25 de maio de 2012
política de classe
29 de fevereiro de 2012
Acima de tudo privatizem
27 de janeiro de 2012
PSD e CDS muito à direita da "Ala liberal"

A memória é uma coisa muito importante. Certa vez, eu e outros blogers fomos convidados a falar de Sá Carneiro. Com todo o espírito democrático, lá fui dizer o que penso sobre Sá Carneiro. Entre outras coisas deixei claro que não era "sa-carneirista", classificação que foi gentilmente oferecida aos blogers presentes (pertencentes a diferentes sensibilidades de esquerda, ou pelo menos à esquerda do PSD).
Não era e não sou, em primeiro lugar, porque não sou social-democrata, sou marxista. Em segundo lugar, a "social-democracia" de Sá Carneiro, se é que assim pode ser chamada, apesar dos discursos da Assembleia Constituinte, nunca esteve no campo da luta pelo socialismo. Concretamente, na viragem à direita em que a AD (PPD/PSD-CDS-PPM) chegou ao poder, o Governo de Sá Carneiro esteve contra as conquistas populares, na destruição das conquistas do povo (enfim este comentário até era escusado; sobre o ser ou não ser do socialismo, mais valia dos outros, mas isso são contas doutro rosário).
Apesar de tudo isto, e de outras coisas que referi, é de destacar que, enquanto membro da Ala Liberal, Sá Carneiro defendeu a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.
É, assim, lamentável vermos o estado a que isto chegou: censura na RDP; um governo do PSD e do CDS muito à direita da Ala Liberal dos tempos da Ditadura.
De resto, sublinho a pergunta do Fabian: Onde está o entusiasmo agora?
26 de janeiro de 2012
Onde está o entusiasmo agora?
Eu recordo-me de umas quantas cabeças pensantes da "nova direita" portuguesa, organizada essencialmente na blogosfera, organizar uma manifestação em frente à Assembleia da República pela "Liberdade de Expressão". Como entendiam que esse mesmo direito era supra-político e meta-ideológico deram-lhe o nome "Todos pela Liberdade". Até criaram um blogue para alojar o manifesto e convocaram todas as pessoas, para que a conquista não fosse vilependiado.Só para recordar os mais desatentos e esquecidos, na altura tinha arrebentado o escândalo PT/TVI. Daí a mobilização efusiva desses sectores.
Mas pelos vistos, a demissão de jornalistas e o encerramento de crónicas por delito de opinião, com mão governamental não é motivo para tanto alarido. Pois claro, nós sabemos, agora são os vossos a cumprir as despesas da casa.
Por cá, continua-se entusiasmado com a liberdade de expressão. Quando a coisa voltar a dar a volta, os vossos saírem dos gabinetes de Estado e perderem novamente influências nas redes que se tecem em torno do poder governativo, sabemos, que voltarão a entusiasmar-se com a liberdade de expressão.
PS. Eu acredito que seja complicado e que ainda estejam a engolir os aventais.
20 de janeiro de 2012
Carta Aberta ao Deputado Duarte Marques
No seguimento da intervenção que o senhor proferiu no dia 20 de Dezembro de 2011, nós, cidadãos e cidadãs deste país, de diversas proveniências e idades, vimos por este meio solicitar-lhe que adopte a despudorada recomendação feita por diversos membros, partidários e apoiantes do seu governo e emigre.Já nos bastam as dificuldades que as políticas governamentais nos colocam no dia-a-dia, o desemprego que enfrentamos, a vida precária que levamos, a dificuldade que temos em suportar os custos do ensino a todos os níveis.
Já nos basta a dor que sentimos sempre que vemos um dos nossos a partir para o estrangeiro porque o país, por vossa vontade, não o acolhe, não lhe dá emprego, não lhe dá oportunidades para prosseguir os estudos, quando transforma o ensino público em escola de elites e o mercado laboral em comércio de escravos.
Já nos basta ver o esforço incomensurável que os nossos pais, os nossos avós, os nossos tios, os nossos vizinhos, os nossos amigos, fazem para pagar as prestações das casas, para pagar a luz, o gás, a água, a alimentação, para manter os postos de trabalho, para manter osseus filhos a estudar, para sobreviver com o salário ou a pensão miserável que recebem.
Já nos basta viver numa precariedade impiedosa, ver os nossos projectos traídos e ter de adiar o futuro.
Por todas as razões enunciadas, por termos um “choque de realidade” (como disse o senhor) todos os dias, quando nos levantamos para trabalhar, quando procuramos emprego, quando lutamos quotidianamente para que as nossas vidas precárias não nos desanimem, quando vemos o desânimo na cara dos nossos pais, dos nossos avós, dos nossos vizinhos, dos nossos amigos, pedimos-lhe que emigre, porque não precisamos de que ninguém na casa da nossa democracia nos humilhe, desonre o esforço de todos os nossos antepassados e parentes e nos tente virar contra as gerações às quais tanto devemos, às gerações que enfrentaram a ditadura e a pobreza e construíram a democracia e os serviços públicos. Às gerações às quais também o senhor muito deve.
