23 de março de 2011

Abutres!


Bem sabemos que já voam os abutres do “interesse nacional”, mas hoje o único voto possível é aquele que chumba o austeritarismo e abre caminho à democracia. A estabilidade das nossas vidas exige a desestabilização dos vossos interesses!

Frase do dia aqui

Mónica Baptista, "a outra Senhora"

O Centro de Recursos em Conhecimento do Instituto de Segurança Social (ISS) recomenda na agenda do seu boletim, com data de dia 21, um banquete de celebração dos 122 anos do nascimento de Salazar. A sugestão remete para um site com o título “Salazar, obreiro da pátria”.

Contactada pelo PÚBLICO, a coordenadora do Centro de Recursos em Conhecimento do ISS, Mónica Baptista, explica que a agenda é feita com base em solicitações recebidas e que esta terá sido uma delas.

“São-nos enviadas informações sobre vários temas. Foi-nos enviada esta informação e divulgámos. E aquele foi o link fornecido para completar a informação. Também já divulgamos eventos de associações pró-aborto”, explica Mónica Baptista, a título de exemplo.

“Para nós não tem interesse, mas uma vez que nos foi solicitado achamos bem colocar. Estamos em democracia e as pessoas podem seleccionar aquilo que mais lhes interessa”, afirma.


através do @IvoRafaelSilva



Para os que embarcam no pensamento único

"Quer um PS? Com ou sem D?"

21 de março de 2011

Madeira: Onde as Empresas não têm trabalhadores


A Madeira é pioneira nas novas formas de trabalho e das próprias relações laborais. Na Madeira as empresas que não têm trabalhadores.

Do total das 2981 empresas instaladas na zona franca da Madeira, 2435 não possuem qualquer trabalhador declarado ao seu serviço que é cerca de 82%.

As empresas offshore em 2009 apresentaram resultados líquidos de 3,7 mil milhões de euros, mas apenas pagaram 5,9 milhões de euros em vez dos 750 milhões, taxa média de 20% como seria normal.

Mas com este PEC IV, sabemos que os pensionistas vão pagar a crise. O PS e o PDS têm dois pesos e duas medidas.


18 de março de 2011

A nova Morfologia do Trabalho: Conferência com Ricardo Antunes, na Universidade do Minho


Ricardo Antunes é um dos mais importantes especialistas na Sociologia do Trabalho dos últimos 20 anos. Professor e Investigador na Unicamp, publicou livros como o "Adeus ao Trabalho?"(1995) e "Sentidos do Trabalho" (1999). Estará na Universidade do Minho na próxima terça-feira, dia 22. A não perder!

17 de março de 2011

Não há revolução sem música

Há muito, que reflectia sobre uma questão: "Não há revolução sem música". E como a música não se ouvia... Estava longe de adivinhar em que dias iam brotar as canções que seriam apropriadas pela revolta popular: o "Parva que sou" dos Deolinda "E o povo, Pá?" dos Homens da Luta são definitivamente as mais marcantes no 12 de Março.

Esta, dos Blasted Mechanism, embora (ainda?) longe de se afirmar na linha da frente, também gostei dela... anima:



Venham mais cinco ou mais dez, que esta a revolta tem pernas para dançar!

"Eu posso dar aulas de Relações Internacionais a Maria Filomena Mónica"




Disse Maria Filomena Mónica no Público de 13 de Março: "Os promotores da manifestação de ontem [da Geração à Rasca] são todos licenciados em relações internacionais. Isto habilita-os a quê? Alguém se deu ao trabalho de olhar o conteúdo destes cursos? Os docentes que os regem sabem do que falam? Duvido."

MFM, Licenciada em Filosofia pela Universidade de Lisboa (1969), Doutorada em Sociologia pela Universidade de Oxford (1978) é investigadora-coordenadora emerita do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, é um nome incontornável nas ciências sociais contemporâneas em Portugal. Contudo, o seu curriculum não torna aceitável e até desaconselha este insulto a todas e todos os estudantes, investigadores, docentes e profissionais das Relações Internacionais.

É motivo de orgulho para as internacionalistas e os internacionalistas ter entre os seus colegas: Paula Gil, João Labrincha, Alexandre De Sousa Carvalho e António Frazão, as quatro pessoas que desencadearam um protesto que levou centenas de milhares de pessoas às ruas, por todo o país, continente, ilhas e até junto de alguns consulados e embaixadas.

Post-scriptum: Adere à comunidade do Facebook:
"Eu posso dar aulas de Relações Internacionais a Maria Filomena Mónica"

16 de março de 2011

A Madrinha Burguesa



A Moody's saúda o PEC4 e a união de facto PS-PSD, mas corta o rating português de A1 para A3 e diz que a austeridade ainda não chega. Como boa madrinha, a Moody's declara também que ou o PS e o PSD assumem a relação e se casam ou é melhor vir o FMI.

Frase do dia em
acomuna.net

Serviço Público?



Foi piada, montagem ou publicidade subliminar?

Aníbal de Boliqueime: O Cineasta Ultramarino

Já tinha postado aqui a minha opinião sobre o Aníbal e a Guerra Colonial.
As recentes e vergonhosas declarações de quem não sabe nem soube o que foi a guerra colonial, porque andava entretido a brincar aos realizadores, não surpreendem ninguém.
Os tiranetes sempre puseram e dispuseram da vida dos cidadãos com o maior desprezo.
Da minha parte já lhe estou a dar demasiado tempo de antena, mas fica a nota:
Aníbal de Boliqueime, o desprezo é mútuo.

