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7 de julho de 2010

Express Yourself



" Um alemão de 54 anos vai ser julgado por violar a Constituição da Alemanha. Em causa o facto de ter um toque de telemóvel com um discurso de Adolf Hitler (...) O homem de 54 anos aguarda agora julgamento e poderá vir a ser condenado a seis meses de prisão por violar a Constituição da Alemanha, que rejeita «demonstrações públicas nazis e as suas obras». "

Fica a interrogação para tentar lançar uma discussão sobre liberdade de expressão e os seus limites:

Concordam ou não com esta proibição por parte da constituição alemã?

2 de julho de 2010

Judith Butler denuncia o "homo-nacionalismo" no Pride Berlin



No passado dia 19 de Junho, a filósofa e activista Judith Butler recusou o prémio "Berlin Civil Courage Award" dizendo, corajosamente, "I must distance myself from this racist complicity".


Butler referia-se às campanhas mediáticas que sistematicamente mostram os imigrantes como "patriarcais", "homofóbicos" e "arcaicos", enquanto que organizações de gays dominadas por brancos em Berlim encorajam mais policiamento nos "bairros gay" onde vivem imigrantes, homossexuais ou não.


O grupo SUSPECT, um grupo de activistas de imigrantes LGBT teve uma declaração clara, repudiando esta tentativa cada vez mais forte de substituir uma política de solidariedade e alianças para a transformação social por uma política de criminalização, militarização e xenofobia. A prova de que os movimentos progressistas têm contradições e não são, per si, um catalisador para a transformação social (radical ou não) à Esquerda.

29 de junho de 2010

O apuramento da inteligência que o partido de Merkel quer fazer na Alemanha traz-me negras recordações do tempo do nazismo em que o apuramento racial era condição de sobrevivência. O método é o mesmo. Desrespeitar as pessoas, impondo-lhe um teste à sua condição – antes física, agora intelectual -, como condição de permanência no país. Só que agora em vez de o bode expiatório serem judeus (e outros grupos), são os imigrantes. O princípio é o mesmo: ódio encapotado às minorias! É um verdadeiro atraso civilizacional e um desrespeito pelos direitos humanos…

E afinal de contas, todas as ditaduras sugiram assim.

Não podemos ter memória curta…

1 de junho de 2010

A Criança alemã


O presidente Köhler demitiu-se ontem por estar amuado. O presidente da república da Alemanha demitiu-se por não se sentir devidamente apoiado e pelo "desrespeito" a que foi votado pelas críticas desencadeadas por uma declaração inocente que fez:





Disse que um país tão dependente da exportação como a Alemanha deve "em casos de emergência (...) recorrer a intervenções militares para defender os seus interesses, como, por exemplo, o comércio livre"

Estava de regresso de uma visita às tropas no Afeganistão... E as críticas choveram. O gabinete do presidente tentou ingloriamente estancar o dilúvio com uma interpretação oficial: estaria a falar da operação anti-pirataria no Corno de África.

A chanceler Angela Merkel fechou-se em copas, não comentou. E o presidente Köhler, que apenas disse aquilo que todos sabemos, fez birra e demitiu-se.

Afinal isto foi mesmo um problema de infantilidade. As crianças não são impedidas de fazer cocó, é até desejado que elas o façam, mas não podem dizer cocó quando lhes apetece - há regras.

O mesmo se aplica aos gestores políticos do imperialismo global: não se pode dizer que as operações militares como a do Afeganistão (NATO ou para-NATO) servem para defender interesses económicos e de poder.

O problema é que hoje é que é o dia da criança! e é hoje um bom dia para pensarmos no que a verdade desta inconveniência presidencial significa para as crianças de hoje e de amanhã, que mundo temos e teremos para nós e para elas... Mãos à obra.

O melhor do mundo são as crianças, como diria uma Pessoa.