31 de março de 2011

eles vão a todas


Podem tirar os Simpsons da luta mas não nunca vão tirar a luta aos Simpsons!


Roubada daqui, a propósito disto

A Evasão Fiscal Instalada




Os traços gerais das estatísticas de IRC que foram ontem divulgadas pela administração mostram a crise de 2009 e a evasão fiscal instalada.

Apesar do número de impresas continuar a subir, em 2009 desceu para 31% o número das que declaram ter tido actividade para pagar IRC. A receita fiscal está concentrada, com 2% das empresas a pagar três quartos do IRC cobrado. Só em 2009, os prejuízos fiscais atingiram os 12 mil milhões de euros. Temos que relembrar, que com as actuais medidas de austeridade, as empresas e a Banca contribuem 1045 milhões de euros, face aos 1487,5 milhões de euros retirado aos pensionistas.

sacrifique-se a economia

O Governo Irlandês vai, muito provavelmente, ser forçado a nacionalizar o Irish Life & Permanent, a única instituição financeira que à partida não precisaria de ser nacionalizada.
A injecção de capitais públicos na industria financeira irlandesa ascende a 46 mil milhões - para quem não tem noção da ordem de grandeza, é MUITO DINHEIRO, equivale a 1/4 do PIB português.

A Irlanda foi um bom aluno - cumpriu as ordens do défice, reduziu salários e seguiu a receita FMI deste o inicio - mas os juros no mercado secundário não pararam de subir, e o PIB não parou de encolher. A situação nos mercados financeiros está longe de estar resolvida e deve-se em parte à excessiva liberalização do sistema financeiro existente antes da crise.
A Islândia contornou o FMI. Recusou as condições impostas e implementou as suas. Fez um referendo e decidiu não pagar as dividas do sector financeiro ao exterior, tendo reestruturado as restantes.

Se o FMI não resolve o problema da divida, aumenta o desemprego e a pobreza. Se não resolve o problema dos juros, que continuam a aumentar na Irlanda, nem do crescimento, então para que serve? Na mesma lógica, para que servem as imposições da Comissão Europeia através do fundo de estabilização que, em coligação com o FMI deverá intervir em Portugal?

A consolidação orçamental é um instrumento, um factor a ter em consideração. Quando se torna o objectivo último de toda a política económica, vai acabar a exigir que sacrifiquemos a economia em seu nome.

30 de março de 2011

1088 Vozes!


Vale a pena ler as folhas que uma multidão levou à manifestação da geração à rasca no dia 12 de Março! Os organizadores que as recolheram no Porto disponibilizaram-nas aqui, conjuntamente com uma análise estatística – iniciativa inteligente e consequente. Entre folhas A4, cartazes, desenhos, panfletos e afins, são 1088 documentos. São histórias, relatos e desabafos mas são, sobretudo, um retrato dos motivos de quem sentiu que já era hora de sair à rua.

Motivos diversos de gente diversa, da indignação de quem pergunta “porquê não tenho direito a subsídio desemprego se sempre trabalhei?” ou “adoeci e sou pago a recibos verdes, vou viver de ar?”, passando pela afirmação do direito à luta “ luto por mim, pelos meus filhos e pelos meus amigos” até à proposta concreta, “fim dos falsos recibos verdes”, “fim dos estágios não remunerados”. São testemunhos e propostas que falam entre si, comunicam e se completam, que apontam problemas: a precariedade, o desemprego, os salários baixos, a falta de apoios sociais, um sistema político carente de democracia e transparência.

O que a manifestação de 12 de Março mostrou e que estas folhas (muitas delas escritas ali mesmo, no calor emocional dos Aliados) vêm reforçar é que é na precariedade e no desemprego que se joga hoje o destino de um modelo social e económico, modelo que dita a vida das pessoas, pessoas que nesse dia tiveram uma voz a dizer sobre esse modelo. O 12 de Março inverteu a lógica própria da precariedade e do desemprego que é a individualização e a divisão dos trabalhadores, ganhar a rua foi, naquele dia, comungar e perceber uma identidade que nos é arrancada no trabalho, no ensino e na vida. Naquele dia ser precário e desempregado deixou de ser apenas a nossa realidade pessoal, do colega do lado ou do familiar, para passar a ser uma identidade colectiva e visível. A espera amarga no centro de emprego ou a pesquisa de emprego desesperançada e solitária transformou-se numa nítida sensação de partilha e união pela mudança.

