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4 de maio de 2011

O resgate de 78 mil milhões e o silêncio



Nas declarações dadas pelo governo ontem [03maio2011] à noite, o mais importante foi dito por Teixeira dos Santos, que esteve calado o tempo todo.


Os pavões davam a banda sonora, Teixeira dos Santos fazia de bibelô e Sócrates dizia que “o Governo conseguiu um bom acordo”, “um acordo que defende Portugal”. Mas que Portugal é que defende? O Portugal com que sonham os banqueiros que encomendaram o FMI e o obtiveram ao ritmo de fast-food? Ou um Portugal empenhado em ser mais livre, mais justo e mais fraterno – como diz a Constituição? Sócrates responde claramente a esta pergunta, afirmando: “As medidas são essencialmente as do PEC4”.

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5 de abril de 2011

Governo de gestão danosa



O demissionário Sócrates garante a Bruxelas (e às burguesias nativa e europeia) que vai avançar com as medidas do PEC4. À esquerda do Partido [que se demitiu da política] Socialista, as direções do Bloco e do PCP debatem, esta sexta, a crise política e social provocada pela gestão danosa PS/PSD.

(também publicado aqui)

24 de março de 2011

Caia também a governação falhada (II)


Caiu aquele que era o governo "de facto" PS/PSD/CDS, mas a governação austeritária persiste. Num golpe de salvação do que lhe sobra e para se safar, o PS voltou em força à tática da vitimização.
A esquerda parlamentar, por iniciativa do Bloco de Esquerda, censurou o Governo. Os sindicatos e comissões de trabalhadores de vários sectores, com muitas jornadas de luta, censuraram o Governo. E todas as gerações de um país precário, corporizadas em 300 mil a 400 mil pessoas nas ruas do 12 de Março, já tinham censurado o Governo e a governaçao falhada.
Todos os comentadores da direita e do centro gritavam que em nome de um qualquer "interesse nacional", não podia haver uma "crise política" que se juntasse à crise económica.
Falavam e falam de "interesse nacional" como se os interesses da maioria deste "país precário" não fossem diferentes e contrários, por exemplo (!), aos de uma certa minoria famílias portuguesas (Lima Mayer, Mello, Champalimaud, Espírito Santo, Pinto Basto, Bensaúde, Ulrich, Azevedo) a que se junta uma família angolana (a do presidente José Eduardo dos Santos). Os "donos de Portugal" não gostam nada dos incómodos que lhes causa a participação popular na democracia.
Queriam, em rigor, os tais comentadores, esconder o facto de que é a estabilidade da política austeritária (que serve aqueles poucos) que condena a esmagadora maioria do povo a vidas precárias e instáveis, a vidas em crise.
Também menino de boas famílias políticas, há muito vendidas ao liberalismo, o PS sabia para onde, com o forte apoio do PSD e do CDS, nos estava a levar. O PS sabia que de PEC em PEC era o FMI que ia entrando de assalto na casa de cada um e cada uma e não queria pagar sozinho os custos políticos dessa traição ao povo. Censurado à esquerda no parlamento, censurado nas ruas, querendo ou passar a factura aos companheiros de PECado (PSD e CDS) ou partilhá-la com eles, o PS só viu uma hipótese de se safar: desviar as atenções para um novo conflito interno no Bloco Central, para que o povo se "esqueça" que o conflito maior é entre o a política austeritária e os interesses do povo explorado.
Perante a queda do Governo, sabemos que todos os PECadores querem que a mudança seja para que tudo ficar na mesma, no mesmo caminho de lapidação da democracia e do roubo do salário em várias vertentes. E, também por isso, há muita gente de esquerda que hesita perante eleições por ter deixado condenar o seu pensamento e ação à inevitabilidade da alternância sem alternativa entre PS e PSD. Esses não queriam eleições por temer a vinda da direita. Mas é preciso sair da prisão dessa lógica miserável do melhorismo e do menos-mauismo. Uma esquerda de coragem e confiança, deve aprender com a luta popular e não ter medo de eleições.
É com essa coragem e essa determinação a esquerda vai continuar a lutar pelos interesses das trabalhadoras, dos precários, das imigrantes, dos estudantes, das pensionistas pobres e dos jovens a quem o futuro é roubado. É a hora da democracia, de devolver a palavra ao povo. É preciso chumbar a governacão falhada!

Também publicado n' A Comuna.net

22 de março de 2011

Cuidado com eles!




Soares faz "um apelo angustiado" a que Cavaco chame os partidos a um entendimento sem eleições. Rebelo de Sousa apela a uma maioria PS-PSD-CDS pré-eleitoral para aprovar o PEC e pós-eleitoral para formar governo. Querem, de uma maneira ou de outra, a continuidade da política austeritária, da crise na vida dos explorados.

(também publicado aqui)

8 de novembro de 2010

Tolerâcia Zero

Em jeito de mobilização para os dias que aí vêm seja greve, nato, presidenciais...
penso que a música está mais actual que nunca.

13 de outubro de 2010

É a política, estúpido!

