Mostrar mensagens com a etiqueta passos coelho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta passos coelho. Mostrar todas as mensagens

5 de abril de 2012

"trata-se naturalmente de um lapso"

Ainda ontem de madrugada escrevi esta pequena nota, não é preciso ser bruxo: "Bruxelas abre a porta para mais um ataque à Constituição: a retirada permanente dos 13º e 14º mês. O Governo bem pode jurar que não, mas o povo não pode esperar nenhuma fidelidade da parte de um governo que, submisso a interesses externos, aceita a imposição de um garrote de 0,5% ao desenvolvimento e à democracia."

Ora não precisámos de esperar muito. Ainda durante a quarta-feira Passos Coelho disse "Eu creio que é depois de 2014, porque o nosso programa de ajustamento decorre até 2014, portanto, só depois disso, como é evidente, e tem uma base anual. Portanto, a partir de 2015 haverá reposição desses subsídios".

Tragicómico foi Vítor Gaspar ter dito seis vezes, hoje no debate do orçamento retificativo, que o governo sempre disse o mesmo sobre estes cortes. Confrontado com a citação de umas declarações suas em que falava sobre o fim dos cortes em 2013, respondeu Vítor Gaspar "trata-se naturalmente de um lapso". Ora lá está, disse sempre 2015, tirando aquelas vezes em que disse 2014, aliás, 2015... E de "forma gradual", provavelmente "ao longo de 12 meses"... Já estamos a ver a volta que querem dar.

7 de fevereiro de 2012

pieguices

depois disto, eu acho que piegas é não lhe irmos partir os dentes.

juro que quando li o título da notícia pensei "lá estão os marotos do inimigo público outra vez". mas não, era mesmo o inimigo público, literalmente.

passámos da demagogia nojenta ao insulto e ninguém me avisou? bah, está bem, eu sei que devia estar mais atenta às notícias, mas depois leio estas coisas e desanimo um bocado.

31 de dezembro de 2011

ah e tal, mudou o ano

se o natal, para mim, é tempo de amor, com a passagem de ano já não tenho nenhuma relação romântica. anda por aí meio mundo com desejos muito fofinhos para o próximo ano, cheios de harmonia, solidariedade e paz no mundo. quanto a mim, só desejo que o passos coelho se deixe de politiques e descubra a sua vocação. seja pasteleiro ou jogador de futebol (até pode ser do f.c.vizela), não me importa muito. desde que não ande para aí a fazer asneiras, por mim está tudo bem. já agora, que leve o resto dos ministros e o presidente. podem sempre abrir uma pastelaria ou formar uma equipa para jogar à bola.

21 de dezembro de 2011

nem jovens nem professorxs nem passos coelho. ninguém sai daqui e acabou. oh, pronto, o passos pode ir para a ilha.

se, por um lado, o passos quer mandar o povo lá para fora, por outro, o pessoal de bruxelas não nos quer a vaguear por aí.

eu até compreendo @s belgas. não consigo confiar muito em pessoal que votou num jotinha que, após 6 meses de governo, desiste enquanto pede sacrifícios que persistam.

não vou, no entanto, entrar no jogo inglório dxs jovens que aconselham o governo a emigrar. acho muito injusto, muito umbiguista, muito imaturo da parte delxs. xs desgraçadxs dxs estrangeirxs não têm culpa nenhuma do povo português ter eleito aquele circo. votaram nele, agora aturem-no. não tentem é empurrá-lo para o lado que der mais jeito. eu, se fosse estrangeira, também não quereria aturar disto. sentir-me-ia, aliás, muito magoada se me mandassem aturá-lo só para salvarem a própria pele.

saliento só que eu não tenho culpa nenhuma disto. não seria, portanto, mal pensado que passos coelho, amigxs e votantes fossem para uma ilha deserta qualquer e deixassem o povo decente em paz. deserta. nada de estrangeirxs. elxs são fixes como nós e também não lhe acham grande piada. pelo menos, xs mais inteligentes.

11 de setembro de 2011

uma pílula mais cara por um lobby gay mais forte!

“A pílula é um luxo?”, pergunta a Helena Pinto, respondendo de seguida. Vou abster-me de comentar a necessidade ou a falta dela na comparticipação monetária do Estado aquando da compra de contraceptivos.

