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26 de outubro de 2011

Amigos do Gaspar



"O Gaspar diz que cla-ra-mente este es-for-ço de a-jus-ta-men-to a-bran-ge to-dos os seg-men-tos da eco-no-mia. Mas também diz que os autocarros da Carris à noite são para acabar. Os fundos de despedimentos são à vontadinha dos patrões e o IVA é para subir. Férias pagas? Luxos despesistas. Caros amigos do Gaspar, dia vin-te e qua-tro a gen-te con-ver-sa."

Joana Mortágua, Frase do Dia em A Comuna, Quarta, 26 Outubro 2011

4 de julho de 2011

Classe Média

Já vem com algum atraso mas não podia deixar de partilhar uma magistral resposta ao inacreditável artigo de José António Saraiva no Sol.

CLASSE MÉDIA

Camarada Van Zeller, apesar dos meus 485€ de base, estou numa de classe média à la Saraiva. Esta opção acarreta uma clara intenção filantrópica. Quero ajudar a pagar a factura da crise. A minha postura, neste momento, é a do guerreiro samurai contra ventos e tempestades. Sangue, suor e lágrimas, caro Van Zeller. É isso que sinto nos meus concidadãos, e é esse sentimento que pretendo trazer ao meu coração. Se for para pagar a factura da crise, até um patrão gordo e ignóbil eu aguento. Que remédio! Aceite-me ele a mim, explorado ou não. O que importa é ajudar o país, pois mais importante que a felicidade dos indivíduos é a alegria da nação. Não só deixarei de viajar em executiva como deixarei de viajar "tout court", que é uma forma de viajar muito mais económica e igualmente espiritual. Tal como o bom mestre Saraiva, também eu julgo que os patrões de hoje «são quase sempre pessoas que subiram a pulso, que trabalharam no duro, que tiveram a coragem de arriscar e investir, que criam emprego, que sofrem quando se aproxima o dia de pagar aos trabalhadores e aos fornecedores». Não sei se o Rui Pedro Soares, o Jorge Coelho, o Armando Vara, o Valentim Loureiro, a Fátima Felgueiras, o Dias Loureiro, o Ângelo Correia, o Santana, o Pereira Coelho, o próprio Saraiva, o Abel Pinheiro, o sucateiro, o Diogo Vaz Guedes, o Ferreira do Amaral, o Pina Moura, o Júdice das advocacias, o Teixeira Pinto, o Oliveira do BPN, enfim, todo esse rol de goodfellas, são patrões ou não, mas encaixam no perfil como o parafuso na porca. É tudo gente que cria riqueza, diria mesmo gente que gera a riqueza que serve para pagar aos inúteis energúmenos dos juízes, polícias e militares. De resto, estou convencido de que um governo só poderá ser levado a sério quando começar a pensar a sério na privatização da justiça. Entregue-se a justiça a quem gera riqueza, ilibem-se os bons criminosos, os bons vigaristas, os bons aldrabões em prol da saúde económica da nação. Por mim, estou preparado para aguentar todos os esforços. Se for preciso, torturem-me. O que eu quero, o que eu desejo, aquilo porque anseio é apenas uma só coisa: a estabilidade dos mercados, a pacificação da especulação financeira, a boa saúde da economia. Que se esfolem, torturem, matem, que se escravizem, que trabalhe até ao último pingo de suor essa canalha, esse gado a que alguns, por clara ingenuidade, insistem em classificar de povo. Essa gente mais não é do que o vírus da nação enquanto a frugalidade não os tornar na aspirina dos mercados. Já eu, no meu palanque de classe média, estou disposto a não desperdiçar nem mais uma espinha quando for comer a restaurantes, ainda que já muito raramente o faça. O bom Saraiva diz tudo quando revela a tragédia dos números: «numa empresa como o SOL, por cada empregado que leva para casa 1.390 euros, a empresa tem de desembolsar 2.300». A pergunta é simples: sendo assim, como sobrevive o Sol? Eis a resposta: tem ao volante um Saraiva que ao beber café não desperdiça o açúcar branco, o açúcar escuro, o adoçante e o pau de canela. Mistura tudo numa perfeita simbiose de cafeína, emborca a mistela e arrota para o ar a prosa da semana. Só gostávamos de saber onde vai o bom homem beber café? E não necessariamente para aí desperdiçarmos parte dos nossos 485€ de base, mas para sacar do lixo, mais que não fosse, o pauzito de canela. Mas eu vou mais longe, não me limito a substituir a água Vittel pela do Luso. Recorro directamente a boa água del Cano. Entre Heineken e Sagres, há sempre uma Cergal a sorrir para mim. Quanto a vinhos, o Chandon do Cartaxo é a mais justa das opções. Em nome da crise e das suas facturas. Tabaquinho, só de enrolar. Ou barba de milho. Fatos não visto, mas já substituí toda a indumentária. Limito-me à farda fornecida pelo bom patrão. Aos domingos, lá ponho uma camisita comprada nos ciganos e a boa ganga do mercado de Santana. Tenho um par de sapatos para o ano inteiro. Compro-os sempre no Inverno. Chegados ao verão, têm buracos. Mas não importa, faz de conta que é ar condicionado. Os pés respiram melhor. Há muito que optei por férias cá dentro. Tão dentro, tão dentro, tão dentro, que raramente saio de casa. Os aeroportos são, sem dúvida, um risco desnecessário e um incómodo evitável. Sobretudo para quem lhes pode sentir o cheiro. Nunca tive, nem sei o que é, um Mercedes E, um Mercedes C, Audi 6 ou um Audi 4, mas desde 1999 que tenho o mesmo e bom velho Ibiza. Não me incomodam os seus soluços nem a falta de ar condicionado. É para isso que servem os vidros e, em nome da crise, não há cá calores que justifiquem luxos. Aos hotéis, prefiro a tenda de campismo. Enfim, sigo, na linha do bom Saraiva, os meus próprios princípios de frugalidade. Diga-se também que só uma vez na vida comprei o Sol. Seria um desperdício inconcebível gastar dinheiro com as merdas que o Saraiva escreve.

