Mostrar mensagens com a etiqueta ricardo araújo pereira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ricardo araújo pereira. Mostrar todas as mensagens

26 de março de 2012

Continua a publicidade criminosa

Conforme se pode ler hoje no Big Browser, também na Turquia houve quem tivesse uma ideia que só podemos ouvir depois de um copo de licor de merda. Desta vez, o protagonista publicitário não é o ditador de Santa Comba Dão mas o Führer da Alemanha nazi.
Mais um golpe publicitário insultuoso e criminoso, tanto mais que na publicidade a imagem de Hitler é usada para promover um dito "shampoo 100% masculino" colocando na boca deste ditador racista e homofóbico as simpáticas palavras "Se você não usa um vestido de mulher, você não deveria usar o seu shampoo."

Várias organizações anti-racistas e a comunidade judaica da Turquia já protestaram, enquanto o publicitário tem a lata de dizer que o importante é que se fale do produto. No meu entender, não há profissões que possam ser desprovidas de ética, há sempre limites.
Mesmo quando as intenções são boas há que medir as consequências do uso da imagem de criminosos como Hitler e Salazar na publicidade. Um caso lamentável, embora possa ter um bom objectivo, proteger a saúde das pessoas e o combate à SIDA, é este vídeo que se segue, onde se supõe que o objetivo é comparar o vírus a Hitler, mas a imagem fica associada aos portadores. Como diz ironicamente um dos comentários no youtube: "donc tant que je couche pas avec hitler, je risque rien ? chouette !".



Voltando ao senhor de Santa Comba, ler o artigo do Ricardo Araújo Pereira na Visão desta semana, está delicioso.

9 de março de 2012

A nova ciência política

«António José Seguro é aquilo que os cientistas políticos mais argutos têm definido como "um totó". Bem sei que certos filósofos resistem a esta categorização e preferem incluir Seguro no grupo dos choninhas.»
«Seguro já tinha cunhado o conceito de "abstenção violenta", que é uma forma de, brusca e malevolamente, não fazer rigorosamente nada.»


Ricardo Araújo Pereira, A abstenção violenta da oposição favorável

Nada melhor que um bom humorista para escrutinar os conceitos e os actores políticos por aí circulam tragicomicamente.

Quem não gostar deste exemplo de literatura pode visitar outro estilo, também fantástico, o da nossa camarada adeusleninista Joana Mortágua:

"Em nome dessa memória activa e do que ela nos ensina para as rupturas do presente recusamos os humpty dumptys da Historia que ao tentar o precário equilíbrio no muro têm sempre o mesmo destino: [ver o destino]".

2 de julho de 2011

Filosofia à riba Tejo





"(...) Tenho por isso, Zé, de te dedicar em bom francês este trecho de crónica: Je ne croi pas du tout, mom petit rien, que tu sois capable d'entendre l'acceptable minimum d'un Althusser, d'un Greimas, d'un Foucault, d'un Camus, d'un Kierkegaard, d'un Shopenhauer, d'un Nietzsche, d'un Marx, ou même d'un Tony Carreira version camembert tipo serra-da-estrela. Sais-tu pouquoi, pá?

Parce que, la-haut, à Paris, on n'achève jamais des cours au dimanche, que é como que diz ao domingo."

Daniel Abrunheiro, "Dito com os nervos", Rosário breve, O Ribatejo, 30 de junho de 2011


Dedicado a um Zé da Rosa que fugiu cá da aldeia. Sobre este mesmo assunto, que não é novo mas não podemos esquecer, teve razão também RAP em idagnar-se: "Era o que faltava. Obriguem-no a aguentar as medidas da troika até ao fim. Só pode sair do País quando o memorando estiver cumprido."