
5 de agosto de 2011
ainda se lembram do sócrates?

4 de maio de 2011
O resgate de 78 mil milhões e o silêncio

Nas declarações dadas pelo governo ontem [03maio2011] à noite, o mais importante foi dito por Teixeira dos Santos, que esteve calado o tempo todo.
Os pavões davam a banda sonora, Teixeira dos Santos fazia de bibelô e Sócrates dizia que “o Governo conseguiu um bom acordo”, “um acordo que defende Portugal”. Mas que Portugal é que defende? O Portugal com que sonham os banqueiros que encomendaram o FMI e o obtiveram ao ritmo de fast-food? Ou um Portugal empenhado em ser mais livre, mais justo e mais fraterno – como diz a Constituição? Sócrates responde claramente a esta pergunta, afirmando: “As medidas são essencialmente as do PEC4”.
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7 de abril de 2011
As vésperas do FMI

Ontem, ao fim do dia, Sócrates, primeiro ministro de um Governo que se demitiu na sequência do chumbo do austeritário PEC4, escancarou as portas ao maior ataque austeritário em Portugal, desde o início dos anos 80. Sócrates pediu a intervenção do fundo europeu e do FMI.
Este acontecimento, que será seguramente de má-memória, deve ser enquadrado num contexto de acontecimentos que muito têm a dizer sobre o momento da luta social e política que vivemos.
5 de abril de 2011
Governo de gestão danosa

O demissionário Sócrates garante a Bruxelas (e às burguesias nativa e europeia) que vai avançar com as medidas do PEC4. À esquerda do Partido [que se demitiu da política] Socialista, as direções do Bloco e do PCP debatem, esta sexta, a crise política e social provocada pela gestão danosa PS/PSD.
(também publicado aqui)
30 de março de 2011
Mercados: Religião oficial do Estado Português
Os mercados são hoje uma divindade que veio substituir as anteriores religiões em termos de definição e controle do poder político.
Os tempos mudam, o clero é hoje representado pela finança e pela banca, são os que definem a ética, a moral e os valores, actuando como a maior força conservadora e castradora da evolução social.
Mantêm a sociedade aprisionada no paradigma da exploração e decretam o fim da história.
Os partidos que defendem a actual linha de pensamento dominante deixaram de ser agentes políticos para passarem a sacerdotes dos mercados.
Passos Coelho e José Sócrates receberam as credenciais em Bruxelas que lhes conferem a ambos o poder de governar o país, segundo as leis desta religião.
São os dois bispos que concorrem para o lugar de cardeal patriarca.
PS e PSD trazem a mesma doutrina, o evangelista é que difere.
Citando Marx: “o governo não é francês, nem inglês nem alemão; o governo é o capital”.
Nas próximas eleições é impreterível que os portugueses não votem no seu evangelista preferido, mas que votem por um Estado Laico.
27 de março de 2011
25 de março de 2011
E eu, agora, é pá, vou almoçar, pá!
Vale a pena ouvir tudo outra vez... Sócrates não teve este humor.
"... não, não, não, não... essa dos padeiros com certeza.. aa... sim talvez, e daí talvez. talvez a aa a frequência das manifestações tivesse no subconsciente dos ministros levantado esse problema. tem razão... olhe, não me lembrava da dos padeiros... E eu, agora, é pá, vou almoçar, pá!"
(uma vez mais, foram os Homens da Luta que me recordaram isto)
24 de março de 2011
Foi bonita a festa, pá!
8 de março de 2011
8 de fevereiro de 2011
Carta a José Sócrates de André Moreira
Excelentíssimo Primeiro Ministro,
O meu nome é André Moreira, mas poderia ser João, Maria, Ricardo ou Ana.
Sei que provavelmente nem será o senhor a ler este email, provavelmente até ninguém o lerá, no entanto sempre me ensinaram a não desistir.
Escrevo-lhe porque nesta tarde de dia sete de Fevereiro deveria estar a estudar matemática (tenho teste amanhã), mas não estou. Não estou porque o senhor me obrigou. Obrigou-me a questionar a razão pela qual estudo. Obrigou-me a esta submissão filosófica. Perceberá tudo mais à frente.
18 de janeiro de 2011
Gasolina atinge hoje máximo histórico
17 de outubro de 2010
Greve Geral