Vou só referir-me ao mais curioso:

Sem empregos, sem dinheiro, sem pílula: mais crianças. Mas sem empregos, sem dinheiro, ninguém conseguirá manter as crianças. Mas, meus amigos, minhas amigas, ninguém deixará o sexo. Óbvio será, por isso, que esta é uma tentativa de espraiar a homossexualidade, ou seja, o temeroso lobby gay. Engraçado, não é? Num dia falam de tumultos, noutro tentam abichanar-nos. Claro que assim nem eu teria medo.

13 de agosto de 2011

tornar a austeridade um bocado mais austera, até para não habituar mal as pessoas

A taxa de IVA sobre a electricidade e o gás natural sobe da taxa mínima (6%) para a máxima (23%). Contas feitas, numa casa onde a factura da luz ande pelos 50 euros, mais 8 euros e meio serão gastos. A ideia era que esta adorável medida de austeridade entrasse em vigor só em 2012, mas o Governo resolveu presentear-nos mais uma vez com o seu hercúleo desejo de melhorar as nossas vidas e pôr a (nossa) economia a andar. No meio disto tudo, espante-se, até Poul Thomsen está preocupado com a excessiva austeridade. Coisa estranha, diga-se de passagem, já que eu sempre ouvi dizer que a austeridade era a única solução e que quão mais agressiva for melhor para nós, que somos banqueiros.

Temos visto Portugal a aplicar medidas de austeridade por vontade externa, que a troika é que é a culpada. Mas, para fazer da austeridade uma coisa mais a sério, o Governo tem ainda inventado algumas medidas, até para não perder o cunho da originalidade almejada e para não dar a ideia de que só fazemos o que a dona Angela quer. Mas, pá, não se queixem. O Passos Coelho passou a campanha a dar entrevistas em que falava não do seu programa de Governo nem do seu talento para endireitar o país, passe a ambiguidade, mas do seu talento para fazer farófias*. Eu sempre disse que o rapaz estava melhor a pasteleiro do que a Primeiro-Ministro, mas ninguém me quis ouvir.

*Acho que ninguém sabe muito bem o que são farófias, mas, só para que me levem mais a sério, gostava de dizer que sei fazer pastéis de nata. Pelo menos toda a gente sabe o que são.

7 de abril de 2011

As vésperas do FMI


Ontem, ao fim do dia, Sócrates, primeiro ministro de um Governo que se demitiu na sequência do chumbo do austeritário PEC4, escancarou as portas ao maior ataque austeritário em Portugal, desde o início dos anos 80. Sócrates pediu a intervenção do fundo europeu e do FMI.

Este acontecimento, que será seguramente de má-memória, deve ser enquadrado num contexto de acontecimentos que muito têm a dizer sobre o momento da luta social e política que vivemos.

(Ver mais, aqui)

10 de setembro de 2010

E os Burros somos nós?




Faz-nos um desenho Passos que nós somos um País de burros.

Que tal dissolver o povo e tu e o Sócrates convocarem eleições para elegerem outro com elevada cultura e nível intelectual, que esteja à altura do vosso savoir faire?


4 de agosto de 2010

Vencer

Cavaco é a cenoura e o bastão e quer-nos burros de carga. A filosofia PSocrática também nunca se engana e raramente tem dúvidas. O Coelho encaminha-nos a Passos largos para o abismo de um país que não é das maravilhas.
Cavaco é a ponta da lança desta luta anti-social. É o garante não dos avanços da Constituição, mas dos ataques aos direitos sociais e políticos nela consagrados.

Lembra-nos isto...


...que foi possível derrotar Cavaco Silva. E é possível derrotar Cavaco Silva.

Decide-se nas próximas presidenciais quem será o próximo Presidente da República (Parece óbvio? ainda bem!). O rosto unitário da luta contra a política liberal, sabemos quem é. Sabemos que Manuel Alegre é rosto unitário da contestação à política liberal e é o candidato mais capacidade de vencer Cavaco Silva.

Esta vitória não é uma profecia, mas uma proposta de trabalho.

