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13 de dezembro de 2010

El País e JN: encontre a diferença


Versão El País

La relación entre negocios y política transita a veces por el filo de la navaja. Carlos Santos Ferreira, presidente del Banco Comercial Portugués, conocido como Millennium BCP, primera entidad privada del país, intentó cuadrar intereses tan contradictorios como hacer negocios con Irán sin que ello afectara la excelente relación de Portugal con Estados Unidos. Para ello, propuso poco menos que hacer labores de espionaje al servicio de EE UU, al proponer desembarcar en Irán y, a cambio, ofrecer a Washington información de las actividades financieras de la República Islámica. La operación, según un despacho remitido en febrero de este año por la Embajada estadounidense en Lisboa, cuenta con el conocimiento del primer ministro portugués, José Sócrates, y de miembros de su Gobierno.

versão JN


O quanto não vale a censura hoje em dia. No El País diz que José Sócrates sabia de tudo, bem como os membros do seu governo.
Já a notícia do JN diz que o telegrama não é explícito quanto ao conhecimento.
Não é Sócrates quem se devia demitir porque a promiscuidade entre este e a banca não é novidade, o director do JN é que se tivesse vergonha o faria, mas vergonha é um recurso que escasseia em Portugal.
O jornalista de hoje passou de "watch-dog" da democracia a "his master voice" depois venham lá as f. do costume dizer que a classe política é miserável com a sua superioridade moral, quando a maior parte d@s jornalistas deviam entregar a carteira e assumir-se de vez como assessores de comunicação.




20 de julho de 2010

Bazares de Resistência


Os bazares estão fechados e os comerciantes das ruas de Teerão entram na segunda semana de greve.

Um grande numero de lojas ainda estão fechadas, mesmo após um compromisso alcançado sobre o plano de impostos, que despontou a greve na semana passada. O Governo Iraniano queria aumentar os impostos em 70% neste sector, quando encontrou uma enorme resistência liderada pelos comerciantes. Assim, o Governo de Teerão reduziu este aumento para 15% mas os protestos continuaram.

Numa tentativa de abrir os Bazares, a polícia Iraniana tentou abrir os bazares á força mas teve pouco sucesso. De forma a reduzir o impacto económico, o Governo Iraninano decretou um dia nacional, invocando as temperaturas extremas. Contudo, isto é muitíssimo estranho se virmos que as temperaturas não tem sido acima do normal. Há que ter em conta que os Bazares não tem tido um papel político activo desde a Revolução. Este sector da sociedade Iraniana, historicamente, tem tido um papel importante e determinante, como foi na Revolução Constitucional e na nacionalização do petróleo com Mohammed Mosaddegh.

O que se passa no Irão é para seguir atentamente.