"A crise não nasceu quando o português trocou o Algarve pelas Caraíbas, nem quando o português foi ao banco pedir um crédito para comprar umas ceroulas para não andar de tanga. Aplicando o axioma Dupond-Dupont (ou José Sócrates-Passos Coelho), chegamos então a uma conclusão: a crise nasceu e cresceu porque PS e PSD andaram a viver acima das nossas possibilidades. "
5 de outubro de 2010
Viva a República!
Política livro II – crítica da propriedade comum dos bens, Aristóteles
No passado dia 29 houve uma manifestação contra as políticas de austeridade que o governo implementou, os famosos PEC.
No mesmo dia, enquanto milhares de trabalhadores se dirigiam para casa, ainda na ressaca da manifestação, Sócrates decide numa atitude reaccionária, cobarde e despudorada apresentar mais uma série de medidas de austeridade.
Esta atitude tem duas importantes componentes políticas que gostaríamos de debater.
São elas a ideia e o método.
A ideia base já a conhece: no seguimento do que tem sido sugerido pelos astrólogos da economia, foge à crise quem pode, paga a crise quem deve.
Quem pode fugir à crise? A alta finança que na sua senda gloriosa pela acumulação expôs a autofagia do sistema e revelou que a sua máquina alimenta-se de pessoas.
O Capitalismo de rosto humano espelhado no fim da história deixou cair a máscara por um instante e revelou na sua nudez algo que uns poucos já diziam, mas que no fundo ninguém queria acreditar: para se obter uma boa colheita de capital, é preciso debulhar centenas e centenas de hectares de seres humanos.
Quem deve pagar a crise então aos olhos desta ideologia são as pessoas.
O cidadão comum que não consegue fugir de maneira nenhuma à extorsão de um Estado que todos os dias deixa escorrer milhões pelas malhas largas dos offshore.
Um Estado que no centenário da República apresenta uma corte clientelista de boys and girls que faria corar de vergonha todos aqueles que lutaram para escrever há 100 anos um ponto final na história da monarquia em Portugal.
O método traz-nos também de volta ao tempo das princesas.
Fechado na sua torre e rodeado do seu exército, o príncipe déspota (Sócrates) que tomou o poder após ter assassinado o seu pai (PS), em conluio com o outro herdeiro ao trono (P. Coelho) que também assassinou o seu pai (PSD), apresentou a receita para pôr em ordem o tesouro real que desbaratou nos seus luxos, festas e ostentações.
Apresentou-o quando os camponeses regressavam a casa depois de um protesto contra as suas taxas injustas e cada vez mais insuportáveis.
Com este método cobarde, os principezinhos esperavam que os camponeses ganhassem consciência que cada protesto apenas iria servir para aumentar as suas penas, como se fosse uma espécie de punição pela sua impertinência.
Na sua inexperiência política não percebem ou não querem perceber que os portugueses já demonstraram diversas vezes ao longo da sua história que não suportam ser acossados.
Até agora temos tido um povo que compreendeu e aguentou tudo o que lhe foi sendo imposto.
Com este novo método arriscamo-nos a ter mais uma revolução Republicana contra a corte de irresponsáveis que governa este país.
Quando cada Ministério é um parque de diversões e quem paga as voltas são sempre os mesmos, Sócrates cria um governo perigoso.
Não é só para a soberania e tesouro do País que o governo de Sócrates é perigoso.
O príncipe perfeito e a sua corte estão agora também em risco.
Os camponeses acossados já marcaram nova manifestação vamos ver quanto tempo irá passar até que as manifestações se transformem em cerco e exijam o exílio da corte e o fim da monarquia.
É perigoso o tipo de governo estabelecido por Sócrates: são sempre os mesmos que sofrem com a austeridade, o que pode ser causa de revolta.
artigo publicado na revista A Comuna
14 de setembro de 2010
Não há cerimónias!
- Não há cerimónias porque nos últimos dez anos, um terço dos estudantes mais pobres abandonou o Ensino Superior, sendo que esta realidade aumenta a cada ano que passa.
- Não há cerimónias porque nos últimos 15 anos, as propinas aumentaram 400% em Portugal.
- Não há cerimónias enquanto este for o terceiro país da Europa com a propina mais elevada.
- Não há cerimónias enquanto tivermos um problema de democracia no Ensino Superior.
- Não há cerimónias enquanto a redução e a falta de verbas destinadas à Acção Social continuarem a empurrar estudantes para fazer empréstimos.
- Não há cerimónias porque 11 mil estudantes devem 130 milhões de euros à banca, quando ainda não trabalham, e não têm nenhuma garantia em relação ao seu trabalho futuro.
- Não há cerimónias enquanto a maioria dos 70 mil bolseiros em Portugal receber de bolsa mínima apenas 100 euros por mês.
- Não há cerimónias quando a resposta a um pedido de bolsa demora em média 4 meses.
- Não há cerimónias quando, numa das maiores crises sociais de todos os tempos, o Governo decide reduzir nas bolsas, atirando estudantes para fora do Ensino Superior.
- Não há cerimónias quando um ano lectivo começa sem os Serviços de Acção Social saberem os dados que necessitam para analisar os pedidos de bolsas, porque o Sr. Ministro ainda não fez aprovar o Despacho necessário.
- Não há cerimónias enquanto este “Ensino” só for público para quem tem 1000 euros para pagar as propinas.
- Nós, grupo de estudantes aqui em protesto, dizemos: Ensino Superior Público para todos e todas.
4 de agosto de 2010
Vencer
Cavaco é a ponta da lança desta luta anti-social. É o garante não dos avanços da Constituição, mas dos ataques aos direitos sociais e políticos nela consagrados.
Lembra-nos isto...
...que foi possível derrotar Cavaco Silva. E é possível derrotar Cavaco Silva.
Decide-se nas próximas presidenciais quem será o próximo Presidente da República (Parece óbvio? ainda bem!). O rosto unitário da luta contra a política liberal, sabemos quem é. Sabemos que Manuel Alegre é rosto unitário da contestação à política liberal e é o candidato mais capacidade de vencer Cavaco Silva.
Esta vitória não é uma profecia, mas uma proposta de trabalho.
2 de julho de 2010
Quem gozou foram todos menos eu!
Ninguém é o pai do défice, ninguém é o culpado da destruição de todo o tecido produtivo nacional...
Como tal, o cantor popular José Malhoa fez um hino à altura do Portugal de hoje.
Com vocês o melhor da música popular portuguesa:
12 de junho de 2010
Sobre a constitucionalização do défice: terceira via oneway ticket only
Esta afirmação do Ministro dos Negócios Estrangeiros deixa-nos algo bem claro: a social-democracia europeia já nada tem de social nem de democracia.
Quando se abdica da capacidade de endividamento do Estado, abdica-se igualmente de políticas sociais, de serviços públicos universais e do papel interventivo do Estado na economia.
Por outro lado, quando se pretende constitucionalizar o limite ao endividamento para fazer sorrir o mercado, em ano de celebração do Centenário da República, põe-se na gaveta um valor essencial do republicanismo: o primado da política sobre a economia. Optando-se claramente pela ditadura do mercado sob todos os outros aspectos da vida. São os princípios do contratualismo do Estado que são postos em causa, a vontade geral e a soberania popular que são desclassificados enquanto que a irracionalidade do mercado é posta no pódio.
2 de junho de 2010
O candidato da esquerda praticante