Construir essa identidade é um primeiro passo. O segundo é organizar a indignação e confrontar quem dita as regras. Uma organização da diversidade de quem se encontra em pontos comuns, pontos para ir à luta pelo direito ao trabalho com direitos.

Os (perigosos) Simpsons!


Três cadeias de televisão, da Alemanha, Áustria e Suíça, estão a rever e censurar capítulos da série Os Simpsons que têm alusões a acidentes nucleares. O lobby nuclear nem os desenhos animados respeita.
frase do dia aqui

Mercados: Religião oficial do Estado Português

“Uma mudança de Governo "aumentaria a confiança de Portugal" junto dos mercados e dos demais governos europeus. A convicção é do secretário-geral do Partido Popular Europeu (PPE), a família política do PSD, para quem seria positivo uma coligação que incluísse o PS, mas sem José Sócrates.”


Os mercados são hoje uma divindade que veio substituir as anteriores religiões em termos de definição e controle do poder político.
Os tempos mudam, o clero é hoje representado pela finança e pela banca, são os que definem a ética, a moral e os valores, actuando como a maior força conservadora e castradora da evolução social.
Mantêm a sociedade aprisionada no paradigma da exploração e decretam o fim da história.
Os partidos que defendem a actual linha de pensamento dominante deixaram de ser agentes políticos para passarem a sacerdotes dos mercados.
Passos Coelho e José Sócrates receberam as credenciais em Bruxelas que lhes conferem a ambos o poder de governar o país, segundo as leis desta religião.
São os dois bispos que concorrem para o lugar de cardeal patriarca.
PS e PSD trazem a mesma doutrina, o evangelista é que difere.
Citando Marx: “o governo não é francês, nem inglês nem alemão; o governo é o capital”.
Nas próximas eleições é impreterível que os portugueses não votem no seu evangelista preferido, mas que votem por um Estado Laico.

A cisão faz a união?



Para Gil Garcia parece que sim! Não interessam as declarações de Jerónimo:" Temos divergências em questões de fundo, em relação à União Europeia e em matéria económica, designadamente.". A unidade com um PCP que não a quer deve ser imposta pela criação de "uma nova força política que obrigue o PCP e BE à unidade". Será desta a saída dos que nunca entraram?

Há namoros que são eternos

Parabéns! Lenine



Um ano depois do primeiro post e depois de mais de 700 posts, convido-vos a comemorar este primeiro aniversário adeusleninista vendo o filme ;)

Pensei em escrever algo mais demorado sobre o primeiro aniversário mas entre tantas lutas e reflexões a que o momento obriga, deixo apenas este convite a (re)ver o filme (ou no mínimo to trailer)e uma frase que sugiro para acompanhar o visionamento do filme "To repeat Lenin is to repeat not what Lenin did, but what he failed to do, his missed opportunities".

Abraços às militantes e aos leitores adeusleninistas!

29 de março de 2011

para além das hipóteses académicas

Por outro lado, não há, em Portugal, uma esquerda à esquerda dos socialistas disponível para participar em soluções de poder. Uma originalidade nacional. Por essa Europa fora partidos ecologistas ou mais à esquerda mostraram, em vários momentos históricos, disponibilidade para governar. E nunca como agora essa disponibilidade foi tão urgente. O que está em causa na Europa é resistir a uma avalanche que ameaça não deixar pedra sobre pedra no edifício do Estado Social. Ser de esquerda tornou-se num sinal de radicalismo. A social-democracia consequente é hoje de uma ousadia extraordinária.

Mas Portugal tem outra originalidade, em que é acompanhado pela Alemanha e mais um ou outro país europeu: a esquerda à esquerda dos socialistas representa quase vinte por cento dos eleitores. Se quisesse usar a sua força em funções executívas teria um poder extraordinário.

Daniel Oliveira em A esquerda, o poder e o pântano

Os argumentos apesar de terem sido esgrimidos recentemente, baseiam-se em opiniões antigas e em visões já há muito repetidas.

Portanto, tudo o que se possa escrever em oposição a esta tese, será, por sua vez, igualmente repetitivo.