Reforçamos, com toda a nossa honestidade: emigre, demonstre o seu mérito no mercado laboral estrangeiro. Será poupado das atrocidades que as alterações laborais nos provocarão, que o senhor diz serem tão benéficas para nós.
Votos de uma boa viagem.
Sem mais,
Os melhores cumprimentos,
Todas as pessoas que querem ter oportunidades neste país sem terem de ouvir os seus familiares a serem humilhados.
Ana Bárbara Pedrosa, Escritora
Ana Beatriz Rodrigues, Jornalista
Catarina Rodrigues Doutoranda (emigrante)
Cláudio Gaspar, Biólogo
Fabian Figueiredo, Sociólogo
Hugo Ferreira, Jurista
Inês Santos, Estudante
João Manso, Químico
Joaquim Rodrigues Administrativo
Laura Diogo, Estudante
Luís Miguel, Estudante
Mª Hermínia Dias Professora aposentada,
Maria Helena Dias Loureiro, Professora
Miguel Pacheco, Técnico de Digitalização
Paula Santos, Estudante
Raquel Misarela Conservadora Restauradora
Rita Andrade, Estudante
Rita Morgada Lemos, Psicóloga
Sandra Camilo, Estudante
3 de janeiro de 2012
a maçonaria é uma casa bem arrumada
Sou daqueles que penso que a Maçonaria Regular não se escreve, pratica-se, vive-se. A Maçonaria Regular é alegria.
(...)
O Maçom deve ser exemplar e constituir uma "elite de Homens bons".
Solidariedade, Fraternidade e Liberdade são valore5 protegidos pela Maçonaria Regular, competindo-me fazer com que continuem a ser aperfeiçoados, de tal forma que nos perfilemos como uma Escola de Carácter e de Valores.(...)
O resto pode ser lido aqui
Olhando para Fernando Lima (ex-Presidente da SLN) Miguel Relvas, Fernando Nobre e para outros que tal, não sobram dúvidas, a maçonaria é uma casa muito bem arrumada!
4 de outubro de 2011
Corte e costura
É preciso responder a este ataque ao Poder Local com a defesa intransigente da Democracia Local. Sugiro, para esse efeito, a leitura de uma artigo recente do Alberto Matos (que é, aliás, um desenvolvimento de um outro que escreveu, há tempos para o Esquerda): Bases políticas para aprofundar a democracia local.
3 de setembro de 2011
9 de agosto de 2011
a violência doméstica é uma coisa muito feia

4 de agosto de 2011
a educação é tão bonita
assembleia da república, o recreio d@s jotinhas

19 de julho de 2011
«Sá Carneiro visto pelos outros» (Hoje, 19h)
"Os outros" somos nós. Neste caso, um dos adeusleninistas, este que vos escreve, vai participar em conjunto com outros blogers num debate organizado pelo Instituto Sá Carneiro. Sim, leram bem. E não, ninguém alaranjou. A ideia é apresentar um olhar diferente, no meu caso concreto, o olhar de um marxista sobre Sá Carneiro.
[transmissão às 19h - caso de falha usar link]
Por ocasião da celebração do aniversário do nascimento de Sá Carneiro, o Instituto Francisco Sá Carneiro organiza uma tertúlia – debate sob o tema «Sá Carneiro visto pelos outros», que irá ter lugar no Centro de Congressos da Alfândega, no Porto, pelas 19 horas do dia 19 de Julho.
Qual a importância do legado pessoal e político de Francisco Sá Carneiro? Como o vêem hoje os que não pertencem à sua familia ideológica? Ou será que a dimensão de estadista e homem ultrapassa as fonteiras da ideologia?
Para conversar sobre este assunto estarão presentes no Centro de Congressos alguns representantes de conhecidos blogues de esquerda: Ricardo Santos Pinto (5 Dias), António José Maria Teixeira (Aventar). Bruno Góis (Adeus Lenine), Tiago Barbosa Ribeiro (Kontratempos, Metapolítica, Blog De Esquerda, Simplex) e Tomás Vasques (Hoje Há Conquilhas).A moderação estará a cargo de Filipe Caetano (do programa Combate de Blogues, TVI24).
A entrada é livre, embora por confirmação através do número 963116001 (Alexandra Stilwell).
