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21 de junho de 2011
Dedicado a todos os Rui Tavares do Mundo!
Rui Tavares vem a público falar duma decisão que tomou há semanas atrás, desvinculando-se do BE no Parlamento Europeu.
Só três notas:
1. RT toma a bela postura da virgem ofendida, exigindo um pedido de desculpas ao FL, em vez de o pedir aos jornalistas que dizem que o citaram sobre o erro no nome dos fundadores do Bloco.
2. Aproveita para mascarar a sua saída do GUE/NGL com esta terrilíssima ofensa à sua pessoa, esquecendo-se que está a mentir a toda a gente, visto que já tinha comunicado o seu afastamento "oficial" para o Grupo dos Verdes europeus há semanas atrás.
3. deixo só mais uma questão: não acham estranho alguém que diz que é a única pessoa de esquerda em Portugal não põe o seu lugar à disposição, desrespeitando quem lutou para o eleger, quem votou no projecto do Bloco para a Europa?
28 de maio de 2011
Acampada de Barcelona expulsa Polícia de Choque e retoma a Plaza de Catalunya
Comentário algures no Facebook:
Histórico: miles de personas Hemos vuelto a tomar Plaza Catalunya, la policia se ha tenido que retirar ante el empuje de la gente. En dos horas carpas y pancartas vulven a estar montadas. Nos preparamos para una manifestación épica que partira de la estatua de Colon hasta la Plaza Catalunya subiendo por las Ramblas.
Esto es ( o sinó se le parece) LA REVOLUCIÓN!!!!
Para quem não viu, não sabe, nem ouviu falar da expulsão da Acampada de Barcelona pela Polícia de choque, sugiro que veja esta brutalidade sem explicação.
25 de maio de 2011
O que se está a passar em Barcelona e ninguém vê na TV
BARCELONA REVOLUTION from Milius Guerrero on Vimeo.
No Rossio, a democracia popular continua a crescer :)
23 de maio de 2011
Todos ao Rossio!
Este Manifesto encontra-se em processo de elaboração e aberto a propostas. Não é um documento definitivo.
1º Manifesto do Rossio
Os manifestantes, reunidos na Praça do Rossio, conscientes de que esta é uma acção em marcha e de resistência, acordaram declarar o seguinte:
Nós, cidadãos e cidadãs, mulheres e homens, trabalhadores, trabalhadoras, migrantes, estudantes, pessoas desempregadas, reformadas, unidas pela indignação perante a situação política e social sufocante que nos recusamos a aceitar como inevitável, ocupámos as nossas ruas. Juntamo-nos assim àqueles que pelo mundo fora lutam hoje pelos seus direitos frente à opressão constante do sistema económico-financeiro vigente.
De Reiquiavique ao Cairo, de Wisconsin a Madrid, uma onda popular varre o mundo. Sobre ela, o silêncio e a desinformação da comunicação social, que não questiona as injustiças permanentes em todos os países, mas apenas proclama serem inevitáveis a austeridade, o fim dos direitos, o funeral da democracia.
A democracia real não existirá enquanto o mundo for gerido por uma ditadura financeira. O resgate assinado nas nossas costas com o FMI e UE sequestrou a democracia e as nossas vidas. Nos países em que intervém por todo o mundo, o FMI leva a quedas brutais da esperança média de vida. O FMI mata! Só podemos rejeitá-lo. Rejeitamos que nos cortem salários, pensões e apoios, enquanto os culpados desta crise são poupados e recapitalizados. Porque é que temos de escolher viver entre desemprego e precariedade? Porque é que nos querem tirar os serviços públicos, roubando-nos, através de privatizações, aquilo que pagámos a vida toda? Respondemos que não. Defendemos a retirada do plano da troika. A exemplo de outros países pelo mundo fora, como a Islândia, não aceitaremos hipotecar o presente e o futuro por uma dívida que não é nossa.
Recusamos aceitar o roubo de horizontes para o nosso futuro. Pretendemos assumir o controlo das nossas vidas e intervir efectivamente em todos os processos da vida política, social e económica. Estamos a fazê-lo, hoje, nas assembleias populares reunidas. Apelamos a todas as pessoas que se juntem, nas ruas, nas praças, em cada esquina, sob a sombra de cada estátua, para que, unidas e unidos, possamos mudar de vez as regras viciadas deste jogo.
