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22 de março de 2011

Cuidado com eles!




Soares faz "um apelo angustiado" a que Cavaco chame os partidos a um entendimento sem eleições. Rebelo de Sousa apela a uma maioria PS-PSD-CDS pré-eleitoral para aprovar o PEC e pós-eleitoral para formar governo. Querem, de uma maneira ou de outra, a continuidade da política austeritária, da crise na vida dos explorados.

(também publicado aqui)

1 de novembro de 2010

Um presidente (falido) como nós



Fernando Nobre sempre falou do seu pedestal com uma superioridade moral que fazia dele o mais sério desde a mulher de César.
Falou contra os políticos, contra os partidos...a sua virgindade política e a sua mundividência eram armas de democratização maciça necessárias a este País.
Agora esbarrou num problema fundamental da democracia: o financiamento.
Nobre que pensava que Soares iria andar a angariar fundos e apoios para a sua candidatura como se fosse um voluntário da AMI.
A analogia do triste fado deste candidato a Presidente da República com o povo português é imediata:
Os portugueses acreditaram em Soares e nos seus boys (que hoje já são uns homenzinhos) e o país arrisca-se a ser despejado da Europa tal como Nobre arrisca uma acção de despejo.
Afinal, tem tanto de nobre como de plebeu.

Como diria Fernando Pessa:
" E esta, hein? "








20 de outubro de 2010

Ninguém morre sozinho

É por isso que tenho dito que não há alternativa à aprovação do Orçamento. Os protestos da esquerda radical resultam simpáticos para os que têm de apertar muito o cinto e se sentem injustiçados. Mas não passam disso. Se, por hipótese absurda, chegassem ao poder, por voto dos portugueses, a única alternativa diferente da actual seria voltarmos ao "orgulhosamente sós" de Salazar - num contexto internacional muito mais difícil - ou a um modelo económico tipo cubano, que hoje todos reconhecem ser de partido único e de miséria extrema.

Não quero com isto dizer - como os leitores já perceberam - que concorde com as receitas economicistas para ultrapassar a crise recomendadas pelo Banco Central Europeu, que, a meu ver - e não sou economista - nos vão conduzir à recessão e à decadência, não só a nós mas à União, se não mesmo à sua desintegração. Quero só dizer que o nosso combate tem de ser feito no quadro europeu, partidário e sindical, e não no plano nacional, que, como tentei explicar acima, só nos pode conduzir a uma situação pior do que aquela em que estamos.


Realmente, o modelo europeu, económico e financeiro neoliberal, ainda em voga, só pode levar-nos a um desastre, a nós todos, europeus

Mário Soares,Diário de Notícias,19 de Outubro de 2010

opção A - o Bloco de Esquerda tem propostas que Soares displicentemente e de modo desonesto se recusa a analisar e qualifica como um orgulhosamente sós.
opção B - o modelo cubano (será o PCP?)
opção C - o modelo neo-liberal que nos leva à ruina

Soares escolheu a resposta "C".
Há quem diga que foi já há muito tempo que ele fez esta escolha
Parece que a idade ao avançar traz com ela o medo da solidão, assim sendo mais vale morrer acompanhado que viver sozinho.
Reparem que Soares revela uma ideologia profundamente suicidiária na sua escolha: ele está consciente que a opção que escolheu nos leva à degradação e desgraça e outros apocalipses, no entanto considera essa a melhor opção.
O pensamento de Soares revela muito do futuro do PS:
Depois deste orçamento, depois deste Sócrates, depois deste Partido "Socialista", só daqui a 500 anos os portugueses vão querer voltar a ouvir falar do que é isso do socialismo.

A Direita agradece.

1 de julho de 2010

Presidenciais a Metro


Corre!!! Hoje há mais uma razão para não perder o Metro:

“(… ) O PS e a esquerda já têm o seu candidato oficial [eu sublinho o "oficial", como disse aqui], precisamente Manuel Alegre. A candidatura Nobre-Soares serve apenas para dividir a esquerda. Porque quer Soares dividir a esquerda? Uma razão seria mesquinha e não pareceria adequada à grandeza pessoal e institucional do homem: ainda ferido pela humilhante derrota que Alegre lhe infligiu há cinco anos, quer ele agora humilhar Alegre. A outra razão seria uma genuína preocupação em ver o PS nas mãos do Bloco de Esquerda, que é na realidade o grande patrocinador da campanha de Alegre. Interessante é ver o candidato Cavaco Silva agradecer tudo isto, já que pode ele apresentar-se como o único ao centro (que até dá brindes à esquerda, como o casamento gay). Soares quer tão pouco ver Alegre em Belém (seja por razões pessoais, seja por razões políticas) que parece não se importar com a permanência de Cavaco, esse homem que não é de “cultura” nem do “regime”.”


«Mais um candidato» foi a crónica de hoje de Luciano Amaral (Professor da UNL) no jornal gratuito o Metro.