aqui
http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2011/07/classe-media.html

8 de junho de 2011

Jogo Limpo



Ganhe-se ou perca-se, treinadores de bancada são giros de ver e sempre animam as conversas. Mas isso é no futebol. Num partido, só pode ser titular quem quiser mesmo ir a jogo.


Frase do dia aqui

27 de abril de 2011

Heterónimos de Boaventura

(é para onde dá o vento...)

Boaventura Sousa Santos prossegue o seu périplo por todos os posicionamentos que a sua imaginação permite relativamente à crise e à sua solução. À segunda, apela à revolta popular contra o FMI, à terça, abençoa um casamento entre Sócrates-Passos, à quarta, a Islândia é que dá o sinal mas a intervenção externa é coisa boa. Não me levem a mal, a esquerda quer-se grande e plural... Mas com cabeça.

frase do dia

aqui

6 de abril de 2011

O cheiro do pilim

Num grande gesto de solidariedade nacional, os banqueiros portugueses decidiram que não emprestam mais dinheiro ao Estado. Já estão fartos de especular com a dívida portuguesa e agora entoam hinos ao FMI. Talvez seja o "internacionalismo monetário".


Frase do dia aqui

31 de março de 2011

eles vão a todas


Podem tirar os Simpsons da luta mas não nunca vão tirar a luta aos Simpsons!


Roubada daqui, a propósito disto

30 de março de 2011

Os (perigosos) Simpsons!


Três cadeias de televisão, da Alemanha, Áustria e Suíça, estão a rever e censurar capítulos da série Os Simpsons que têm alusões a acidentes nucleares. O lobby nuclear nem os desenhos animados respeita.
frase do dia aqui

23 de março de 2011

Abutres!


Bem sabemos que já voam os abutres do “interesse nacional”, mas hoje o único voto possível é aquele que chumba o austeritarismo e abre caminho à democracia. A estabilidade das nossas vidas exige a desestabilização dos vossos interesses!

Frase do dia aqui

16 de março de 2011

A Madrinha Burguesa



A Moody's saúda o PEC4 e a união de facto PS-PSD, mas corta o rating português de A1 para A3 e diz que a austeridade ainda não chega. Como boa madrinha, a Moody's declara também que ou o PS e o PSD assumem a relação e se casam ou é melhor vir o FMI.

Frase do dia em
acomuna.net

23 de fevereiro de 2011

São os negócios...

Luís Amado disse que a queda dos ditadores é um perigo pois pode gerar a ascensão do fundamentalismo, e que o Governo português nas suas relações com as ditaduras é como os outros, europeus e americanos, “que tentam internacionalizar as empresas”. Deve ser isto o “socialismo democrático” do PS.

