23 de junho de 2012
18 de junho de 2012
Histórico!
A Syriza venceu nos principais centro urbanos, foi o partido mais votado
entre os jovens e é agora a única força capaz de liderar um movimento
anti-troika que salve o povo grego da barbárie austeritária.
A esquerda tem uma voz forte
Após o resultado eleitoral da noite passada na Grécia com a vitória da Nova Democracia de Samaras e do segundo lugar alcançado pela Syriza liderada por Alexis Tsipras, a Grécia enfrenta agora e mais uma vez uma dura luta, a luta contra o novo fascismo que é proporcionado pelas instituições europeias. Pode ter sido a Nova Democracia a ganhar, principalmente depois da campanha de medo lançada por vários sectores de poder mundial contra a Syriza esta conquista o segundo lugar com um curta diferença percentual. A distribuição parlamentar é enganadora dos reais resultados pois o sistema eleitoral grego dá de bandeja 50 lugares a quem vença as eleições sendo o número de deputados entre a Nova Democracia e a Syriza uma falsa realidade do resultado eleitoral.
Com isto a Grécia terá à partida um novo governo formado entre a Nova Democracia e o PASOK de Venizelos. O dirigente socialista disse que formava governo com a participação da Syriza, mas esta tomou a melhor decisão, a decisão de não se aliar aos partidos que provocaram o declínio do povo grego optando assim por ser a mais forte voz de oposição ao programa da troika e a prova de que pode ser essa forte oposição é um resultado superior a 25%, vindo de um partido que andou nos 4% nas últimas eleições, não contando as de 6 de Maio, é sim uma vitória para a esquerda, vitória que a direita tenta abafar.
Podemos ter agora uma certeza, apesar de um governo de direita na Grécia este vai contar com uma forte oposição, a oposição de uma esquerda renovada que soube, não fugindo aos seus princípios, ter um discurso forte e agregar grande parte dos votantes à esquerda. Mostrou também que não é com o sectarismo que se obtém resultados históricos, é sabendo reinventar a esquerda, torná-la mais abrangente, mas sem deixar de ser esquerda e sem se deixar corromper pelas oportunidades de poder que possam aparecer, e a prova de que essa esquerda é a Syriza é o facto de recusar formar governo com a direita, incluindo PASOK, é com esta esquerda que a Grécia pode contar para fazer oposição à troika.
Muitos parabéns à Syriza e que continue forte e seja forte contra a troika com o apoio de todos nós.
15 de junho de 2012
O pós-nazismo institucional do governo merkel
Para mim, uma união orçamental é algo em que se cortam os direitos orçamentais dos Parlamentos, pelo menos caso as regras sejam violadas. E vemos o quão difícil é abandonar a autonomia orçamental: mesmo sob uma enorme pressão, foi muito difícil para a Espanha sujeitar-se à condicionalidade de um resgate. É visto como uma questão de orgulho nacional."
Jens Weidmann - Presidente do Bundesbank
Acho que todos que já leram esta entrevista ficaram a saber que o pós-nazismo institucional existe definitivamente e não se esconde.
13 de junho de 2012
Contra o trabaho infantil!
"10. Educação pública e gratuita de todas as crianças. Eliminação do trabalho das crianças nas fábricas na sua forma hodierna (...)."
(Karl Marx e Friedrich Engels, 1848)
ou dito por outras palavras:
(Karl Marx e Friedrich Engels, 1848)
ou dito por outras palavras:
6 de junho de 2012
Recordando "A GALP e o autocarro da Selecção Nacional"
E não é que eu escrevi isto há quatro anos (10 Outubro 2008)? O que está igual? O que mudou?
A GALP e o autocarro da Selecção Nacional – o gozo popular como combustível dos poderosos?
A publicidade da GALP, aquela em que o 'povo' empurrava o autocarro da Selecção Nacional, é um claro exemplo do que são as nações: são todos da equipa, mas a maioria vai a pé. 'Selecção' quer dizer isso mesmo: são os escolhidos, os melhores, a aristocracia ou, numa aproximação à linguagem em voga, são os meritocratas.