17 de julho de 2011
muda-se o governo, ficam as maldades
O programa do Governo para a educação vem apresentar objectivos que nos irão remeter para uma castração completa concernente à qualidade da escola pública. Sob a capa falaciosa da mudança, o Governo vem perpetuar o que já de tão inconcebível começou a ser feito por Maria de Lurdes Rodrigues e que foi seguido por Isabel Alçada (a avaliação do desempenho das escolas é só um dos tristes exemplos).
O memorando da troika prevê um corte de cerca de 400 milhões de euros, que se irá traduzir:
- em mais agrupamentos que terão a sua direcção estratosférica e afastada da comunicada escolar:
- numa redução drástica de pessoal, o que irá também significar que o perene desejo de que as turmas sejam mais pequenas e de que cada docente tenha menos alun@s continuará a não ser mais do que um desejo.
Esta poupança vem, por isso, sobrecarregar docentes e distanciar @s estudantes de um ensino mais eficaz, ainda que uma retórica razoável tente fazer com que acreditemos que tudo irá correr às mil maravilhas. Quanto a mim, ainda estou para perceber o que será exactamente a "garantia de oportunidades, baseada no mérito, no acesso ao ensino superior".
A ideia da examocracia aparece-nos, mais uma vez, como ideia salvadora e de exigência, fechando os olhos ao facilitismo que é “examinar para excluir” (MES), aumentando as explicações privadas e transformando as escolas em campos de treino para os exames, o que significa deixar à margem uma parte da matéria que devia ser transmitida decentemente. Como se não bastasse, as notas d@s alun@s continuarão a pesar na avaliação d@s docentes.
O programa do Governo fala-nos ainda "do aumento da produtividade do sistema, através duma gestão mais eficiente". Algo me diz que isto nos remete para as ledas histórias de regimes fundacionais sobre as quais, não me querendo repetir, deixo os links para isto e isto.
No meio disto tudo, importa salientar os dois caminhos possíveis: o da falácia ou o da construção de uma escola pública de qualidade. O novo Governo já escolheu o seu caminho facilitista, embriagado em falsas lógicas de competitividade e exigência. Resta-nos a alternativa.
4 de julho de 2011
contagem decrescente
1 de julho de 2011
A primavera da maioria de direita
A primavera de entusiasmo da nova maioria de direita durou até ao dia de ontem, o programa de governo ainda não tinha sido sufragado já a desilusão marchava entre os groupies do governo, exemplo disso são estes dois belos textos do Insurgente e do Blasfémias. Bem sabemos que o imposto extraordinário sobre o subsídio natal é um acto patriótico e de suprema necessidade para o saneamento das contas públicas, fruto dos dados da execução orçamental revelados pelo INE na quarta-feira transacta. Não podia ser de outra forma, ou não fosse o guarda-chuva da pátria o eterno abrigo da violação dos contratos eleitor-eleito, ou a capa do semanário SOL revelar que este corte já estava previsto e pensado por Passos Coelho.
E como é óbvio, a feroz oposição aos PEC's por parte do CDS/PP, o chumbo ao PEC 4 por parte do PSD e a promessa de Pedro Passos Coelho no dia 1 de Abril em não aumentar os impostos, já andam por mares nunca antes navegados.
De traição à tradição a direita portuguesa não pode ser acusada, cumpre o dia das mentiras à risca e contradiz os preceitos do seu programa eleitoral logo nos primeiros dias em frente ao executivo.
Ficámos igualmente a saber que a retenção do subsídio de Natal será superior para os que auferem menos:
| Sub Natal | Imposto | Tx anual | Var tx anual |
| 500 | 7,5 | 0,11 | |
| 1000 | 257,5 | 1,84 | 1,73 |
| 2000 | 757,5 | 2,71 | 0,87![]() |
| 3000 | 1257,5 | 2,99 | 0,29 |
| 4000 | 1757,5 | 3,14 | 0,14 |
| 5000 | 2257,5 | 3,23 | 0,09 |
| 6000 | 2757,5 | 3,28 | 0,05 |
Quem desenhou isto? O imposto mais regressivo da época. Bem sei que O IVA também é, e que conta muito como o dinheiro é (foi) gasto. Mas, mesmo assim.
Explico: a primeira coluna é o subsídio; a segunda é o imposto em euros; a terceira é imposto em percentagem do salário anual (i.e. imposto a dividir por subsídio de natal - com n pequeno - x 14); a quarta é a variação dessa taxa, que se aproxima de zero à medida que o rendimento sobe...
(via Pedro Lains)
Bem podem Rui Machete e Paulo Portas apelar ao acordo social e fazer guerra preventiva à contestação, mas quem fez a transferência de Atenas para Lisboa foram os assinantes do acordo da troika.
8 de junho de 2011
29 de maio de 2011
11 de maio de 2011
2 de maio de 2011
Passos Coelho
O PSD anda a oferecer empregos em troca de votos? E o que é isso de "dar o litro"?