Isto é só o início. As ruas são nossas.
17 de maio de 2011
3 de maio de 2011
Bloco lança plataforma interactiva Decisão 2011
José Manuel Pureza anunciou que o Bloco disponibiliza, a partir desta terça-feira, uma plataforma na internet que permite testar as suas propostas eleitorais, e também as dos outros partidos e as que serão anunciadas pela troika, nos termos do impacto destas na riqueza nacional, no desemprego e no défice público.
Queres testar as propostas que vão mudar o país?
26 de abril de 2011
Suspendam as bombas, não Schengen!

Brincar com leis europeias
A resposta da França é negativa e de uma xenofobia inaceitável. Depois de ter bloqueado a entrada de comboios com imigrantes magrebinos vindos de Itália, a proposta vinda do Eliseu é a suspensão do Acordo de Schengen, que garante a liberdade de movimento dentro do espaço europeu. Assim, a França dá o sinal aos imigrantes que a "ajuda" que quer dar só toma forma em bombas, recusando a hospitalidade a refugiados da guerra que estão a liderar.
Depois do caso da expulsão de cidadãos ciganos, a França volta a mostrar o que defende para a Europa: fechamento, discriminação, hipocrisia, xenofobia.
As agências financeiras ao serviço da máfia financeira internacional
Saiu há dias na imprensa económica uma notícia que passou ao lado de muita gente, e que não teve repercussão em outros meios de comunicação: A Capital Group, uma das empresas mais influentes no mercado financeiro, é a principal accionista da agência de rating Standard & Poor's e detém cerca de 11% da Moody's. Até aqui, concordando ou não com a sua actividade, é apenas uma empresa com uma posição importante nas agências de rating.
O problema é que uma das empresas do grupo, a Capital World Investors, detém milhões de euros em dívida soberana, nomeadamente cerca de 370 milhões de euros em dívida de Portugal, da Irlanda, Grécia e Espanha.
O óbvio conflito de interesses permite-nos, ainda sem auditoria à dívida, desconstruir a estratégia destas empresas que ganham milhões brincando com a vida das pessoas destes países através dos ratings, só para aumentar o seu lucro no casino que são os mercados financeiros, transferindo quantidades absurdas de valor do Trabalho para o Capital.
Ou seja, depois da crise do imobiliário criada pelo rating propositadamente erróneo de pacotes de dívida, o que o centro do capitalismo financeiro improdutivo decide fazer, é voltar a passar por cima de qualquer tipo de regulação de mercado e brindar-nos com a sua "opinião" sobre a capacidade de pagamento da dívida soberana, manipulando os "mercados nervosos" em seu proveito, destruindo economias nacionais e arrasando-as com a recessão, com o seu braço interventivo: a Troika FMI-UE-BCE. E com a máfia, não se negoceia.
Publicado em Esquerda.net
10 de abril de 2011
Fernando Nobre cabeça de lista do PSD por Lisboa
Je suis pour le communisme
Je suis pour le socialisme
Et pour le capitalisme
Parce que je suis opportuniste
Il y en a qui contestent
Qui revendiquent et qui protestent
Moi je ne fais qu'un seul geste
Je retourne ma veste, je retourne ma veste
Toujours du bon côté
Je n'ai pas peur des profiteurs
Ni même des agitateurs
J'fais confiance aux électeurs
Et j'en profite pour faire mon beurre
Il y en a qui contestent
Qui revendiquent et qui protestent
Moi je ne fais qu'un seul geste
Je retourne ma veste, je retourne ma veste
Toujours du bon côté
Je suis de tous les partis
Je suis de toutes les partys
Je suis de toutes les cauteries
Je suis le roi des convertis
Il y en a qui contestent
Qui revendiquent et qui protestent
Moi je ne fais qu'un seul geste
Je retourne ma veste, je retourne ma veste
Toujours du bon côté
Je crie vive la révolution
Je crie vive les institutions
Je crie vive les manifestations
Je crie vive la collaboration
Non jamais je ne conteste
Ni revendique ni ne proteste
Je ne sais faire qu'un seul geste
Celui de retourner ma veste, de retourner ma veste
Toujours du bon côté
Je l'ai tellement retournée
Qu'ell' craqu' de tous côtés
A la prochain' révolution
Je retourn' mon pantalon
20 de março de 2011
13 de março de 2011
12 de março de 2011
2 de fevereiro de 2011
30 de janeiro de 2011
Liberalismo e as lições chilenas
O “plano” aplicado no Chile teve um resultado imediato: assassinadas mais de 3.000 pessoas. A nível económico, os “boys” de Chicago decidiram fazer uma privatização quase completa dos sectores públicos.A Justiça chilena vai, pela primeira vez, analisar as circunstâncias da morte de Salvador Allende em 1973, quando as tropas de direita lideradas por Pinochet tomaram o poder. Juntando a outros 725 casos de violação dos direitos humanos, o juiz Mario Carozza irá ter uma responsabilidade acrescida em julgar o que foi, para muitos sectores da esquerda, um assassinato.