19 de julho de 2010

O irresponsável Passos


Num momento de crise como o que vivemos, num momento em que as necessidades das cidadãs e dos cidadãos são mais ao nível do pão, Passos Coelho oferece-nos o circo de um debate sobre arquitectura do sistema político :

O líder do PSD defende que o Presidente da República deve ter poder para demitir o Governo e nomear um novo executivo, sem eleições e sem dissolver o Parlamento

No fundo, Passos Coelho dá uma no cravo e outra na ditadura, aliás, no presidencialismo. A ideia é distrair o país dos problemas reais e estruturais da economia e dar as culpas ao poder do parlamento.
Estas propostas entram no mesmo rol das propostas de círculos uninominais e/ou de redução do número de deputados: propostas que apenas visam reduzir a proporcionalidade, reduzir o controlo parlamentar, e conseguir maiorias absolutas ainda mais artificiais que as actuais.


Se querem maiorias absolutas, têm de conquistar a confiança popular para tal. Mas nem eles se acham dignos dessa confiança e querem fazer batotas na secretaria. Aliás, esta medida é pensada "à medida" de uma suposta reeleição de Cavaco... Mas nós não vamos deixar, com ou sem formas criativas de apoio.


A outra parte dessa agenda de endurecimento do sistema político está no ataque às garantias laborais e aos serviços públicos, nomeadamente saúde e educação, ao nível da Constituição. O corte simples desses direitos, riscando-os das Constituição, seria complementado com a introdução do vírus monetarista na lei fundamental: limitação do défice como preceito constitucional. Limita-se o défice cegamente, depois as contas são simples: a política liberal continua o processo de redução de impostos sobre o capital, reduz-se a receita e corta-se no que for restando dos serviços públicos e da protecção social.


É mesmo por tudo isto, contra esta onda da reacção liberal, que a Esquerda precisa de derrotar a Direita nas próximas presidencias.


6 de julho de 2010

O "socialismo português"


Continua o desnorte metódico dum partido dito de centro-direita (aliás membro do PPE) mas chamado Partido Social Democrata (o nome original PPD ficava-lhe melhor... mas enfim).

Bem, vamos ao desnorte:

A vice-presidente do PSD, Paula Teixeira da Cruz, defendeu esta segunda-feira, na Antena 1, que o "Governo andou bem" na decisão de vetar, na assembleia-geral da Portugal Telecom, o negócio de venda da operadora de telemóveis brasileira Vivo aos espanhóis da Telefónica.

Assim sendo, Paula Teixeira da Cruz discorda do secretário-geral Miguel Relvas e do presidente Passos Coelho... Quer dizer, vendo bem nem sei se discorda, pelo que disse Passos Coelho ele seria a favor do uso da golden share NESTE caso se fosse a favor da golden share em GERAL.

Do ponto de vista da lógica formal, nada disto está errado. Mas a realidade não é formal. Esta ilógica na realidade política é, tanto quanto sei, mais um método de trabalho que outra coisa qualquer. Pois vai de verdades formais (embora absurdos práticos) como aquele, a verdadeiras falácias como esta:

Paula Teixeira da Cruz é contra o papel do Estado "como operador nos sectores económicos", até porque "não é saudável". Porém, "há sectores estratégicos, como a água, as comunicações, a electricidade". Por isso, admite que "tem de haver algum proteccionismo". Hã?! Oi!!? Què!!?


É isto que é a "social democracia portuguesa", é um belo amontoado surrealista: "O PSD assume as especificidades que o caracterizam como partido de raiz eminentemente portuguesa, bem como aquilo que o distingue relativamente aos partidos socialistas ou social-democratas europeus de inspiração socialista."

Longe disto não anda o "socialismo português" que o histórico do CDS Freitas do Amaral defendia em 1975-76 (vídeo), esse socialismo que continuou a defender enquanto ministro do Governo Sócrates 1 e que é, aliás, o "socialismo" de Sócrates e do PS/aparelho:

"O socialismo burguês elabora, a partir desta representação consoladora, um meio sistema ou um sistema completo. Quando exorta o proletariado a realizar estes sistemas e a entrar na nova Jerusalém, no fundo só lhe pede que fique na sociedade actual, mas que se desfaça das odiosas representações que faz dela."

3 de junho de 2010

Não desviar o olhar !!


