senhora Merkel já tem um orçamento para nós feito á medida dos seus interesses e preocupações.
"Portugal pode ter o orçamento que quiser, desde que seja neo-liberal."
*parabéns ao José Vitor Malheiros por ser um dos verdadeiros jornalistas que resistem.
Para quem ainda não leu recomendo o seu artigo sobre a comunicação social.