Sejam os que jogam bem em campo, sejam os que jogam bem no casino do mercado de capitais (bolsa), os meritocratas por definição merecem ir bem montados num veículo atestado pela 'energia positiva' do suor da populaça.
massa popular sacrifica-se com um sorriso nos lábios empurrando o autocarro com a marca da empresa nacional, mas aí está outra contradição: afinal a empresa também já não é totalmente nacional, nem no sentido público nem no sentido privado da propriedade da empresa. Aliás a participação que resta ao Estado na GALP de nada tem valido às cidadãs e cidadãos que têm sofrido com os aumentos do combustível em favor da especulação das gasolineiras.
A aparência de empresa nacional é útil para fins publicitários: a empresa da nossa equipa!. E é através dessa aparência que se sustentam as ilusões nacionalistas da mentalidade pequeno-burguesa dos muitos que, nos intervalos dos seus pequenos negócios ou no regresso ferroviário de um dia de trabalho assalariado, discutem os sucessos e insucessos das empresas cujos lucros apenas ridiculamente lhes podem dizer algo.
Neste esforço feliz de carregar os escolhidos ao colo, perdão, de empurrar orgulhosamente o seu/nosso autocarro podemos ver a versão tuga da piada jugoslava dissecada por Žižek: no estilo burocrático do socialismo soviético 'eram os próprios membros da nomenclatura, os representantes das pessoas comuns, que conduziam as dispendiosas limusinas' ao passo que no socialismo autogestionário jugoslavo 'eram as pessoas comuns que conduziam as limusinas através dos seus representantes' (p. 24). No primeiro caso 'o Outro goza em vez de mim, no meu lugar', no segundo perde-se a distância entre o eu e o outro: e 'Eu próprio gozo através do Outro' (p. 37).
Esta mesma lógica do Eu próprio gozo através do Outro:
a) sustenta o mito de Cavaco: o self-made man de Boliqueime, suposto menino humilde que chega a Professor Universitário, Primeiro-Ministro e Presidente da República;
b) dá base ao personalismo de presidentes mestizos na América Latina;
c) está subjacente ao Yes We Can do sonho (afro)americano de fazer de Obama o primeiro presidente negro dos EUA.
Estas distracções do gozo através do outro, temos de rejeitá-las em política: ou não fosse 'o livre desenvolvimento de cada um' a verdadeira condição para 'o livre desenvolvimento de todos' (Marx & Engels).
Karl Marx & Fredrich Engels, Manifesto do Partido Comunista, 1848
Slavoj Žižek, A Subjectividade Por Vir - Ensaios Críticos sobre a Voz Obscena, Relógio D'Água, [2004], Setembro 2006
A GALP e o autocarro da Selecção Nacional – o gozo popular como combustível dos poderosos?
A publicidade da GALP, aquela em que o 'povo' empurrava o autocarro da Selecção Nacional, é um claro exemplo do que são as nações: são todos da equipa, mas a maioria vai a pé. 'Selecção' quer dizer isso mesmo: são os escolhidos, os melhores, a aristocracia ou, numa aproximação à linguagem em voga, são os meritocratas.
Sejam os que jogam bem em campo, sejam os que jogam bem no casino do mercado de capitais (bolsa), os meritocratas por definição merecem ir bem montados num veículo atestado pela 'energia positiva' do suor da populaça.
massa popular sacrifica-se com um sorriso nos lábios empurrando o autocarro com a marca da empresa nacional, mas aí está outra contradição: afinal a empresa também já não é totalmente nacional, nem no sentido público nem no sentido privado da propriedade da empresa. Aliás a participação que resta ao Estado na GALP de nada tem valido às cidadãs e cidadãos que têm sofrido com os aumentos do combustível em favor da especulação das gasolineiras.
A aparência de empresa nacional é útil para fins publicitários: a empresa da nossa equipa!. E é através dessa aparência que se sustentam as ilusões nacionalistas da mentalidade pequeno-burguesa dos muitos que, nos intervalos dos seus pequenos negócios ou no regresso ferroviário de um dia de trabalho assalariado, discutem os sucessos e insucessos das empresas cujos lucros apenas ridiculamente lhes podem dizer algo.