Frase do dia em

acomuna.net

18 de fevereiro de 2011

O interesse tem razões que o próprio coração desconhece

Desculpe, não ouvi bem... Não apoiam a censura ao governo porquê mesmo?

Ah, bem me parecia.

Os projectos de lei do BE, do CDS e do PCP que propunham limitações nas remunerações dos gestores públicos foram chumbados no Parlamento com os votos contra do PS e PSD. in: publico.pt


17 de fevereiro de 2011

"vaticínios encartados", JM Pureza

Não lhes entramos na cabeça, saímos do esquema e lixamos-lhes os esquemas.
O Bloco não nasceu para colaborar com o situacionismo deles e é por isso que passam a vida a condenar-nos à morte.


"Quando o Bloco de Esquerda nasceu, os comentadores encartados vaticinaram-lhe displicentemente morte rápida. O argumento era o de que trotskystas, maoistas e outros istas jamais se entenderiam. O que espanta é que, ao fim de dez anos de permanente crescimento social e eleitoral do Bloco, os encartados comentadores não tenham aprendido nada com a realidade das coisas. Devo dizer-vos que não sei ao certo qual dos ecos do anúncio da moção de censura do Bloco ao Governo e aos seus apoios terá sido mais impressionante: se a corrida dos partidos da direita e das centrais patronais a socorrerem o Governo (em nome da "responsabilidade", pois claro), se a voracidade dos comentadores a re-vaticinarem, pela enésima vez, a morte anunciada do Bloco de Esquerda. Percebo-lhes o desejo: querem uma esquerda arrumadinha, previsível, respeitadora das naturais hierarquias e que se submeta, quando lhes convém, à ficção de um interesse nacional agregador das diferenças e tensões. Pois bem, quero dizer-lhes que o Bloco não pensa na reforma antecipada nem em desistir de ser fiel aos seus propósitos fundadores. Sei que daqui a dez anos voltaremos a ler os comentadores encartados a vaticinar que então é que vai mesmo ser a morte do Bloco. Mas, então como agora, vale para eles a ironia de Mark Twain: "as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas"

José Manuel Pureza

16 de fevereiro de 2011

As Mentiras Deles

Por todo o mundo estalam as verdades inconvenientes da Wikileaks. Dos governos corruptos aos negócios das corporações internacionais, passando pelos cruéis e corrompidos exércitos e pelos ditadores internacionalmente sustentados... os crimes começam a vir a lume. Mas se em alguns sítios (como na Tunísia) o povo fez da verdade um instrumento de emancipação, noutros os criminosos continuam à solta. Esta insistente impunidade das elites corrói os sistemas democráticos e deve ser combatida... Que assumam os povos esta nova arma de luta

(a propósito disto ou daquilo... ou de todas as verdades que nos provam que há quase sempre uma mentira escondida na inevitabilidade deles)

Também mais ou menos publicado n'acomuna.net

14 de fevereiro de 2011

Censura, o grito de uma geração!

Como outros, Paulo Pedroso aproveitou o espaço do seu blogue pessoal para fazer a sua análise da moção de censura apresentada pelo Bloco de Esquerda no debate parlamentar da passada quinta-feira. O hino desta moção, dizia ele em tom jocoso, é a instantânea "Parva que sou" (dos Deolinda). Pedroso talvez não se aperceba disso mas está coberto de razão.

A incapacidade do ex-deputado socialista em perceber o significado politico e social desta canção é compreensível: ela representa em toda a sua simplicidade o grito de revolta de uma geração inteira contra as políticas que insistem em roubar-lhe o futuro.

E é por isso que Paulo Pedroso a despreza, não fosse ela - por si só - um hino de censura à instabilidade permanente das nossas vidas.

Sim, esse poderia ser o hino de todos quantos querem travar as políticas de austeridade que facilitam os despedimentos, que impõem a precariedade, que atacam os direitos e o Estado social, que privatizam os bens públicos e que insistem em nos fazer pagar uma factura que não nos pertence.

Esta luta contra a austeridade e o roubo faz-se no protesto, na música, nas greves, na rua e no parlamento. E a atitude responsável que se exige a uma esquerda socialista é ser a voz consequente dessa censura popular à política e aos seus protagonistas, o PS/PSD.

Em nome da defesa do país contra a entrada do FMI, PS e PSD fizeram a maioria que aprovou o orçamento de estado e todos os PEC's. Mas foi na antecipação dessa desastrosa politica (do FMI) que juntos deixaram correr soltos os lucros dos bancos, aplicando sobre quem mais sofre o sacrifício da austeridade.