O golpe de Estado do Chile ocorreu num contexto de largo apoio popular ao primeiro chefe de estado marxista eleito num sistema de democracia parlamentar. Respondendo às reivindicações do movimento popular, Allende nacionalizou grandes empresas produtivas nacionais expropriando a burguesia chilena e internacional, atacando directamente a elite económica que esmagava milhões de chilenos pobres.
A resposta da burguesia chilena, aliada a grandes lóbis internacionais com interesses na manutenção da situação de exploração extrema, foi das mais violentas da História. Depois do golpe apoiado por sectores da inteligência americana, o poder foi tomado pelos militares com a tutela da economia oferecida a uma corrente então minoritária da teoria económica: a Escola de Chicago de Milton Friedman. Descrita por Naomi Klein como uma doutrina de choque, o “plano” aplicado no Chile de repressão a todos os níveis, teve um resultado imediato mais óbvio: assassinadas mais de 3.000 pessoas e o desaparecimento de mais de 30 mil.
Mas a nível económico, os “boys” de Chicago decidiram fazer uma privatização quase completa e violentíssima dos sectores produtivos públicos. Isto transpôs-se não só na privatização de grandes empresas estatais de, por exemplo, exploração mineira, mas também na privatização do sistema de segurança social. Até aos dias de hoje, o Estado chileno tem de compensar a desvalorização tremenda das reformas de milhões de chilenos, perdidas no casino internacional das bolsas de valores. O capitalismo não só não conseguiu transformar a segurança social num sector “lucrativo”, como queriam, como brincaram com a vida dos chilenos, privando-os de uma segurança social de facto segura.
Pouco depois, nas décadas de 70 e 80, esta mesma política de desregulamentação dos serviços públicos ensaiada no Chile foi aplicada nos EUA e em Inglaterra, na era Thatcher e Reagan. Apesar da administração americana nunca ter estado directamente envolvida na escolha da doutrina económica aplicada no Chile, também nunca esteve interessada em democratizar o Chile (ao contrário do Iraque, por exemplo), provando que sempre preferiram um ditador de direita a um democrata de esquerda. Esta onda de expansão do neoliberalismo levou a uma espiral de privatizações e desresponsabilização do Estado nas políticas sociais que eventualmente foram uma das causas da crise financeira desencadeada em 2007.
Mas a lição do fracasso das políticas ultra-liberais da Escola de Chicago não foi aprendida. Apesar do falhanço completo em transformar o Chile num estado-modelo a nível de crescimento económico com um Estado pequeno, hoje em dia as várias correntes liberais expandiram o seu poder e a sua hegemonia política, económica e cultural. Com a submissão completa à especulação criminosa dos sempre nervosos “mercados”, os Governos do PS e do PSD fizeram a vénia à doutrina neoliberal, incrivelmente dizendo que só assim se pode defender o Estado Social. Hoje, está na ordem do dia a venda ao desbarato de sectores do Estado como a ANA, mesmo sendo lucrativos. A gradual privatização do SNS, do Ensino Superior e as propostas mais ou menos mal-encapotadas do PSD de privatização da segurança social são hoje bandeiras da Direita, mas não só.
Esta semana no Parlamento, Teixeira dos Santos disse respondendo a Paulo Portas, "os governos do PSD/CDS-PP é que não fizeram qualquer esforço de privatização", enquanto defendia as privatizações realizadas pelo Governo em 2011. O PS está oficialmente a concorrer com a direita para saber quem destrói mais o Estado, quem está mais à Direita.