Neste esforço feliz de carregar os escolhidos ao colo, perdão, de empurrar orgulhosamente o seu/nosso autocarro podemos ver a versão tuga da piada jugoslava dissecada por Žižek: no estilo burocrático do socialismo soviético 'eram os próprios membros da nomenclatura, os representantes das pessoas comuns, que conduziam as dispendiosas limusinas' ao passo que no socialismo autogestionário jugoslavo 'eram as pessoas comuns que conduziam as limusinas através dos seus representantes' (p. 24). No primeiro caso 'o Outro goza em vez de mim, no meu lugar', no segundo perde-se a distância entre o eu e o outro: e 'Eu próprio gozo através do Outro' (p. 37).
Esta mesma lógica do Eu próprio gozo através do Outro:
a) sustenta o mito de Cavaco: o self-made man de Boliqueime, suposto menino humilde que chega a Professor Universitário, Primeiro-Ministro e Presidente da República;
b) dá base ao personalismo de presidentes mestizos na América Latina;
c) está subjacente ao Yes We Can do sonho (afro)americano de fazer de Obama o primeiro presidente negro dos EUA.
Estas distracções do gozo através do outro, temos de rejeitá-las em política: ou não fosse 'o livre desenvolvimento de cada um' a verdadeira condição para 'o livre desenvolvimento de todos' (Marx & Engels).
Karl Marx & Fredrich Engels, Manifesto do Partido Comunista, 1848
Slavoj Žižek, A Subjectividade Por Vir - Ensaios Críticos sobre a Voz Obscena, Relógio D'Água, [2004], Setembro 2006
5 de junho de 2012
Troikocracia
![]() É curioso que para dizer Estado/Governo os gregos usam a palavra Kratos e o nome do seu Estado, traduzido em português como República Helénica, se escreve em grego Ellīnikī́ Dīmokratía (**). Quero com esta curiosidade sobre a Grécia sublinhar que o poder ou é do Demos (povo) ou é da dívida (dos credores). E se a dívida soberana sai do poder de um soberano (que seria o povo grego) para mãos alheias é porque esse poder foi alienado: o povo de soberano passou a tutelado. A democracia não é um poder qualquer, é o poder de um povo, o poder de uma comunidade política que se reconhece enquanto tal. Ninguém vive em democracia se não fizer parte de um povo soberano. Isso não existe. E as línguas, as etnias e as religiões são uma questão absolutamente secundária como critério para o que é um povo. O critério que prevalece é o da comunidade política. É um povo toda a comunidade política historicamente construída que se reconheça enquanto tal, e isso muda ao longo do tempo, mas não brota instantaneamente. |
31 de maio de 2012
Quando os processos revolucionários se esfriam, a reação começa lentamente a restituir as instituições do velho regime, que lhes eram úteis. É com este olhar, a título de exemplo, que o pensador liberal Alexis Tocqueville vê a revolução francesa traída com a ascensão do despotismo de tipo absolutista de Napoleão Bonaparte.
Durante o Estado Novo, uma das funções principais da PIDE, apesar de pouco relatada, passava por se infiltrar nas fileiras operárias e denunciar aos patrões os potenciais agitadores.
Pelo que parece, as nossas secretas, ainda não perderam estes tiques.
Pelo que parece, as nossas secretas, ainda não perderam estes tiques.
30 de maio de 2012
A criminalização dos movimentos sociais: Precários Inflexíveis ameaçados com processo crime
Precários Inflexíveis pedem aclaração da sentença e recorrem para o Tribunal da Relação
Tribunal envia processo para Ministério Público porque considera que o PI não cumpriu a sentença.
O movimento
Precários Inflexíveis apagou na segunda-feira dezenas de comentários do
seu blog relativos ao post sobre a Axes Market. Recordamos que a empresa
a Ambição International Marketing interpôs uma Providência Cautelar
para que fossem apagados os mais de 300 comentários ao referido post.