Aqui a mão que executa não se distingue da consciência que ordena. Quem empresta manda! dizem os mercados financeiros, a Alemanha, o PS e o seu cúmplice PSD. Mas quem manda lucra com os juros da instabilidade que provoca. Não há outro resultado possível do estar a mercê de quem empresta que não seja a continuação dessa instabilidade.

Ao afirmar uma alternativa ao pântano da inevitabilidade, a moção de censura do Bloco de Esquerda não vem criar nem instabilidade nem crise política. O governo e a sua política é que estão em crise e são sustentados por uma maioria PS/PSD que não merece a confiança popular e que se devora não por divergências programáticas mas por sede de poder.

Contra a política que impõe a instabilidade na vida, a esquerda exige a clarificação de posições e a devolução da palavra ao povo. Não estamos reféns do medo do papão da direita. Se antes o povo da esquerda era pressionado a limitar-se ao centro-"esquerda" para não virar à direita, agora a chantagem está entre a politica de direita do PS e a politica de direita do PSD.

"Parva que sou" é um grito espontâneo. Mas é também uma prova de que a "geração sem remuneração" está a ganhar consciência de que "esta situação dura há tempo de mais", é uma prova do falhanço da política de direita. Traduzir e dar consequência em toda a sua política à vontade de mudança desta geração e de todo o povo precarizado e explorado é a atitude firme e responsável de quem se bate pela construção de uma maioria social e de uma alternativa para o desenvolvimento do país.


Artigo publicado no esquerda.net

30 de março de 2010

Adeus, Lenine!

“We know our country is not perfect. But what we believe in inspired a lot of people in the world. Maybe we have drifted off course from time to time. But we collected ourselves. Socialism doesn’t mean living behind a wall. Socialism means reaching out to others, and living with others. Not just dream about a better world, but make the world a better place. I have therefore decided to open the GDR borders.”

Sidmund Jähn como “ficcional” Presidente do Conselho de Estado da RDA
em Goodbye, Lenin! (Wolfgang Becker, 2002)

Somos doze. E somos de esquerda. Muitas e muitos de nós já passaram por outras experiências na blogosfera. Noutros casos, é a estreia por estas bandas. Umas e outros até acumulam "tachos blogosféricos", mas há também quem se dedique em exclusivo a este projecto. Somos de vários pontos do país: de Coimbra, do Porto, de Santarém, de Leiria, da Covilhã, de Braga e de Lisboa.

Temos em comum a certeza do pensamento crítico e trazemos connosco a ideia de que é preciso agitar a blogosfera, construir novos espaços em que se confrontem as muitas opiniões à esquerda. É na pluralidade de visões sobre a vida, a função social da escola, as relações de trabalho, a economia, as dinâmicas do capitalismo moderno, a própria (re)composição da esquerda, etc., que reside a robustez deste projecto. Partilhamos, acima de tudo, a convicção de que, à esquerda desta crise, há um caminho, uma saída, uma alternativa.

Por outro lado, acreditamos que a primeira medida da “secção dos jardins, cemitérios e crematórios” de um governo revolucionário deverá ser o enterro de Lenine. A segunda medida, parte fundamental da luta pela emancipação socialista, é a garantia de que se não lhe erguerá uma estátua em plena Praça Vermelha (nem tão-pouco no Marquês de Pombal, na Avenida dos Aliados ou no Castelo de Alvito). Por fim, terceira medida: não queimar os livros dele e sobre ele.

Dizemos "Adeus, Lenine!" mas também queremos dizer Adeus ao "estado a que isto chegou". Sabemos que não chegámos ao "Fim da História" e queremos Mudar o Futuro. Usaremos as nossa canetas afiadas para a correcção dos próximos capítulos.

We'll keep you posted!

Adriano Campos
Bruno de Góis
Daniel Fonseca
O Papa sou Eu (Fábio Salgado)
Joana Mortágua
João Curvêlo
João Nuno Mineiro
Mariana Mortágua
Nuno Moniz
Rita Martins
Rodrigo Rivera

(e juntaram-se as/os seguintes)
Ana Bárbara Pedrosa
Fabian Figueiredo
Francisco da Silva
Hugo Ferreira
Maria João Barbosa
Mariana Santos
Ricardo Sá-Ferreira
Sara Schuh
Vasco Dias