Mostrar mensagens com a etiqueta ps. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ps. Mostrar todas as mensagens

25 de maio de 2012

política de classe

O documento de estratégia orçamental que PSD e CDS aprovaram com a violenta abstenção do PS explica-se facilmente em curtos segundos: congelamento das pensões e dos salários por 5 anos. Uma pensão de 600€ perderá 100€ e o fator Trabalho um total de 10 mil milhões de euros. 

(O BPN custou 8 mil milhões de euros não foi?)
 

31 de março de 2012

Pobreza e outras troikas

Os salários caem 1,7% e Portugal é o segundo país da UE onde se destoem mais postos de trabalho. Segundo previsão do Banco de Portugal, este ano haverá uma redução de 3,6% do emprego e o PIB vai diminuir em 3,4%.

O desemprego oficial está a 14% e há 35,4% de desemprego jovem... E depois admiram-se de uma queda de 7,9% na receita fiscal.

A austeridade só serve para destruir a economia e a vida de milhões de pessoas com o objectivo de acumulação por parte de uma minoria de exploradores.

É neste contexto que podemos contar com o PS para ora se abster violentamente ora violentamente se abster. Estando além disso o voto favorável prometido a todas as medidas que decorram do memorando da Troika.

E apesar das divisões na bancada é assim que reza a declaração de voto feita pela direção de bancada do PS e subscrita por 55 deputados:“O PS votará favoravelmente as soluções normativas que integram a Proposta de Lei (…) e que objetivamente concorrem para o cabal cumprimento dos compromissos assumidos no Memorando de Entendimento ou que, afastando-se deste, conduzam a um reforço dos direitos e garantias dos trabalhadores".

28 de março de 2012

Vitalino, Vieira da Silva e o PS Santarém

O Partido Socialista de Santarém promove um debate público subordinado ao tema “Precariedade laboral e austeridade dois passo em frente do abismo?”, o qual contará com a participação de Francisco Laranjeira (jornalista e economista), de um representante do movimento precários e de militantes do PS.

Como diz "e militantes do PS" há ainda a possibilidade de Vitalino Canas, provedor do trabalho temporário ir lá também dizer qualquer coisa, por exemplo admitir, como acaba de admitir, que trabalhadores temporários são os primeiros a ser despedidos. Podiam ainda convidar o ex-ministro Vieira da Silva. E para terem alguém que defenda uma posição à esquerda do pai do código de trabalho do PS nem precisam convidar ninguém do Bloco de Esquerda, basta convidarem o "CDS" Bagão Félix, dado que fizeram um código mais "precário" que o dele.
Sabemos que o FMI "aterrou na Portela", sabemos qual foi o governo demissionário que o chamou, e não esquecemos muitos anos de ataque aos direitos do trabalho em que o PS foi protagonista.

9 de março de 2012

A nova ciência política

«António José Seguro é aquilo que os cientistas políticos mais argutos têm definido como "um totó". Bem sei que certos filósofos resistem a esta categorização e preferem incluir Seguro no grupo dos choninhas.»
«Seguro já tinha cunhado o conceito de "abstenção violenta", que é uma forma de, brusca e malevolamente, não fazer rigorosamente nada.»


Ricardo Araújo Pereira, A abstenção violenta da oposição favorável

Nada melhor que um bom humorista para escrutinar os conceitos e os actores políticos por aí circulam tragicomicamente.

Quem não gostar deste exemplo de literatura pode visitar outro estilo, também fantástico, o da nossa camarada adeusleninista Joana Mortágua:

"Em nome dessa memória activa e do que ela nos ensina para as rupturas do presente recusamos os humpty dumptys da Historia que ao tentar o precário equilíbrio no muro têm sempre o mesmo destino: [ver o destino]".