Infelizmente o
Tribunal concedeu à empresa a vantagem de forçar o PI a suspender ou
ocultar não todos mas várias dezenas de comentários de pessoas sob pena
de que o PI pagasse por cada dia de atraso 50€ de multa. Agora, apesar
de ter sido cumprida a sentença, o Tribunal enviou o processo para o
Ministério Público, invocando que pode ter lugar um processo criminal
(sobre um membro do PI), por desobediência, no que respeita à execução da sentença, pois entende a reacção do PI à mesma, nomeadamente o comunicado do PI (disponível aqui) teve em vista "infringir a providência cautelar decretada". Ainda assim, o PI efectuou o pedido de aclaração da sentença e vai recorrer para o Tribunal da Relação.
Cumprindo a
sentença da providência cautelar, e porque não é possível suspender ou
ocultar comentários, o PI viu-se obrigado a apagar os comentários, tendo
guardado, de forma não pública, o seu conteúdo para voltar a divulgar
posteriormente, quando a justiça vier a ser reposta, como esperamos.
- Segundo é do
conhecimento público, não existem quaisquer diligências para averiguar
da veracidade dos inúmeros testemunhos lançados pelos cidadãos.
- O PI,
movimento composto maioritariamente por trabalhadores precários e
desempregados, foi forçado a pagar mais de 270€ de custas judiciais
devido ao processo instaurado.
- Para que o PI possa interpôr recurso terá ainda de pagar mais de 270€ de novas custas judiciais.
- O PI arrisca um novo processo, agora criminal, contra um dos seus membros devido à diligência do Tribunal.
Continuamos a
afirmar que não vamos desistir de reclamar justiça e continuamos a
apelar a todos os cidadãos, grupos e organizações que se manifestem e
intervenham neste tema para que a justiça seja reposta.
26 de maio de 2012
Lagardismo crítico
Christine Lagarde vem hoje afirmar que não tenciona que parem os planos de austeridade na Grécia e que se preocupa mais com as crianças em África do que com as crianças gregas. Lagarde diz também que os pais das crianças gregas têm de pagar os seus impostos e que estes andam a fugir ao fisco.
Aquilo que Lagarde não se lembra é que para os pais das crianças gregas poderem pagar os seus impostos têm de ter direito a um salário justo, o acesso aquilo que é básico e pelo qual os povos se bateram sempre, e que os neo liberais e os neo conservadores estão a ter tanto prazer em tirar. O que Lagarde se esquece é que na Grécia se está a preparar uma alternativa à austeridade, uma alternativa à troika e ao seu FMI. Essa alternativa tem nome e é Syriza, e apesar do que todos os lideres europeus dizem tentando apelar ao não voto na Syriza, a Syriza está em primeiro nas sondagens e se tudo correr pelo melhor é bom que os neo liberais e neo conservadores engulam a austeridade e possam passar a ver medidas efectivas de crescimento, que é o que se recusaram a fazer durante todos estes anos de crise.
Os pais das crianças gregas não têm dinheiro para comer, quanto mais para pagarem os impostos que a Sra Lagarde tanto anseia para que a Grécia possa pagar os juros abusivos da "ajuda" do FMI. A "ajuda" do FMI é o total descalabro e isso está bem presente tanto na Grécia como em Portugal onde se observa a olhos vistos o empobrecimento do pais e das pessoas que dele fazem parte.
A solução parte com o rompimento com a troika, o rompimento com a austeridade e a criação de políticas que promovam o crescimento e a igualdade de oportunidades para todo e qualquer cidadão. As crianças de África também me preocupam, e qual é a sua cota de responsabilidade por essas crianças estarem no estado que estão?
Aquilo que Lagarde não se lembra é que para os pais das crianças gregas poderem pagar os seus impostos têm de ter direito a um salário justo, o acesso aquilo que é básico e pelo qual os povos se bateram sempre, e que os neo liberais e os neo conservadores estão a ter tanto prazer em tirar. O que Lagarde se esquece é que na Grécia se está a preparar uma alternativa à austeridade, uma alternativa à troika e ao seu FMI. Essa alternativa tem nome e é Syriza, e apesar do que todos os lideres europeus dizem tentando apelar ao não voto na Syriza, a Syriza está em primeiro nas sondagens e se tudo correr pelo melhor é bom que os neo liberais e neo conservadores engulam a austeridade e possam passar a ver medidas efectivas de crescimento, que é o que se recusaram a fazer durante todos estes anos de crise.
