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21 de novembro de 2011

Resultados das Eleições Gerais Espanholas


A austeridade conservadora do PP venceu a social-austeridade do PSOE. Confirma-se a tendência de queda dos governos que praticam a austeridade, mas sempre a vitória inequívoca do partido da alternância, uma grande maré de "inevitabilidade".

A Esquerda Unida é a quarta em número de lugares e a terceira em número de votos, embora ultrapassada de longe pelos resultados das forças políticas da alternância sem alternativa. Ao mesmo tempo a esquerda patriótica basca também marca terreno.



Números: O PP teve o seu melhor resultado de sempre com 186 lugares (10.830.693 votos) e ganhando em todas as comunidades autonómicas menos no País Basco e na Catalunha. O PSOE com 110 lugares (6.973.880 votos) teve o seu pior resultado e não ganhou em nenhuma comunidade autonómica (dentro destas divisões administrativas, a nível de províncias, conseguiu mais votos que o PP apenas em Sevilha e Barcelona). A terceira força em número de lugares (16 lugares) foi a CiU (Convergència i Unió, convergência nacionalista catalã entre liberais e democratas cristãos) com 1.014.263 votos.

Terceira em número de votos e quarta em número de lugares, a Esquerda Unida (1.680.810 votos) passou de dois lugares (em 2008) para 11.

Amaiur, coligação da esquerda patriótica basca, foi a quinta força em número de lugares, obtendo 7 lugares, com os seus 333.628 votos é a força política basca com maior representação no Congresso e é uma nova entrada no poder legislativo do Estado Espanhol. Com 1.140.242 de votos, os centristas (sociais-liberais e patriotas constitucionais "espanholistas") da UPyD foram a sexta força política, obtendo 5 lugares (mais 4 que em 2008).

O PNV, direita nacionalista basca, obteve igualmente 5 lugares (menos 1 lugar que em 2008). A Esquerda Republicana Catalã conserva os seus 3 lugares e o Bloco Nacionalista Galego mantém os seus 2 lugares. A Coligação Canária aumenta a sua representação de 2 para 3 mandatos. A coligação de nacionalistas e verdes de Valência, Fórum dos Cidadãos (ex-membros do PP asturiano) e a coligação nacionalista de Navarra GEROA BAI conseguiram cada uma um lugar.

O Senado teve resultados semelhantes aos da Câmara dos Deputados, com maioria absoluta para o PP.

28 de junho de 2011

Radio e Televisão Privada


Será que a RTP privatizada vai ter um estatuto editorial como o do Expresso e defender que "há notícias que mereciam ser publicadas em lugar de destaque, mas que não devem ser referidas"? Dizem eles que é "a bem da Nação".

17 de agosto de 2010

Mário Machado: Basta (mesmo) de criminalidade

Mário Machado é acusado de: Associação criminosa, rapto, sequestro, roubo, ofensas e coacção. No limite, pode ser condenado a 25 anos de cadeia(1).É mesmo caso para dizer, Basta de Criminalidade!

29 de junho de 2010

O apuramento da inteligência que o partido de Merkel quer fazer na Alemanha traz-me negras recordações do tempo do nazismo em que o apuramento racial era condição de sobrevivência. O método é o mesmo. Desrespeitar as pessoas, impondo-lhe um teste à sua condição – antes física, agora intelectual -, como condição de permanência no país. Só que agora em vez de o bode expiatório serem judeus (e outros grupos), são os imigrantes. O princípio é o mesmo: ódio encapotado às minorias! É um verdadeiro atraso civilizacional e um desrespeito pelos direitos humanos…

E afinal de contas, todas as ditaduras sugiram assim.

Não podemos ter memória curta…

9 de junho de 2010

"Praticamente Genético"??


Não vejo nenhuma incoerência, antes pelo contrário, em ser neto de uma africana branca e desprezar até à última a estupidez do racismo. E é partindo dessa ideia que vos afirmo que estou preocupado com os caminhos que a excitação nacionalista do momento estão a tomar. Gosto tanto que ganhe a equipa de pesca do meu bairro como a selecção nacional de futebol. Não há mal nenhum nisso e o problema é outro.... O problema é o impacto, não grande mas significativo, da leitura que o "Jornalista luso assaltado" no Mundial da África do Sul e os seus colegas de profissão fazem do acontecido:


"Estava a dormir. Acordei com um barulho e deparo-me com dois africanos negros dentro do quarto. Um deles aponta-me logo a arma à cabeça. Manda-me estar calado. Pressiona a arma e manda-me encostar para trás. Foi terrível”

Aliás, o que me despertou a atenção nem foi este relato da vítima sobre o "terror" (atenção ao numero de vezes que se tem falado em terrorismo no mundial 2010 na África do Sul) e sobre o pormenor epidérmico dos "dois africanos negros"...

As palavras do jornalista da TVI sobre o assunto (ainda que no contexto do ataque a um membro da sua classe profissional) essas é que me causaram indignação, num primeiro momento. São palavras algo preocupantes, disse e repetiu que este tipo de casos de violência em África é "praticamente GENÉTICO".

Creio que não foi com intenção e que o jornalista disse aquilo no calor do momento (e não, e não vou falar de Rousseau) mas essas palavras não deixam de revelar (e propagar) uma leitura de hegemonia conservadora e até reacionária sobre o problema da violência em África.