31 de março de 2012
Pobreza e outras troikas
O desemprego oficial está a 14% e há 35,4% de desemprego jovem... E depois admiram-se de uma queda de 7,9% na receita fiscal.
A austeridade só serve para destruir a economia e a vida de milhões de pessoas com o objectivo de acumulação por parte de uma minoria de exploradores.
É neste contexto que podemos contar com o PS para ora se abster violentamente ora violentamente se abster. Estando além disso o voto favorável prometido a todas as medidas que decorram do memorando da Troika.
E apesar das divisões na bancada é assim que reza a declaração de voto feita pela direção de bancada do PS e subscrita por 55 deputados:“O PS votará favoravelmente as soluções normativas que integram a Proposta de Lei (…) e que objetivamente concorrem para o cabal cumprimento dos compromissos assumidos no Memorando de Entendimento ou que, afastando-se deste, conduzam a um reforço dos direitos e garantias dos trabalhadores".
15 de março de 2012
Mafalda
A personagem de BD Mafalda faz hoje 50 anos. A primeira vez que foi desenhada, embora seja obra inédita, foi a 15 de março de 1962. Esta personagem criada pelo humorista argentino conhecido como "Quino" deu voz a muitas frases famosas, uma verdadeira filósofa.
Como hoje é notícia que os salários caíram 1,7% e que Portugal é o segundo país da UE onde se destoem mais postos de trabalho, vale a pena recordar uma das famosas frases da Mafalda: "O País todo tá la fora esperando! O que é que eu digo? Mando sentar?"
14 de março de 2012
o expresso e a estupidez: uma história de amor

desenho de um cartoonista idiota do expresso
(sobre a legenda, mordaz, neste caso, é como quem diz energúmeno, baixo, vil, descerebrado, torpe, etc, etc)
mau jornalismo, falta de piada, crueldade ou estupidez pura? é a pergunta que fica, enquanto vemos o expresso, mais uma vez, a desculpabilizar os carrascos e a criminalizar as vítimas. tanto o director como o compincha henrique raposo devem sentir o agradável calor da alegria, daquela alegria intensa que costuma caracterizar as famílias muito unidas. se alguém duvidava que o hr pudesse estar fora do baralho, aqui fica a prova de que encaixa como uma luva neste espaço de maus profissionais amantes de salazar.
ainda vou vivendo bem com opiniões discordantes. a total ausência de sensibilidade é que já me chateia um bocado. a ausência de vergonha também não faz os meus deleites. tivesse o director deste jornal vergonha do seu jornal vergonhoso e lá ia o dito rodrigo, que não tem vergonha, graças ao seu desenho vergonhoso, engrossar o número de abelhas e, agora com vergonha, ver que o subsídio de desemprego é coisa para, volta e meia, definir se se tem ou não água na mesa. esta apatia aos problemas sociais, por virtude da sugestão de que quem não tem emprego é preguiços@, revela só uma cumplicidade cobarde com o poder político, um cúmplice fechar de olhos ao (des)emprego de portugal, uma declaração de guerra conivente com as auto-vantagens do sistema capitalista.
generalizações perigosas, falaciosas, execráveis, estúpidas. assim ganha corpo a direita portuguesa. eu, que até acho que a liberdade de expressão é fixe, acho que só ficava bem ao expresso que escondesse a sua execrável e verdadeira ideologia.
21 de fevereiro de 2012
Apesar do Carnaval...
(frase do dia aqui)
19 de fevereiro de 2011
desemprego jovem
Cerca de metade dos desempregados são jovens. Por culpa própria, por falta de pro-actividade, espírito empreendedor e capacidade de inovação, a responsabilidade é individual, nós sabemos disso.
17 de fevereiro de 2011
4 de julho de 2010
Os Ministros da nulidade
Helena André e António Mendonça foram duas das novas contratações de José Sócrates para este Governo. Ela sindicalista que deixou o posto em Bruxelas e ele Professor universitário de renome. E pese embora o doce político que é substituir homens do nível de Vieira da Silva e Mário Lino o certo é que ambos agoniam na sua própria nulidade e incapacidade.