Os pais das crianças gregas não têm dinheiro para comer, quanto mais para pagarem os impostos que a Sra Lagarde tanto anseia para que a Grécia possa pagar os juros abusivos da "ajuda" do FMI. A "ajuda" do FMI é o total descalabro e isso está bem presente tanto na Grécia como em Portugal onde se observa a olhos vistos o empobrecimento do pais e das pessoas que dele fazem parte.
A solução parte com o rompimento com a troika, o rompimento com a austeridade e a criação de políticas que promovam o crescimento e a igualdade de oportunidades para todo e qualquer cidadão. As crianças de África também me preocupam, e qual é a sua cota de responsabilidade por essas crianças estarem no estado que estão?
A gota de relva
O
Comunicado do Conselho de Redacção do jornal Público é claro:
Miguel Relvas ameaçou a jornalista Maria José Oliveira com factos
da sua vida particular e o jornal com um blackout informativo
do Governo, se a notícia sobre o caso das secretas em que está
envolvido fosse publicada.
O
ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares negou as acusações e afirmou que se sentiu pressionado com o prazo de trinta e dois
minutos que lhe foi imposto para responder às questões da
jornalista em causa. Relvas vira o discurso e garante que as únicas
ameaças que manifestou ao jornal foi uma queixa na ERC contra o
Público e um blackout em nome pessoal.
Depois
do caso Pedro Rosa Mendes é a vez do jornal Público ser alvo das
pressões do ministro que tutela a Comunicação Social e da RTP que
também já avançou para a ERC a propósito da contratação de Futre para comentador da estação pública televisiva.
Só
há uma saída para Miguel Relvas e nenhuma dúvida resta sobre ela.
Um membro do Governo que espezinha a liberdade de expressão da sua
comunicação social não pode ter espaço neste espectáculo; tem
imperativamente que sair de cena.
SYRIZA e um rodapé ao discurso do método
Há menos de 5 dias, uma notícia indignou alguns dos comentadores de uma nota * de Tiago Mota Saraiva. Esta notícia: Tsipras and SYRIZA Eye 50-Seats Bonus as “Single Party”.
A lei eleitoral que dá um bónus de 50 deputados ao partido (nunca a uma coligação) mais votado foi feita à medida do PASOK e da ND. Era uma lei para os partidos do centrão. Naquela estrutura partidária e com aquela lei à medida, a esquerda, mesmo que se juntasse toda, não tinha acesso a este privilégio de poder. Um privilégio apenas reservado aos partidos (dos) dominantes.
Pessoalmente e até dadas as circunstâncias parece-me bem que a coligação SYRIZA assuma a forma legal de partido para ter acesso ao malfadado bónus. Isso pode até, por motivos colaterais, favorecer o futuro dessa força de esquerda, unificando-a num partido plural; embora não seja esse o debate agora.
A SYRIZA defende o fim do privilégio dos 50 deputados. Porém, na acesa luta em que estamos, seria responsável condenar a esquerda a, se ganhasse por poco, ter apenas mais 1 ou 2 deputados que o segundo; se ficasse em segundo (com a mesma diferença), ter automaticamente menos 51 ou 52 deputados? Era lutar sempre em desvantagem.
Quem está numa luta destas tem de combater com as armas deste sistema eleitoral, nunca perdendo os princípios estratégicos, mas não querendo impor-se a si as regras eleitorais de uma democracia mais radical que infelizmente estão ainda por implementar.
Eu defendo um sistema mais proporcional, mas julgo que o meu partido não deveria recusar nenhum deputado ou deputada que por via do método de hondt lhe fosse atribuído para além do número que "devia ser" num método mais proporcional.
