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16 de abril de 2012

Bola de neve


26 empresas por dia abrem falência. Aumento de 143 por cento de falências de restaurantes. O aumento do IVA e a quebra do consumo são os responsáveis. E assim se perde em postos de trabalho, IRC, Taxa Social Única. Uma bola de neve que arrasta micro, pequenas e médias empresas, que arrasta negócios familiares e famílias de trabalhadores. Que futuro tem um país sem mercado interno?
Este caminho para onde nos levam só nos destrói a economia e a vida. Destrói as nossas vidas. Só a oposição popular pode travar este rumo à miséria. Só da resistência nascerão as alternativas para recuperar a economia e defender uma democracia com direitos sociais para as pessoas, liberdade para cada um e cada uma e soberania para o povo.
Fora com a Troika! Fora com o governo colaboracionista! O que desta dívida for justo pagar só poderá ser pago nas condições determinadas por um povo soberano, de acordo com os seus interesses e não nas condições desta tutela criminosa.

31 de março de 2012

Pobreza e outras troikas

Os salários caem 1,7% e Portugal é o segundo país da UE onde se destoem mais postos de trabalho. Segundo previsão do Banco de Portugal, este ano haverá uma redução de 3,6% do emprego e o PIB vai diminuir em 3,4%.

O desemprego oficial está a 14% e há 35,4% de desemprego jovem... E depois admiram-se de uma queda de 7,9% na receita fiscal.

A austeridade só serve para destruir a economia e a vida de milhões de pessoas com o objectivo de acumulação por parte de uma minoria de exploradores.

É neste contexto que podemos contar com o PS para ora se abster violentamente ora violentamente se abster. Estando além disso o voto favorável prometido a todas as medidas que decorram do memorando da Troika.

E apesar das divisões na bancada é assim que reza a declaração de voto feita pela direção de bancada do PS e subscrita por 55 deputados:“O PS votará favoravelmente as soluções normativas que integram a Proposta de Lei (…) e que objetivamente concorrem para o cabal cumprimento dos compromissos assumidos no Memorando de Entendimento ou que, afastando-se deste, conduzam a um reforço dos direitos e garantias dos trabalhadores".

29 de fevereiro de 2012

Acima de tudo privatizem

Privatizem a TAP, a ANA, a TÓBIS, os CTT, a EDP, as Águas de Portugal, a RTP, a RDP, e não se esqueçam das Juntas, das Câmaras, das Escolas, do SNS, das Universidades, das Estradas, da Segurança-Social, do Exército, da Polícia, dos Bombeiros, do Oxigénio, das Praias, do Mar, de todos os Espaços Públicos, dos feriados, das festas populares, do abecedário, da língua, da História, da Cultura, da Ciência, do Parlamento, do Palácio de Belém e dos tribunais. Assim seremos um país moderno e do G20 à troika seremos elogiados. O Miguel Relvas quando sair que apague a luz e feche a porta.


19 de janeiro de 2012

Eu nunca me filiarei num sindicato da UGT!

A UGT - União Geral dos "Trabalhadores - na pessoa do seu secretário-geral João Proença, assinou um acordo em sede de concertação social que irá provocar o maior retrocesso social a nível de direitos laborais, sociais e económicos na história da Democracia portuguesa - desvalorizando os salários, embaratecendo as remunerações e liberalizando totalmente os despedimentos. Os participantes deste evento vêm desta forma afirmar o seu repúdio com esta traição da UGT , para com quem vive do seu salário, e deixar claro que nunca se filiará em nenhum sindicato da UGT.

18 de maio de 2011

extremismo de gravata


Ainda há dias Sócrates acusava o Bloco de Esquerda de querer dar o calote, a propósito da proposta de reestruturação da dívida portuguesa, hoje, é Jean-Claude Juncker, presidente do europgrupo, a admitir a necessidade de uma “reestruturação ligeira” da dívida grega. Não quer isto dizer que Junker passou para o lado das esquerdas europeias. Significa apenas uma coisa, que a renegociação é inevitável e a única alternativa à falência destes países.

Mas há quem insista em fingir que não vê o óbvio. Os casos da Irlanda e da Grécia permitem-nos hoje extrair um manual do que não fazer em caso de crise. Ambos os países implementaram planos de austeridade, tal como nós; ambos tiveram de recorrer a empréstimos externos, tal como nós; em ambos o desemprego aumentou, tal como nós; ambos enfrentam duros períodos de recessão económica, tal como nós. Nem a Grécia nem a Irlanda conseguiram suportar os juros impostos pela UE/FMI e ambos encetaram processos de renegociação das suas dívidas. O que é que nós faz pensar que será diferente no caso de Portugal?

É inegável que a dívida pública portuguesa aumentou nos últimos anos, embora esteja ainda muito longe de atingir os valores da dívida externa privada, aquela que os bancos portugueses devem ao estrangeiro. Mas é importante que percebamos o que é que causou o aumento do endividamento público. As PPP, por exemplo, consomem grande parte da dívida futura, especialmente se levarmos em conta as renegociações dos contratos iniciais, sempre a favor dos grupos privados, sempre com prejuízo para o Estado. Mas há outros contratos, ruinosos para as contas do estado, como os dois mil milhões de euros dos submarinos comprados no mandato de Paulo Portas, ou os cinco mil milhões afundados no buraco do BPN.