Helena André serviu de carne para canhão no entendimento Sócrates/Passos Coelho para os cortes nos apoios sociais que entraram em vigor no dia 1 de Julho. Questionada sobre quais os ganhos financeiros do Estado com essa política, seguiu o exemplo do seu líder, e disse que não sabia. Dias mais tarde, questionada sobre quantas pessoas seriam afectadas com os cortes, a Ministra deu a mesma resposta. É o retracto da imbecilidade política que não consegue encobrir a opção puramente ideológica do PS nas questões do trabalho e da segurança social (não fosse, claro, a UGT a sua escola política) e que se manifestou mais uma vez esta semana. Perante os números do desemprego divulgados pelo Eurostat, Helena André recusou-se a comentar e disse que “vamos ver como a Economia se comporta”. Não há dúvida que a política do silêncio de Cavaco já vai fazendo escola na política portuguesa.
António Mendonça, esse nem vê-lo. Desmentido e desautorizado por Sócrates e Teixeira dos Santos na questão do TGV nem sequer se fala nele no problema das SCTUS, sendo Lacão o escolhido para segurar a trapalhada das trapalhadas do PS. António Mendonça não existe como Ministro.
Não admira, Sócrates manda e manda mesmo. Como o consegue é um problema do PS, fazer com que deixe de mandar é um problema nosso.
2 de julho de 2010
Quem gozou foram todos menos eu!
Ninguém é o pai do défice, ninguém é o culpado da destruição de todo o tecido produtivo nacional...
Como tal, o cantor popular José Malhoa fez um hino à altura do Portugal de hoje.
Com vocês o melhor da música popular portuguesa:
24 de junho de 2010
Em que Mundo vive Passos Coelho?
Algumas pessoas devem pensar que eu tenho um preconceito ideológico muito forte contra Passos Coelho que leva a escrever quase sempre para ao blogue sobre ele. É verdade, tenho e com imenso orgulho de o ter. Passos Coelho, além de ser um liberal demagogo, o político do marketing e da imagem que a única coisa que tem para oferecer é uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, está-se também a formar como o político que, a seguir a Socrates, mais atrasos civilizacionais pode vir a impor ao país.
A primeira coisa que teve para oferecer ao debate das ideias num tempo de crise financeira, económica, social, de tanta e tanta miséria foi a revisão constitucional. A seguir sucederam-se-lhe algumas pseudo reformas que nem se quer soube concretizar teoricamente (outras que são um perfeito absurdo como a regra de 5 por 1 na função pública). Seguidamente alia-se ao Governo Sócrates e impõe o PEC 1, o PEC 2 e o PEC 3. Posteriormente quis mexer na legislação laboram e penalizar milhares de trabalhadores precários, condenando-os a mais instabilidade e à perda de ainda mais direitos. E agora joga mais um trunfo:
Quer acabar com a garantia constitucional de que a Educação e a Saúde sejam tendencialmente gratuitas e suportadas pelo Estado.
Podemos discordar do papel estratégico do Estado em todas as áreas, agora no garante de condições de Saúde de um sistema de educação público que responda às pessoas pode-se por em causa o papel do Estado?
Isto não só roça a irresponsabilidade como é uma atitude de absoluto desrespeito porque quem neste país não tem condições para encher os bolsos dos donos de hospitais privados e de colégios.
Em que Mundo é que este homem vive?????
3 de junho de 2010
Não desviar o olhar !!
Desta vez não podia ser mais claro: o PSD quer flexibilizar leis laborais enquanto durar o PEC. Passos Coelho defendeu num jantar com militantes a criação de medidas especiais, que contemplem a alteração da duração dos contratos de trabalho. Já não nos chegou o discurso da flexisegurança que tanto interessou aos patrões, Passos Coelho quer agora mais atraso civilizacional... Se o PEC já é mau, imaginemos um PEC com flexibilidade laboral!
E porque está ofensiva não é de agora, celebremos a memória e as lições que ela nos dá:
26 de maio de 2010
Momento AXE
Empresas lusas em Wall Street tentam "vender melhor Portugal" a grandes investidores: Em Wall Street, representantes das empresas portuguesas cotadas no PSI20 estão envolvidos numa "acção de charme", num dia em que também se tenta explicar as medidas que o seu Governo tem tomado (1)
Presidente do Banco Alimentar diz que há cada vez mais famílias a pedir ajuda (2)
Juntando a isto o endividamento em 135% por parte das famílias portuguesas, os 2 milhões de pobres, os mais de 10% de desempregados, o milhão de desempregados...
"Espero" que tenham levado desodorizante e perfume suficiente.