3 de janeiro de 2012

a maçonaria é uma casa bem arrumada

Arrebentado o escândalo sobre as relações entre o SIED e a Maçonaria, vale a pena dar uma vista de olhos à mensagem de boas festas do Grão-Mestre da Grande Loja Legal de Portugal, João Francisco Moreno, a que pertencem Luís Montenegro e o ex-responsável da SIED:

Sou daqueles que penso que a
Maçonaria Regular não se escreve, pratica-se, vive-se. A Maçonaria Regular é alegria.

(...)

Normalmente o ser humano rejeita o desconhecido. A Maçonaria Regular não é secreta, como alguns dizem, é legalmente discreta; não se justificando num Estado de Direito certas desconfianças, ou certos comportamentos negativos. Da nossa parte continuaremos a dar passos no sentido da transparência e da abertura à Sociedade, até porque em prol da Sociedade já a Maçonaria Regular trabalha.

O Maçom deve ser exemplar e constituir uma "elite de Homens bons".

Solidariedade, Fraternidade e Liberdade são valore5 protegidos pela Maçonaria Regular, competindo-me fazer com que continuem a ser aperfeiçoados, de tal forma que nos perfilemos como uma Escola de Carácter e de Valores.

(...)
O resto pode ser lido aqui

Olhando para Fernando Lima (ex-Presidente da SLN) Miguel Relvas, Fernando Nobre e para outros que tal,
não sobram dúvidas, a maçonaria é uma casa muito bem arrumada!

4 de outubro de 2011

Corte e costura

“[O poder local] não é a vaca sagrada da democracia”, Relvas dixit. Defende uma reforma do corte e costura ao rítmo de "ninguém manda, ninguém pára o FMI". O PSD é mais troikista que a Troika e o PS é tão democrata quanto o PSD. Regionalização? Oposição nas Câmaras Municipais? São trocos para eles. Cortes cegos às necessidade das autarquias, mas certeiros no ataque à democracia e às oposições.

É preciso responder a este ataque ao Poder Local com a defesa intransigente da Democracia Local. Sugiro, para esse efeito, a leitura de uma artigo recente do Alberto Matos (que é, aliás, um desenvolvimento de um outro que escreveu, há tempos para o Esquerda): Bases políticas para aprofundar a democracia local.

11 de agosto de 2011

Socialismo ou pastiche?

Perdidas as chaves do socialismo engavetado; depois de tantos anos e de tantos Blairs mais thatcheristas que a sua Dama de Ferro; depois de tantos patrocínios a violações grosseiras do direito internacional pela NATO e aliados; depois de criarem as regras monetaristas do euro e o défice democrático da UE; depois de caberem na Internacional Socialista o director do FMI e expulso-em-fuga Mubarak; depois de todas as privatizações de serviços e bens públicos e de todas as nacionalizações de prejuízos: o PS e os "socialistas europeus" querem ir à procura da social-democracia.


Boa sorte! Apenas vos posso deixar como apoio:

a)a revisitação do documentário À procura do socialismo:



b) e a releitura de Antero de Quental, aquele que fundadou em 1875 o extinto Partido Socialista Português: "O socialismo, tão antigo como a injustiça e a opressão do pobre pelo rico, do desvalido pelo poderoso, não é mais do que o protesto dos que sofrem contra a organização viciosa que os faz sofrer. (...) neste século científico e positivo o povo proletário, depois de iludido, durante centenas de anos, por falsas promessas de melhoramento que nunca se realizavam, da parte dos reis, dos sacerdotes e dos poderosos, convenceram-se, finalmente, que não era dessas classes interessadas na miséria que deveriam esperar o livramento, mas só de si, do seu esforço, da sua virtude, da sua união."

Quanto a mim, que com tantas e tantos camaradas ando também à procura do socialismo mas como quem o costrói e não como quem dele quer fazer bandeira para esconder a vergonha de quem destruiu e destrói fundamentais conquistas das lutas sociais; quanto a mim, faço parte desse conjunto de pessoas que costrói um socialismo sem muros e que diz muito bem que “não espera nada do PS nem fica à espera do PCP”.


Como escreveu recentemente a Joana: "O PS dá mau nome ao nosso projecto. Resgatemos o socialismo."