Também é importante saber a quem devemos. Sabemos apenas que são instituições financeiras (bancos, fundos de pensões, seguradoras), na sua maioria bancos portugueses, alemães e franceses que estiveram durante os últimos 3 anos a cobrar juros especulativos ao Estado enquanto se financiavam no BCE a taxas de 1%. O valor destes juros também entra para a divida pública, aumentado-a.

Perante a ameaça de não conseguir pagar esta dívida, PS, PSD e CDS aliaram-se para assinar um acordo com a troika. Um empréstimo no valor de 78 mil milhões, com juros a mais de 5%, em que a maior parte vai directamente para a banca e para o pagamento dos tais juros especulativos.

Os planos de austeridade implementados em Portugal são uma forma de conseguir pagar esta dívida. Cortar nos salários e apoios sociais, aumentar impostos e privatizar é a forma encontrada para transferir dinheiro dos trabalhadores para o pagamento da divida, ou seja, para as instituições financeiras a quem devemos. Mas tem consequências, porque quando se retira uma parcela tão grande do rendimento das famílias, isso implica menos dinheiro a circular na economia, menos consumo, mais falências, menos investimento e mais desemprego, ou seja, um ciclo de recessão.

O que nos coloca um outro problema: como é que se paga empréstimos de 5% ou mais quando a economia está em recessão, -2%? A resposta é: não se paga, não é possível.

Cobrar ao povo com austeridade o pagamento de uma dívida que em parte não lhe pertence para garantir as rendas agiotas das instituições financeiras credoras, a isso se chama dar o calote.

Responsabilidade não é pedir emprestado ao FMI para pagar uma dívida que não conhecemos. Para nos defendermos do calote é preciso pedir a factura discriminada, ou seja, uma auditoria à divida. Haverá com certeza uma parte que provém de contratos legítimos do Estado, mas não devemos aceitar pagar por contratos corruptos ou juros especulativos, essa parte não nos pertence.

Seriedade não é hipotecar o crescimento da economia para pagar juros irrealistas e dividas ilegitimas. Seriedade é renegociar a dívida para evitar o ciclo da recessão endividamento em que vemos a Grécia ou a Irlanda.

A ideia de que um país para crescer terá antes de ficar mais pobre não passa de puro radicalismo, extremismo ideológico de quem não quer questionar lógicas rentistas. A única coisa que o separa de outros extremismos igualmente absurdos é que passa em horário nobre e usa gravata.

publicado no esquerda.net

26 de abril de 2011

Troikámos-lhes as voltas.



A inteligência é uma arma.
O MayDay Lisboa realizou hoje mais uma acção de protesto contra o FMI, encenando uma reunião que não existiu, com um FMI que não existe.


Aproveitando o furor mediático gerado à volta da troika composta por representantes do FMI, BCE e CE, o MayDay Lisboa divulgou a sua presença junto ao FMI e rapidamente a palavra passou de boca em boca até acabar nas bocas do mundo. O comunicado apresentado pelos representantes do MayDay à imprensa após a hipotética “reunião” remete para uma troika hipotética, em alternativa àquela que está a projectar a destruição da vida e do trabalho dos trabalhadores e da maioria das pessoas. O vídeo que se segue apresenta as declarações dos representantes do MayDay após a encenação.


A posição do MayDay Lisboa perante o FMI é inequívoca e bradada aos 4 ventos: FMI Fora Daqui! Após as duas acções anteriores (pintura de um mural na Av. Infante D. Henrique e expulsão do FMI no aeroporto), o MayDay decidiu empreender uma encenação satírica contra a troika.

O FMI e a troika não se encontram em Portugal para negociar com quem quer que seja, e menos ainda com as pessoas que mais sofrem com as medidas de austeridade selectiva que pretendem impôr e acentuar. As negociações com o FMI são um logro destinado a criar uma aparência de flexibilidade negocial, quando esta entidade vem impor uma agenda ultraliberal de uma economia de exploração, desigualdade e terceira-mundização. Se os exemplos da África Subsahariana e da América Latina não nos chegam para nos apercebermos dos resultados da política do FMI, a Grécia e a Irlanda são retratos vívidos da miséria que o “salvamento” traria.
O MayDay Lisboa recusa esta falsa “inevitabilidade” e apela a todas as pessoas que querem uma vida com direitos e esperança a estarem presentes no 1º de Maio, Dia de todos os Trabalhadores, na manifestação dos trabalhadores precários e todas as pessoas que estejam contra a exploração e a precariedade.

O MayDay reunir-se-á às 13h do dia 1 de Maio no Largo de Camões,em Lisboa e na Praça dos Poveiros, no Porto, juntando-se de seguida à manifestação da CGTP.


O activista do FMI


Cavaco, “magistrado activo” do salto do Coelho, cúmplice de silêncios e indiscrições “activas” para a entrada do FMI, pediu uma campanha eleitoral “passiva” que não inviabilize “o diálogo e os compromissos de governabilidade [a la FMI]”. Resumindo: toda a “actividade” às troikas invasora (FMI e companhia) e nativa (PS-PSD-CDS), toda a “passividade” para a democracia.

(também publicado aqui)

19 de abril de 2011

A troika do gamanço



A troika “FMI & companhia” queria companheiros para formar a quadrilha. PS-PSD-CDS estão aptos para o gamanço. A esquerda não reúne com quem vem extorquir salários, pensões, serviços públicos, vidas.

(também publicado aqui)