A propósito das declarações de Otelo e do Vinho "Memórias de Salazar" (sobre o vinho ver comentário anterior), João Pereira Coutinho fez um comentário no Correio da Manhã no qual os atributos conferidos à ditadura e ao 25 de Abril ... parecem ser "sintomas" de qualquer coisa.
Antes de irmos a esses atributos, podemos sublinhar que o ponto a João Pereira Coutinho quer chegar é este: "Mas com um país em crise profunda, pergunto honestamente se a ressurreição destes dois anacronismos não será o sintoma de uma doença de regime bem maior".
Vejamos então os "atributos":
"...mas uma parte do país continua no dia 24 de Abril de 1974, explorando o prestígio da ditadura – ou, pelo contrário, defendendo métodos criminosos de subversão política que só em ditadura se compreendem"
Isto é fantástico! Diz João Pereira Coutinho que há por aí uns aproveitadores a servir-se do "prestígio da ditadura" e outros que defendem os "métodos criminosos" do tal 25 de Abril.
Enfim, lá diz que "em ditadura se compreendem" os tais "métodos criminosos". Podem ler o texto todo para contextualizar devidamente... Isto não é para acusar ninguém do que não disse, mas o que é de perguntar honestamente é se chamar anacrónico à luta pela democracia não será sintoma de qualquer coisa que: ou é ilusão pura de um desmentido "fim da história", ou [TEXTO SUPRIMIDO PELA PRESTIGIADA DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE CENSURA]
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18 de março de 2012
13 de abril de 2011
E o futuro, pá!
Lamento a frase dita por Otelo e destacada pela imprensa: "Se soubesse como o país ia ficar, não fazia o 25 de Abril". Mas não se trata de mudar o passado e na sua entrevista há outros elementos a destacar: os elementos que levam à desilusão de Otelo, mas que não nos fazem abdicar da democracia que temos, nem nos tiram a vontade de levar a democracia mais além e lutar pelo futuro.
O comentário da Joana Mortágua, julgo ser a melhor resposta:
Aos 75 anos, Otelo diz que não foi para isto que se fez o 25 de Abril: "Este povo, que viveu 48 anos sob uma ditadura militar e fascista merecia mais do que dois milhões de portugueses a viverem em estado de pobreza”. À juventude nascida em democracia e a todas as gerações à rasca cumpre, com consciência disso, mudar o futuro.
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