A política da mascara não podia durar assim tanto tempo… Passos Coelho é perigosíssimo porque não se lhe conhecem as verdadeiras intenções, e tem um aparelho de imagem brutal. Porém, pouco a pouco, ele revela-se e se os trabalhadores estiverem atento sabem que dali só vêm a mesma ementa de sempre: Liberalismo, exploração, impunidade fiscal, injustiça social.


Desta vez não podia ser mais claro: o PSD quer flexibilizar leis laborais enquanto durar o PEC. Passos Coelho defendeu num jantar com militantes a criação de medidas especiais, que contemplem a alteração da duração dos contratos de trabalho. Já não nos chegou o discurso da flexisegurança que tanto interessou aos patrões, Passos Coelho quer agora mais atraso civilizacional... Se o PEC já é mau, imaginemos um PEC com flexibilidade laboral!

E porque está ofensiva não é de agora, celebremos a memória e as lições que ela nos dá:

24 de maio de 2010

Porque têm eles medo da Greve?




Sábado é dia de luta, e eles andam com medo. Sócrates, Passos Coelho e os sectores liberais da sociedade afirmam que uma grande greve geral irá prejudicar o país e passar uma má imagem para o exterior, que uma greve geral apenas contribuirá para o desnorte e para a especulação sobre Portugal. Usam-se todos esses argumentos como uma peça de chantagem para os trabalhadores. Mas a verdade é que a imagem do país no exterior não se mede em função da pseudo lealdade a quem nos mete as mãos nos bolsos. A imagem do país no exterior somos nós Portugueses, imigrantes, trabalhadores, estudantes que a construímos. Uma grande greve geral é sinónimo de motivação social geral, de uma vontade colectiva que diz: juntos, aqui e agora, lutaremos pelo país, lutaremos por todos. Uma grande greve geral é sinónimo de grande mobilização social para o futuro.

O que os poderosos têm medo não é essa imagem exterior, é simplesmente sentirem o peso de um país que diz não (!!) ao modelo que está a ser imposto, que não contribuirá para o crescimento económico e muito menos para o bem-estar social, antes pelo contrário!

Pelo país e pelo trabalho, mobilizemo-nos !!

4 de maio de 2010

“Adeus Europa”, adeus Mário Soares

Na sua crónica de hoje no DN, Mário Soares cita o artigo de Moisés Naim intitulado “Adeus, Europa”. No passado domingo, escrevia Naim no El País “precisamos de mais Europa e não de menos Europa, mas não significa mais Bruxelas, mais burocracia, nem mais incompetência”.


Mário Soares concorda e eu também. O problema é que a Europa mais democrática e mais solidária que Soares reclama ao vento devia ser reclamada junto da sua própria família política: os partidos socialistas europeus. São raríssimos os momentos em que deu para distinguir entre os governos dos PS's e os dos PSD's CDS's da Europa. Os PSD's e os CDS's da Europa fazem parte da família política dos partidos populares europeus, que se caracterizam por ser populistas no discurso e neoliberais na prática.

Mas essa convergência das famílias políticas que governam a Europa, a que se juntam os liberais europeus, deve ser bem vista por Mário Soares. Deve ser. Não pode ser lida outra coisa nestas palavras: “Não esqueçamos que bastou uma simples conversa cordial, entre Sócrates e Passos Coelho, para que a Bolsa, antes muito conturbada, subisse e o ambiente europeu especulativo, contra nós se moderasse”.

Já eu nem percebo porque demoraram meia-hora a combinar que iam dizer em coro que a culpa desta crise é das desempregadas e dos desempregados. Já concordavam com esse discurso antes da dita “conversa cordial”. E nada daquilo tem a ver directamente com o défice. Aliás, ainda ontem, Helena André dizia que o resultado financeiro do que classificamos como “populista” é pouco relevante. Ou seja, as famílias políticas dos PS's e PPD's, cúmplices europeias do sistema financeiro mundial, culpadas de uma Europa muito pouco democrática e predadora dos serviços públicos, essas famílias de bem e de bens nada querem mudar nas condições que geraram a crise na vida das pessoas e na economia. Apenas querem apontar culpadas e pagadoras nas principais vítimas da crise: os imigrantes, as trabalhadoras e os desempregados.