Agora já percebi de onde vem o dinheiro para a modernização(?) da Força Aérea com aviões holandeses de segunda mão comprados por 80 milhões, modernizados pelos EUA por 120 milhões, a "transformação" dos F-16, etc, etc.

Se tem dois filhos em idade escolar e o seu rendimento familiar ultrapassa 600 euros brutos perde o direito à acção social escolar por inteiro - o escalão A, que comparticipa a totalidade dos manuais, refeições e transportes. O caso agrava-se para as famílias com menos filhos. O mesmo valor para um casal com um filho dá direito apenas ao escalão B (metade das comparticipações).

Casais com um filho precisam de receber menos de 400 euros mensais para terem direito ao escalão A, o que equivale a 133 euros por cabeça. Para ter direito a metade dos apoios sociais, uma família com um filho terá de receber, no máximo, 830 euros. Logo, famílias com mais de 275 euros de rendimentos mensais por cabeça estão automaticamente excluídas da acção social escolar.

Agora só falta perceber o motivo, de facto. Augusto Santos Silva, Ministro da Defesa, disse há uns dias que era para defender a independência nacional. Junto-me ao nosso Papa sou Eu e digo que me alisto já se alguém conseguir provar que a nossa independência nacional está em perigo por razões militares.

A independência e a sobrevivência nacional está em perigo com estes cortes - ia chamá-los de cegos, mas erroneamente, são feitos de olho bem aberto e mente lúcida - nos apoios sociais. Santos Silva dá a imagem péssima à NATO de um país que age como uma criança que quer impressionar o pai que volta do trabalho.

Talvez, como diz Tiago Mesquita no Expresso, o país esteja a preparar-se para bombardear a Galiza. Talvez o plano seja voltar a conquistar Ceuta! Maravilhas saudosistas do glorioso Império Português!

Ou então, vamos só ficar com aviões de segunda mão parados e um país de cidadãos de bolsos vazios.

15 de setembro de 2010

PEC Cubano

500 mil trabalhadores do sector público cubano vão ser despedidos nos próximos 6 meses. Quem avançou com a notícia? O Ministério das Finanças ou o Ministério do Trabalho? Não, foi a Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), que vê esta medida como "uma oportunidade para o exercício do empreendedorismo e da iniciativa própria". Para além disso considera que "o nosso estado não pode nem deve continuar a manter meios de produção e companhias da área dos serviços com quadros inflacionados e prejuízos na sua actividade. É uma situação contra-produtiva que causa danos à economia, cria maus hábitos e distorce a conduta dos trabalhadores".

Será que a CTC sabe o que é um protesto ou uma greve geral? Esqueçam, é a minha mania de me esquecer que a classe operária está no poder, como tal, só poderiam concordar com esta reforma, porque vai ser pelo seu bem, mesmo que o discurso legitimador seja o do "empreendedorismo" e o da "preguiça".

PS: O RSI também distorce a conduta dos trabalhadores em Portugal, pelo menos é o que dizem por ai.

18 de junho de 2010

Para a mesa de João Galamba sff.



"E acho que estas eleições, pela primeira vez em muito tempo, ao contrário do que toda a gente diz, são um combate ideológico como há muito tempo não existia, e toda a gente que dizia que a ideologia está morta, 'tá enganada, porque a 27 de Setembro vamos de facto escolher entre duas visões de mundo e projectos políticos radicalmente diferentes. E gostava que as pessoas à esquerda percebessem isso de uma vez por todas, que a divisão entre esquerda e direita, não está à esquerda do PS. Está entre o PS e o PSD".

Belas palavras estas sem dúvida. A discussão do Orçamento de Estado, do PEC I, do PEC II e do PEC III, teriam sido alturas de profunda discussão e crispação política entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata, se não existisse uma simbiose, entre Sócrates e Passos, em torno do Tango.

Na verdade João Galamba teve azar, teve mesmo muito azar, se não fosse aquela melodia argentina apaixonante do Bloco Central, teríamos tido, em tempos de crise, duas visões políticas sobre o Estado, Sociedade e Economia diametralmente opostas. Há dias assim, lá teve, e tem que levar, com a música e com o coro cantante e afinado na AR por parte do PS e do PSD.

No entretanto, João Galamba volta-nos com uma nova certeza, o PS não tocará no décimo terceiro mês. Tal como não iria mexer nos impostos, no IVA, nas prestações sociais e muito menos privatizar mais empresas para além da ANA.

É que só Galamba é que deve ter ficado convencido disso, porque o PS, passou o debate todo a fugir à questão e a contorná-la. De qualquer das formas, o povo português, poderá contar com uma efusiva oposição pública e política de JG a este aumento, caso ele surja. Ou não foi assim até agora?

Em suma, ou Galamba se rendeu à morte das ideologias e à governance, ou está-se se a preparar, com toda a força, para os próximos Jogos Olímpicos na modalidade de engolir sapos.