As regras eleitorais são as que estão em vigor, a SYRIZA não tem de se condenar a ser lixada por uma regra criada para lixar as forças fora do centrão.
E faço votos para que a SYRIZA se desenvolva um grande partido plural.
* Lamento o já corrigidoo lapso, interpretei mal o artigo inicialmente. Pois os comentários são críticos en não a nota.
A lei eleitoral que dá um bónus de 50 deputados ao partido (nunca a uma coligação) mais votado foi feita à medida do PASOK e da ND. Era uma lei para os partidos do centrão. Naquela estrutura partidária e com aquela lei à medida, a esquerda, mesmo que se juntasse toda, não tinha acesso a este privilégio de poder. Um privilégio apenas reservado aos partidos (dos) dominantes.
Pessoalmente e até dadas as circunstâncias parece-me bem que a coligação SYRIZA assuma a forma legal de partido para ter acesso ao malfadado bónus. Isso pode até, por motivos colaterais, favorecer o futuro dessa força de esquerda, unificando-a num partido plural; embora não seja esse o debate agora.
A SYRIZA defende o fim do privilégio dos 50 deputados. Porém, na acesa luta em que estamos, seria responsável condenar a esquerda a, se ganhasse por poco, ter apenas mais 1 ou 2 deputados que o segundo; se ficasse em segundo (com a mesma diferença), ter automaticamente menos 51 ou 52 deputados? Era lutar sempre em desvantagem.
Quem está numa luta destas tem de combater com as armas deste sistema eleitoral, nunca perdendo os princípios estratégicos, mas não querendo impor-se a si as regras eleitorais de uma democracia mais radical que infelizmente estão ainda por implementar.
Eu defendo um sistema mais proporcional, mas julgo que o meu partido não deveria recusar nenhum deputado ou deputada que por via do método de hondt lhe fosse atribuído para além do número que "devia ser" num método mais proporcional.
As regras eleitorais são as que estão em vigor, a SYRIZA não tem de se condenar a ser lixada por uma regra criada para lixar as forças fora do centrão.
E faço votos para que a SYRIZA se desenvolva um grande partido plural.
* Lamento o já corrigidoo lapso, interpretei mal o artigo inicialmente. Pois os comentários são críticos en não a nota.
25 de maio de 2012
política de classe
O documento de estratégia orçamental que PSD e CDS aprovaram com a
violenta abstenção do PS explica-se facilmente em curtos segundos:
congelamento das pensões e dos salários por 5 anos. Uma pensão de 600€
perderá 100€ e o fator Trabalho um total de 10 mil milhões de euros.
(O BPN custou 8 mil milhões de euros não foi?)
Pela vitória da Grécia contra a chantagem
Nas eleições do início de Maio, o povo grego rejeitou a política da troika. Desde então, o governo da Alemanha, a Comissão Europeia e o FMI ameaçam a Grécia com a expulsão do euro ou da União. Esta chantagem procura evitar que, no próximo 17 de Junho, vença um governo da esquerda contra a troika.
A vitória de um governo unitário de esquerda é decisiva para a Grécia, mas abre também caminhos para rejeitar o dogma da austeridade e a tirania da dívida na Europa.
Apelamos à solidariedade internacional com a democracia na Grécia. Apoiamos a coligação Syriza na luta por um governo que enfrente a catástrofe social e a bancarrota.
Apoiamos a esquerda grega contra a troika porque também é necessário que a esquerda portuguesa construa caminhos de coerência e alternativas corajosas, fale sem meias palavras e conquiste a maioria.
Subscritores/subscritoras
Assina AQUI
A vitória de um governo unitário de esquerda é decisiva para a Grécia, mas abre também caminhos para rejeitar o dogma da austeridade e a tirania da dívida na Europa.
Apelamos à solidariedade internacional com a democracia na Grécia. Apoiamos a coligação Syriza na luta por um governo que enfrente a catástrofe social e a bancarrota.
Apoiamos a esquerda grega contra a troika porque também é necessário que a esquerda portuguesa construa caminhos de coerência e alternativas corajosas, fale sem meias palavras e conquiste a maioria.
