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4 de agosto de 2011

assembleia da república, o recreio d@s jotinhas




parece que uma deputada do psd decidiu brincar às casinhas com o 112. se umas vozes poderão vociferar com esta atitude canalha, outras poderão enternecer-se com o carácter adorável que a infantilidade pode ter. ninguém poderá, contudo, surpreender-se por aí além, já que nós já sabemos o que a casa gasta e já sabemos em que é que se tornam os pupilos da jsd.

com toda a legitimidade do mundo, são pedidas explicações sobre a chamada falsa do PSD. contudo, até as acho escusadas. a criança brincou, os profissionais ficaram chateados. fim da história. ter-me-ia sido muito mais penoso se a joaninha tivesse decidido pôr o são bento a arder só para testar a rapidez e a eficiência dos bombeiros voluntários de vizela.

26 de julho de 2011

O segredo é a alma...



A informação é um importante factor de poder - quando esta é secreta, mais ainda. A crescente governamentalização dos serviços secretos é um perigo para a democracia. As recentes notícias que envolvem as secretas, o governo e, até, uma alegada "guerra" entre a Ongoing e o Expresso, são sinal desse perigo. O controlo parlamentar é necessário. (frase do dia, aqui)


Entretanto, secretas à parte, vale a pena ler de um só golpe e do princípio ao fim o artigo do sindicalista e funcionário da RTP Paulo Mendes do qual aqui apenas divulgo uma parte:

O que você deveria saber sobre a RTP, mas a Ongoing não lhe conta:


1º Sabia que todos os países da Europa comunitária e inclusive os Estados Unidos tem serviços públicos de televisão, e que o modelo misto de mercado que existe em Portugal é a regra e não a exeção?

2º - Sabia que o serviço público de televisão prestado pela RTP é não só um dos mais baratos da Europa, é também um dos mais baratos do mundo? Custa cerca de 15 centimos por dia, não por pessoa, mas por contador de luz.

3º Sabia que por esses 15 centimos são emitidos diariamente 8 canais de televisão com programação diferenciada (RTP1, RTP2, RTPN, RTP Memória, RTP África, RTP Internacional, RTP Madeira, RTP Açores) 5 antenas de rádio (Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África e RDP Internacional), com uma audiência potencial de cerca de 150 milhões de pessoas?

4º Sabia que a RTP possui o maior e melhor arquivo audiovisual do país e um dos melhores do seu género em todo o mundo?

5º Sabia que os trabalhadores da RTP são dos mais produtivos do sector televisivo europeu, recebendo menos salário liquido do que os seus congéneres no privado e que auferindo em média 50% do que os seus colegas europeus?

6º - Sabia que os trabalhadores da RTP não têm aumentos salariais reais desde 2003, sendo os trabalhadores do sector estado os que mais percentual de poder de compra perderam numa década?

7º Sabia que a publicidade da RTP não entra para os seus cofres mas está sim indexada ao pagamento de um empréstimo bancário a um sindicato bancário alemão e holandês, que assumiram o passivo?

8 – Sabia que essa dívida ronda os 600 milhões de euros a um spread baixíssimo, e que este sindicato deseja renegociar o empréstimo à anos?

9 – Sabia que no caso da RTP ficar sem publicidade o accionista Estado teria que assumir o pagamento da dívida, mais juros por inteiro e de imediato?

10 – Sabe que pagará a dádiva de um canal à Ongoing pelo governo de Passos Coelho? Você e vai custar-lhe 600 milhões de euros.

22 de junho de 2011

Socialismo sem muros


Era segunda-feira, 30 de maio, faltavam poucos dias para as eleições. Estava na sede nacional, no meio de uma série de tarefas de campanha e em campanha todo o tempo é pouco. Mas houve uma ótima razão para interromper toda essa agitação. Tocaram à porta uma rapariga e um rapaz que vinham da Áustria e queriam conhecer o Bloco de Esquerda.