14 de junho de 2010

Vuvuzelas e o perigo do pensamento único


Pouco mais se consegue ouvir nas transmissões televisivas do Mundial de Futebol que o constante buzz que chega até nós através desse maravilhoso instrumento que é a vuvuzela.
Tudo aquilo que era a parte mais interessante do que é a multiplicidade cultural de um evento Mundial desapareceu.
As batidas de Samba da torcida brasileira, as coreografias e estandartes dos tiffosi, os cânticos dos adeptos Ingleses, enfim todo um mundo se mesclava num caldeirão desportivo.
No final os brasileiros trocavam os tambores por didgeridoos, os ingleses pagavam umas cervejas em troca de um cachecol de Portugal e os Portugueses ofereciam umas febras e um copo de vinho a quem passava.
Era assim no meu tempo a festa do futebol.
Hoje em dia reina o pensamento único.
O pensamento único serve para uma coisa apenas: criar também uma só voz, uma só opinião.
É assim na política, é assim na economia e é assim agora no futebol.
Ingleses, Coreanos, Espanhóis, Portugueses, Ganeses, todos os adeptos soam ao mesmo, todos os jogos soam ao mesmo, todos os insultos ao árbitro e respectivos progenitores soam ao mesmo: o buzz da vuvuzela.
Todos nós sabemos o que significam aplausos, sabemos o que significam assobios.
Conseguimos distinguir vários estados de espírito conforme as suas manifestações, mas o que raio significa um gajo estar a soprar numa vuvuzela?
Será que está a apoiar? A apupar? A chamar uma manada de elefantes ou a encomendar uma pizza?
Assim é com o P(r)EC* e com as respostas à crise.
É preciso políticas orçamentais radicais e urgentes País a País.
Quais são essas políticas? São as da Alemanha aplicadas Grécia, Espanha, Portugal e todos os outros que ou estão falidos ou para lá caminham.
Mas não somos nós países tão diferentes com especificidades tão nossas e com realidades radicalmente diferentes?
Se temos economias tão diferentes, são necessárias políticas efectivamente diferentes, específicas de modo a construir um verdadeiro caminho de convergência e de coesão real e não apenas formal entre os membros do clube Europa.

Porque raio então em todos os parlamentos por essa Europa fora só se ouve o buzz da política da vuvuzela?


*chamo-lhe P(r)EC porque as vuvuzelas já estão a criar um verdadeiro movimento que poderá levar a que sejam banidas dos estádios.
Por analogia começa-se a criar um grande movimento em muitos países contra os vários PEC, espero que consigam banir também dos parlamentos as medidas que são um roubo ao cidadãos.

3 de maio de 2010

Ide gozar com outros…

Diz-nos a humilde sindicalista UGTIENSE, agora ministra do trabalho, que é necessário reduzir o valor real do subsídio de desemprego (para o limite de 75% do ultimo salário) e que esta proposta faz parte de um conjunto de medidas que tem o objectivo rever o regime de subsídio de desemprego com o objectivo de “promover um mais rápido regresso à vida activa”.

Esta afirmação tem a ideia subjacente de que os desempregados são uns preguiçosos e que se estão a marimbar para as ofertas de trabalho. Esse é o raciocínio mais estúpido e mais reaccionário que existe. É o discurso do populismo hipócrita do CDS e de toda essa direita demagógica e mesquinha.

Portugal tem quase 600 mil pessoas sem emprego e ainda que haja uma minoria que prefere ganhar a prestação social (que é deles por direito por descontaram para a ter) a trabalhar, não se pode aplicar um critério generalizável que mais não é que uma perseguição política aos desempregados, como se fossem estes os responsáveis pela crise.

E que não venham com o discurso do défice que parece que serve para tudo e mais alguma coisa, segundo Helena André a proposta não visa gerar poupança…

Eu gostava de por a ministra e os secretários de estado na rua, só para ter a certeza que eles iriam trabalhar para esses milhares de empregos que supostamente os desempregados não querem.



Haja um mínimo de clarividência e seriedade:


2 de maio de 2010

Sindicalismo de Classe


Passadas as manifestações do Dia do Trabalhador, é sempre curioso no rescaldo constatar, que a UGT - União Geral dos "Trabalhadores" continua a servir o propósito da sua criação.

Apesar de ter convocado para o dia 1 de Maio com o lema "Contra o Desemprego Melhores Salários, o discurso de João Proença - secretário-geral da UGT - lá correspondeu ao sindicalismo de classe da UGT:

Num discurso muito centrado na actualidade, João Proença aproveitou para "saudar o diálogo entre o Governo e o maior partido da oposição", a propósito do encontro esta semana entre o líder social democrata, Passos Coelho, e o primeiro ministro, José Sócrates. "Mas este tem de ser um diálogo com o objectivo de melhorar a vida dos mais fracos", lembrou o líder sindicalista, para quem este 1º de Maio se comemora "num momento difícil, quando o desemprego atinge o nível mais alto de que nos lembramos" e lançou o "desafio ao governo de iniciar as negociações com vista a um pacto de emprego". [1]

Se não se conhecesse o percurso de João Proença, até se poderia achar que era ingénuo ou que esteve em coma nos últimos meses, e em especial, na última semana.

Por um lado elogia o pacto de regime, por outro espera que de lá saia um "pacto de emprego". Porventura com tanta faixa que andou a pintar durante a semana passada escapou-lhe a notícia dos cortes nas prestações sociais e em especial nos subsídios de desemprego.