11 de janeiro de 2011

O poder da memória I





Desde 1991 que o Governo de Cavaco Silva tentava aumentar as propinas do ensino superior, fixadas há 50 anos em 1.200 escudos (seis euros). Em Julho de 92, aprovou a lei que estabelecia os 200 contos (1.000 euros) para o ano lectivo de 94/95, com um valor intermédio de 50 contos (250 euros) em 92/93.

Mas os estudantes não estavam pelos ajustes e as reuniões nas universidades e institutos politécnicos repetiram-se, deixando quase todos a mesma ideia: "Não pagamos!".

Os estudantes não queriam pagar as novas propinas, os reitores criticavam e o Presidente Mário Soares mandou a lei para o Tribunal Constitucional, para ver se não estava em causa o preceito de que o ensino deveria ser “tendencialmente gratuito”.

O ministro da Educação, Couto dos Santos, tinha entretanto decretado que quem não pagasse teria a matrícula anulada e uma multa de 50 contos (250 euros), acrescentando a isso a proibição de concorrer a lugares na Administração Pública.

Atitudes que só deram mais força aos protestos dos alunos. Em 24 de Novembro de 1993, ficou marcado como o dia mais violento nesta contestação: o Corpo de Intervenção carregou sobre os estudantes que faziam uma manifestação contra as propinas frente ao Parlamento. Os alunos responderam com pedras e a polícia ripostou com nova carga, mais forte.

in http://www.rr.pt/ (à falta momentânea de melhor relato)

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