Só com muita dificuldade é que se poderá verdadeiramente classificar os Verdes na Alemanha e no Parlamento Europeu como uma força de esquerda. Não é por acaso que este partido fora anunciado nas anteriores eleições para o Bundestag, como o partido da nova burguesia.
Deixaram cair as suas principais propostas socialistas, tal como a retórica anti-Nato, por outro lado, participaram de uma coligação governativa com o SPD, que de esquerda também nada teve. Foram favoráveis à invasão do Afeganistão e participaram de um duro programa de cortes e de redução de direitos sociais. E veja-se lá que a governação fora tão positiva e de alternativa social que os governos sucedâneos foram, primeiro de Bloco Central SPD/CDU/CSU e depois maioria absoluta de coligação CDU/CSU/FDP. Abrindo caminho para o que hoje é a senhora Merkel. E fica no ar, uma outra questão, onde está a esquerda dos Verdes alemães quando governam o Estado de Hamburgo com os conservadores da CDU?

Há um outro caso paradigmático, o já muito discutido governo de coligação italiano entre Democratas e Comunistas. Que para além de ter cumprido com régua e esquadro o programa social-liberal, desde reformas laborais à participação da invasão do Afeganistão. Relembre-se os mais esquecidos, que o Partido Socialista e as suas personalidades se opuseram a esta barbárie bélica.
E ainda mais graves foram as consequências políticas para a alternativa de esquerda, Berlusconni não só voltou ao poder, como a Refundação Comunista teve o seu pior resultado da história, e não é por acaso que hoje se pode ler isto nas suas teses:

15.2 Per quanto riguarda le prossime elezioni politche, per le ragioni sopra esposte, non riteniamo esistano le condizioni per un comune programma di governo e per la partecipazione al medesimo della Federazione. La diversità profonda di impostazione programmatca con il PD determinerebbe per la sinistra il rischio della subalternità, oppure di una contnua confitualità.
PRIMO CONGRESSO DELLA FEDERAZIONE DELLA SINISTRA

Eu acredito que ser social-democrata hoje, seja de uma enorme ousadia, pois bem se pode procurar por um partido da Internacional Socialista que o seja, que não se encontra. Daí a extravagância e irreverência da defesa desse campo político e da proposição de coligações e entendimentos entre a ala esquerda da direita e as esquerdas. Pois, na verdade não tem grande futuro para além do orfanato ideológico e do fuzilamento político das forças sociais que se batem pela alternativa.

E que fique assente, que bem se podem rever as teses, que a conclusão é sempre a mesma, não foram as forças socialistas que empurraram os PS's para a terceira-via, as tornaram gestoras do situacionismo e fábricas de apparatchiks apolíticos. As escolhas políticas que tomaram e os traços ideológicos com que se revestiram é que as levaram a ser máquinas famintas de poder e forças simpáticas para a imposição de políticas anti-populares.

A esquerda que se tem erguido por essa Europa, é a mesma, que nega encontrar socialismo em gavetas que já não existem.

A pedido de várias famílias e do @PauloQuerido

@PauloQuerido: @ChicodeOeiras "alguém devia traduzir e mandar a todos os portugueses. Começando pelo PR e pelo líder do maior partido da oposição"

Aqui fica a minha tradução livre:

Um conselho de amigo para Portugal

Querido Portugal, daqui escreve a Irlanda. Sei que não nos conhecemos muito bem, embora tenha ouvido dizer que alguns dos nossos investidores estão por aí a cavalgar a recessão.

Podem ficar por aí um tempinho. Não quero parecer intrometido mas tenho lido umas coisas sobre ti nos jornais e acho que posso dar-te um ou outro conselho sobre o que se passa contigo e que vem aí.
A piada que corre é: sabem qual a diferença entre Portugal e Ireland? Cinco letras e seis meses.

Adiante; reparo que estás sob pressão para aceitar um resgate exterior mas os teus políticos afirmam estar determinados a não aceitar. Só, dizem eles, por cima do seus cadáveres. Na minha experiência, isso significa que está para breve, provavelmente a um Domingo.
Primeiro deixa-me explicar-te um pouco as nuances da língua Inglesa. Devido ao facto de o inglês ser a tua segunda língua, poderás pensar que as palavras “bailout” e “aid” implicam que irás contar com a ajuda dos nossos parceiros comunitários para sair das tuas actuais dificuldades.
O Inglês é a nossa primeira língua e isso foi o que pensámos que “bailout” e “aid” significavam.
Permite que te avise: não só este “bailout”, quando te for inevitavelmente imposto, não te livrará dos teus problemas actuais, como irá prolongá-los por gerações e gerações.