Subscritores/subscritoras
Assina AQUI
24 de maio de 2012
Espero ver-me grego
Última sondagem grega:
Syriza 30%,
Nova Democracia 26%,
PASOK (PS) 15%,
Gregos independentes 7%
Esquerda democrática7%
KKE (PCG) 5%
Nazis 4,5%.
Tradução de Filipa Gonçalves
Syriza 30%,
Nova Democracia 26%,
PASOK (PS) 15%,
Gregos independentes 7%
Esquerda democrática7%
KKE (PCG) 5%
Nazis 4,5%.
Tradução de Filipa Gonçalves
Para lá da política da Troika não há verdes europeus
19 de maio de 2012
Apoiar a Syriza, defender a Europa e a democracia
"Não queremos uma catástrofe total na zona euro e na Europa. Ao mesmo tempo, não
queremos regressar ao dracma. Porque teremos, na Grécia, os pobres a terem
dracmas e os ricos a comprarem tudo com euros"
Alexis Tsipras, líder da Syriza
As democracias europeias estão em perigo, sequestradas pela política de empobrecimento e pela intervenção externa ou, pelo menos, a ameaça dela - "a lógica do "para não chamar o FMI".
A Grécia é o espelho dessa destruição levada a cabo pela Troika e os governos colaboracionistas. E quando a SYRIZA emerge uma força política capaz de defender a democracia e o desenvolvimento, todas as forças capitalistas se mobilizam contra.
FMI, BCE, agência Ficht, imprensa internacional, vários poderes se movem para deter a vontade popular e impedir a eventual vitória da SYRIZA nas eleições de 17 de junho. Mobilizam todas as mentiras e todas as chantagens.
Esta força europeista de esquerda propõe um rumo para uma europa de desenvolvimento coletivo, uma Europa solidária e próspera. Todos os povos da Europa se devia unir a esta proposta de futuro e de progresso.
No campo oposto, as atuais lideranças europeias estão a empurrar a Europa para o fundo. A austeridade está a sofocar os povos europeus. Estará a Alemanha preparada para as consequências da destruição do mercado interno? E os outros países?
Vamos deixar que nos roubem as nossas democracias? As democracias com direitos sociais e laborais foram um avanço histórico e uma esperança para o mundo. Matá-las é matar a esperança.
Alexis Tsipras, líder da Syriza
As democracias europeias estão em perigo, sequestradas pela política de empobrecimento e pela intervenção externa ou, pelo menos, a ameaça dela - "a lógica do "para não chamar o FMI".
A Grécia é o espelho dessa destruição levada a cabo pela Troika e os governos colaboracionistas. E quando a SYRIZA emerge uma força política capaz de defender a democracia e o desenvolvimento, todas as forças capitalistas se mobilizam contra.
FMI, BCE, agência Ficht, imprensa internacional, vários poderes se movem para deter a vontade popular e impedir a eventual vitória da SYRIZA nas eleições de 17 de junho. Mobilizam todas as mentiras e todas as chantagens.
Esta força europeista de esquerda propõe um rumo para uma europa de desenvolvimento coletivo, uma Europa solidária e próspera. Todos os povos da Europa se devia unir a esta proposta de futuro e de progresso.
No campo oposto, as atuais lideranças europeias estão a empurrar a Europa para o fundo. A austeridade está a sofocar os povos europeus. Estará a Alemanha preparada para as consequências da destruição do mercado interno? E os outros países?
Vamos deixar que nos roubem as nossas democracias? As democracias com direitos sociais e laborais foram um avanço histórico e uma esperança para o mundo. Matá-las é matar a esperança.
12 de maio de 2012
Catastroika (legendas em português)
O novo documentário da equipa responsável por Dividocracia chama-se Castastroika e faz um relato avassalador sobre o impacte da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás. Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em sectores como os transportes, a água ou a energia. Produzido através de contribuições do público, conta com o testemunho de nomes como Slavoj Žižek, Naomi Klein, Luis Sepúlveda, Ken Loach, Dean Baker e Aditya Chakrabortyy.
De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais devastadores registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate». Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia. O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.
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