Dizia ontem um homem Nobre que será difícil para Alegre gerir apoios tão contraditórios como os do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista. Não deixa de ser estranho que uma pessoa que defendia, há muito pouco tempo, um governo dos partidos todos: agora venha achar contraditório o apoio de apenas dois deles ao candidato Manuel Alegre.
Está certamente mal rodeado, o grande humanista Fernando Nobre. Creio e tenho mesmo esperança que a história esqueça este apontamento menos feliz da sua grande biografia: há uma vida de dedicação às causas humanitárias que, essa sim, merece ser para sempre lembrada.
Alegre não é militante do Bloco, é do PS. Mas por muito que Sócrates afirme o seu apoio a Alegre: Alegre não é o candidato do Governo, nem de Sócrates, nem da direcção do PS. A candidatura de Manuel Alegre é uma candidatura independente dos partidos, mas uma candidatura comprometida com os valores da esquerda. Por isso colhe os apoios daquelas e daqueles que à esquerda lutaram e lutam por uma política socialista e contra a política liberal. Entre essas pessoas estão não somente pessoas que votam Bloco de Esquerda mas também pessoas que votam PS, ainda que o PS seja, contra vontade da maioria do seu eleitorado, o verdadeiro aplicador das políticas liberais desde há muitos anos.
Será que a forma de agir da direcção do PS face à candidtura de Algre mudou com um empurrãozinho do sucesso da manifestação de 29 de Maio? Será isto uma difícil piscadela à esquerda por parte deste PartidoSocialista/não-praticante ?
Modou a forma, o conteúdo permanece. Mantenho o que disse aqui.