E ainda esperam que fiques grato. Se quiseres procurar a tradução correcta de “bailout”, sugiro que pegues no dicionário de Inglês-Português e procures palavras como: moneylending, usury, subprime mortgage, rip-of (empréstimo, usura, hipoteca, roubo). Assim terás uma tradução correcta do que te vai suceder.

Vejo também que vais mudar de governo nos próximos meses. Desculpa ter de sorrir. Sim, coloca uma demão fresquinha de tinta por cima das rachas da vossa economia, e aprecia o perfume enquanto dura.

Nós também tivemos um governo novo, aliás até é divertido ao princípio.
O novo governo chegará envolto numa leve euforia. Terá prometido todo o tipo de coisas durante a campanha sobre deitar fogo aos capitalistas e assim enquanto a UE sorri benevolamente ante a converseta.

Mal tome posse, o novo governo irá à Europa tentar fazer boa figura. Poderás até ganhar umas partidas contra o teu velho inimigo, seja ele quem for, ou atrair visitas de alguns dignitários estrangeiros como o Papa ou isso. Vai haver boas vibrações no ar e toda a gente vai refugiar-se nessa ilusão por um tempo.

Aproveita enquanto puderes, Portugal. Porque assim que a diversão acabar a realidade vai intrometer-se no teu caminho. A única coisa boa disto tudo é que jogar golfe se tornou muito atractivo aqui. Espero que o mesmo sucededa por aí e poderemos então combinar um jogo.

Com amor

Irlanda

O original aqui

A = C

O Banco de Portugal acabou de publicar as suas Previsões de Pimavera.

No mesmo documento em que admite uma recessão em 2011 (-1,4%) e a perda de 60 mil postos de trabalho nos próximos dois anos, o consenso da Almirante Reis recomenda mais austeridade ao país para sair da crise.

Não existe fundamento racional para o austeritarismo. As relações de causalidade são sempre complexas em economia, o facto de existir uma correlação entre A e C não significa que A tenha causado C , ou o contrário. Mas neste caso a relação é clara e inequívoca: Austeridade leva ao aprofundamento da Crise.

Ao corroer os salários e o emprego a austeridade não está a resolver nenhum dos problemas estruturais do país. O nosso problema de competitividade não está directamente relacionado com o equilíbrio das finanças públicas e muito menos com a evolução dos salários.

Para a determinação da competitividade concorrem outros custos (como a energia) e a adopção de uma moeda forte, excessivamente valorizada em relação ao escudo, que introduz um desequilíbrio na proporção entre transaccionáveis e não transaccionáveis produzidos. A dependência excessiva do sector não transaccionável tem ainda outra causa, senão a principal, que se prende com o continuo favorecimento por parte do Estado dos grandes grupos económicos portugueses que exploram estes sectores, muitos deles oferecidos a preço de saldo durante os processos de privatização nos anos 90.

É neste desequilíbrio que podemos encontrar uma das causas do nosso endividamento e fraco crescimento, não nos salários excessivos ou no défice orçamental. O Banco de Portugal deveria começar a olhar a identidade A = C.


Socialaicos

A empresa dona desta rede social diz que "o seu principal objectivo procura promover o encontro entre políticos, políticas e cidadãos".

É só a mim que isto soa a imbecilidade?


Bit of friendly advice, Portugal

Dear Portugal, this is Ireland here. I know we don't know each other very well, though I hear some of our developers are down with you riding out the recession.

They could be there for a while. Anyway, I don't mean to intrude but I've been reading about you in the papers and it strikes me that I might be able to offer you a bit of advice on where you are at and what lies ahead. As the joke now goes, what's the difference between Portugal and Ireland? Five letters and six months.

