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24 de junho de 2010

Em que Mundo vive Passos Coelho?



Algumas pessoas devem pensar que eu tenho um preconceito ideológico muito forte contra Passos Coelho que leva a escrever quase sempre para ao blogue sobre ele. É verdade, tenho e com imenso orgulho de o ter. Passos Coelho, além de ser um liberal demagogo, o político do marketing e da imagem que a única coisa que tem para oferecer é uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, está-se também a formar como o político que, a seguir a Socrates, mais atrasos civilizacionais pode vir a impor ao país.

A primeira coisa que teve para oferecer ao debate das ideias num tempo de crise financeira, económica, social, de tanta e tanta miséria foi a revisão constitucional. A seguir sucederam-se-lhe algumas pseudo reformas que nem se quer soube concretizar teoricamente (outras que são um perfeito absurdo como a regra de 5 por 1 na função pública). Seguidamente alia-se ao Governo Sócrates e impõe o PEC 1, o PEC 2 e o PEC 3. Posteriormente quis mexer na legislação laboram e penalizar milhares de trabalhadores precários, condenando-os a mais instabilidade e à perda de ainda mais direitos. E agora joga mais um trunfo:

Quer acabar com a garantia constitucional de que a Educação e a Saúde sejam tendencialmente gratuitas e suportadas pelo Estado.

Podemos discordar do papel estratégico do Estado em todas as áreas, agora no garante de condições de Saúde de um sistema de educação público que responda às pessoas pode-se por em causa o papel do Estado?

Isto não só roça a irresponsabilidade como é uma atitude de absoluto desrespeito porque quem neste país não tem condições para encher os bolsos dos donos de hospitais privados e de colégios.

Em que Mundo é que este homem vive?????

12 de junho de 2010

Sobre a constitucionalização do défice: terceira via oneway ticket only



Luís Amado insiste de forma veemente na constitucionalização do défice, pois, quando a Alemanha o fez, durante o governo de Bloco de Central, "deu-se bom sinal aos mercados".

Esta afirmação do Ministro dos Negócios Estrangeiros deixa-nos algo bem claro: a social-democracia europeia já nada tem de social nem de democracia.

Quando se abdica da capacidade de endividamento do Estado, abdica-se igualmente de políticas sociais, de serviços públicos universais e do papel interventivo do Estado na economia.

Por outro lado, quando se pretende constitucionalizar o limite ao endividamento para fazer sorrir o mercado, em ano de celebração do Centenário da República, põe-se na gaveta um valor essencial do republicanismo: o primado da política sobre a economia. Optando-se claramente pela ditadura do mercado sob todos os outros aspectos da vida. São os princípios do contratualismo do Estado que são postos em causa, a vontade geral e a soberania popular que são desclassificados enquanto que a irracionalidade do mercado é posta no pódio.