Bem pode igualmente Soares querer atribuir as culpas políticas aos “partidos radicais, da Esquerda e da Direita”. Bem pode querer de forma paternalista dar conselhos aos tais radicais: “por mais que lhes custe, devem compreender que ou mudam de comportamentos ou se arriscam a perder cada vez mais os seus eleitorados...”. Soares devia antes preocupar-se com o crescimento da direita e extrema direita por toda a Europa. E devia preocupar-se igualmente por serem esses os aliados das coligações formais e informais dos PS's europeus.

Quanto aos ditos “radicais da Esquerda”, agradecemos mas dispensamos o conselho de conversão ao liberalismo: já existem partidos suficientes para a política liberal, preferimos dar a oportunidade às cidadãs e aos cidadão para escolherem a política socialista e o europeismo de esquerda.

10 de abril de 2010

Vira o disco: toca o mesmo !!

Parece que anda tudo com receio de falar nesse líder temerário em ascensão, de seu nome Pedro Passos Coelho. A sua eleição foi sem dúvida um ponto de viragem no PSD, quer no tempo de antena quer na imagem mediática… Mas é simplesmente fogo-de-vista. A sua eleição ( e até a sua candidatura) foi acompanhada por um poderoso aparelho de marketing e de imagem… Aparelho que o colocou todos os dias em todos os noticiários mesmo quando nada tinha a dizer de novo. A comunicação social está ela própria a criar a imagem do próximo primeiro-ministro. Mas são opções que questiono mas não censuro.

O mais importante sobre a ascensão do Pedro Passos Coelho não é, como se diz, o tom do seu discurso e a “confiança renovadora” que transmite.

Passo Coelho é simplesmente mais do mesmo: é um líder que não abandonará o legado que o PSD deixou ao país; é um líder defensor do modelo económico e social que foi o responsável pela crise que vivemos; é um líder que não abandona as opções políticas que condenam 2 milhões à pobreza, 600 mil ao desemprego e 2 milhões ao trabalho precário; é um líder defensor de um modelo sistemático, que não rompe nem quer “Mudar” nada; é um líder de sistema, com uma imagem renovada é certo, mas nada mais que isso; é um líder de aparelho e não descomprometido com este estado de coisas.

Pedro Passos Coelho é uma imagem ficcionaria que com um aparelho de imagem forte parece transmitir uma ideia de mudança, de renovação e de alternativa… Mas que depois de bem espremido é simplesmente a continuação do modelo que o PSD sempre advogou, que continuará a advogar, e contribuiu para a calamidade em que vive o país.

A solução é à esquerda…

6 de abril de 2010

Sacar as rolhas quando o vinho é nosso é uma chatice

Todos os ex-candidatos à liderança do PSD opuseram-se à tão badalada lei da rolha, entrando entre eles numa fulgurante competição para medir quem era o mais democrata, o mais tolerante, o maior promotor do espírito crítico, ao direito ao contraditório, e por ai adiante com muitos determinantes e pronomes indefinidos...

O menino bonito do PSD, na qualidade de candidato, até uma carta escreveu a Rui Machete para se revogarem as alterações estatutárias já em Abril, "urge corrigir o equívoco criado" dizia ele.

Agora que Passos Coelho tem a autoridade política para comprar um saca rolhas, parece que para os lados da Rua de São Caetano o stock está esgotado.

E os argumentos para não se repor o stock, como o bloco central português já nos habituou, são do melhor:

Luís Marques Guedes disse ser "impossível" acrescentar um ponto à ordem dos trabalhos do Congresso de Carcavelos para debate e votação de alterações aos estatutos do PSD. "Para isso ser feito, era preciso haver uma reunião do Conselho Nacional que alterasse a agenda do congresso. Como o congresso já estava convocado, era impossível", referiu o secretário-geral do PSD. (ver a notícia aqui)

Que grande chatice essa a de obrigar os senhores a terem que reunir o Conselho Nacional antes do Congresso e a cumprir a sua palavra. Agora terá que ficar para outro Congresso, quando? Não se sabe. E talvez não dê grande jeito convocar um, as justificações criativas e originais já todos conhecem.

Até lá o país terá que continuar a viver com esta dura realidade.