Anyway, I notice now that you are under pressure to accept a bailout but your politicians are claiming to be determined not to take it. It will, they say, be over their dead bodies. In my experience that means you'll be getting a bailout soon, probably on a Sunday. First let me give you a tip on the nuances of the English language. Given that English is your second language, you may think that the words 'bailout' and 'aid' imply that you will be getting help from our European brethren to get you out of your current difficulties. English is our first language and that's what we thought bailout and aid meant. Allow me to warn you, not only will this bailout, when it is inevit-ably forced on you, not get you out of your current troubles, it will actually prolong your troubles for generations to come.

For this you will be expected to be grateful. If you want to look up the proper Portuguese for bailout, I would suggest you get your English-Portuguese dictionary and look up words like: moneylending, usury, subprime mortgage, rip-off. This will give you a more accurate translation of what will be happening you.

I see also that you are going to change your government in the next couple of months. You will forgive me that I allowed myself a little smile about that. By all means do put a fresh coat of paint over the subsidence cracks in your economy. And by all means enjoy the smell of fresh paint for a while.

We got ourselves a new Government too and it is a nice diversion for a few weeks. What you will find is that the new government will come in amidst a slight euphoria from the people. The new government will have made all kinds of promises during the election campaign about burning bondholders and whatnot and the EU will smile benignly on while all that loose talk goes on.

Then, when your government gets in, they will initially go out to Europe and throw some shapes. You might even win a few sports games against your old enemy, whoever that is, and you may attract visits from foreign dignitaries like the Pope and that. There will be a real feel-good vibe in the air as everyone takes refuge in a bit of delusion for a while.

And enjoy all that while you can, Portugal. Because reality will be waiting to intrude again when all the fun dies down. The upside of it all is that the price of a game of golf has become very competitive here. Hopefully the same happens down there and we look forward to seeing you then.

Love, Ireland.

Sunday Independent


Via @brancoalmeida

Cavaco Silva garante "compromisso inequívoco" com o PEC


Alto e para o baile. Cavaco Silva vai falar.


O Presidente da República ainda não falou ao país, mas já anda a ensaiar uma resposta para os mercados internacionais. Cavaco Silva garantiu ontem à Bloomsberg que o PSD, PS e CDS vão assumir as obrigações do Estado Português.

"Os três maiores partidos asseguraram ao Presidente o seu compromisso inequívoco em relação à consolidação orçamental e os objectivos da redução do défice anunciados pelo Estado Português por forma a garantir a trajectória de sustentabilidade da dívida pública"

Se houvesse margem para dúvidas, fica bem claro que a austeridade selectiva vai-se intensificar. Austeridade ao Povo, pois claro. E os bancos, pá?


Humanismo tem de rimar com imperialismo?



A partir de amanhã, a NATO está na Líbia. Isto deve ser lido à luz do seu novo conceito estratégico, que diz repetidamente que a NATO tem recursos limitados e só intervém onde lhe interessa e onde quer que lhe interesse. O “humanismo” nunca impediu os governos "norte-atlânticos" de fazer negócios com Kadafi.

Este é apenas um breve comentário meu (também publicado aqui). Sugiro, sobre a NATO, e porque está problemática (repito) deve ser lida à luz do seu novo conceito estratégico da NATO, a (re)leitura do artigo da Joana Mortágua "O braço militar da hegemonia dos EUA" (publicado no Esquerda.net).

Garotices

PSD rejeita responsabilidade nos cortes do 'rating'

Para Marco António Costa, "o ministro Vieira da Silva anda distraído e não tem estado cá no último ano para assistir ao que se tem passado com as agências de 'rating' ou então tem memória curta que não se recorda que antes da crise ter ocorrido já uma agência tinha diminuído o 'rating'".

O líder do PSD/Porto disse mesmo que "o PSD tem tanta responsabilidade neste abaixamento do 'rating' do Estado português como tem na última tempestade que se abateu sobre o Pacífico, é exactamente o mesmo paralelo de responsabilidade".


A responsabilidade dos cortes nos ratings é do Bloco de Esquerda e da sua moção de censura, ou então da rotatividade entre BE e PCP à frente dos sucessivos governos desde 1975.
Marco António Costa, o Nuno Markl do PSD, ou anda distraído e não tem estado cá nos últimos 36 anos, ou tem memória curta e não se recorda que em todo este tempo o PSD tem contribuido largamente, em conjunto com o PS e o CDS para o actual estado do Estado.