26 de fevereiro de 2011

Mais amigos do ditador.

Este bom artigo do Luís Branco dá bem conta da enorme montanha de cinismo onde estão sentados os líderes europeus e os seus ideólogos de serviço, assistindo com fingida indignação ao genocídio comandado por seu ex-amigo Khadafi. Juntemos mais um à lista: Dominique Strauss-Kahn, Presidente do FMI e dirigente do Partido Socialista Francês.

Em Novembro de 2008 Strauss-Kahn dizia em Trípoli:

"I was also privileged to meet the Leader of Libya, Colonel Gaddafi, the Secretary of the General People's Committee for Finance, Mr. El-Huweij, and the Governor of the Central Bank, Mr. Bengdara.
"Our discussions confirmed that we share many views on Libya's economic achievements and key challenges. Ambitious reforms over the past years have yielded strong and increasingly broad-based growth and macroeconomic stability. The key challenge is to sustain the ongoing reforms, including reducing the size of the government. In this regard, the Wealth Distribution Program presents both opportunities and risks. If designed and implemented properly, it could promote the private sector while minimizing the risks for the delivery of basic public services.
"Our discussions have convinced me that Libya will continue to make progress in its reform agenda, with the goal of realizing even higher growth and improving the standard of living of the population."

Luís Amado e Sócrates não poderiam dizer melhor. Mas falemos baixinho, não vá a Irene Pimentel ouvir.

1 comentário:

  1. Estes mudaram de posição, mas Chávez jura fidelidade a Kadhafi até ao fim.

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