Podemos agora pensar se a História é de facto, cíclica. Será que o capitalismo consegue superar as suas contradições e aprender com os seus erros? Será que o futuro que se adivinha cada vez mais próximo nos promete a doutrina de Friedman e a destruição das conquistas sociais e políticas que custaram a vida a milhares de lutadores de esquerda? Parece-me que sim, e a questão agora, é saber se conseguiremos construir uma resistência social que ganhe, ou se seremos esmagados pela hegemonia neoliberal.
Publicado em Esquerda.net
27 de dezembro de 2010
15 de dezembro de 2010
A Wikileaks democratiza a democracia
O primeiro-ministro português, José Sócrates, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, autorizaram que o território nacional fosse sobrevoado por aviões norte-americanos com prisioneiros repatriados da prisão de Guantánamo, e a utilização da base aérea dos Açores nestas operações, revela o “El País” na sua página na Internet.
Isto só vem provar que, mais uma vez, a Wikileaks e o seu fundador Julian Assange são perseguidos porque põem em questão os interesses da classe que está no poder. Se não fosse Assange, até hoje podiamos bem acreditar na palavra de Sócrates, que garantiu não terem sido autorizadas quaisquer passagens de prisioneiros de Guantánamo por Portugal. Sócrates mente com todo o descaramento, rindo-se da nossa cara, rindo da cara de quem votou nele, cuspindo na cara dos críticos dentro e fora do PS, como a Ana Gomes. E não tem vergonha. É isto um Estadista. É isto a Estabilidade.
Também queria acrescentar algo que me parece relevante e que veio à tona com as recentes fugas de informação divulgadas via Wikileaks. As Relações Internacionais e a diplomacia de hoje não correspondem minimamente à sua respectiva área académica. O Imperialismo está a ser posto em causa por um actor completamente novo, que não faz parte da tradição das RI. E é um actor que está a colocar em questão todo o sentido de Estado vomitado milhões de vezes por professores, comentadores, opinion-makers encartados e de meia-tigela que repetem a mesma cassete. O pluralismo, a liberdade de expressão é esmagada todos os dias, com informações importantes filtradas porque temos orgãos de comunicação social ora controlados pelo Partido no poder, ora controladas por grupos económicos. E mesmo que estes grupos não se revejam no Partido que governa no momento, não permitem que "certo tipo" de informações seja divulgado.
E que o Governo caia, que caia com grande estrondo, que faça muitos feridos, só assim podemos rebentar com o consenso podre desta espécie de democracia que nos vendem entre spots publicitários.
Porque a única estabilidade que a burguesia defende de facto, é a do pé que nos pisa, cujo equilíbrio só é posto em causa pela liberdade e pela democracia.
Uma grande, enorme salva de palmas para a Wikileaks.
Isto só vem provar que, mais uma vez, a Wikileaks e o seu fundador Julian Assange são perseguidos porque põem em questão os interesses da classe que está no poder. Se não fosse Assange, até hoje podiamos bem acreditar na palavra de Sócrates, que garantiu não terem sido autorizadas quaisquer passagens de prisioneiros de Guantánamo por Portugal. Sócrates mente com todo o descaramento, rindo-se da nossa cara, rindo da cara de quem votou nele, cuspindo na cara dos críticos dentro e fora do PS, como a Ana Gomes. E não tem vergonha. É isto um Estadista. É isto a Estabilidade.
Também queria acrescentar algo que me parece relevante e que veio à tona com as recentes fugas de informação divulgadas via Wikileaks. As Relações Internacionais e a diplomacia de hoje não correspondem minimamente à sua respectiva área académica. O Imperialismo está a ser posto em causa por um actor completamente novo, que não faz parte da tradição das RI. E é um actor que está a colocar em questão todo o sentido de Estado vomitado milhões de vezes por professores, comentadores, opinion-makers encartados e de meia-tigela que repetem a mesma cassete. O pluralismo, a liberdade de expressão é esmagada todos os dias, com informações importantes filtradas porque temos orgãos de comunicação social ora controlados pelo Partido no poder, ora controladas por grupos económicos. E mesmo que estes grupos não se revejam no Partido que governa no momento, não permitem que "certo tipo" de informações seja divulgado.
E que o Governo caia, que caia com grande estrondo, que faça muitos feridos, só assim podemos rebentar com o consenso podre desta espécie de democracia que nos vendem entre spots publicitários.