Falaram-me da política austríaca, nomeadamente da não existência de um partido socialista e anti-capitalista com expressão nacional na Áustria. A jovem e o jovem de que vos falo fazem parte de um pequeno grupo de esquerda chamado Linkswende (Left Turn) ligado à International Socialist Tendency, corrente trotskista da qual é figura destacada Alex Callinicos e que tem como figuras histórica Tony Cliff, fundador do britânico Socialist Workers Party. Contaram-me as dificuldades dos grupos de esquerda na Áustria em gerar uma força de esquerda capaz de conseguir levar a sua voz e as suas propostas ao parlamento nacional. Desses pequenos grupos, os que chegam a conseguir apresentar-se a eleições nacionais têm frequentemente muito abaixo do 1%: os 0,05% (zero vírgula zero cinco por cento) do Sozialistische LinksPartei, nas legislativas de 2006, por exemplo.


Um dos motivos imediatamente apontado pela jovem e pelo jovem para a fraqueza da esquerda socialista austríaca foi o sectarismo.Recomendei-lhes a leitura do artigo do Francisco Louçã: "Sectarismo: um fantasma que ameaça a esquerda" (http://combate.info/media/288sectarismo.pdf). De facto, penso que o "Sectarismo: um fantasma que ameaça a esquerda" do Francisco Louçã e o "Partido, razão necessária" do Luís Fazenda (http://www.esquerda.net/virus/index.php?option=com_content&task=view&id=80&Itemid=26) são contributos teóricos importantes para todas e todos quantos pretendam gerar a força necessária a uma alternativa democrática, socialista e anti-capitalista na Europa.


A experiência do Bloco de Esquerda interessava-lhes muito. Falei do Começar de Novo (http://www.bloco.org/media/comecardenovo.pdf), de como a convergência das diferentes de correntes e experiências da esquerda social e política formaram um partido de tipo novo, unido na construção de uma política socialista. Afirmei, assumindo como opinião pessoal, que o tipo de partido que faz falta à esquerda na Europa (e possivelmente noutras partes do mundo) é um partido como o Bloco de Esquerda, em que várias correntes teóricas e ideológicas e várias experiências dos movimentos e da luta social convergem, sublinho, na construção de uma política socialista. Esse projecto político é um projecto autónomo, capaz das convergências exigidas por cada luta política e social mas sem perder a sua identidade e o seu carácter alternativo.


À data da visita daquela jovem e daquele jovem da Áustria que anseiam por um partido que faça a diferença, que lhes dê voz, esperança e futuro, eu já tinha a percepção da derrota que se aproximava. Dias antes, falava com uma camarada sobre isso. Qual é o pior resultado que nos dão nas sondagens? perguntei-lhe. Respondeu-me um número desagradável que nem estava muito longe do que veio a verificar-se. Depois, questionei a camarada e se tivermos esse resultado no dia 5, o que é que temos no dia 6? A resposta dela foi que tínhamos força para lutar e para dar a volta a isto. E a minha resposta foi esta: que temos um partido para lutar e conquistar o futuro. A história da esquerda é feita avanços e recuos, conquistas e derrotas. O que eu vi na noite de dia 5, na sede nacional, foi muita unidade e muita força, uma estranha força que intrigou os jornalistas.


Nos dias seguintes, a história pública e publicada é sobejamente conhecida e agravam a situação de um partido saído da sua primeira grande derrota. Mas para além disso e sem fugir a essas controvérsias, há um trabalho minucioso, diário, demorado, do debate profundo e multi focado das razões do crescimento e do recuo do Bloco. Tenho participado em muitos desses momentos, formais e informais, de debate e principalmente escutado. Militantes e simpatizantes de vários lugares e com diferentes opiniões têm-me ensinado a ver a questão de vários prismas; estas análises não são simples. É com elas e com eles, com as suas opiniões, o seu trabalho diário e o seu contributo que vamos seguir em frente.


O frenesim das minhas tarefas de campanha parou por um momento, naquele dia. Como socialista, como europeísta de esquerda, tive a percepção de que era importante trocar ideias e experiências com jovens que, como eu, estão comprometidos com a busca de uma alternativa democrática e socialista ao capitalismo. Faço votos para que tão breve quanto possível se possam orgulhar, na Áustria, de ouvir de uma bancada sua uma saudação como a da Catarina Martins à queda do Muro de Berlim: http://youtu.be/7sEc447PWKY.

(também publicado em www.acomuna.net)

20 de junho de 2011

Fernando Nobre: 106, 105 e a descer...



O mesmo que disse: "Dêem-me um tiro na cabeça ou vou para Belém!", hoje, foi "chumbado" para presidente de "São Bento" com um humilhante 106 votos na primeira votação e 105 na segunda...