2 de junho de 2010

O candidato da esquerda praticante



Dizia ontem um homem Nobre que será difícil para Alegre gerir apoios tão contraditórios como os do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista. Não deixa de ser estranho que uma pessoa que defendia, há muito pouco tempo, um governo dos partidos todos: agora venha achar contraditório o apoio de apenas dois deles ao candidato Manuel Alegre.


Está certamente mal rodeado, o grande humanista Fernando Nobre. Creio e tenho mesmo esperança que a história esqueça este apontamento menos feliz da sua grande biografia: há uma vida de dedicação às causas humanitárias que, essa sim, merece ser para sempre lembrada.


Alegre não é militante do Bloco, é do PS. Mas por muito que Sócrates afirme o seu apoio a Alegre: Alegre não é o candidato do Governo, nem de Sócrates, nem da direcção do PS. A candidatura de Manuel Alegre é uma candidatura independente dos partidos, mas uma candidatura comprometida com os valores da esquerda. Por isso colhe os apoios daquelas e daqueles que à esquerda lutaram e lutam por uma política socialista e contra a política liberal. Entre essas pessoas estão não somente pessoas que votam Bloco de Esquerda mas também pessoas que votam PS, ainda que o PS seja, contra vontade da maioria do seu eleitorado, o verdadeiro aplicador das políticas liberais desde há muitos anos.

Será que a forma de agir da direcção do PS face à candidtura de Algre mudou com um empurrãozinho do sucesso da manifestação de 29 de Maio? Será isto uma difícil piscadela à esquerda por parte deste PartidoSocialista/não-praticante ?

Modou a forma, o conteúdo permanece. Mantenho o que disse aqui.

26 de maio de 2010

Soares e as Presidenciais (Post 101)



Disse em público que é o militante nr. 1 do PS, o que não é novidade, e que vai esperar pela decisão do partido. Mas também disse outras coisas que não são novidade nenhuma:




“Se for o Manuel Alegre isso veremos, mas acho que não – isso não, porque eu também tenho uma coisa que é importante, que é a minha consciência”....

"O Dr. Fernando Nobre dava um bom presidente da Republica?"

“Eu acho que sim, mas isso é outra questão”

Palavras para quê? É o Patriarca do PS.

Um momento, vou beber um gol de água a ver se isto passa...

4 de maio de 2010

“Adeus Europa”, adeus Mário Soares

Na sua crónica de hoje no DN, Mário Soares cita o artigo de Moisés Naim intitulado “Adeus, Europa”. No passado domingo, escrevia Naim no El País “precisamos de mais Europa e não de menos Europa, mas não significa mais Bruxelas, mais burocracia, nem mais incompetência”.


Mário Soares concorda e eu também. O problema é que a Europa mais democrática e mais solidária que Soares reclama ao vento devia ser reclamada junto da sua própria família política: os partidos socialistas europeus. São raríssimos os momentos em que deu para distinguir entre os governos dos PS's e os dos PSD's CDS's da Europa. Os PSD's e os CDS's da Europa fazem parte da família política dos partidos populares europeus, que se caracterizam por ser populistas no discurso e neoliberais na prática.

Mas essa convergência das famílias políticas que governam a Europa, a que se juntam os liberais europeus, deve ser bem vista por Mário Soares. Deve ser. Não pode ser lida outra coisa nestas palavras: “Não esqueçamos que bastou uma simples conversa cordial, entre Sócrates e Passos Coelho, para que a Bolsa, antes muito conturbada, subisse e o ambiente europeu especulativo, contra nós se moderasse”.

Já eu nem percebo porque demoraram meia-hora a combinar que iam dizer em coro que a culpa desta crise é das desempregadas e dos desempregados. Já concordavam com esse discurso antes da dita “conversa cordial”. E nada daquilo tem a ver directamente com o défice. Aliás, ainda ontem, Helena André dizia que o resultado financeiro do que classificamos como “populista” é pouco relevante. Ou seja, as famílias políticas dos PS's e PPD's, cúmplices europeias do sistema financeiro mundial, culpadas de uma Europa muito pouco democrática e predadora dos serviços públicos, essas famílias de bem e de bens nada querem mudar nas condições que geraram a crise na vida das pessoas e na economia. Apenas querem apontar culpadas e pagadoras nas principais vítimas da crise: os imigrantes, as trabalhadoras e os desempregados.

Bem pode igualmente Soares querer atribuir as culpas políticas aos “partidos radicais, da Esquerda e da Direita”. Bem pode querer de forma paternalista dar conselhos aos tais radicais: “por mais que lhes custe, devem compreender que ou mudam de comportamentos ou se arriscam a perder cada vez mais os seus eleitorados...”. Soares devia antes preocupar-se com o crescimento da direita e extrema direita por toda a Europa. E devia preocupar-se igualmente por serem esses os aliados das coligações formais e informais dos PS's europeus.

Quanto aos ditos “radicais da Esquerda”, agradecemos mas dispensamos o conselho de conversão ao liberalismo: já existem partidos suficientes para a política liberal, preferimos dar a oportunidade às cidadãs e aos cidadão para escolherem a política socialista e o europeismo de esquerda.