Porque a única estabilidade que a burguesia defende de facto, é a do pé que nos pisa, cujo equilíbrio só é posto em causa pela liberdade e pela democracia.
Uma grande, enorme salva de palmas para a Wikileaks.
6 de dezembro de 2010
26 de outubro de 2010
13 de outubro de 2010
É a política, estúpido!
Agora já percebi de onde vem o dinheiro para a modernização(?) da Força Aérea com aviões holandeses de segunda mão comprados por 80 milhões, modernizados pelos EUA por 120 milhões, a "transformação" dos F-16, etc, etc.
Se tem dois filhos em idade escolar e o seu rendimento familiar ultrapassa 600 euros brutos perde o direito à acção social escolar por inteiro - o escalão A, que comparticipa a totalidade dos manuais, refeições e transportes. O caso agrava-se para as famílias com menos filhos. O mesmo valor para um casal com um filho dá direito apenas ao escalão B (metade das comparticipações).
Casais com um filho precisam de receber menos de 400 euros mensais para terem direito ao escalão A, o que equivale a 133 euros por cabeça. Para ter direito a metade dos apoios sociais, uma família com um filho terá de receber, no máximo, 830 euros. Logo, famílias com mais de 275 euros de rendimentos mensais por cabeça estão automaticamente excluídas da acção social escolar.
Talvez, como diz Tiago Mesquita no Expresso, o país esteja a preparar-se para bombardear a Galiza. Talvez o plano seja voltar a conquistar Ceuta! Maravilhas saudosistas do glorioso Império Português!
Ou então, vamos só ficar com aviões de segunda mão parados e um país de cidadãos de bolsos vazios.
Se tem dois filhos em idade escolar e o seu rendimento familiar ultrapassa 600 euros brutos perde o direito à acção social escolar por inteiro - o escalão A, que comparticipa a totalidade dos manuais, refeições e transportes. O caso agrava-se para as famílias com menos filhos. O mesmo valor para um casal com um filho dá direito apenas ao escalão B (metade das comparticipações).
Casais com um filho precisam de receber menos de 400 euros mensais para terem direito ao escalão A, o que equivale a 133 euros por cabeça. Para ter direito a metade dos apoios sociais, uma família com um filho terá de receber, no máximo, 830 euros. Logo, famílias com mais de 275 euros de rendimentos mensais por cabeça estão automaticamente excluídas da acção social escolar.
Agora só falta perceber o motivo, de facto. Augusto Santos Silva, Ministro da Defesa, disse há uns dias que era para defender a independência nacional. Junto-me ao nosso Papa sou Eu e digo que me alisto já se alguém conseguir provar que a nossa independência nacional está em perigo por razões militares.
A independência e a sobrevivência nacional está em perigo com estes cortes - ia chamá-los de cegos, mas erroneamente, são feitos de olho bem aberto e mente lúcida - nos apoios sociais. Santos Silva dá a imagem péssima à NATO de um país que age como uma criança que quer impressionar o pai que volta do trabalho.
Talvez, como diz Tiago Mesquita no Expresso, o país esteja a preparar-se para bombardear a Galiza. Talvez o plano seja voltar a conquistar Ceuta! Maravilhas saudosistas do glorioso Império Português!
Ou então, vamos só ficar com aviões de segunda mão parados e um país de cidadãos de bolsos vazios.
11 de outubro de 2010
PCP: sempre pronto para não nos surpreender
Agora que o PCP estava em boa posição nas sondagens, não consegue conter-se e lança este tiro no pé em forma de comunicado. Anacrónico e completamente absurdo para um partido de esquerda que diz lutar por uma democracia "avançada". Concordo plenamente com os valores que o PCP diz que o Nobel da Paz tem de afirmar: da paz, da solidariedade e da amizade entre os povos.
Aqui entre nós, penso que é claro que ser amigo de um povo não é bem a mesma coisa que ser amigo do Partido que está no Governo, mesmo numa democracia liberal. E o PCP não consegue abster-se de desprezar o povo chinês e sua luta pela democracia e pela liberdade de expressão e defende um Governo que censurou a própria notícia da atribuição do Nobel da Paz na China.
Agora para juntar mais alguém à festa ditatorial, parece que a esposa de Liu Xiaobo está em prisão domiciliária e impedida de falar com o mundo exterior.
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