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9 de novembro de 2011

Zizek e a indignação

Zizek não tem as respostas, aliás, quando as tem, arriscam-se muito a atirar-nos para o falhanço. Combateu tanto tempo a não-universalidade das resistências de certa esquerda, que não compreende o que significa na luta socialista concreta, em tempos graves como o nosso, a necessidade da defesa de importantes posições conquistadas. Embora diga "É a economia política, estúpido" e tenha denunciado a "pós política" gestionária entre liberais e conservadores, escusa-se frequentemente à leitura materialista e, quando tenta fazer filosofia política, esta leva-nos para maus caminhos, para um voluntarismo em que é ténue a linha para a violência de pequenos grupos sem apoio de massas. Apesar disso, é um ótimo e útil crítico da ideologia. E é isso que vos convido a apreciar:



Video "Slavoj Zizek en Occupy Wall Street". Texto roubado ao Esquerda.net

Tom Ackerman: Começamos por perguntar-lhe sobre os violentos tumultos do Verão, em Londres. Aqueles manifestantes tinham uma agenda política?

Zizek: Os manifestantes na rua, o modo como agiram na rua, e falei com manifestantes na rua... Não havia reivindicações, eles não eram sequer capazes de formular reivindicações. Foi pura violência. Não formularam uma ‘causa’, chame como quiser, “somos comunistas utópicos”, ou “somos religiosos”... A única agenda, ali, era pura violência, nas ruas, a agenda era imitar o consumismo. É muito triste...

TA: E aqui nos EUA? Você esteve lá. Viu alguma posição ideológica coerente?

9 de agosto de 2011

AA+notações, mini-crashes e (des)apontamentos



Continuam as perdas nas bolsas europeias na sequência dos mini-crashes de Frankfurt, de Wall-Street, São Paulo e Tóquio. O epicêntro que gerou estas réplicas chama-se Standard & Poor's. Enquanto isso, Obama diz que não precisa das agências de rating para saber o que fazer com o défice. Noto estranhas semelhanças de coerência em Obama e Cavaco.

(também publicado aqui)