26 de abril de 2011

O activista do FMI


Cavaco, “magistrado activo” do salto do Coelho, cúmplice de silêncios e indiscrições “activas” para a entrada do FMI, pediu uma campanha eleitoral “passiva” que não inviabilize “o diálogo e os compromissos de governabilidade [a la FMI]”. Resumindo: toda a “actividade” às troikas invasora (FMI e companhia) e nativa (PS-PSD-CDS), toda a “passividade” para a democracia.

(também publicado aqui)

19 de abril de 2011

A troika do gamanço



A troika “FMI & companhia” queria companheiros para formar a quadrilha. PS-PSD-CDS estão aptos para o gamanço. A esquerda não reúne com quem vem extorquir salários, pensões, serviços públicos, vidas.

(também publicado aqui)

13 de abril de 2011

Já chega desta palhaçada



A Lusa tem um grande problema: a dependência das chefias do poder político.
Portugal tem um grande problema: faltam jornalistas como a Sofia Branco e sobrarem assessores de comunicação transvestidos de jornalistas.

via Ponto Media

11 de abril de 2011

Querido Líder

"Temos também o problema de mentalidade das pessoas, que vão atrás deste tipo de propaganda de uma forma quase assustadora.
Porque nós encontramos este tipo de empolgar de multidões, em muitas ditaduras.

Ontem por exemplo, houve um congressista que interveio pouco tempo antes de mim, que na sua exaltação já estava a usar a expressão de "apoiar o nosso Querido Líder", a expressão foi textualmente esta, que como sabem é a que se usa na Coreia do Norte.

jornalista: no discurso ideal que Sócrates podia agora no final do congresso, o que é que era perfeito ele dizer?

RM: Demito-me. Perfeito seria isto, para o partido e para o País."


7 de abril de 2011

As vésperas do FMI


Ontem, ao fim do dia, Sócrates, primeiro ministro de um Governo que se demitiu na sequência do chumbo do austeritário PEC4, escancarou as portas ao maior ataque austeritário em Portugal, desde o início dos anos 80. Sócrates pediu a intervenção do fundo europeu e do FMI.

Este acontecimento, que será seguramente de má-memória, deve ser enquadrado num contexto de acontecimentos que muito têm a dizer sobre o momento da luta social e política que vivemos.

(Ver mais, aqui)

5 de abril de 2011

Governo de gestão danosa



O demissionário Sócrates garante a Bruxelas (e às burguesias nativa e europeia) que vai avançar com as medidas do PEC4. À esquerda do Partido [que se demitiu da política] Socialista, as direções do Bloco e do PCP debatem, esta sexta, a crise política e social provocada pela gestão danosa PS/PSD.

(também publicado aqui)

3 de abril de 2011

A ajuda externa.

O PSD na voz de Manuela Ferreira Leite diz que: " as medidas não eram executadas nem suficientes", e afirma que o PSD deveria apoiar o Governo caso este fosse recorrer a ajuda externa.


Desta feita o que já é sabido é que o PSD quer mais austeridade, e isso é visto quando Passos Coelho diz que é uma hipótese privatizar a Caixa Geral de Depósitos e tudo mais que dê para privatizar. Curioso é que quando são apresentadas medidas alternativas para que a austeridade não seja imposta estas são rejeitadas, pois bem são medidas que vão contra os interesses financeiros. Porque chumbar a proposta de redução de salários dos gestores públicos? Gera descontentamento por parte de quem gere? Pois bem a preocupação de quem governa não deveria ser com os gestores mas sim com os desempregados, os precários, os trabalhadores a falsos recibos verdes, os estudantes que cada vez mais recorrem a empréstimos para conseguirem estudar porque as suas bolsas não são atribuídas. O Governo tem a grande preocupação de cortar nos salários da função pública, mas não se abstem de fazer 156 nomeações enquanto está demissionário. Ora isto demonstra as grandes preocupações que este Governo tem, as preocupações em manter os seus interesses em vez de manter os interesses da população, os interesses de quem realmente precisa do apoio do Estado para conseguir sobreviver.