15 de março de 2011

#Mar15

Hoje a revolução é na Síria.



Eleições?

Eleições? Belém/São Bento e Passos/Sócrates são disputas relevantes mas internas a um dos lados. O futuro joga-se entre os interesses do povo precário, à esquerda, e a governação falhada, ao centro e à direita. Crise política é não haver eleições. (também publicado aqui)

14 de março de 2011

Ai Renato, Renato...

A luta ideológica, quando feita por meras tentativas de decepar verdades, leva-nos obrigatoriamente ao caminho errado e o anelo de se provar um dogmatismo puro leva-nos à inflexibilidade de pensamento e à cegueira na argumentação. O 5 dias, na voz do Renato Teixeira, para obedecer à sua já ancestral tradição, pouco se preocupa com a verdade, com a difamação, com a falta de vergonha ou simplesmente com a forma vil e cobarde como tenta manchar imagens. Isto, claro, porque tudo serve para dizer que o Bloco de Esquerda é uma farsa. A argumentação é desnecessária, que o ódio é cego e a falta de vergonha também.

À mentira demagógica - e, diga-se de passagem, sem pés nem cabeça - publicada aqui, já o Fabian deixou a resposta da Marisa Matias e do Miguel Portas aqui.

Entretanto, o Renato vai continuar a dizer que somos maus, uma espécie de Lord Voldemort da política ou de um Dark Veder da ideologia. Se não disser que somos maus por ideias fantasiosas relativas à acção d@s eurodeputad@s, vai dizê-lo quando descobrir que o Francisco Louçã come cenouras ou que o Fernando Rosas gosta de nadar. Eu, entretanto, vou sair daqui antes que ele me venha chamar reaccionária por ter lido o Harry Potter.

Sócrates, a crise política e os mercados



Hoje Sócrates falou ao país e daqueles 17 minutos e mais qualquer coisa muita coisa (ou, no fundo, talvez nada de novo) saiu.

Uma das expressões mais utilizadas ao longo do seu discurso foi "crise política". Crise política que os outros estão a querer provocar, desde o PSD ao BE; pois bem, quer-me parecer que a crise política já foi provocada e foi pelo próprio senhor que discursou hoje, bem como pela sua aliança ao PSD, que Sócrates tanto atacou indirectamente hoje.

Esta é um dos sintomas de esquizofrenia mais graves a que eu já assisti. Por um lado, o PSD, como maior partido da oposição foi o único consultado antes da apresentação do PEC IV, como se se tratasse do único digno de tal comunicação. Por outro lado, é o mesmo PSD que Sócrates ataca como querendo provocar uma crise política; mais ainda, ataca o PSD, afirmando que ele têm na mira a vinda do FMI e das suas políticas neoliberais!!

Eu fico (quase) espantada, já que, melhor do que ninguém, Sócrates está a levar a cabo uma política de direita de forma exímia! Para quê tanto ataque ao partido que em termos ideológicos é, hoje em dia, siamês do PS?

Outra coisa que me ficou muito no ouvido deste discurso ao país foi a "confiança". Eu ainda tive esperança, até ao último minuto que Sócrates estivesse a pensar falar em dar confiança aos portugueses.....mas não!! O que Sócrates diz que conseguiu em Bruxelas "ganhar a batalha pela confiança", não dos portugueses, mas dos mercados, do BCE, da Alemanha, etc. E atenção, porque agora a Europa apoia-nos e estamos a evitar a ajuda externa e foi tudo uma vitória.

Infelizmente, tendo sempre em conta os mercados. Sócrates deixou bem claro várias coisas hoje:
1 - a confiança da Europa e dos mercados está a ser feita através do compromisso com políticas neoliberais que estão a prejudicar a maioria da população;
2- apesar do discurso algo agressivo face ao PSD, continua a ser clara a aliança entre os dois nas opções políticas tomadas;
3- Sócrates deixou, definitivamente, de pensar em Portugal (como tanto apregoa) para apenas agradar às instituições internacionais, aos mercados que nos emprestam dinheiro e que não podemos chatear e à Alemanha.

Tendo em conta este cenário, deixe-mo-nos de falinhas mansas: quem anda, de facto, a iludir e confundir os portugueses é Sócrates/PS/PSD com estas políticas que estão a destruir, lentamente, a vida d@s trabalhador@s, d@s estudantes, d@s reformad@s, d@s pensionistas, d@s precári@s, d@s desempregad@s. A política neoliberal é a escolha de um Partido Socialista (?) que já perdeu o rumo há muito tempo, a subjugação aos mercados financeiros é, também escolha do mesmo partido.

E quando escolhas destas são feitas deliberadamente nada mais resta a não ser um pingo de respeito pelo povo, principalmente depois da grande manifestação a nível nacional de dia 12 de Março, e ir de encontro às suas reivindicações!

Muito se gritou no sábado, muitas reivindicações se ouviram...no próximo sábado estaremos de novo na rua...até que estes ataques parem de vez e possamos, finalmente, dizer que estamos num país mais democrático e mais justo social e economicamente.

Estamos mesmo cheios de te ouvir Sócrates!