É altura de repensar o rumo que se deve tomar para o país, um rumo sem austeridade, um rumo em que não se olhe aos interesses de quem tudo tem e tudo quer, mas sim aos interesses e direitos daqueles que precisam e são esquecidos, daqueles que todos os dias lutam pela sua sobrevivencia.

24 de março de 2011

Caia também a governação falhada (II)


Caiu aquele que era o governo "de facto" PS/PSD/CDS, mas a governação austeritária persiste. Num golpe de salvação do que lhe sobra e para se safar, o PS voltou em força à tática da vitimização.
A esquerda parlamentar, por iniciativa do Bloco de Esquerda, censurou o Governo. Os sindicatos e comissões de trabalhadores de vários sectores, com muitas jornadas de luta, censuraram o Governo. E todas as gerações de um país precário, corporizadas em 300 mil a 400 mil pessoas nas ruas do 12 de Março, já tinham censurado o Governo e a governaçao falhada.
Todos os comentadores da direita e do centro gritavam que em nome de um qualquer "interesse nacional", não podia haver uma "crise política" que se juntasse à crise económica.
Falavam e falam de "interesse nacional" como se os interesses da maioria deste "país precário" não fossem diferentes e contrários, por exemplo (!), aos de uma certa minoria famílias portuguesas (Lima Mayer, Mello, Champalimaud, Espírito Santo, Pinto Basto, Bensaúde, Ulrich, Azevedo) a que se junta uma família angolana (a do presidente José Eduardo dos Santos). Os "donos de Portugal" não gostam nada dos incómodos que lhes causa a participação popular na democracia.
Queriam, em rigor, os tais comentadores, esconder o facto de que é a estabilidade da política austeritária (que serve aqueles poucos) que condena a esmagadora maioria do povo a vidas precárias e instáveis, a vidas em crise.
Também menino de boas famílias políticas, há muito vendidas ao liberalismo, o PS sabia para onde, com o forte apoio do PSD e do CDS, nos estava a levar. O PS sabia que de PEC em PEC era o FMI que ia entrando de assalto na casa de cada um e cada uma e não queria pagar sozinho os custos políticos dessa traição ao povo. Censurado à esquerda no parlamento, censurado nas ruas, querendo ou passar a factura aos companheiros de PECado (PSD e CDS) ou partilhá-la com eles, o PS só viu uma hipótese de se safar: desviar as atenções para um novo conflito interno no Bloco Central, para que o povo se "esqueça" que o conflito maior é entre o a política austeritária e os interesses do povo explorado.
Perante a queda do Governo, sabemos que todos os PECadores querem que a mudança seja para que tudo ficar na mesma, no mesmo caminho de lapidação da democracia e do roubo do salário em várias vertentes. E, também por isso, há muita gente de esquerda que hesita perante eleições por ter deixado condenar o seu pensamento e ação à inevitabilidade da alternância sem alternativa entre PS e PSD. Esses não queriam eleições por temer a vinda da direita. Mas é preciso sair da prisão dessa lógica miserável do melhorismo e do menos-mauismo. Uma esquerda de coragem e confiança, deve aprender com a luta popular e não ter medo de eleições.
É com essa coragem e essa determinação a esquerda vai continuar a lutar pelos interesses das trabalhadoras, dos precários, das imigrantes, dos estudantes, das pensionistas pobres e dos jovens a quem o futuro é roubado. É a hora da democracia, de devolver a palavra ao povo. É preciso chumbar a governacão falhada!

Também publicado n' A Comuna.net

22 de março de 2011

Cuidado com eles!




Soares faz "um apelo angustiado" a que Cavaco chame os partidos a um entendimento sem eleições. Rebelo de Sousa apela a uma maioria PS-PSD-CDS pré-eleitoral para aprovar o PEC e pós-eleitoral para formar governo. Querem, de uma maneira ou de outra, a continuidade da política austeritária, da crise na vida dos explorados.

(também publicado aqui)